"Uma das posturas que o antigo presidente nigeriano Goodluck
Jonathan tomou face aos antigos “partisans”
que operavam em miríades de grupos armados no Delta do Níger para terminar com
os assaltos e ataques diversos – e, não poucas vezes, muito cirúrgicos – contra
a economia nigeriana no Delta, nomeadamente, contra as instalações petrolíferas
(exploração e transporte de crude), foram conceder-lhes em finais de 2009, com
a uma amnistia, o pagamento anual de cerca de 200 milhões de dólares
norte-americanos aos diversos grupos de activistas que operavam (operam) no
Delta.19 setembro 2016
Qual o impacto da crise do Delta do Níger no Golfo da Guiné? - artigo
"Uma das posturas que o antigo presidente nigeriano Goodluck
Jonathan tomou face aos antigos “partisans”
que operavam em miríades de grupos armados no Delta do Níger para terminar com
os assaltos e ataques diversos – e, não poucas vezes, muito cirúrgicos – contra
a economia nigeriana no Delta, nomeadamente, contra as instalações petrolíferas
(exploração e transporte de crude), foram conceder-lhes em finais de 2009, com
a uma amnistia, o pagamento anual de cerca de 200 milhões de dólares
norte-americanos aos diversos grupos de activistas que operavam (operam) no
Delta.17 fevereiro 2015
Quando o terrorismo serve para perpectuar o poder…

(A comunidade internacional anda muito distraída...; imagem daqui)
"No próximo domingo, a Nigéria estava preparada para ir a eleições gerais. Estava! Porque os militares, evocando a situação social e militar, que acontece só numa parte do País, solicitaram à Comissão Eleitoral que adiasse as eleições de 14 de Fevereiro.
29 janeiro 2013
Angola, Nigéria, CPLP e… Guiné-Bissau
Este texto foi igualmente publicado no Notícias Lusófonas (Colunistas) e transcrito no portal do Pravda.ru
São Tomé e o petróleo do Golfo
São
Tomé e Príncipe quer saber como andam os dossiês do petróleo que, por acaso, e
só por mero acaso, estão nas mãos dos nigerianos que, por sua vez, demonstram
estar disponíveis para os divulgar.28 agosto 2011
Não vencemos o Afrobasket 2011

18 abril 2011
Na Nigéria, Goodluck mantém-se?

Tudo aponta para que o presidente Goodluck Jonathan se mantenha no cargo após as eleições presidenciais deste fim-de-semana na Nigéria.
Até ao momento Goodluck já terá conquistado 31 dos 36 Estados nigerianos, além do Distrito federal que inclui a capital Abuja, derrotando o candidato proveniente dos Estados norte muçulmanos, Muhammadu Buhari, ex-comandante militar.
Apesar dos observadores terem afirmado que estas foram as mais livres, justas e críveiseleições, ultimamente registadas, no mais populoso país de África e principal exportador de crude do continente, no dia de hoje jovens, na maioria, estudantes e nas cidades do norte islâmico, manifestaram-se contra a propalada reeleição, levando a uma intervenção dos militares que terão disparado para o ar.
Só esperemos que as balas não tenham, eventualmente, ricocheteado nas nuvens e provocado vítimas entre os manifestantes…
27 junho 2007
Dois artigos no Correio da Semana, em Junho
Para aceder aos artigos basta clicar nos respectivos títulos.
30 maio 2007
Nigéria tem novo presidente ou novo patrão?
Apesar das greves que proliferam no País, a Nigéria viu hoje mudar o novo inquilino do Palácio presidencial no “Dia da Democracia”.Sai Olusegun Obasanjo e entrou o islamita Umaru Musa Yar'Adua, um claro defensor da sharia, que impôs no seu estado de origem, o de Katsina, a norte do país.
Mas nem por isso o País está mais sereno nem parte da população continua a aceitar a sua eleição.
