
17 outubro 2011
Da má Alimentação à Pobreza, um passo curto

01 maio 2008
O mês de África
("We are the World"; fonte: You Tube)
Maio, além de se comemorar o Dia do Trabalhador, é desde há 45 anos o mês de África, com o apogeu a 25 de Maio com o Dia de África.
No mês que ora se inicia nada como relembrar a célebre canção de Michael Jackson e dos seus amigos – gravada em 1985 e acima evidenciada – quando, em Etiópia e na região do Sahel/Corno de África, a seca dizimava centenas de pessoas.
É que o Mundo caminha, de novo, para um período de falta de alimentos não por causa de secas ou catástrofes naturais mas porque os Homens (será mesmo em maiúsculas?) querem ganhar milhões e Países mostrarem a sua não-dependência e auto-capacidade de subsistência energética produzindo cereais e leguminosas não para comer mas para criar bio-combustíveis.
E esses países e peseudo-homens de negócios vêem África como um continente produtivo devido à sua extensão e à capacidade de alguns dos seus dirigentes em conseguirem alargar os seus bolsos à custa do bem-público e do seu povo!
O Homem e a sua proverbial capacidade para se auto-destruir.
Não será já, 45 anos de pois, dos dirigentes africanos mostrarem que atingiram a maioridade e ponderarem que os interesses de África nem sempre – muitas vezes – estão consonantes com os interesses dos outros Continentes?
16 outubro 2007
Dia Mundial da Alimentação... para quê relembrar!?
Principalmente, se um dos itens dos Objectivos do Milénio – reduzir a metade a fome, até 2015 – estivessem a ser cumpridos: a erradicação da pobreza que, naturalmente, permitiria erradicar a falta de alimentos, de água potável, etc. ou seja, a fome!
Enquanto isso, anualmente aumenta o número de pessoas famintas. Segundo a FAO, (Agência para a Alimentação e Agricultura), um organismo da ONU, 14% da população mundial – cerca de 854 milhões de bocas, dos quais 202 milhões em África e 52 milhões na América Latina, – vivem sob o espectro da fome.
Diariamente, entre de 15 a 16 mil crianças, com idade inferior a cinco anos, morrem de fome ou por falta de alimentação adequada.
Em Angola, apesar da melhoria que o director-geral da FAO, Jacques Dio, em visita a Angola, afirma se verificar no País, milhares continuam a passar fome enquanto uns quantos jactam-se nos seus reluzentes Hummers, VW Phaeton’s e similares.
Em Portugal, em 2006, cerca de 216 mil pessoas receberam ajuda alimentar.
E, no entanto, o planeta parece produzir o suficiente para alimentar toda a Humanidade. Por isso para quê relembrar hipocritamente o Dia Mundial da Alimentação com tantos a perecerem por falta dela?
