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17 junho 2012

Grécia: Umas eleições onde nada há a temer.


Ao contrário das notáveis bocas ninguém tem nada a temer nas eleições gregas de hoje e, muito menos, a bancarrota do país.

No hipotético caso de alguém isso o pensar as consequências seriam mais catastróficas do que aqueles que levianamente falam nisso podem aferir.

Uma eventual bancarrota da Grécia acarretaria igual situação para os seus principais credores: as bancas alemães e francesas, que estão demasiado expostas à crise grega.

E um “crash” da banca alemã e francesa faria cair inexoravelmente quer a Alemanha quer a França.

Logo cairia estrondosamente a União Europeia e não só o Euro!

Será que é isso o que a senhora Merkel e o senhor Hollande desejam? Não me parece!

15 maio 2012

O raio que o parta...

Elcalmeida; montagem a partir de algumas fotos)

A primeira medida de François Hollande tomou após ser empossado não foi apresentar o seu gabinete mas visitar a senhora Merkel em Berlim.

Apesar de Hollande ter defendido, durante a campanha eleitoral, um maior crescimento e uma menor austeridade, por coincidência ou por efeito dos deuses pró-austeridade, o avião foi atingido por uma tempestade durante o trajecto Paris-Berlim.

Vá-se lá saber os desígnios  dos eurocratas...

05 maio 2012

Eleições na Europa comunitária…


(qual será, amanhã, o balão que estoirará?...)

Amanhã vai ser dia “D” para dois Estados da União Europeia.

Vão ocorrer a segunda volta das presidenciais francesas entre o candidato a suceder a si próprio, o senhor Sarkozy, conservador ou lá o que ele se auto-intitula, e o socialista Hollande.

Vai ser uma disputa entre os situacionismo vigente e liderado pela senhora Merkel, da Alemanha, com o beneplácito do novo “petit Napoléon” e o, parece, “utópico crescimento” de Hollande – esta de prometer empregos aos milhares já me parece ser sina dos socialistas; a primeira vez que o ouvi foi com o português Sócrates!

A segunda eleição, e talvez a mais importante para o futuro da União Europeia e do euro, acontecerá com as legislativas da Grécia.

À partida tudo conjuga que os dois partidos do sistema, que subscreveram o memorando com o grupo UE/BCE/FMI – vulgo troika (à falta de melhor foram buscar uma palavra eslava) –, não conseguirão, qualquer um deles, obter a maioria absoluta para governar; a que se junta o facto do PASOK, socialistas, já ter afirmado – nem tudo o que se diz hoje é verdadeiro amanhã – que não irá governar com a Nova Democracia, conservadora.

Acresce que partidos anti-europeus (ou anti-federalistas, talvez seja mais correcto) da extrema-direita, neo-nazi, e da extrema-esquerda, estão a ver as suas bases, pelo menos a fazer fé nas sondagens ocorridas antes do início da campanha eleitoral – são proibidas durante –, a subir exponencialmente e a colocar em perigo vários aspectos das relações helénico-europeias.

Desde logo se a Grécia sair do Euro ou, mesmo, da União Europeia quais serão as consequências para certas relações financeiras com os seus dois habituais aliados?

Quer a França, quer, e principalmente, a Alemanha têm bancos afundados na Grécia até aos colarinhos.

Uma saída da Grécia do esquema europeu e alguns dos principais bancos franco-germânicos teriam de ser apoiados pelos seus Governos sob pena de se afundarem de vez com as inevitáveis consequências.

E, por arrastamento, toda a economia europeia ficaria em bolandas…

23 janeiro 2012

O contínuo dos outros…

(míssil balístico iraniano Shahab3)

A União Europeia, perdão, os líderes diplomáticos da União Europeia vão fechar hoje a pasta que pondera impor ao Irão um embargo ao consumo (leia-se, importação) do seu crude.

Tudo porque o Ocidente, no alto da sua preventiva sobrevivência teme que a campanha iraniana pelo enriquecimento do urânio, lhe possa permitir usufruir de condições para criar uma arma nuclear.

