Mostrar mensagens com a etiqueta Explosão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Explosão. Mostrar todas as mensagens

22 março 2007

Paiol de Maputo volta a explodir

(pessoas fogem das explosões; foto via TV)
Depois de 1993 (ou 83) e do ano passado, o Paiol de Maputo, próximo do aeroporto e do bairro de Malhazine, onde se sentiu o maior impacto, volta a explodir por razões que, no mínimo, são estranhas.
Segundo o Ministério da Defesa as explosões verificaram-se devido a deficiências eléctricas, mais precisamente, devido a um curto-circuito.
Ora de acordo com informações que obtive de Maputo no local não há energia eléctrica. Mais grave ainda, é o facto deste paiol estar quase em situação de quase total ostracismo desde a retirada do exército colonial, mantendo-se lá, material deste período e material obsoleto da época em que a Frelimo tinha o seu exército.
A ser verdade esta constatação é uma grave incúria.
Incúria essa que já resultou, até ao momento em que estou a escrever e de acordo com informação de Maputo, em 15 mortos oficiais e inúmeros feridos havendo um autêntico caos no Hospital Central de Maputo e na cidade.
.
ADENDA: De acordo com o portal noticioso "Canal de Moçambique" esta é a 2ª (SEGUNDA) explosão em 3 (TRÊS) meses. Inconcebível; como também é inadmissível isto. Ver informações também aqui. Entretanto o último balanço provisório já eleva para 72 o número de vítimas mortais e mais de 3 centanas de feridos.
Até quando os paóis continuarão dentro das nossas cidades?!

27 dezembro 2006

Os oleodutos da desgraça

(imagem SIC)
Desta vez foram cerca de 500, talvez mais, os mortos resultantes de mais um furto de combustível dos oleodutos nigerianos. Foram 500 a juntar a outros milhares que, ao longo destes últimos anos, têm tido o mesmo destino e, nem sempre, alvo de notícia.
Nigéria, o maior produtor de crude da África, ao sul do Sahara, é também o maior deficitário em combustível de produção interna.
A maioria da sua exploração petrolífera nigeriana é para exportação, o que faz ao longo das centenas de oleodutos que saem das zonas de exploração e produção atarvés, a maioria, do delta do Níger. E cada empresa petrolífera tem o(s) seu(s) oleoduto. Cada oleoduto que é furado é um ganho qualitativo – leia-se lucro – para a outra empresa; sejam elas americanas, holandesas, francesas ou inglesas.
Mas o que interessa que em cerca de 133 milhões morram mais centena ou menos centena. Os lucros do crude e dos seus derivados são mais importantes que as vidas miseráveis das pessoas que vêem as suas terras, a maioria, as mais férteis do delta, serem ocupadas por oleodutos das grandes companhias petrolíferas com a conivência de governos locais – que por sua vez acusam o Governo Central, que agora os quer enterrar – e dos militares nigerianos.
Foram mais uns 500 a juntar a outros milhares. Mas quem liga a isso?!
Amanhã já todos terão esquecido que algumas centenas de pessoas tentaram aproveitar um furo de um oleoduto para minguar a fome de combustível no maior produtor e exportador sub-sahariano de crude.