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15 junho 2017

Portugal (não é o único) e a questão do, politicamente correcto, quotas "por sexo"

Portugal - e não só - e a mania da existência do, politicamente correcto, quotas "por sexo", entre outros itens, hoje tanto em voga; ou o excesso do "politicamente correcto"!

Ponto um! Sou totalmente contra! (que explico) Mas totalmente a favor de uma reeducação cívica das mentalidades retrógradas.

Suponhamos - com esta questão das quotas em que, levando à letra as vontades, deverão haver tantos de um como de outro sexo - que há um concurso público para uma empresa (para Estado ou Privada - é para todos, de acordo com alguns sectores políticos) para eleger uma Administração composta por 5 elementos. De acordo com as quotas - e esquecendo que o 5º seria o Presidente - teria de ser 2 mulheres e 2 homens (ou vice-versa); e @ Presidente (não existe a palavra - e não vale a pena inventá-la porque só demonstraria a ignorância de como se formam certas palavras em português - Presidenta) seria de que sexo?

Ponto dois! Agora, usemos como exemplo só os 4 elementos (e deixando a estes o direito de cooptar o 5º para Presidente).:

Vão a concursos dezenas de candidatos e só podem ser cooptados/apurados 4: são dois de um e são dois de outro...

  • Caso 1: As 6 primeiras pessoas apuradas (as mais capacitadas técnica e profissionalmente e (por opcional ou desempate), académica são todas mulheres e que os dois homens estão nos lugares 7º e 10º;
  • Caso 2: Igual, mas substitui-se as mulheres por homens e estes por mulheres.

Resultado: vamos seguir as quotas e colocamos, não os mais capazes - sejam mulheres ou homens - mas o politicamente correcto 2 Mulheres e 2 Homens - bolas, isto pode ser sexismo - 2 Homens e 2 Mulheres - Irra! agora será visto como sexista.

Ou seja, vamos optar por cumprir uma lei, claramente existente por desígnios políticos e não por razões de qualificações, e que não sei se será Constitucionalmente legal e legítima em termos de Direitos Humanos, em vez de os mais capazes serem colocados nos referidos lugares. entram os 2 primeiros de um dos "sexos" e esquece-se os restantes, para cooptar os que estão em 7º e 10ºs lugares! Brilhante!!

Por favor, deixemos o politicamente correcto e optemos pelo mérito e pelo profissionalismo, seja eles do sexo feminino  ou masculino (isto de continuar a  colocar o feminino antes do masculino deixou de ser educação para ser sexismo? se sim, desculpem; é a minha ancestral educação e respeito que os mais Velhos - os meus Pais e os nossos Kotas - nos ensinaram).

Deixemos de quotas e reinvestamos (ou reinventamos, se ela ainda não existir) na educação cívica do mérito e do profissionalismo.

Que sejam estes, os principais e únicos factores de colocação das pessoas!

Deixemos de usar e abusar do "politicamente correcto". E que fique bem assente, Portugal mais não faz que copiar outros exemplos e, com, ou por causa de, Portugal, há outros que seguem a mesma linha...

29 junho 2006

O PS e as quotas no feminino

(a israelita e trabalhista [socialista] Golda Meir não precisou de quotas)
Alguém me explica a obsessão do PS pela existência de quotas, ou paridades, para as mulheres portuguesas, nomeadamente, na vida político-social, ao ponto de “ameaçar” com penalizações e cortes em subvenções aos movimentos cívicos que não cumpram com essa exigência?
Das duas três: Ou o legislador socialista nunca viveu em Portugal e, por esse facto, desconhece as capacidades e qualificações técnico-profissionais das mulheres portuguesas e isso explica tudo; ou então esse legislador estará rodeado de ineptas e toma a parte pelo todo e, nessa altura, terei de lhe dizer o quanto está enganado porque conheço algumas quantas militantes – e activas – mulheres socialistas que, inclusive, têm ou tiveram cargos de elevada responsabilidade e continuam a ser respeitadas por isso (talvez nem todas, também não se pode ter tudo); ou então o citado legislador foi funcionário de uma Instituição financeira que, em tempos, era reconhecida pelos seus preconceitos contra as mulheres no trabalho – se for assim, o legislador não captou a essência base desse preconceito – na base da utopia de que os portugueses deviam ter capacidade financeira para poderem manter as suas mulheres em casa a criarem, em total disponibilidade, os filhos.
Realmente alguma coisa não está bem no PS quanto ao feminino.
Por este continuado martelar na existência de quotas/paridade – se fossemos ter em conta a paridade, então teria de haver mais mulheres, que homens, a serem eleitas para cargos políticos e sociais e não só 33,3% conforme proposto – e por este andar, começo a desconfiar que a Dra. Vera Sampaio não foi nomeada para as funções de adjunta do Ministro da Presidência de Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira, devido às suas qualificações, nem tão pouco pelo facto de ser filha do ex-presidente Sampaio, mas já a pensar nas quotas/paridades que o PS vem defendendo.
Por favor, senhores do PS, já é altura, 31 anos após Abril, de começarem a respeitar mais as mulheres portuguesas e olharem-nas como pessoas tecnicamente para ocuparem qualquer lugar sem que, para isso, tenham de lhes arranjar estúpidos artifícios para as colocarem em certos lugares.
Elas sabem quando devem se candidatar.
Até parece que não há lugares onde são elas, e unicamente elas, que mandam em freguesias ou bairros.