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24 agosto 2012

A crise do Lago Niassa - artigo

"Parece que é apanágio das organizações regionais necessitarem, de quando, em vez, terem uma crise interna para se tornarem credíveis ou mais críveis.

Creio que não existe nenhuma onde isso não tenha acontecido; pelo menos, nas mais conhecidas. Até nas de caraterísticas mais globais, como a ONU ou a OUA/UA.

Recordemos nas crises da Organização do Tratado de Varsóvia (vulgo, Pacto de Varsóvia) com as tentativas de “libertação política” da Hungria e da Checoslováquia abafadas pelo Exército Vermelho e seus aliados,

Ou a continuada crise político-militar que se mantém no seio da OTAN/NATO, entre a Grécia e a Turquia;

Já para não falar dos indisfarçáveis e inalterados litígios políticos-fronteiriços na América Latina…

Se no continente africano continuam a persistir demandas entre os Estados, nomeadamente, na região dos Grandes Lagos, no Corno de África e nos “dois Sudões”, já para não esquecer o que se vai passando no seio da CEDEAO, porque é que a SADC não haveria, também, ela, aparecer com indícios de um estranho – ou talvez não – e perigoso latente conflito no seu interior?

Uma curiosa disputa entre a Tanzânia e o Malawi sobre a delimitação fronteiriça do Lago Niassa.

Um interessante pleito que surge no momento em que Angola passa a presidência da SADC – e está em plena campanha eleitoral, ou algo semelhante – a Moçambique que, quer queira, quer não, é também ele parte muito interessada nesta contenda. (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 240, de 24/Agosto/2012, página 23. (transcrito no portal do Jornal Pravda.ru)

06 janeiro 2007

ONU, nº 2 é africana

(imagem RFM)
O "braço-direito" do novo Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon (o tal que, por ocasião do enforcamento de Saddan, afirmou não se meter na vida interna dos países) é a ministra tanzaniana dos Negócios Estrangeiros, Asha-Rose Migiro.
Esta parece ter sido uma das promessas de Ki-moon, eleger uma senhora para seu principal adjunto.
Em qualquer dos casos não deixa de ser uma forte vitória da diplomacia tanzaniana e a confirmação das qualidades políticas e diplomáticas de alguns dirigentes africanos.
Pode ser que a nº 2 da ONU não nos faça pedir a volta de Kofi Annam. É que as primeiras atitudes do sucessor não pronunciam grandes coisas.