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07 fevereiro 2023

Os 138 anos do Tratado de Simulambuco (Cabinda) - Mesa-Redonda

 


Mesa-Redonda patrocinada pelo portal/site do jornal online "Cabinda Actualidades" e relacionada sobre os 138 anos o Tratado de Simulambuco. Alguns dos participante, nomeadamente os que intervinham a partir de Luanda, por razões técnicas - dificuldades de acesso à Internet -, não puderam se fazer presentes

Este Tratado foi rubricado entre o Reino de Portugal (representado pelo capitão-tenente Guilherme Augusto de Brito Capello, comandante da fragata Rainha de Portugal) e por diferente dos príncipes, régulos e governantes e cavalheiros Ibinda/Cabinda, no sítio de Simulambuco em 1 de Fevereiro de 1885.

A Mesa-redonda pode ser integralmente revista aqui

O meu tema pode ser lido na minha página do Academia-edu, através deste acesso.

23 junho 2021

“O Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução” - Debate (Webinar)


«O problema da territorialidade de Cabinda e que solução»

por: Eugénio Costa Almeida

Texto apresentado no Debate (Webinar) “O Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução”, ocorrido em 19 de Junho de 2021, através da plataforma Facebook, pelas 18 horas (Luanda e Lisboa).

Organizador e moderador: Makosu Sita

Oradores/Palestrantes: Eduardo Muindo (UCI); Henrique Malonda (ADCDH); Eugénio Costa Almeida (Investigador do CEI-IUL e CINAMIL)

 

Resumo:

Apresentação do meu texto no Debate (Webinar) «Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução», onde é proposta como solução para o problema da estra-territorialidade do território (ou província) de Cabinda, no seio da República de Angola, uma revisão do seu actual estatuto político-administrativo. Nesta mesma apresentação abordo, sinteticamente, as diferentes condicionantes que levaram o território de Cabinda ao actual estatuto.

Palavras-chave: Angola, Cabinda, Conflito, Estatuto, Exclave, Enclave.

 
Abstract:

Presentation of my text in the Debate (Webinar) «Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução (Political-Military Conflict in Cabinda, Ways of Resolution)», which is proposed as a solution to the problem of the stra-territoriality of the territory (or province) of Cabinda, within the Republic of Angola, a review of its current political-administrative status. In the same presentation I briefly refer to the different conditions that led the territory of Cabinda to its status as a province of the Republic of Angola.

Keywords: Angola, Cabinda, Conflict, Statute, Exclave, Enclave.



[i] Apresentado no Debate (Webinar) “O Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução”, ocorrido em 19 de Junho de 2021, através da plataforma Facebook, pelas 18 horas (Luanda e Lisboa).

O texto da apresentação com a inclusão dos comentários ocorridos ao longo do Debate, podem ser acedidos aqui

08 março 2019

Eu, Angola, Cabinda e FLEC na RDP-África


Hoje, 1 de Março,  estive em directo para a RDP Africa a falar sobre #Cabinda e o comunicado "de guerra" da FAC, da Cabinda Flec.

A minha participação pode ser ouvida aqui




10 novembro 2017

João Lourenço em Cabinda - análise/entrevista à RFI


«O Presidente de Angola, João Lourenço, defendeu que Cabinda é uma prioridade, mas o novo presidente só vai “até onde lhe for permitido”, na análise de Eugénio Costa Almeida. O invetigador recorda que João Lourenço “é só o vice-presidente do MPLA”, a não ser que faça uma “moçambicanização do sistema político” de Angola

João Lourenço respondeu que Cabinda é uma prioridade, mas para Eugénio Costa Almeida, investigador angolano do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (CEI-IUL), o novo presidente só vai “até onde lhe for permitido”.