O prémio Nobel da Literatura, Wole Soyinka, continua a achar que Umaru Musa venceu em eleições pouco claras e por esse facto, hoje não foi dia de celebrar nada. Soyinka foi mais longe e em comunicado afirmou que “O ceú está nublado, sombrio e depressivo onde estou inevitavelmente ocupado neste momento, mas ainda nada tão preenchido com pressentimento como a nuvem escura suspensa sobre a nação nigeriana”.
De notar que entre as ausências institucionais destacam-se as de Angola que não se vê tenha estado representada na investidura – o que talvez não seja tão surpreendente assim –, ao contrário, por exemplo da África do Sul que se representou ao mais alto nível.
21 abril 2007
França e Nigéria, eleições presidenciais
Este fim-de-semana vão acontecer duas importantes eleições presidenciais e com natural impacto em cada região onde se inserem: França e Nigéria.16 janeiro 2007
A crítica situação do delta do Níger
Nesta altura, são já mais milícias anti-regime do que propriamente para aquilo que, de início, diziam praticar: ataques a instalações petrolíferas e sequestro de trabalhadores, tanto estrangeiros como nacionais; a grande maioria destes grupos mais não são que mafias locais, em intra-disputas, pois muitos dos sequestros que praticam visam a obtenção de avultadas somas em dinheiro para ganhar poder na zona onde operam.
No último domingo uma emboscada matou 12 pessoas, incluindo chefes tradicionais, que se dirigiam ao reino de Kula, no estado de Rivers. O ataque, e uma vez mais, foi efectuado na região do oleoduto da petrolífera Shell no Delta do Níger que viu, também, um barco da sua estação petrolífera Ekulama 2 ser incendiado. Os responsáveis daquela empresa petrolífera já mandou retirar as suas equipas que estão nesta estação temendo mais ataques, a maioria devido a lutas entre milícias.
Mas se este foi o último ataque, desde Dezembro último que um grupo de milícias mantém sequestrados 3 italianos e um libanês, todos trabalhadores da italiana Agip e desde Janeiro 5 chineses empregados da Telecom estão também sequestrados por outra milícia.
Para quem é o 8º produtor mundial de petróleo, e o maior de África, e diz querer dominar a corrupção, estas notícias não são animadoras.
05 janeiro 2007
Angola com pagamentos parciais da dívida
Segundo um comunicado da construtora portuguesa Teixeira Duarte, esta aceitou o pagamento de somente parte da dívida que Angola tinha para com ela, perdoando o restante.O montante liquidado, que corresponde na metade da dívida, foi de USdólares 53.128.252. Este montante que, repito, corresponde a metade da dívida, está a ser liquidado em duas fases: a primeira, de imediato, foi de cerca de USD 48,3 milhões e o restante USD 4,8 milhões, durante este mês de Janeiro. Este pagamento insere-se no âmbito do acordo negociado entre os Estados angolano e português para a solvência da dívida privada angolana.
Como só foi liquidada metade da dívida, e Angola não é um país pobre ou de fracos recursos, espera-se que a outra metade seja para minorar os problemas económicos e sociais do povo angolano e não para pagar as recuperações(?) rodoviárias dos chineses.
Bom, mas uma coisa se saúda. O começo do pagamento da dívida e o fim das reestruturações da mesma.
E, já agora, será que vai começar a haver uma competição entre Estados africanos para ver quem mais depressa liquida a dívida externa.
Também a Nigéria liquidou junto do clube de Londres uma parte substancial da sua dívida externa de 4,6 mil milhões de USdólares. E, só por curiosidade, qual será o montante do serviço da dívida?
.
NOTA: Além da Teixeira Duarte, também as construtoras portuguesas Mota-Engil e Soares da Costa anunciaram ter perdoado metade da dívida angolana com as empresas do grupo, em troca do pagamento imediato dos restantes 50%.
27 dezembro 2006
Os oleodutos da desgraça
(imagem SIC)Nigéria, o maior produtor de crude da África, ao sul do Sahara, é também o maior deficitário em combustível de produção interna.
