"Instabilidade política, contínuas mudanças políticas, sociais e ideológicas, espasmos sociais e xenófobos persistentes, saúde precária e falta de saneamento básico…
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/Manchete de hoje.
"Instabilidade política, contínuas mudanças políticas, sociais e ideológicas, espasmos sociais e xenófobos persistentes, saúde precária e falta de saneamento básico…
/Manchete de hoje. (só faltou isto para ser uma tarde perfeita...)
(foto Angonotícias)
e em Odivelas, arredores de Lisboa, no próximo dia 24 de Maio, organização da RDP-África num previsto programa cultural, em colaboração com a Câmara daquela cidade dos arredores de Lisboa.
Do programa, que entretanto me fizeram chegar, destaca-se uma uma exposição colectiva de pintura no Salão Nobre da Câmara Municipal de Odivelas, à QUINTA DA MEMÓRIA, patente ao público, até ao final do mês.
Ainda no sábado, dia 24 de Maio, poderão assistir à apresentação de vários grupos tradicionais de música e dança de vários países, destacando-se Bonga, Semba Master, Tabanka Djazz, Hélder Rei do Cú Duro, Vadu, Dom Kikas, Orquestra Super Mamadjombo Gilyto.
(Foto Elcalmeida, via RTP-África)
Há um adágio popular na Europa que diz, mais ou menos, isto “em casa de ferreiro, espeto de pau”.
E pelos vistos também em Angola a situação é idêntica.
No já maior produtor de petróleo de África, a falta de gasolina é o pão-nosso de cada dia.
Enquanto na Europa, nomeadamente em Portugal há quem esteja largos minutos em bichas para atestar a sua viatura de gasolina a um preço mais convidativo, em Luanda, a capital do maior produtor de petróleo de África – e o maior exportador de crude para a China (ou como diz a canção "eles levam tudo e não deixam nada"...) – há quem esteja horas na bicha para conseguir uns litritos para a sua viatura!
A Sonangol diz que a situação já está regularizada.
O problema são os bidões e bidões que os luandenses guardam para especular.
Se a Sonangol – leia-se, o Governo angolano – não estivesse tão preocupado em tomar parte do capital dos Bancos angolanos e, ou, estrangeiros em vez de estabilizar os seus stocks nacionais ou se se preocupasse em pôr de pé e de vez – infelizmente, mas, do mal o menos – a refinaria do Lobito e recuperar a de Luanda – até já a compraram de vez – por certo que os angolanos, em geral, e os luandenses, em particular, não sentiriam a falta de gasolina.
E quem diz gasolina, por certo que dirá, também, a energia eléctrica, já que, se as barragens ainda não laboram a 100%, poderiam implantar nos arredores das grandes cidades, centrais termoeléctricas com o crude nacional.
E quase todos os dias a luz eléctrica só existe via geradores...
O MPLA tinha, há dias, proposto uma alteração à Lei Eleitoral, nomeadamente ao período para divulgação dos resultados, e hoje fez uso da sua maioria parlamentar para impor as alterações.
A Oposição não se esqueceu de relembrar os problemas do Zimbabué.
Caberá ao Tribunal Supremo, como Tribunal Constitucional dizer se reconhece legitimidade para esta alteração até porque estamos em vésperas – será que estamos? – de eleições legislativas.
Ou será que o MPLA teme perder as eleições como se infere das palavras do seu Secretário-geral, num comício havido no fim-de-semana no Lobito?
Ou será que quer que as cenas recentemente havidas no Bié possam vir acontecer e tornar o acto eleitoral impossível?
Eu gostaria que Angola continuasse a ver a sua classificação a subir no ranking dos mais pacíficos.
Mas estas atitudes e alterações não vão ajudar nada!
O que realmente querem os santomenses, ao aprovarem a moção de censura ao Governo e provocarem eventual derrube 3 meses após a sua posse?
Até parece que não gostam de elogios...
Querem que algum chefe militar – e no Governo está um que já deu bastas provas de que gosta de se mostrar… – ou outra entidade, aproveitando a não presença do presidente – Fradique de Menezes está em visita oficial a Taiwan e ao Japão – provoque um Golpe de Estado?
E com isso, querem a intervenção armada – ou pressionante – de algum dos Estados que mais giram – leia-se, mais querem dominar – em torno de São Tomé e Príncipe?
Para bom entendedor meio-termo é suficiente para saber de onde virão as pressões quer a Norte, quer a Sul!
E desta vez não me parece que algum eventual putsch fique só pela ameaça.
E nessa altura não pensem os deputados e dirigentes santomenses que irão ser Governo a breve trecho ou que haverá eleições que os salvaguardem.
Acreditem que quando o poder chama não há Cartas da União Africana que valham aos povos. Já viram o Darfur, a Somália, o Chade ou o Zimbabué? Como estão?
Parece que há quem queira tornar as ilhas maravilhosas em dois rincões turísticos mas sob a protecção de terceiros…
Da fama já não se livram; e, por este andar, poderão ser mesmo a 19ª província… (até porque já ensinaram terceiros como actuar...)







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