Ler e ouvir, na íntegra, e entrevista concedida hoje, véspera da Dipanda, à jornalista Carina Branco, da RFI em português em: http://pt.rfi.fr/angola/20171110-joao-lourenco-vai-ate-onde-lhe-permitido-em-cabinda 

13 junho 2013

Cabinda, Fronteiras e Pertenças Político-identitárias nos Cadernos do CEA nº 25


Eugénio Costa Almeida, do Centro de Estudos Africanos do ISCTE-IUL, aborda as influências da colonização europeia na grande região da bacia do Zaire, onde começa o território efectivo de Cabinda. Iniciando com uma abordagem histórica, o autor analisa os diferentes reinos, os tratados e acordos que serviram de base para as delimitações fronteiriças do atual enclave de Cabinda e as reivindicações autonómicas. Conclui o artigo referindo a forma como a economia de Cabinda está a ser pouco utilizada na vida social desta província angolana” 

Este é parte do editorial de Ana Bénard da Costa, para a revista Cadernos de Estudos Africanos, nº 25 que inclui o meu texto “O Difícil Processo de Definição de Fronteiras e Pertenças Político-identitárias no Debate de Cabinda” (páginas 65 a 93)

Para aceder à revista no global, podem-no fazer via aqui; para o artigo em específico acedam por aqui.


Queiram notar que este não é um texto da análise política mas um de características académicas!

31 maio 2013

Estudos Africanos nº 25


O segundo artigo que aqui é evidenciado, sobre Cabinda, «O Difícil Processo de Definição de Fronteiras e Pertenças Político-identitárias no Debate de Cabinda» foi escrito e produzido por mim.

Em breve numa banca próximo de si e também disponível na página online, daqui!

23 agosto 2012

Cabinda nas eleições angolanas


A UNITA no seu longo programa, de 44 páginas, faz uma pequena referência à questão – ou falta dela – de Cabinda no ponto 36. (página 39) sob o título “Uma solução duradoira para Cabinda”:

   - “O Governo da UNITA procurará alcançar, logo após as eleições e por via do diálogo abrangente e inclusivo com todos os representantes legitimados pelo povo cabindense, uma solução político-administrativa que dê respostas plausíveis às aspirações do Povo do enclave. Esta solução será enquadrada no quadro da reforma do Estado Angolano.

A UNITA assume o desejo de pacificação do enclave assim como a manutenção de uma paz e desenvolvimento duradoiros que beneficiem a população de cabinda”. (sic)

Muito pouco para as legítimas aspirações de quem quer ver a sua situação devidamente enquadrada e resolvida dentro do espaço político-administrativo e económico angolano.

Ainda assim, pelo menos, sempre vai escrevendo algo.

Tal como a organização política CASA-CE, liderada por Chivukuvuku e representada por William Tonet, que fez um acordo político pré-eleitoral com representantes da comunidade do enclave, representados pelo Padre Jorge Casimiro Congo.

Recorde-se que nas linhas programáticas desta organização política, no seu capítulo I, sob o título “Paz, Reconciliação Nacional e Estabilidade”, alínea h) está prevista que a pacificação de Cabinda deve estar consagrada constitucionalmente, através de “um Estatuto Especial para a Província de Cabinda tendo por base a sua peculiaridade e que resulte de um diálogo profundo, honesto, abrangente e participado por todas as sensibilidades interessadas.” (ver aqui ou no programa de governação)

De entre os 16 itens que constituem o Acordo Político entre a CASA-CE e Personalidades Cabindenses, o portal só nos oferece 5, estão dois que pela sua força político-antropológica me merece algum destaque:
   - Plasmar na Constituição, mesmo que provisório, um figurino politico-administrativo do território de Cabinda, tendo em vista um referendum;
   - Despolitizar a toponímia em Cabinda e o topónimo da cidade de Cabinda passar a Chiôa;

Uma vez mais, pouco ou nada, sempre há quem fale na questão – ou falta dela – de Cabinda sem pruridos.

Pena não haver mais a falarem e não pensarem um pouco mais além…

Talvez por isso não seja estranho que algumas dessas personalidades e as mais próximas da FLEC digam que vão querer boicotar as eleições.

Recordemos, no entanto, que nas últimas eleições, sancionadas pela CNE, pelo Tribunal Constitucional e pelos observadores internacionais (no local, que depois de saírem falaram quando deviam ter feito antes…) o MPLA conseguiu a maioria dos deputados da província e a UNITA, salvo melhor memória, conseguiu fazer eleger Raul Danda.

