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09 dezembro 2010

Moçambique no WikiLeaks

(foto da Internet)
"Em considerações que há dias escrevi [ver aqui], a publicar em breve, “reclamava” que a WikiLeaks, salvo um pequeno telegrama sobre Cabo Verde, ainda, e estranhamente, não tinha mostrado qualquer documento relacionado com os restantes países da África lusófona, em particular dado a sua importância na região em que se insere, Angola.

Pois eis que, e só de uma vez, Moçambique passa a figura central da WikiLeaks e logo com 4 documentos (09MAPUTO713. 09MAPUTO1291, 10MAPUTO80 e 10MAPUTO86), três deles referentes ao narcotráfico e um a eventuais comissões que uma alta personalidade teria auferido com o negócio de Cahora Bassa.

De acordo com um dos telegramas enviados pela embaixada norte-americana, em Maputo, esta considera Moçambique como a segunda plataforma mais importante de África, a seguir à Guiné-Bissau (outro a ser referido) no tráfico de drogas.

O referido telegrama denuncia, claramente, que há personalidades (e cita nomes) que auferem muito dinheiro com o narcotráfico, bem assim importantes instituições nacionais e políticas, nomeadamente, o partido no poder. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)

Publicado no , secção "Colunistas" de hoje

O que a Wikileaks ainda não mostrou…

"O portal (ou os vários portais) da Wikileaks tem tornado público, como é do conhecimento global, um número inusitado de documentos confidenciais da política externa norte-americana. A maioria pertence a zonas sensíveis para a política externa das sucessivas administrações de Washington, nomeadamente, Europa, China, Médio Oriente e Brasil.


Mas o que até ao momento a Wikileaks ainda não mostrou, salvo uma referência ligeira e natural a Cabo Verde por causa da visita que a Secretária de Estado, HillaryClinton, fez ao arquipélago em 2009, foi nada sobre os países afro-lusófonos, nomeadamente, e por todas as razões, entre elas o facto de ser só o 6º fornecedor de crude aos EUA e ser uma plataforma importante no Golfo da Guiné, qualquer referência a Angola.


Mas também ainda não se sabe nada de Guiné-Bissau, apesar de alguns dos seus dirigentes serem acusados de tráfico de droga e o país estar conectado como uma plataforma logística para o transporte de droga entre a América Latina e África ou entre aqueles e a Europa; nem sobre São Tomé e Príncipe, onde os norte-americanos ponderaram colocar uma base naval, semelhante a de Diego Garcia, e onde eventualmente ficaria estacionada a AFRICOM, além de manterem uma estação de radar na ilha do Príncipe; nem sobre Moçambique, principalmente pelo facto de ser uma das portas mais importantes para o Zimbabué com quem os norte-americanos e os europeus mantém um “simpático” litígio de opiniões; nem, tão-pouco, sobre Timor-leste e a sua posição geoestratégica na sensível zona da Indonésia nem sobre a questão do petróleo timorense e Austrália. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)


Publicado no portal "Perspectiva Lusófona" de hoje