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06 julho 2012

Espertos versus palermas...

(imagem das páginas sociais - Facebook - obg aos autores pq se identificarem; poderão ver aqui)
   
Palavras para quê quando, cada vez mais, este Mundo é dos espertos e não dos inteligentes normais, reconhecidos como "palermas"!?

Palermas como eu que precisei de fazer 5 (cinco) anos para obter uma licenciatura (de 5 anos!!); de 2 anos curriculares mais 4 de análises/tese, para obter o grau de Mestre; e de quase 5 anos para o grau de Doutor!

E para quê?

05 outubro 2011

Dia Mundial do Professor e a cooperação lusófona

(Uma escola sob uma árvore no Huambo; uma idílica imagem que todos os políticos conscientes devem querer acabar)

"Hoje, 5 de Outubro, é Dia Mundial dos Professores.

Segundo a UNESCO são necessários mais de 18 milhões de professores para que a meta de Educação Primária Universal (EPU) seja atingida até 2015. De acordo com este organismo da Educação e Cultura da ONU, a “falta de professores qualificados é um dos maiores desafios para as metas da Educação Para Todos (EPT)”.

Entre os países que sentem a falta de Professores estão os PALOP e Timor-Leste!

Dado que Portugal sente, nesta a altura, necessidade de colocar os Professores excedentários – e mesmo aqueles que não o sendo estão em vias de o ser devido à austeridade – porque não fazer um acordo com os países irmãos que falam a língua de Luís de Camões, de Fernando Pessoa, de Agostinho Neto, de Mia Couto, de Amílcar Spencer, Alda Espírito Santo, ou José Gusmão, para lá colocar os excedentários.

Ganhariam os Professores pela experiência obtida e pelo enriquecimento cultural, os países receptores pelo desenvolvimento da língua e pela hipótese de novos formadores, e Portugal para minorar a sua dívida externa (já que só é isto o que os portugueses, ultimamente, pensam) com os fundos obtidos pela cooperação.

E, já agora, se era certo que o poeta timorense José Alexandre Gusmão defendia – será que ainda defende? – a língua portuguesa como padrão de união entre todo o povo maubere já o seu alter-ego político, Xanana Gusmão, pelo contrário, parece querer fazer desaparecer a língua colonial daquela zona geográfica. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado hoje no secção "Lusofonia"

16 novembro 2010

Uff já está!!!!

Depois de falhar à primeira por razões de saúde, hoje foi o dia D com a grata classificação final de “Aprovado por unanimidade”.


PhD já cá canta…

26 novembro 2008

De facto os americanos não são estúpidos…

Para aceder ao vídeo entre aqui!
Só um exemplo, sabiam que um País começado por "U" é Utopia ou Utah? ou que Fidel Castro é um cantor"?


… mas chamar só de ignorantes…

Depois critiquem a educação nas nossas Escolas e nos nossos Países!!!
(recebido por e-mail de terras próximas do Tio Sam; são cerca de 5'46")

16 maio 2007

Estudar em Angola é para ricos?