Vamos ver o que darão as próximas…

24 março 2012

Onde anda o dinheiro de Cabinda?

Este é um preocupante artigo da última edição do Semanário Angolense (ed. 458, p.42) e assinada por Paulo Possas.

Preocupante, não a falta de fundos da Chevron - provavelmente devem ter canalizado, os mesmos, para limpar a trampa que parecem ter feito junto das costas cabindenses - mas porque uma parte significativa dos fundos do petróleo, conforme foi outorgado no acordo de Namibe, deveria ser canalizado para a província.

E, pelos vistos, parece que o governo provincial não deve ter esses fundos ou, por certo e de contrário, não permitiria este artigo.

É que, e toda a gente o sabe, o desporto, em geral, e o futebol, em particular, são veículos fomentadores de turismo e de propaganda cívica.

Penso eu de que...

13 janeiro 2012

“Em Cabinda não há guerra!” – BB dixit

De acordo com António Bento Bembe (BB), o auto-intitulado responsável do Fórum Cabindense para o Diálogo – outros auto-intitulados responsáveis dizem que BB já não os representa –, numa peça da “RTP-África/Repórter”, em Cabinda já não tem qualquer guerra, o que contraria recentes declarações do general Nunda, mas o que existe são, tão-somente, marginais contestatários da vida miserável que têm.

Ora, o Chefe de Estado-Maior das FAA, general Geraldo Sachipengo Nunda, no final de 2011, alertava para os problemas militares que se verificavam no Enclave – deserções de militares angolanos, confraternizações indevidas, captura de guerrilheiros independentistas – e anunciava que um dos objectivos prioritários das FAA e do seu Comandante-em-Chefe, José Eduardo dos Santos, era “a pacificação da província de Cabinda”.

Há aqui uma clara inversão de opiniões.

Ou o actual Secretário de Estado angolano para os Direitos Humanos, senhor Bento Bembe, não estará a ser bem informado pelos seus próprios colegas do Executivo, bem assim, pelo líder desse mesmo Executivo – o mesmo que é Comandante-em-Chefe das FAA –, ou o senhor general Nunda está a ver conflitos a mais onde não já existem…

De qualquer das formas há algo que BB tem toda a razão.

É que a existência dos tais marginais insatisfeitos com a sua situação só ocorre porque, provavelmente, a riqueza extraída da província não estará a ser devidamente redistribuída por toda a população, como seria natural e expectável num Estado democrático!

09 dezembro 2011

Cabida, onde fica?

Fico sempre satisfeito quando do nosso país surgem notícias encorajadoras e apelativas, embora, não deixe de ser sempre preocupante que, quase uma dezena de anos depois do Acordo de Paz de Luena, ainda persistam informações sobre a "estabilidade militar" no País.

Porque, creio, que é no Pais que o Ministro da Defesa se reporta, no portal do Governo, quando afirma que em Cabida (ver imagem) a situação está estável!

Se não for demais, e assumo a minha total ignorância, algum compatriota ou mesmo estrangeiro pode esclarecer-me onde fica Cabida?

21 novembro 2011

Cabinda, em debate na cidade do Porto

foto J. Paulo Coutinho

No passado sábado, 19 de Novembro, como foi previamente divulgado e aproveitando a reapresentação do livro do jornalista Orlando CastroCabinda, ontem Protectorado, hoje Colónia, amanhã Nação”, ocorreu, na cidade portuguesa do Porto, um debate sobre Cabinda onde apresentei os meus pontos de vista para os quais intitulei “Cabinda, Província ou Colónia, o debate”.

Estiveram na mesa, além de mim próprio, o jornalista Orlando Castro, cuja posição pode e deve ser lida e ponderada no seu blogue Alto Hama no apontamento “O futuro de Cabinda debatido no Porto”, e o jornalista e editor Paulo Silva, que moderou.

Lamentável que sendo um tema que interessa a todos e, nomeadamente, àqueles que querem ir para a nossa Pátria angolana, acabassem por nos oferecer um quase desoladora sala nas magníficas e simpáticas instalações do Clube Literário do Porto. Mas como os que estão, por poucos que sejam, são os que interessam o Debate fez-se.