E isto tudo porque a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) – cujo principal patrão, é os EUA – suspeita que o programa nuclear do Irão tem fins militares. e é uma suspeita credível, porque...

Não se contesta este receio até porque os iranianos já dispõem, segundo eles e alguns dos seus aliados, de mísseis balísticos com capacidade para chegar a algumas das principais cidades europeias.

E, unicamente, cidades europeias e, por exclusão de partes e porque são os seus inimigos religiosos – e só por isso e nada mais – os israelitas/judeus.

Ora, se só chegam à Europa (e mesmo nesta nem em todas) – e aqui incluo, naturalmente, algumas regiões russas, mesmo que asiáticas – e aos seus oficiosos inimigos árabes – o grande problema do Irão é não poder ser árabe – e não chegam aos EUA o seu “enorme” inimigo, a par de Israel, porque é que a União Europeia avança com as citadas sanções?

Vontade de ser vítima e justificar a queda do Euro?

Ou seja, parece que a União Europeia continua a ser a lança de ataque de terceiros e, neste caso, o contínuo dos EUA e dos outros.

Ou será que os “simpáticos” ministros da relações exteriores eurocratas estão a ser os executantes das vontades dos euro-nórdicos (Noruega e Reino Unido/Inglaterra) bem assim, dos os russos, os principais produtores de crude na Europa.

Ou seja, a UE vai meter a cabeça na trampa e os outros é que ganham dinheiro.

E, depois, a União Africana ainda parece querer seguir as pisadas dos eurocratas quando deseja criar mais uma casa a partir do telhado: a livre circulação de capitais, bens e serviços a partir de 2017 sem ter criado condições para a integração plena dos países-membros...

Este apontamento foi citado e transcrito no portal do Jornal Pravda, em 24/Jan./2012 (http://port.pravda.ru/news/mundo/24-01-2012/32816-continuo_ue-0/) e no Zwela Angola (http://www.zwelangola.com/index-lr.php?id=8170)

15 dezembro 2011

Acordo de pescas UE-Marrocos suspenso

(foto retirada daqui)

A União Europeia suspendeu as conversações para a prorrogação dos acordos de pescas com o reino de Marrocos por… as águas onde são explorados os recursos piscícolas pertencem ao Sahara Ocidental que Marrocos, segundo a UE, ocupa ilegalmente há muitos anos.

É estranho que só agora os europeus tenham reparado nessa pretensa ilegalidade. Ou talvez se esqueçam que quem provocou essa eventual ilegalidade foi, precisamente, um Estado europeu (Espanha) quando cedeu o território, rico em nitratos, a Marrocos e à Mauritânia – tendo esta, posteriormente, prescindido da sua parte que foi ocupada por Marrocos.

Já não será estranho se levarmos em conta razões humanitárias, embora seja preocupante o timing escolhido quando Marrocos está a querer enveredar por um regime monárquico constitucional e quando o mesmo Estado europeu que se despojou do Sahara é, também ele, ocupante ilegal de territórios (localidades) em Marrocos.

Se os interesses europeus forem, meramente, humanitários vai haver mais locais em África que serão preteridos nas eventuais posteriores conversações – sejam sobre o que for – porque há mais regiões que, segundo alguns, estarão ilegalmente ocupadas.

Vamos ver a se a moda pega ou o que há, na realidade, é um interesse económico europeu em pagar menos pelos desmandos que fazem nas costas dos outros…

08 dezembro 2011

As dívidas na UE e a memória futura...

Este quadro é eloquente!Os maiores caloteiros da Europa são a Alemanha, com mais de doze vezes a dívida pública portuguesa, a Itália e a França. Sozinha, a Itália tem quase o triplo da dívida pública acumulada da Grécia, da Irlanda e de Portugal. Em percentagem do PIB, os campeões são a Grécia (157,7%), a Itália (120,3%) e a Irlanda (112%). Isto não vai acabar bem. Vamos mesmo todos para o buraco! Limpinho.

