10 Maio 2013

O FMI, a ONU e a Guiné-Bissau


“O crescimento económico deverá se recuperar em 2013, depois de uma situação muito difícil em 2012, marcado por uma forte queda nos volumes de exportação de castanha de caju e dos preços, bem como uma queda no apoio dos parceiros de desenvolvimento. A recuperação das exportações de caju e do apoio orçamental continuado dos parceiros regionais deve ajudar o produto interno bruto (PIB) para um aumento real de cerca de 3,5 por cento em 2013. No entanto, um atraso na campanha de exportação do caju, associada a algumas restrições de financiamento, representa um risco de queda” (assim reza parte do relatório do FMI, elaborado por Mauricio Villafuerte, sobre a recente visita à Guiné-Bissau, ao abrigo do Artigo IV - http://appablog.wordpress.com/2013/05/10/imf-concludes-article-iv-mission-to-guinea-bissau/);

Já a ONU, através do seu secretário-geral, Ban Ki-Moon, sugere que a missão da organização na Guiné-Bissau seja prolongada, bem como propõe a abertura de delegações regionais e o envio de um segundo representante especial no país até à pacificação da região (http://www.dw.de/ban-ki-moon-quer-prolongar-miss%C3%A3o-da-onu-na-guin%C3%A9-bissau/a-16802096?maca=bra-newsletter_pt_africa_em_destaques-6779-html-newsletter)

29 Abril 2013

Dia Mundial da Dança


(Foto ©Raul Boze para CDC - Angola)

Porque hoje é Dia Mundial da Dança, esta oferta da Companhia de Dança Contemporânea, de Angola, a todos nós.
Esta data foi instituída pela UNESCO, em 1982, pelo facto de ser a data de nascimento do coreógrafo francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), o qual esta organização internacional reconheceu como o grande precursor da profissionalização da dança.

19 Abril 2013

A ignomínia dos cobardes

"O princípio da tarde do Dia dos Patriotas, em Boston (USA,) ficou marcado por um violento e ignóbil acto cobarde de terror. A Maratona de Boston que estava na sua parte final, naquela parte em que os populares terminam a sua prova, depois da elite maratonista, foi ensombrada com o rebentamento de petardos – ou bombas – cujo efeito imediato foram dois mortos e mais de uma centena de feridos.

Entre as diferentes vítimas, crianças. A ignomínia nunca teve idade, mas é sempre difícil acolher quem haja na vida com esta ignóbil “coragem”.

O Mundo tremeu pensando num eventual novo 11 de Setembro (NY), ou um novo 11 de Março (Madrid) ou um novo 7 de Julho (Londres) ou novo um 26 de Novembro (Mumbai). O Mundo, principalmente, o ocidental que colocou a prontidão em grau máximo, em alguns casos – França, por exemplo ficou em alerta vermelho – mas não os EUA que, prudentemente, evitaram classificar, no imediato, o acto como terrorismo, muito menos internacional como se verificou no 911, optando, e bem, por classifica-lo como um acto criminoso sob a capa do terror.

A ignomínia cobarde não tem nem nunca teve cor excepto aquela que resulta do acto: o vermelho vivo das suas vítimas inocentes e despreocupadas.

Uma vez mais quem praticou o acto fê-lo encapotado e longe do local. Esta “coragem” do(s) autor(es) é bem simbólica. Não sabemos, ou não sei, pelo menos por quando escrevo estas linhas, que tipo de – como não sou americano, logo, utilizo sem pruridos, a expressão – terrorista(s) praticou ou praticaram tal ignomínia cobarde. (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 274, de 19 de Abril de 2013, página 21 

12 Abril 2013

Guiné-Bissau, o Golpe foi há um ano

Passado um ano do Golpe de António Indjai a Guiné-Bissau mantém-se na mesma encruzilhada em que caiu com o Golpe, como recorda Raúl Braga Pires neste seu apontamento no blogue Mghreb/Macherek, no semanário Expresso.

Acresce a isto, o facto de um dos principais intervenientes no processo golpista, o almirante Na Tchuto ter sido detido em supostas águas internacionais (talvez tenha sido fora das 12 milhas mas foi, claramente, detido na zona económica exclusiva caboverdiana), por tropas norte-americanas e enviado, de seguida, para os EUA onde já está a ser ouvido em juízo sob acusação de tráfico de droga/estupefacientes e de ter participado na morte de agentes norte-americanos.

Só que, como recorda o jornalista Aly Silva, não é só Na Tchuto que é credor do mandato de captura internacional devido ao tráfico de droga. Há mais e têm proveniência na Guiné-Bissau.

E o que tem a droga a haver com o Golpe. Especula-se que muito dado que um está interligado com o outro. Acresce que há "demasiados" e "interessados" oficiais superiores no poderosos serviço militar Bissau-guineense.

O certo é que um ano depois o Golpe continua a fazer-se sentir e a comunidade internacional parece se ter desligado, de vez, dos assuntos Bissau-guineenses para mal dos poucos pecados deste povo lusófono, cada vez mais franco-crioulo,(ou não lá estivessem as ineficazes forças militares da CEDEAO lideradas por nigerianos e senegaleses).

E nem Ramos-Horta, representante oficial das Nações Unidas, parece conseguir que haja alguma evolução credível na actual situação política do País. talvez que a proposta de Patriota, MIREX brasileiro, possa vir a ter algum resultado.

Só que já foram várias as propostas nesse sentido e até hoje, nada!...