Por razões de ordem académica, já que a minha exposição será incluída num trabalho sobre Angola, não farei a transcrição integral da mesma neste espaço.

Contudo, posso e devo sintetizar a minha posição neste assunto.

Se historicamente há factos que levam, na minha perspectiva, e, unicamente, na minha perspectiva, a dar alguma razão aos defensores da secessão de Cabinda, política e juridicamente essa pretensão está totalmente longe da verdade e da actual realidade político-económica africana.

Mas, também, o que se passou na Líbia estava longe dos pensamentos dos africanos e…

Ainda assim, parece-me que foi importante este Debate que, sei e sabíamos, estava a ser “seguido” por algumas personalidades e alguns actores e sectores angolanos. Houve a participação pública e sincera de três dos presentes que deram o seu valioso contributo para o Debate, duas das quais, oriundos de Cabinda.

Pude dar a minha opinião. Vale o que vale e nada mais desejo!

Sinteticamente considero, como sempre considerei e nada parece demover esta minha humilde opinião, que Cabinda é parte integrante de Angola e, como tal, defendo que é um Província entre as nossas 18 províncias!

Mas se Cabinda é uma província, também concordo que é uma província que, pela sua descontinuidade geográfica e pela sua posição histórica no contexto formativo dos Estados africanos deve gozar de um Estatuto especial dentro da Pátria angolana. Ou seja, e porque não, ter um Estatuto de região autónoma ou federada dentro de Angola.

Só que para isso, todas as partes em intervenção devem se sentar frente a frente e discutir o problema. Porque há um problema social, político e militar em Cabinda. Não devemos escamotear isto sob pena de todos nós estarmos a esconder uma situação que pouco interessa ao País e à região.

Mas, também, para que este assunto seja correctamente resolvido, qualquer que seja o objectivo e desenlace final, deveremos alterar a Constituição para nela constar a nova posição do Enclave de Cabinda.

Recordo que a república portuguesa é una e indivisível e não deixa de ter duas regiões autónomas com autonomia política e financeira, mas subordinada às directrizes da república no que toca às relações internacionais e e políticas militares, e, nem por isso, a República é questionada!

Podem sempre servir de exemplo preparatório!

Assim queiram os nossos dirigentes!

03 novembro 2011

O Futuro de Cabinda em debate no Porto

“No próximo dia 19, sábado, pelas 17h30, realiza-se no Auditório do Clube Literário do Porto, Rua da Alfândega, 22, um debate sobre "O futuro de Cabinda".

Sob moderação do Jornalista Paulo F. Silva, participam o investigador elegível do CEA-ISCTE/Inst. Universitário de Lisboa, Eugénio Costa Almeida, mestre em Relações Internacionais e doutorado em Ciências Sociais (investigador elegível do CEA-ISCTE/Inst. Universitário de Lisboa), e o Jornalista Orlando Castro.

As opiniões dividem-se. A maioria diz que Cabinda é uma província de Angola. Outros dizem que não. Certo é que o problema existe.

Cabinda é parte integrante da República de Angola”, diz Eugénio Costa Almeida. “É um território ocupado por Angola e tem direito à independência”, afirma Orlando Castro, jornalista angolano-português.

Para além de convidar todos os interessados no assunto, solicito e agradeço toda a ajuda que possam dar na divulgação do debate.

Lá estarei!

08 julho 2011

F.C.Cabinda – Petro Luanda em Cabinda, mas...

(imagem chimunada do JDesportos)

Na 16ª jornada, a primeira da segunda volta do Girabola, o Petro Atlético de Luanda desloca-se a Cabinda para jogar com o Futebol Clube de Cabinda e quer jogar no Estádio Nacional de Chiazi e não no do Buço Mabele, em Buco Zau, porque afirmam que para "se chegar a este recinto é preciso escolta policial por razões de segurança. O estádio de Buco Mabele localiza-se há duas horas de distância em relação a cidade de Cabinda", a norte desta cidade-capital da província (in: Jornal de Desporto, de hoje).