A maioria da sua exploração petrolífera nigeriana é para exportação, o que faz ao longo das centenas de oleodutos que saem das zonas de exploração e produção atarvés, a maioria, do delta do Níger. E cada empresa petrolífera tem o(s) seu(s) oleoduto. Cada oleoduto que é furado é um ganho qualitativo – leia-se lucro – para a outra empresa; sejam elas americanas, holandesas, francesas ou inglesas.
Mas o que interessa que em cerca de 133 milhões morram mais centena ou menos centena. Os lucros do crude e dos seus derivados são mais importantes que as vidas miseráveis das pessoas que vêem as suas terras, a maioria, as mais férteis do delta, serem ocupadas por oleodutos das grandes companhias petrolíferas com a conivência de governos locais – que por sua vez acusam o Governo Central, que agora os quer enterrar – e dos militares nigerianos.
Foram mais uns 500 a juntar a outros milhares. Mas quem liga a isso?!
Amanhã já todos terão esquecido que algumas centenas de pessoas tentaram aproveitar um furo de um oleoduto para minguar a fome de combustível no maior produtor e exportador sub-sahariano de crude.
22 outubro 2006
Ministra nigeriana acusa Angola falta de transparência
Numa Conferência ocorrida em Oslo, Noruega, e patrocinada pelo Banco Mundial, sob o título Iniciativa para a Transparência da Indústria Extractiva (EITI), a Ministra de Educação da Nigéria, a senhora Obiageli Ezekwesili, terá acusado Angola de ser um dos casos paradigmáticos africanos de falta de transparência e de corrupção referindo ao país como “… um caso acabado de economias em que a abundância dos recursos naturais tem uma enorme preponderância sobre os altos níveis de pobreza aos invés de contribuir para o bem-estar das populações” e só comparável ao antigo Zaire, de Mobutu.
Todas estas acusações foram feitas na presença do vice-Ministro das Finanças de Angola, Job Graça, que, segundo parece, se quedou pelo silêncio.
Não vou defender que não exista corrupção, compadrio, usura e má utilização da coisa pública em Angola.
Mas a Nigéria – onde a primeira-dama chegou a ser uma das mais visadas – vir acusar Angola de corrupção faz lembrar aquele adágio “diz o roto ao nu…”
20 agosto 2006
O poder gera habituação
(a cadeira e o poder sempre juntos, figura pictória retirada daqui)Parece que apesar dos inúmeros problemas, nomeadamente corrupção, com mais de metade dos governadores federais acusados ou indiciados, o presidente nigeriano Olusegun Obasanjo deseja prorrogar por mais tempo a sua estadia no palácio presidencial.
Esta é uma tentativa que já terá acontecido, em tempos, por partidários seus; tentativa essa na altura frustrada pelas duas câmaras legislativas do país.
Note-se que a segundo – e último – mandato de Obasanjo terminará em Maio de 2007.
Será que este pedido tem a haver com a divisão do petróleo do Golfo?
Ou será o velho problema de alguns dirigentes africanos que não sabem o que significa rotatividade democrática? A habituação à cadeira do poder…
05 agosto 2005
As contas africanas para o Mundial de 2006
Ide ao sítio e "divirtam-se" como se isto não fosse preocupante.
Gostaria de saber se a CAF, ou a FIFA, leram as declarações nigerianas e que ilações retiraram.
08 junho 2005
STP-Nigéria criam comissão para petróleo
De acordo com uma notícia veiculada pelo Notícias Lusófonas, citando a agência Lusa, São Tomé e Príncipe e Nigéria anunciaram a criação de uma Comissão parlamentar conjunta para fiscalizar o processo de exploração de petróleo da zona de sobreposição entre os dois países (assinada em Fevereiro de 2001).
A referida Comissão, cuja formalização esteve a cargo dos vice-presidentes da Assembleia Nacional da Nigéria, Ibrahim Mantu, e de STP, Carlos Neves, contará no seu seio de dois deputados nigerianos e dois de STP.