(tudo isto corre nos meios electrónicos)

Relativamente à minha opinião sobre a União Europeia e as suas derrogações e divagações, proponho-vos a leituras de dois artigos anteriormente escritos (aqui e aqui) ou o que penso da Europa "federada".

28 novembro 2011

Onde estão os Direitos Humanos?

(Clique na imagem e leia)

Como é possível que a União Europeia e a Comissão dos Direitos Humanos ainda permitam factos como estes só por causa de "interesses políticos" escondidos sob a capa de "protecção"?

Fonte: Semanário Angolense, edição 433, de 26Nov.2011, pág, 48

02 novembro 2011

Críticas à exploração piscícola

(foto da Internet)

O portal da Rádio Deutsche Welle oferece-nos, na edição de ontem, uma análise crítica sobre a sobre-exploração piscícola nas regiões afro-insulares por parte de “certos e solidários” apoios, nomeadamente da União Europeia.

Em particular, os acordos de pesca de atum! Nada de novo!

Já em Maio de 2006, no portal “Africamente” escrevi um artigo intitulado “Acordo de pesca STP-UE” sobre o assunto e, em finais de Janeiro de 2007 num texto para o semanário santomense Correio da Semana, voltei a escrever um outro artigo, à boleia da salvaguarda das tartarugas santomenses, onde voltava a analisar estes acordos leoninos praticados pela União Europeia face aos países fornecedores de riquezas piscatórias.

E nessa altura recordava como Marrocos soube fazer valer alguns dos seus direitos face às potências europeias, nomeadamente Espanha e Portugal, obrigando a União Europeia a recuar na sua pretensão dominante...

30 março 2010

TAAG já tem céus abertos na UE

A Comissão da União Europeia (UE), em comunicado hoje divulgado, autorizou a companhia aérea angolana TAAG a voltar a voar para todos os destinos da União Europeia "sob determinadas condições estritas e com aeronaves específicas".


Ainda assim e para melhor salvaguarda da imagem angolana, propõe às autoridades de aviação civil angolanas que deverá intensificar a fiscalização sobre todas as transportadoras e continuar o processo de voltar a certificar as outras transportadoras aéreas angolanas que continuam proibidas de operar na UE.

20 novembro 2009

Vai-se a União Europeia nasce a Federação Europeia?

Até há pouco a União Europeia, uma constelação de Estados Europeus onde existia uma Comissão e a presidência era semestralmente rotativa entre os Estados-membros, regia-se como, essencialmente, uma União económica, tendencialmente política e social, mas onde o "euro" e os "maiores" já mais mandavam.

Agora com a entrada em vigor, no próximo mês de Janeiro do Tratado de Lisboa, e com a eleição ontem ocorrida do novo Presidente da União, vulgo, Conselho Europeu, o até agora primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, e da britânica Catherine Ashton como Alto-representante para a Política Externa da União Europeia e, simultaneamente, a número dois da Comissão europeia, ainda liderada por Durão Barroso, passará a existir na Europa um super-Estado onde os Estados, progressivamente, quer queiram, quer não, quer o reconheçam, quer não, irão ver progressivamente, serem-lhe retirados alguns – e provavelmente não pouco – poderes constitucionais.

Podem afirmar que não o é, ainda, uma Constituição Europeia, mas na prática o Tratado de Lisboa é-o. Só diferiu do seu vetado antecessor porque lhe foi retirada a expressão “Constitucional”.

Ou seja, e basta conhecer a História e os movimentos políticos europeus para o constatar, que o que Carlos V, Napoleão, Bismark ou Hitler não o conseguiram por via militar, conseguiu-o o sistema financeiro e a paranóia da Pax Europeia: uma União da maioria dos Estados europeus que o novo “futuro” presidente já afirmou logo nas primeiras palavras ser sua essa vontade "continuar a expandir a UE e reforçar o seu papel como peça importante no Mundo".

Veremos como os EUA, a Rússia, a China e os Emergentes irão aceitar esse “fortelecimento”…

14 julho 2009

TAAG, dois anos depois…

Finalmente a TAAG volta, cerca de dois anos depois, a poder voar em céus europeus, ainda que à condição.

