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26 dezembro 2005

A UE quer minorar tsunamis silenciosos de África

No dia em que se recorda o tsunami - com uma certa amargura pela impotência com o Homem se viu perante a Natureza - que varreu o sudeste asiático, há um ano, eis que a UE, através do comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, vem afirmar que irá participar com cerca de 165,7 milhões de euros para minorar os “tsunamis silenciosos” de África, como a seca, inundações, pragas de insectos, ou os ainda existentes conflitos armados. Os beneficiários, que irão receber estes apoios nos próximos dez meses serão o Burundi, Camarões, Chade, Congo Democrático, Costa do Marfim, Libéria, Madagáscar, Sudão, Tanzânia e Uganda.
Uma pequena prenda da União Europeia.

18 dezembro 2005

Ajuda da UE à Guiné-Bissau condicionada

Segundo a Panapress a União Europeia está disposta a conceder uma ajuda de cerca de 9,6 milhões de euros à Guiné-Bissau (6 milhões para a OGE e 3,6 milhões para apoiar reformas no quadro do programa regional da UEMOA), mas desde que o Governo guineense respeite a estabilidade política e a boa governação.
Ou seja, e pelas notícias que chegam de Bissau, os guineenses vão continuar a ter de esperar pelas ajudas internacionais.
Ou, então, os países doadores terão de deixar de serem politicamente correctos e... fechar os olhos às atrocidades de certos autocratas!

12 outubro 2005

(Des)Orçamento de UE condiciona apoios

José Manuel (ex-Durão) Barroso, presidente da Comissão Europeia alertou que se os 25 não chegarem a um acordo sobre o orçamento comunitário para 2007/2013, a União Europeia (EU) deixará de estar em condições de honrar os seus compromissos com África.
Estas afirmações surgiram durante a conferência de imprensa conjunta, ocorrida em Bruxelas, com o presidente da Comissão da União Africana (UA), Alpha Oumar Konaré, na apresentação da nova Estratégia da União Europeia para África.
Barroso alerta que sem “um acordo não estaremos em condições de honrar os nossos compromissos em relação aos nossos amigos e vizinhos" africanos, nomeadamente no apoio à luta contra a sida.
Pelo menos, por agora, os fundos ainda dão para apoios circunstanciais como, por exemplo, envolver-se no processo de reforma e reestruturação do sector da defesa e segurança na Guiné-Bissau, enviando para a capital guineense uma missão de peritos, a convite das Nações Unidas.
Só que Barroso esqueceu-se de falar no grande e candente problema da actualidade. O ferrolho da “fortaleza europeia” em Ceuta e Mellila onde cerca de 30.000 sub-saharianos se postam para entrar a partir de Argélia e Marrocos.
Nem, tão-pouco, comentou o “acantonamento” de sub-saharianos nos desertos marroquinos em completo abandono e desidratação.
Ah! E já agora. Onde está o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados? Alguém sabe do seu paradeiro?
E ainda há quem se admire que o consulado português de Luanda chancele os pedidos de visto com a marca “Shenghen”.