08 outubro 2011

TPA, Serviço Público de Televisão?

Como é possível que a TPA tenha ignorado o interesse público e não transmita o jogo decisivo entre nós e a Guiné-Bissau, precisamente na capital guineense.

Não acredito que a Televisão da GB não tenha capacidade para transmitir o jogo como não acredito que a TPA não pudesse obter as imagens via um outro operador estrangeiro a operar na Guiné-Bissau.

Se conseguem transmitir imagens das nossas forças armadas estacionadas em Bissau, será que não o conseguem de um jogo.

É claro que ninguém acredita nessa impossibilidade.

Por a pergunta fica e persiste. Porque a TPA não transmite o jogo.

Inicialmente pensei que fosse só a “Internacional”. Todavia, e via Facebook, soube que o “apagão” é generalizado.

Só através da Rádio Luanda (grupo RNA) é que vão sabendo alguma coisa.

Mas, infelizmente, nem na Internet se consegue ouvir alguma coisa…

Pelo menos, e via Facebook, novamente, sei que estamos a ganhar por 1-0 ao intervalo.

Mas que é lamentável esta atitude de uma empresa paga pelos contribuintes angolanos, lá isso é!

Uma empresa que devia ajudar a elevar o orgulho angolano…

Nota complementar: E viva o Facebook; a 5 minutos do fim sei que estamos a vercer por 2-0 e que em Kampala(?), o Quénia impõe um empate ao Uganda o que nos favorece na passagem ao CAN!

NOTA 2: Via Facebook que fez o pael que caberia à TPA e à RNA, ou seja, o serviço público e actualização dos portais: "Em Kampala o jogo terminou empatado, e em Bissau tbm já terminou o jogo e Angola venceu por 2 - 0. E Angola já está no CAN 2012. Viva a ANGOLA!!!!!"

E, acrescento, e viva também Vidigal que recuperou a nossa selecçao.

2 comentários:

Custódio Fernando disse...

Salve, estimado "Pululo"! Passados alguns anos, eis que voltei a resgatar o meu Blog e curiosamente, tenho o seu como uma sugestão aos que passam pelo meu!

Bem, o problema é que muitas vezes confundimos um orgão público com um órgão do estado... Mas fico por aqui só para não ser condenado a pagar 10 milhões de kwanzas!

Anónimo disse...

A crítica à TPA 1 neste caso está diretamente ligada à ideia de serviço público. Para muitos adeptos, um jogo decisivo da seleção angolana tinha evidente interesse nacional, e a ausência de transmissão acabou por gerar frustração entre os telespectadores que esperavam acompanhar a partida pela televisão pública.

O texto chama também a atenção para a dificuldade de obter informações em tempo real por outros meios. Naquele momento, Facebook e atualizações informais acabaram por assumir um papel que, segundo o autor, deveria ter sido desempenhado pela televisão e pela rádio públicas.

O resultado favorável de Angola e a qualificação para o CAN tornaram a situação ainda mais simbólica. Mais do que uma simples questão de direitos televisivos, o episódio alimentou o debate sobre quais acontecimentos devem receber prioridade numa estação financiada para prestar um serviço de interesse público.