De acordo com o boletim da União Europeia,
hoje divulgado, e depois de constatar que a Comissão “"reconhece" o "progresso" realizado pela aviação civil angolana e pela TAAG para "resolver progressivamente quaisquer deficiências de segurança"”, retirou a companhia da Palanca Negra da lista negra e permite, durante um período – que será de observação no desenvolvimento das medidas implementadas – voar para um dos países europeus. O destino aprovado foi Lisboa, pelo que a TAAG irá fazer cerca de 10 voos semanais entre Luanda e a capital portuguesa.

Todavia, as restantes companhias de bandeira ou registadas em Angola continuam interditas voarem para Europa (
ver aqui). Também as aeronaves tipo Boeing B-777, com as matrículas D2-TED, D2-TEE e D2-TEF, parecem estar impedidas de voar nos céus europeus. A não ser que haja alguma razão mais válida parece-me que continua a haver aqui uma “certa imposição” comunitária em compra de aviões da Airbus. Mas depois dos últimos acidentes com esta companhia…

08 abril 2009

E a TAAG continua à espera…

Só não sabemos de quem é que a TAAG continua à espera desde que em Junho de 2007 foi impedida de sobrevoo do espaço aéreo euro-comunitário.

Se de um berro, bem dado e bem alto, do Governo, se de um murro na mesa por parte das autoridades aeroportuárias angolanas ou que Bruxelas se capacite que a TAAG é uma empresa não europeia e, como tal, não sujeita aos diferentes e monopolizados ditames da União Europeia.

Ou seja, os eurocratas têm de compreender que se a TAAG optou pela Boeing, como uma empresa livre que é apesar de ser Estatal e de Bandeira, foi porque achou que a qualidade-preço daquela companhia era superior à da eurocrata Airbus. Quando é que Bruxelas compreenderá, de vez isso?

Seria aceitável que os especialistas da União Europeia condicionassem – e condicionem – o sobrevoo da TAAG no espaço europeu se as razões fossem unicamente operacionais e de segurança.

Parece que quer uma quer outra já foram substancialmente rectificadas. Pelo menos nos motivos que levaram a União Europeia manter a proibição não são claras a manutenção daquelas razões.

Mais, os eurocratas de Bruxelas realçaram os “progressos significativos” e os significativos “
trabalhos de casa” efectuados pela companhia angolana que tem sido acompanhada por especialistas norte-americanos e europeus. Ainda, assim, mantém a TAAG na lista negra das companhias impedidas de sobrevoar o espaço europeu.

Não quero com isto atestar a inocência da TAAG. Se não está em condições técnicas e de segurança, há que dizê-lo. Mas há que dizê-lo de forma frontal e directa. Não com subterfúgios como os que temos vindo a constatar por parte de Bruxelas.

Porque se a segurança da companhia de bandeira angolana é questionável então porque não impede a Organização Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) o voo das diversas aeronaves angolanas a nível mundial? Parece que há 30 anos!!!! que a companhia angolana, cujo matrona/patrono é a nossa “Palanca Negra”, não actualizaria as normas e procedimentos da IATA.

Demora assim tanto essa actualização? Ou será que o que estará por detrás serão interesses económicos, principalmente quando a Airbus parece não mostrar capacidade para entrega atempada de aviões e alguns dos mais recentes incidentes aconteceram com aeronaves desta empresa…

Enquanto isso outras companhias vão voando de e para Angola a preços que muito bem lhes interessam…
Retranscrito pelo , de 9/Abr/2009, na rubrica "Opiniões e Análise"

17 dezembro 2008

CNE tem total razão!!!

A CNE angolana, através do seu presidente Caetano de Sousa em análise á Voz da América, deu uma forte descasca no conteúdo relatório dos e aos observadores da União Europeia (EU), por só agora o fazerem. Ou se calavam ou tivessem falado na altura…

Na minha opinião tem total razão!

