17 dezembro 2014

Que se passa com o Blogger?

Depois de mudarem a extensão de ".com" para ".pt" arbitrariamente e sem prévio aviso, o meu blog Pululu após acesso, o sistema Blogger está a ser substituído pela imagem acima!

Alguém me pode explicar o que se passa?

After change the extension ".com" to ".pt" arbitrarily and without notice, my blog after Pululu access, Blogger system is being replaced by the image above!

Can anyone explain me what is happening?

09 dezembro 2014

Apresentação do livro «Comportamento Eleitoral dos Jovens Angolanos nas Eleições de 2012»



Para memória futura, a minha apresentação da obra acima, em 16 de Outubro de 2014, no ISCTE-IUL.

Publicado no jornal quinzenal de Artes e Letras, «Cultura - Jornal Angolano de Artes e Letras», edição 71, de 8-21 Dezembro de 2014, página 13;

Podem aceder ao texto integral, através do portal Academia.edu

02 dezembro 2014

STP: campanha #HeForShe lançando um filme sobre Violência Doméstica (ou #ElsaFigueira)

(A violência doméstica não tem sexo nem idade! - imagem da internet)

Esta recebi via email e é com prazer que reproduzo, esperando que o seu efeito, não sendo total, possa abranger o máximo de pessoas. O indicativo é #ElsaFigueira e trata-se de uma questão cadente na sociedade actual: género!


«São Tomé e Príncipe responde à campanha #HeForShe lançando um filme sobre Violência Doméstica na plataforma Kickstarter.

O filme intitulado “Elsa Figueira” conta a história de uma mulher que se impõe perante a violência do homem que ama. “Estamos a criar uma personagem feminina forte para inspirar mulheres de todo o Mundo a empoderarem-se,” contou Katya Aragão, Produtora Executiva do filme, no seguimento dos anúncios da Islândia e India, também em resposta à campanha #HeForShe.

“Elsa Figueira” faz parte da série de filmes "Wê" cujo título se inspira na palavra “olhos” na língua de São Tomé. “O que os nossos olhos vêem, nós podemos mudar,” explicou Pekagboom, músico e autor da história. O filme é co-produzido pela ONG santomense Galo Cantá, organizadora da conferência TEDxSãoTomé e realizado por Kris Haamer da HAAM-GEN-Z, a produtora transmídia criadora de experiências para a Geração Z.

“Elsa Figueira” é um tributo ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de Novembro. “Tal como no TEDx, o objectivo é o de mudar mentalidades e, através das mentalidades, mudar realidades,” referiu Enerlid Franca e Lagos, co-produtora de Wê e da TEDxSãoTomé.

Para finalizar as gravações do filme, os produtores irão angariar 10.000 USD na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter. A campanha decorrerá até o Dia dos Direitos Humanos que celebra-se no dia 10 de Dezembro. Os patrocinadores do projeto serão recompensados com ofertas únicas e experiências exclusivas. O filme concluído será lançado no Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro 2015. Para saber mais e tornar-se patrocinador, visite a plataforma Kickstarter: 

https://www.kickstarter.com/projects/krishaamer/elsafigueira-kua-ku-we-ka-be-non-ka-po-muda

Contatos mídia: 

Kris Haamer / Realizador
kris@haam.co
+372 53073123 (EE)

Katya Aragão / Produtora Executiva
kdaragao@gmail.com
+239 9958971 (STP)

Enerlid Franca e Lagos / Co-Produtor
enerlid@tedxsaotome.com
+2399990640 (STP)

Carla Rebelo / Relações Publicas 
crebelo27@yahoo.com (TW)

Mário Lopes / Relações Publicas 
mariolopes@tedxsaotome.com
+351 927483997 (PT)

Daena Neto / Relações Publicas 
daenac@hotmail.com
+44 7778 601210 (UK)

Nella Santo / Relações Publicas 
nela_jacob@hotmail.com
+31 625003714 (NL)


Facebook Oficial: https://www.fb.com/ElsaFigueiraOfficial»

26 novembro 2014

Manifestações e violações dos Direitos Humanos

(imagem da Internet)

A falta de bom senso continua a ponderar em alguns sistemas judiciais. Continua-se a aceitar que as autoridades possam ser polícias e juízes em causa própria sem serem, devida e eventualmente, punidos.

Pelos EUA (USA) emerge uma revolta pelo facto do polícia que, eventualmente, terá abatido um jovem desarmado e de braços no ar, em Ferguson, Estado do Missouri, ter sido ilibado por um Tribunal (na realidade, creio que era ainda, e só, um Grande Júri) sem ir a um Tribunal nacional. Acresce, para tornar as coisas mais virulentas, que um condutor terá atropelado alguns manifestantes, na localidade da contestação, e depois de, posteriormente, ter sido detido foi libertado…

Em Angola, indivíduos sem escrúpulos envergando a respeitada farda da autoridade terão torturado manifestantes que só cumpriram as regras da Constituição. Isto terá acontecido nas manifestações do último fim-de-semana de 22 e 23 de Novembro. Mas já em Outubro passado estas acusações foram publicadas em alguns órgão de informação nacional e estrangeiros.

É altura das Procuradorias-gerais das respectivas Repúblicas tomarem uma posição firme tendo em consideração as sistemáticas violações dos Direitos Humanos.

E não só; também os nossos respectivos Presidentes têm de fazer um olhar crítico – e muito crítico – a estas anómalas situações!

São os nomes dos Países, das Nações e dos Estados que ficam enlameados e que põem em causa a credibilidade nos sistemas judiciais.