Mas então não está a província de Cabinda totalmente inserida na segurança nacional como é apregoada por quem manda e o que, por vezes, ocorre são actos esporádicos e sem importância?

Talvez seja altura, ou talvez - e uma vez mais, o desporto a ajudar - se deva realmente olhar para o caso da província com olhos mais bem abertos e sem pruridos ou indefinições políticas.

É que assim, de certeza, ganha a Democracia e ganha o Povo!

22 junho 2011

Mais uma ferida para Cabinda?

Trespassa pelas ondas netianas que o engº Agostinho Chicaia, antigo presidente da ilegalizada organização cívica e cultural cabindense Mpalabanda, activista de direitos cívicos angolano e actual coordenador do Projecto Transfronteiriço do Mayombe [entre Angola e os dois Congos], do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e da União Internacional para a Conservação da Natureza, terá sido detido na passada segunda-feira, quando se preparava para embarcar no aeroporto de Kinshasa, RDC, para Harare, Zimbabué.



De acordo com as várias fontes (aqui, aqui ou aqui, por exemplo) que têm disponibilizado esta informação, o activista angolano foi detido a pedido das autoridades angolanas sob pretexto de que estaria por detrás ou poderia estar implicado no ataque à selecção de futebol do Togo, aquando da realização do CAN2010, ocorrido no início do ano, em Cabinda.



Até ao momento ainda não houve qualquer comentário oficial dos dois Governos, apesar dos pedidos de esclarecimentos que organizações políticas angolanas e movimentos cívicos já solicitaram, embora o deputado Raul Danda tenha afirmado que teve a confirmação da citada detenção e que a mesma está enquadrada pelo artº 26 da já revogada Lei dos Crimes contra a Segurança do Estado, além de incluir outras personalidades cujo a identificação terá sido fornecida pela embaixada angolana, em Kinshasa, às autoridades democratas congolesas.



Independentemente desses esclarecimentos, e caso se confirmem os rumores da detenção e nas condições em que os mesmos ocorreram, não posso deixar de manifestar a minha estranheza pela ocorrência e não esquecer que o engº Chicaia é um funcionário da ONU e como tal, em princípio, goza de uma certa imunidade.



Por outro lado, e em princípio e de acordo com a ética internacional e com o primórdio da liberdade humana ninguém deve ser detido sem que haja motivos válidos para a sua detenção e a mesma só deverá ser efectuada após um pedido nesse sentido pelas competentes autoridades.
Ora isso, normalmente, é do domínio público e não sujeito a rumores, sob pena de estar em causa princípios de Direitos Humanos…


E a confirmar-se mais esta detenção de uma personalidade de origem cabindense, e nas condições em que terão ocorrido, isto é mais uma ferida profunda para a controvérsia da província de Cabinda.


Também publicado no , na secção "Colunistas"

30 abril 2011

Cabinda, obra literária de Orlando Castro apresentada

Tive hoje na apresentação da nova obra literária de Orlando Castro "Cabinda, Ontem Protectorado, hoje Colónia , amanhã Nação" ocorrida no salão Artur Portela, da Casa de Imprensa, com uma boa moldura humana a quase enchê-la.

Uma obra que, como se pode conferir pelo título, tem todos os condicionamentos para ser polémico mas nunca indiferente.

E por ser polémico, sobre uma matéria quase desconhecida de uma significativa parte da lusofonia e, por ter sido apresentada na “sua” casa, estranha-se que a Comunicação Social portuguesa tenha pautado – também não compreendo porque estranho, já que é habitual quando os assuntos mexem com certos interesses – pela ausência.

E não podem evocar desconhecimento porque, honra lhe seja feita, a agência portuguesa Lusa divulgou este acontecimento. A prova disso, é que houve uma honrosa excepção, na presença de uma rádio internacional no evento.

Esperemos que agora haja alguém que leia também a obra e apresente uma visão diferente para manter bem viva a problemática e o debate: Cabinda, ser Angola ou autónoma.