Que culpa tem a CNE que os observadores da UE sejam, como habitualmente, politica e correctamente cobardes e só depois de contactarem os seus países de origem e “as vontades políticas” dos “grandes” eurocratas, nomeadamente França e Reino Unido, é que falam.

Se as razões aventadas por Luiza Morgantini,
logo no dia do escrutínio, tivessem sido tomadas em consideração e não tivessem forçado a chefe dos observadores a quase dar “o dito por não dito” e reformular a sua opinião a quente – talvez, como se verifica à posteriori com a publicação deste relatório, a mais correcta – que não haveria votações a 100% nem a 108%. E quem sabe, o dia seguinte corresse melhor.

Mas como o que fala mais alto é o petróleo e o medo do papão chinês em África, entre outras obscuras análises e porque democrática e nacionalistamente, os partidos da oposição aceitaram os resultados, mesmo apresentando, legitimamente, os defeitos detectados, os “grandes” eurocratas, e aqueles que acham que o Poder é sempre legítimo mesmo que sob o espectro da desconfiança, preferiram deixar correr o marfim e quando tudo parecia estar mais frio mandaram o barro na esperança que este passasse para o lado contrário sem tocar na parede. Enganaram-se!

Esqueceram que em Angola há quem esteja bem atento às – já começam a ser habituais – atoardas imbecis da eurocracia e não deixam passar nada. Por isso, logicamente, também a CNE não deixou escapar sem escalpelizar o conteúdo do pequeno relatório da Missão de Observadores eurocratas.

É por estas e por outras que continuo a achar que aqueles muadiês dos eurocratas andam completamente bué pirados…

12 dezembro 2008

Estes muadiês estão loucos…

Cerca de três meses depois das eleições legislativas a União Europeia faz sair um relatório (será que foi tão estudado assim? e com quem?) onde se conclui que houve falta de transparência nas eleições legislativas angolanas de Setembro último.

Três meses para fazer um relatório de 75 páginas?

Estes muadiês eurocratas devem estar cheios de trabalho ou, então, tiveram de curar alguma malária apanhada durante o tempo em que nada viram e nada descortinaram… excepto a eurodeputada Ana Gomes e a responsável eurocrata Luiza Morgantini que logo no dia – e só no dia, porque depois deu quase o dito por não dito – afirmaram ter detectado algumas incongruências (é mais politicamente correcto dizer assim) no acto eleitoral.

Três meses para um pequeno relatório de 75 páginas e chegar á conclusão que em Angola as percentagens não terminam nos 100% como verificaram numa província onde o total de votação terá sido, segundo eles, de… 108%!!! E esqueceram-se, provavelmente, do Kwanza Norte onde o total de votação foi só de… 100%.

Estes muadiês eurocratas devem estar mesmo bué de loucos.

04 dezembro 2008

Ataque a Nino, agora até a UE já pensa em obscuridade?

Poderia, blá, blá, blá, mas tenho a certeza que seria chover no molhado e repisar no óbvio.

Porque hoje não estou com muita disposição de me aprofundar em questões axiomáticas e tão claras descobertas pelo representante da União Europeia (UE) em Bissau que limito-me, e com a devida vénia, transcrever parte de um texto colocado no Alto Hama (a imagem também foi ximunada de lá):

Talvez assim UE deva, também, começar a pensar bem se vale a pena ajudar um país que é tão rico, tão rico, tão rico [isto é expressão minha e que, penso, com toda a razão], que se abstém de ter impostos, como ainda hoje alguém, um Bissau-guineense a residir e trabalhar em Portugal, falando num programa da RDP-África “Juntar Palavras e Música”, tão bem conduzido por João Pedro Martins, o afirmou com toda a clareza (e disse desde quando, mas fiquei tão siderado em haver países tão ricos, que me passou…).

Sendo assim tão rico, porque que me recorde só há mais um país onde não se paga imposto, o Burnei, devido aos elevados lucros do petróleo, não se compreende porque a EU continua a contribuir com fundas para, por exemplo, pagar as eleições e esquecer-se que existem milhares de cidadãos da Guiné-Bissau a penar sem qualquer tipo de vencimento há já uns largos períodos.