Há que fazer uma reciclagem e uma reeducação das autoridades policiais  ou daqueles que se arrogam de tal  e em muitos países; porque não são só estas duas Nações.

23 novembro 2014

Taça-de-Angola, final; onde está?

(imagem da TPA Internacional na tarde de 23Nov2014)

Primeiro o Sapo.ao noticiava que a final entre o Petro de Luanda e o Benfica de Luanda seriam às 17 horas (esta notícia desapareceu, entretanto, do portal); já o Jornal de Desportos diz que o mesmo «Petro de Luanda e Benfica, discutem hoje, às 16 horas, no estádio 11 de Novembro, a posse do título da Taça de Angola, a segunda maior competição de futebol do país».

Ou seja, num caso ou noutro, seriam sempre menos 1 hora para os países que usam o horário TMG.

O certo é que até ao momento a TPA Internacional não transmitiu o referido jogo o que surpreende dado ser uma final da segunda maior prova futebolística do País.

Será que a TPA Internacional temia que o MNR pudesse usar a prova para fazer manifestações e transmitir para fora o que nem para dentro quer mostrar?

Como se pode ver pela imagem é o que está a dar neste momento e antes deu uma outra peça.

Por outro lado, muitas vezes, nem mesmo na Internet se consegue aceder aos portais e emissões online das nossas rádios.

Isto é mau para quem está na diáspora e deseja ver ou ouvir algo sobre os clubes do seu (nosso) País.

O Governo tem de definir melhor – se alguma vez o fez – as linhas estratégicas da TPA e permitir que certos acontecimentos sejam transmitidos para as comunidades no exterior.

Nós agradecemos…

11 novembro 2014

Angola, 39 anos depois, que independência?

(imagem NaturalMedis)

Angola celebra, hoje, 11 de Novembro, pelo Dia Nacional, o 39º aniversário da sua independência, proclamada em 1975, após 14 anos de luta armada contra o colonialismo português.

Foram, têm sido, 53 anos de duras lutas pela libertação total do domínio estrangeiro, do domínio político daqueles que acham o país, uma coutada pessoal, ou da menoridade de uma parte substancial da nossa população.

Como Roma e Pavia não se fizeram num dia, também Angola – e nós – não podemos almejar que tudo sejam rosas (de fina porcelana) sem que contribuamos, devidamente, para esse desígnio nacional que é o desenvolvimento. Social, político, económico e financeiro.

Citando a jornalista e política Ana Margoso, 39 anos depois, temos “independência, ou dependência? Neste 11 de Novembro, deveríamos nos orgulhar de quê?

Apesar de tudo podemo-nos orgulhar de ter obrigado um certo sector político a se legitimar através do voto, mesmo que indirecto, e praticamos uma independência que não sendo total – há a globalização que torna os países um pouco dependentes das “vontades” das grandes potências – é, ainda assim, suficiente para mostramos que somos um País com projecção internacional e como um país potencialmente em ascensão.

É suficiente? Claro que não! Temos independência política mas não económica. A nossa dependência de mono-indústrias (ou quase, porque é o petróleo e os diamantes quem ainda sustenta o nosso PIB, felizmente que já com menor preponderância que há uns anos) tem de ser totalmente graduada.

Há situações sensíveis que nos obrigam a ponderar se desejamos ser unos e poderosos ou intransigentes e déspotas. É o caso – ainda – da província de Cabinda e da sua situação pouco clara a nível social, político e militar.

Recordo um recente debate, ocorrido no Voice of America (VOA), sobre Cabinda e sobre, precisamente, o aniversário que hoje comemoramos, onde diversas personalidades debatiam a actual situação na província. Algumas destas que se afastaram da ala militar da FLEC defendem uma autonomia para Cabinda e a renegociação do Memorando de Entendimento assinado entre o Governo e o chamado Forum Cabindês para o Diálogo (FCD). Entre elas, o general Zenga Mambo, que lidera um denominado, Movimento Patriótico para a Libertação de Cabinda, afirmou à VOA que o enclave deve ser uma região autónoma e não submetida a um estatuto especial que na prática não funcionou por conter o que chamou de “insuficiências jurídicas”

Tal como tenho defendido – e nem por isso admito que me considerem menos angolano – Cabinda deve ter um estatuto especial dentro da República de Angola. A sua descontinuidade geográfica e especificidade social e antropológica já ajudariam a compreender este meu proto-argumento. Só a visão curta e monolítica de alguns dos nossos políticos insiste em não ver a verdadeira realidade cabindense.

É certo que para isso, deverá haver uma alteração constitucional. Nessa altura dever-se-ia estender essa alteração a outras “obscuras zonas políticas”… Não é independência da província! É dar um estatuto especial à província.

Sem que tenha de ser estendido a outras regiões que, inopinadamente, vêm reclamando, também, de autonomia, e, na minha interpretação, sem razões histórico-políticas para tal – basta recordar o Tratado de Luanda de 1927 – Cabinda com um estatuto especial tornaria mais forte a Nação angolana.

Há muita coisa que ainda necessita de ser alterada e melhorada: a corrupção, a gasosa, a incúria, a deficiente – ou quase nula – redistribuição da renda, o saneamento básico, etc. Mas como Roma e Pavia não se fizeram num dia, também, quero acreditar que muita coisa – além da já feita, reconheça-se – será ainda feita em prole do desenvolvimento social, político e económico do país!

Viva Angola e os 39 anos de independência política nacional! Qua dependência económica seja, um dia e a curto prazo, esbatida…

Este texto foi igualmente citado no portal do semanário Folha 8. net e transcrito pelo Portuguese Independent News Network