Eu, por mim, mantenho a minha posição e que consiste em permitir um maior debate com vista a uma solução que interesse a todas as partes por igual!!

11 março 2011

Angola: Líder militar da FLEC “aparece” morto

"Baía de Cabinda"; © foto Elcalmeida, Maio 2009

"Depois de ter sido atribuída ao Governo de Luanda a captura – segundo fontes próximas de cabindenses, foi rapto – do líder militar da FLEC, Gabriel Nhemba “Pirilampo”, há notícias agora que o corpo do mesmo está depositado na Casa Mortuária de Ponta Negra, República do Congo, com mostras de poder ter sido torturado.

Registe-se que Nhemba, auto-proclamado Chefe de Estado-maior da FLEC, residia, precisamente, naquela cidade congolesa e que, segundo fontes dos separatistas, terá sido encontrado por populares congoleses na aldeia de Tanda, na região fronteiriça de Massabi, entre o Congo e a o enclave angolano de Cabinda, província que advoga, pela sua especificidade territorial, a sua separação do território angolano.

É estranho que, depois de Luanda ter dito que terá acenado uma reunião com a FLEC para ser discutido e assinado um Memorando de Entendimento – que é feito do que assinou, em Namibe, em 2006 com o então representante da FLEC/Fórum Cabindense, Bento Bembe? – e de o movimento separatista o ter recusado, apareça, agora, o corpo baleado do antigo líder militar separatista.

Mas se pensarmos como foi, aviltadamente, apresentado o corpo de Jonas Savimbi, talvez até nem seja estranho o abandono do corpo… (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Malambas de Kamutangre", de hoje

22 dezembro 2010

Uma boa prenda de Natal

O Tribunal Constitucional angolano decretou inconstitucional a detenção dos activistas de Direitos Humanos, em Cabinda, alegadamente ligados ao absurdo e incompreensível atentado ao machimbombo que transportava os jogadores do Togo, pelo CAN2010, devolvendo-os à liberdade.

Embora tardia, até porque alguns estão debilitados, não deixa de ser uma boa prenda natalícia e, além de tudo, uma amostra do que se quer da Justiça: que ela seja independente do poder político e acima de todas as eventuais suspeitas.

Saúda-se, pois, a atitude frontal e ousada dos juízes angolanos!

14 março 2010

Cabinda, terrorismo ou delito de opinião?

"Por natureza, por feitio, por princípios, abominamos toda e qualquer forma de terrorismo. Seja de Estado, seja contra o Estado ou, mais ainda, seja contra as pessoas e a Humanidade. Por isso, sempre que movimentos ou personalidades ligadas ao terrorismo são apanhadas e detidas não temos qualquer pena delas e consideramos que toda e qualquer penalidade que possam ser alvo é sempre de louvar; mas nunca pela perda das suas vidas, como contrapartida jurídica, porque isso seria descer às suas mais ínfimas infâmias já que isso os levaria à imortalidade e à glorificação que é o que os terroristas mais desejam.

Todavia, há que entender o que é terrorismo e o que é direito à diferença.


E o que se passa, actualmente, em Cabinda parece-me mais uma questão de defesa do direito à diferença de opinião, mesmo que não concordemos com ela, como já, por diversas vezes, aqui e noutras paragens deixamos expresso, do que podermos dizer ou afirmar que, por parte das individualidades detidas há incentivos, mesmo que morais, ao terrorismo.


Uma questão de opinião a que nos reservamos manter até aos Tribunais competentes mostrarem que estaremos errados e que, de facto, as autoridades provaram, rigorosa e cabalmente, as evidências dos actos que levaram às sérias acusações.


Apesar de tudo, acreditamos e queremos continuar a acreditar que os Tribunais angolanos são tão competentes como qualquer outro Tribunal de um outro qualquer País emergente que está a abraçar os novos caminhos da democracia, para fazerem Justiça. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui).

Publicado em Manchete do , sob o título "O que se passa em Cabinda é terrorismo ou delito de opinião?"

18 janeiro 2010

Cabinda, a quem agrada o actual barril de pólvora?