E dizia eu que não me disporia a blablar tanto…

22 novembro 2008

UE e UA na mesma linha, a Paz… aonde?

(Só a Deutsche-Welle é que parece ver disto em África; os eurocratas não...; foto da RDW)

Segundo um artigo do matutino português Jornal de Notícias, a União Europeia (UE) e a União Africana (UA), de acordo com o secretário de Estado da Defesa francês, Jean-Marie Bockel, “lançaram (como, em petardos?) em Addis Abeba um novo programa de cooperação militar para reforçar a paz e a segurança em África

Ora aqui está algo que subscrevo na íntegra. Tanto a Europa como África o que precisam, nesta altura, é de reforçar a Paz e Seguranças em África. É que o Velho Mundo vendo o Continente que gerou a Humanidade em Paz e em Segurança, também terá o seu Continente em Paz e segurança e, nessa altura, já não haverá Abkázias, Chechénias, Ossétias, Geórgias ou escudos de mísseis anti-míssseis na Europa e arredores.

De facto, uma atitude brilhante de duas Organizações supranacionais onde as duas únicas coisas que diferem uma da outra são as duas Vogais. Quanto ao resto, a tuge é a mesma! (Ah!, para quem não saiba tuge é o mesmo que trampa ou a seu vernáculo afrancesado)

Quando vêm para a sede da UA fazer afirmações deste jaez só podem, indiscutivelmente, estarem a gozar com a chipala dos africanos.

O que pensar quando os órgãos informativos europeus abrem os seus noticiários internacionais com a crise militar e humanitária da RD Congo, com os ataques dos piratas nas águas próximas da Somália, a eternizada crise militar da Somália, ou, periodicamente, com os raptos e ataques ás zonas petrolíferas da Nigéria, ou com avocações, cada vez menos veladas, de Estados narco-Estados em África, já para não falar da recordação cada vez mais esbatida da ainda maior crise humanitária e militar africana que é o Darfur (será que Barroso e muchachos ainda se lembram do que isto é e por onde andaram?), ou a crise político-militar no Chade, entre outros pequenos factos como, por exemplo, a segurança periclitante que está na África Austral devido a um decrépito e autoritário ex-professor que se esqueceu do que foi ser Libertador, um tal senhor Mugabe, no Zimbabué.

Dizer que a UE e a UA estão a cooperar para a reforçar a Paz e Segurança em África, só mostra que os senhores europeus continuam a ver África, nos seus belíssimos escritórios sobranceiros e interessantes rios e mares, através dos Globos que uma qualquer empresa lhes ofereceu ou através dos magníficos documentários antropológicos de David ou Richard Attenborough para a mui britânica BBC.

Parem de gozar com a chipala dos africanos e respeitem-nos! Vejam as notícias e pensem em casos como o da criança de 12 anos, de nome Baraka, que ostenta a patente de general (in Diário de Notícias/Mundo, pág. 36) entre as milícias Patriotas da Resistência Congolesa (Pareco) ou Mai Mai que
apoiam e resguardam o exército(?) congolês e alguns dos seus aliados.

Dizer reforçar a Paz e Segurança em África seria óptimo se não fosse afronta aos milhões de refugiados que as pequenas crises e as vontades de pequenos ditadores criam!

Parem de gozar com a chipala dos africanos e respeitem-nos! Seremos simpáticos, provavelmente ingénuos em acreditar nas promessas Ocidentais e Chinesas de cooperação e boa-vontade, mas não continuaremos eternamente ignaros!

E quando a paciência esgotar…

08 setembro 2008

África deve olhar para a Geórgia e tirar algumas lições

(imagem daqui)

"Quando se vai para férias o que mais se deseja é que o Mundo pare e nos deixe descansar sem nos preocuparmos com o que possa acontecer neste grande Condomínio que é o nosso Planeta e há muito a desvirtuamos e desleixamos com as consequências que se vão, infelizmente cada vez mais, avistando sem que alguns dos nossos caros vizinhos se preocupem com o bem-estar dos outros.