(antes uma Escola assim para todos que uma só para alguns…)
O meu amigo Orlando Castro analisou com a frontalidade e acutilância que se lhe reconhece uma recente reportagem da televisão portuguesa TVI sobre os portugueses em Angola, perdão, em Luanda.
Chamou-lhe sem medos “de neocolonialismo” aquilo que a reportagem mostrou.
Não sei se poder-se-á afirmar tal mas não andará muito longe da verdade!
Só que o que li no Semanário Angolense, edição 213 deste fim-de-semana, mostra que o neocolonialismo está bem mais refinado do que pensava.
Uma empresa portuguesa de construção civil decidiu abrir um colégio, em Luanda, na zona de Talatona, a nova Luanda Sul, onde “os professores da instituição virão todos de Portugal e os princípios orientadores da instituição reger-se-ão pelo cumprimento integral dos currículos definidos pelo Ministério da Educação Português.”
Pois é, só que nem o Ministério da Educação angolano nem a entidade responsável para autorizar a abertura do Colégio parecem ter conhecimento desta intenção de abrir “em Setembro deste ano, (…) um dos colégios mais caros do continente africano. O colégio S. Francisco de Assis, com início de construção marcado para este mês de Maio, em sistema pré-fabricado, estará situado na nova zona residencial de Talatona, Luanda Sul, por detrás do Centro de Convenções. A matrícula neste novo colégio custa USD 4000.00 (quatro mil dólares norte americanos) ao ano, tanto para o jardim-de-infância como para o ensino secundário. Cada trimestre custa 5 ou 6 mil dólares, consoante o caso. O horário regular de funcionamento do colégio vai das 7:30h às 15:30h. Se os pais quiserem que os filhos fiquem por mais tempo, até as 18:30h, o que não será difícil, dados os horários de trabalho praticados em Angola e as dificuldades de circulação em Luanda, deverão pagar mais 300 dólares. No colégio S. Francisco de Assis, os almoços custarão 500 dólares se for comida da escola. Se o aluno levar a refeição confeccionada em casa deverá pagar 200 dólares pela utilização do refeitório. Os lanches do colégio ficarão por 150 dólares.
Com preços destes ou os angolanos andam a nadar em dinheiro ou dificilmente conseguirão alterar e subir no Índice de Desenvolvimento Humano.
Ou, então, os novos colonizadores portugueses dão razão às “acusações” de Orlando Castro quando afirma que a reportagem da TVI mostrou o neocolonialismo na sua mais lídima expressão.
Segundo aquela reportagem, os portugueses entrevistados – foram muito poucos para que a amostragem seja minimamente credível – afirmavam estar em Luanda porque ganhavam muito, mas muito, mais do que em Portugal; que tinham excelentes moradias e não sei quantos (cinco num dos casos) empregados domésticos.
Um maus exemplo daqueles que estão lá para ajudar o País a se desenvolver e a dar razão àqueles que dizem que para terem lá portugueses mais vale terem congoleses, zambianos ou zimbabueanos já para não dizer chineses, ou os brasileiros que os angolanos mais apreciam.
É que ao menos estes não enganam e não mostram mais do que são. Ou seja, estão lá para ganhar o deles sem levantarem ondas nem se porem em bicos de pés evidenciando um nível de vida pouco consentâneo com a realidade angolana, em geral, e a luandense, em particular.
Ora como não acredito que haja tantos portugueses em Luanda, porque o colégio é para Luanda, que justifiquem este novo empreendimento e ainda por cima em pré-fabricado; será que a empresa que está há muitos anos em Angola sabe como é a temperatura no país? Ou será quem teve a brilhante ideia está sempre dentro de 4 paredes bem aclimatizadas e sai delas directamente para um carro com bom ar condicionado?
Provavelmente deve ser isso.
Tal como em Portugal as coisas são tratadas nos gabinetes desconhecendo a realidade local e nacional.
E com reportagens como aquela é natural que se possa criar escolas pré-fabricadas com preços indicados.
Continua a haver poucos com muitíssimo para gáudio de outros tantos que querem continuar a moinar ou pachecar do máximo em pouco tempo…
Por favor parem de gozar com a chipala dos angolanos!
Se os há ricos, e os hão, a maioria mal consegue (sobre)viver com o que ganham. E também estes têm – devem ter – direito à educação.
Talvez por isso, só um dos entrevistados tinha um seu filho numa escola pública angolana.
Porque será?
Será que a educação portuguesa é melhor? Então não percebo porque há em Portugal quem tanto verbera o ensino português.
Se querem ajudar a desenvolver o Pais de acolhimento façam-no criando mais escolas que permitam o acesso a todos, sejam angolanos, portugueses ou outros lusófonos.
Incialmente publicado no , de 15-maio-2007