Num país onde o maior défice está na estabilidade política, (um primeiro-ministro demitido, Damião Vaz, e outro nomeado – a senhora Maria de Carmo Silveira, economista e governadora do Banco Central) eis que a Nigéria para fazer valer da sua posição geo-estratégica “impõe” a STP uma Comissão para fiscalizar as questões petrolíferas da zona conjunta e impedir casos como o que levou à denúncia de irregularidade num processo petrolífero conjunto e que culminou na adjudicação de cinco blocos de petróleo da referida zona
Considerando que ao lado – e com interesses não disfarçáveis na chamada zona conjunta nigeriano-santomense – está a Guiné Equatorial (por sinal membro observador, e com vontade de entrar de pleno direito, na CPLP) como será que este país irá acolher esta Comissão. Ora se há alguém com um apetite voraz pelo poder e pelo fundos do petróleo, esse alguém chama-se
Será que a Nigéria verá com bons olhos dois países da CPLP afrontarem as suas “decisões”? Principalmente, quando a Nigéria tem direito a 60% das receitas da zona enquanto STP só recebe 40%.
E Angola, que é um claro Estado-Director, na região onde se implanta a STP, deixará Nigéria impor as suas directrizes?
E no meio disto tudo, qual será a atitude da Zona Autónoma do Príncipe, que reclama ser na sua região onde estão os principais veios da região conjunta?
Será que vamos ter uma nova Cabinda?
Várias questões para Fradique de Menezes ponderar até às próximas eleições presidenciais; ou serão as legislativas?
Uma vez mais, não esqueçamos que a estabilidade política em STP ainda está (continua) periclitante. Os militares também não.
07 junho 2005
Petição por Nigéria-Angola
Senhor Presidente da República de Angola;
Senhor Primeiro-Ministro da República de Angola;
Senhores Ministros de Informação da República de Angola e da República Portuguesa;
Senhores Ministros dos Desportos de Angola e de Portugal;
Senhor Presidente da Televisão Pública de Angola (com sítio fora de serviço há bastante (demasiado) tempo)
Senhor Presidente de Rádio e Televisão de Portugal;
Senhor Director de Programas da RTP-África;
Exmos. Senhores,
O(s) abaixo(s) assinado(s) ve(ê)m mui respeitosamente solicitar a V. Exas, se dignem em pôr em marcha o Protocolo de Luanda, de 2003, e assinado por, entre outros, o então Ministro da Informação de Angola, senhor Hendrick Vaal Neto.
Por esse protocolo era crível que a Diáspora – qualquer que fosse a sua nacionalidade – iria gozar do prazer de ver eventos relacionados com a sua génese nacionalista.
Parece, todavia, que, e uma vez mais, os interesses daqueles que realmente poderiam ganhar com a implementação desse Protocolo ficaram num qualquer espaço quimérico.
Ora tudo isto tem a haver com a sistemática não transmissão de eventos desportivop-culturais pela empresa que, em teoria, poderia ser o elo de ligação entre os povos dos PALOP, a RTP-África.
Ao contrário da sua congénere radiofónica, a RDP-África, que retransmite os relatos provenientes dos países afro-lusófonos, a televisiva prima pela ausência.
Oferece-nos, um programa às terças-feiras, de cerca de meia-hora, com sintéticas informações desportivas.
Tudo isto para quê?
Meus caros Senhores, muito simplesmente para vos rogar o favor da transmissão, do importantíssimo jogo que oporá as duas primeiras classificadas do grupo 4, entre a fortíssima Superáguias e a nossa amada selecção dos Palancas Negras, ou seja, entre a Nigéria e Angola, cuja vitória de uma delas - e que seja de Angola – colocará quase, inevitavelmente, essa selecção no Mundial de Alemanha, em 2006.
Meus Senhores,
Tendes uma semana e meia para pensar na alegria que dariam à Diáspora.
Já que os senhores da RTP-África falharam o importante jogo que opunha Cabo Verde, segunda classificada, à África do Sul – agora principal favorita para vencer o grupo, que não falhem com Angola.
Fico(amos) à espera.
A Diáspora
Nota: quem a quiser subscrever retransmita-a e passe-a.