Primeiro, nós, depois, nós, a seguir sempre nós e quando já nada houver que vá para os outros, tem sido o lema abusivo e egoísta de nós todos.

Mas, infelizmente, se vamos de férias outros há que não se preocupam com isso e só nos arranjam temas e problemas para comentar.

Ninguém deixa descansar ninguém!

Por isso não surpreendeu a crise da Geórgia, um pequeno país do Cáucaso que só existe por ter sido nado-pátria dum ditador sanguinário chamado Joseph Staline, o principal criador e aglutinador da extinta (será?) União Soviética (URSS).

Desde a implosão da URSS e subsequente independência dos Estados que a formavam que a Federação Russa (Rússia) nunca viu com bons olhos, qual mãe-galinha ultra conservadora e protectora, a livre vontade desses países.

Para a Rússia a maioria dos Estados emergentes da URSS eram não só parte integrante da sua zona de influência como, nalguns casos, pertenciam mesmo à mãe-Rússia, pelo que desde o princípio tentou influenciar a vida política e económica da maioria deles.

Estes só sentiram que poderiam sair da órbita russa se se aliassem ao Ocidente, mais concretamente aos EUA e à NATO e, ou, à União Europeia (UE).

Alguns já o conseguiram. Outros vão a caminho de o conseguir.

Mas outros há que esperam a sua vez de entrarem numa das Organizações, particularmente na NATO, de onde acreditam vir o apoio e salvaguarda necessários e prontos para a sua integridade territorial e política.

Só que se esqueceram, ou pensaram que os outros não são eles, de olhar para um caso que a Rússia iria sempre aproveitar para fazer doutrina. Mais concretamente juntar uma nova doutrina à sua velhinha doutrina de soberania limitada (DSL) que lhe permitiu abafar e acabar com as “contra-revoluções” húngara, de 1956, e de Praga, de 1968. (...)" (pode continuar aqui ou aqui)
Artigo de opinião publicado no , de 6/Set/2008 (escrito em 19 de Agosto mas por razões editoriais só pode ser publicado agora)

25 julho 2008

E a TAAG continua a voar somente no éter netiano europeu…

Uma vez mais a União Europeia decidiu que a companhia aérea angolana Transportes Aéreos Angolanos – Linhas Aéreas de Angola (TAAG) vai permanecer fora do espaço aéreo europeu, pelo menos até Outubro.

Se da parte da UE não houvesse factores exógenos quanto a esta proibição até a aceitaria como natural. Se não cumpre com as regras de segurança então há que manter a companhia parada.

Só que factores francófonos – leia-se, Airbus, embora a França tenha dito que foram detectadas "sérias deficiências" ao nível de segurança na frota da transportadora angolana – e a proximidade das eleições legislativas em Angola acabam por tornar inapropriado um estudo da actual situação da TAAG.

Com o plano de imigração aprovado, com a previsível “fuga” de certos cérebros – a Europa já se apercebeu que certos senhores andam a comprar imobilizados na Europa – é perfeitamente natural que a TAAG continue em banho-maria. Não fossem os aviões entrarem cheios na Europa e voltarem vazios para Angola…

Porque só factores como estes se entendem que a TAAG mantenha fora dos céus europeus e uma empresa aérea iraniana Mahan Airlines tenha saído da lista por “esforços significativos e progressos realizados por esta transportadora" e verificados durante uma inspecção local realizada no Irão”.

Registe-se que a verificação foi no Irão. Também membros europeus estiveram em Luanda, constataram que havias grandes avanços nos problemas detectados anteriormente mas… “não era ponto de ordem da entidade europeia a análise da TAAG”.

Há interesses políticos que continuam ser mais fortes que outros.

E, depois, há um factor, novamente abordado pelo Le Point, chamado… Angolagate e o facto de um dos visados no artigo ser a mesma personalidade que há dias comprou uma quinta vinícola em Portugal por uns simbólicos 1 milhão de euros!

E enquanto isto se mantiver a TAAG limitar-se-á a voar nas ondas da Internet europeia…