(vamos fazer que as crianças de Cabinda continuem a sorrir... custa assim tanto? ©foto Tonspi)


Quem efectivamente está a tirar dividendos da actual situação em Cabinda?

Por certo que não serão nem a população da província de Cabinda, nem os Angolanos.

O combate ao terrorismo não se faz com manifestações espontâneas onde pautam dirigentes partidários governativos.

O terrorismo combate-se procurando saber as razões porque existe – se é que existem razões para isso – e os movimentos secessionistas diluem-se procurando conceder-lhes algumas das razões porque existem. E algumas são bem evidentes e pertinentes!

Recordemos como a História nos diz que alguns “terroristas” de hoje são heróis amanhã!

Vamos conversar e não encarcerar (
Diário Digital, N. Lusófonas, A Bola, Público, R. Renascença, África21, Google ou o Pravda.RU com a Angop e o JAngola preferirem calar o assunto) só porque há quem não comunga da opinião oficial. Só assim haverá Paz efectiva em Angola!

Além de que é a imagem do País que está em causa numa altura que todo o Mundo está com os olhos em Nós!

15 janeiro 2010

Cabinda, Togo e o CAN ou outro “olhar” Cabinda

O Poder em Angola tem que começar a ouvir outros, principalmente aqueles que não têm medo de perder o que não têm: poder

"Passados que estão quase uma semana após os trágicos acontecimentos ocorridos em Cabinda e que levaram a saída da selecção do Togo do CAN Orange-Angola 2010, penso que, com mais frieza e objectividade e menos empatias por algumas das partes que poderei dar o meu contributo para o debate. Naturalmente, e por aqueles que conhecem o meu percurso e o meu pensamento, fomos (fui) incentivados a dar logo o meu contributo para o debate que se seguiu.

Consideramos que havia – e achamos que ainda há – muitas lacunas na questão que levou a ser mostrado o primeiro “cartão vermelho” como afirma, e muito bem, Reginaldo “Wilson Dada” Silva no seu blogue “Morro da Maianga”, neste CAN.

Tal como admitimos que mais valia que certas individualidades pautassem pela parcimónia nas palavras que produzem como alerta e bem, Orlando Castro, na sua rubrica “Alto Hama” aqui reproduzida no Notícias Lusófonas.

Aceitar – e quase louvar – um ataque sanguinário contra inocentes que a única coisa que tiveram de “mal” foi terem conseguido, no campo, conquistar o direito a estar presentes num evento desportivo ou propalar aos altos ventos que o que se passa em Cabinda é única e de exclusiva responsabilidade doo Governo angolano são factos que mostram a adopção do facilitismo. Ou seja, o assunto é deles e eles que se entendam.

Sê-lo-ia se na questão cabindense não estivessem presentes vários factores internos e externos.

Internos porque são problemas da província que não têm sido tomados em conta por incúria, inépcia ou, simplesmente, porque há quem esteja a ganhar com o problema secessionista sem que a verdade possa estar a chegar em devida condições à sede nacional, ou seja, a Luanda.

Mais do que um problema de vontade independentista que possa perpassar por uma parte significativa, admito, da população cabindense, existe também uma parte não menos significativa que deseja manter-se angolana.

E não falamos de cor. Em Maio estive na província, nomeadamente na cidade de Cabinda onde pude auscultar, discretamente, algumas pessoas que sem condenarem as forças independentistas admitiam continuar angolanas.

E isso é um factor que deve ser tomado em conta.

Mas não é perseguindo sem nexo, nem indiscriminadamente, todos os cabindenses só porque não comungam das mesmas ideias do Poder. Nem tão-pouco provocar a saída de padres que são, por norma, a “vox populi” e os porta-vozes da insatisfação local, regional ou nacional.

Se o Poder não deve olhar para as vozes independentistas somente como terroristas – convém olhar a História e, particularmente, a nossa História – também não é admissível actos como os que ocorreram no fim-de-semana passado.

Qualquer simpatia que a Comunidade Internacional pudesse ter pelos secessionistas essa foi claramente esmorecida e, talvez mesmo aniquilada.(...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado como Manchete do , de 15.Janeiro.2009