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08 dezembro 2009

Pululu e os leitores: Quando Cristo voltar...

(imagens da Internet)

O texto que se segue, da moçambicana Suzete Madeira, pode – e deve – ser lido como uma metáfora dos nossos dias e, ainda e infelizmente, do Nosso Continente. Basta mudar nomes e locais para compreender bem, os lamentos de Suzete Madeira.


QUANDO CRISTO VOLTAR


Com o tempo, muitas tragédias se esquecem e a vida continua. Corridos mais de dois mil anos que Cristo clamou: “Pai está consumado”! Após os seus perseguidores terem conseguido levá-lo ao suplício, corrompendo a justiça e enganando o povo, Pôncio Pilatos juiz encarregue do julgamento tomado de medo não quis tomar sobre os seus ombros a responsabilidade de condenar um homem inocente, deixando por isso aos Judeus a liberdade de o julgar pelas presumíveis faltas de que era acusado. Como era uso e costume da lei naquela época.

Os Fariseus, Saduceus, Sacerdotes que odiavam a Cristo, que de comum acordo o combatiam, conseguiram finalmente os seus intentos criminosos: Levar Cristo ao suplício.

Buscavam um castigo que não permitisse o surgimento de novos Messias.

Iniciaram assim a sua faina traiçoeira. Ofereceram dinheiro, espalharam intriga e infâmia contra Cristo; embriagaram o povo inculto e neste festim odioso conseguiram livremente perpetrar o crime. O povo inculto e miserável foi o instrumento do ódio usado pelos poderosos.

Perdoa-lhes Pai, eles não sabem o que fazem, suplicava Cristo! O dinheiro traidor passou de mão em mão e perante a recusa de Pôncio Pilatos de condenar a Cristo porque o considerava inocente, o povo condenou a Cristo de Nazaré gritando: “Caia sobre nós e sobre nossos filhos o sangue deste homem”. Cristo foi assim supliciado no Monte do Calvário.

Mal sabia o povo que fora enganado, condenando a morte o seu melhor amigo e defensor. Os humildes condenaram-se a si mesmos. Quando despertaram da letargia alcoólica, sentiram-se acusados na sua consciência. Eis que surge então a ideia do resgate. A fé em Cristo Jesus não mais se apagaria dos seus espíritos e passa a ser transmitida fervorosamente de pais para filhos mesmo a custa de todas as provações e sacrifícios.

Consentiram todos os sacrifícios, perigos, sofreram dos poderosos as violências mais selvagens. Alguns foram lançados as feras famintas que os devoraram vorazmente. Outros lançados a fogueira que os consumiram, alguns ainda atirados sucumbiam nas masmorras, nas galés, invocando o nome de Cristo.

O sofrimento dos que partiam mais afervorava a fé dos que ficavam. Seduzia-os o exemplo do Mestre. Não amavam as suas vidas até a morte.

Dura esta violência ainda hoje com contornos diferentes. O ideal cristão triunfara finalmente. Porque é impossível dominar a fé.

Os dominadores mudaram a sua estratégia, decidiram partilhar da fé cristã mas com o fim premeditado de alterarem a essência da doutrina a favor do seu domínio e mando. Mais uma vez os oprimidos tinham de ser enganados. A obra de Cristo, sincera e humana, só duraria enquanto os interesses materiais e o ideal não estivessem em conflito.

Com a astúcia de uns e a ingenuidade de outros tudo se foi transformando e pouco resta da doutrina primitiva.

A moral cristã constitui um pesadelo para os que amam a opressão. Cristo é o mentor por excelência dos oprimidos que pretendam sacudir o jugo escravo e conquistar a liberdade. De modo algum agradava aos poderosos. Foi eliminado como lhes convinha. PORÉM RESSUSCITOU ESTA VIVO... Por isso, como António Manuel Ralha, pergunto eu também? Quando Cristo voltar a este mundo que processos inventarão desta vez para o liquidar? Vão aponta-lo como inimigo público, elemento perigoso para a sociedade. Pagarão a ignorantes para o escorraçar. Tecer-lhe-ão em volta as piores intrigas. Hão-de atribuir-lhe as piores infâmias. Proverão novo julgamento e nova farsa trágica se movera contra Cristo.

Porque não serão outros os inimigos de Cristo nem mais suave a sua crueldade.

Perdoa-lhes Senhor digo eu.
SM

01 dezembro 2007

Um bilhete postal de João Craveirinha

Bilhete a um cumpadre luso-angolano

Assunto HCB e insulto ao Presidente de Moçambique em blogues (e ponto final)

“Tal como outros também eu escrevi sobre o assunto. Não penso que tenha insultado o presidente de Moçambique.” ECA

Ó meu, desde quando és "português" passadista? Tens o angolê à frente. Pelo que sei a carapuça nunca te serviria! Tenho lá no artigo escritos do avô bem português, Guerra Junqueiro, “a responder”, e quase ninguém reparou. A cegueira não curável de muitos em Portugal é de tal ordem que só arregalaram os olhos e fixaram-se na minha "cor genética" (e não na legitimidade da cor do meu nome bem português). Se esqueceram das minhas avoengas lusitanas (Abrantes e Algarve) para além das afro-baNto - ambas com orgulho, mas não fanático. Eehheeh.
Se a língua pode ser Pátria então os da dita Lusofonia ao escreverem em "bom português" - cada um à sua maneira juntos na sinfonia - não somos todos da mesma Pátria linguística-oficial? Parece-me que quando alguém “como eu” contesta o que há de mal nos ismos de certos portugueses toda a “comunidade” se desorienta e cerra fileiras à toa. Penso que esses complexos portugueses, tu, não os enfermas, por isso onde está a maka –, cumpadre lá da baanda do Sabizanga em Loanda, ao virar de uma esquina em Lijibóa?
Estamos juntos (parafraseando o Manhique, pivot de Rádio e Televisão de Moçambique).

Assinado: João Craveirinha, d’Aquém e d’Além Mar.

Eeheheheheh.

Um dia, palavra d’ora , juro, xicwembo xa va ka nyaka, vou colocar isso no meu brasão, dos barões afro-lusos não assinalados, de onde se destacou o mui nobre, Sebastião de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal. Bisneto da “preta Marta Fernandes e do cristão-novo Sebastião da mata escura” e dos Carvalho sem Melo.

Eheehhehe…aahahhaha.

Post scriptum: Bom fim-de-semana camarada escriba.

Sem crise. Que essa (económica e financeira e por arrastão, social) virá depois de 2010 quando os fundos da EU/CE deixarem de pingar no reino da Lusitânia para mal de nossos pecados e dos outros da Lusofonia. E com os custos do novo aeroporto ou sem eles. No entanto, um milagre poderá surgir. Portugal não é o país dos “milagreiros”? A minha madrinha de Fátima (de baptismo) pode dar outra vez uma ajuda.
A necessidade aguça o engenho – daí o “desenrascanço” português. Mas até quando num mundo cada vez mais global e mais profissional em ICT?

O vôvô Guerra Junqueiro lá previra em sua época:
...” Mas na opinião do mundo, já Portugal não existe. Dura, mas não existe. Dura geograficamente, mas não existe moralmente. A Europa já considera isto uma coisa defunta, espólio a repartir, iguaria a trinchar. Salva-nos da gula dos comensais a rivalidade dos apetites. No dia em que se harmonizem devoram-nos.” Pág. 640. Obras do poeta Guerra Junqueiro (n.1850- +1923).

(É preciso saber ler bem nas entrelinhas e até está escrito em português escorreito.)