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11 março 2010

"Generation Y" versos "Stupid Words"…

(imagem Globo)
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Numa entrevista exclusiva de Lula à agência noticiosa Associated Press, em que foi instado a comentar a greve de fome iniciada por mais cinco dissidentes cubanos, Lula respondeu: "A greve de fome não pode ser usada como pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os criminosos presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem a liberdade." (in: matutino português Correio da Manhã).

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Acredito, – quero acreditar – que isto foi uma má recepção/tradução da AP… se não mal, muito mal, está o Povo Brasileiro quando um seu Presidente, que foi considerado um lutador das Liberdades dissesse tal enormidade perante pessoas que têm como vontade máxima poderem estar viver em Liberdade!

Generation Y” – Um blogue de Cuba pela Liberdade de Cuba, de Yolanda Sanchez
Stupid Words – cada um que tire as conclusões…

05 fevereiro 2009

Raul Castro em Angola, para e por quê?

(Raúl Castro e Fernando Piedade dos Santos na Assembleia Nacional; foto ©Elcalmeida via TPA)

O que realmente Raúl Castro Ruz, Presidente de Cuba, está a fazer em Angola, numa viagem que alguns observadores, nomeadamente latino-americanos, consideram inesperada?

Além de ter sido obsequiado com uma sessão solene na Assembleia Nacional (foto em cima), como é natural entre as visitas de Estado de governantes amigos – só que para certos “amigos” preferia receber os inimigos… –, e ter procedido à inauguração, ontem, de um monumento/museu (um edifício bonito, pareceu-me) que recorda para os vindouros a brutal
Batalha de Cuito Cuanavale (Kuando Kubango) que opôs desavindos irmãos angolanos, cubanos e sul-africano, entre outros pseudo-internacionalistas, que mais fez Raúl Castro na sua visita a Angola?

Por certo que não foi devolver a viatura oficial de um então ministro, roubada em Luanda e vista mais tarde a circular em Havana e ainda com a matrícula angolana, ou pagar todos os instrumentos e máquinas cirúrgicas roubadas da antiga Clínica do Prenda.

Nem, tão-pouco, fazer aquilo que outros já fizeram. Pedir desculpas ao povo angolano pelas atrocidades que fizeram em nome da guerra e do internacionalismo socialista e no "sacrifício de milhares de vidas", como o próprio Raul Castro o afirmou. Que o digam os que padeceram com e no 27 de Maio de 1977… Uma "irmandade [só é] indestrutível" quando se reconhecem os erros e se penalizam por eles.

Mas não, segundo o que se sabe, oficialmente, além do já acima referido, Raul Castro terá homenageado Agostinho Neto, depositando uma coroa de flores no monumento erigido no Largo da Independência e ido ao cemitério Alto das Cruzes depositar uma coroa de flores no túmulo do comandante Raúl Arguelles, falecido em combate em Angola.

Sabe-se, também, que vai visitar a Zona Económica Especial (ZEE), nos arredores de Viana. Talvez queira mudar Cuba através da criação de uma zona similar já que, em alguns países onde isso era o prato-nosso de cada dia começam a questionar a sua manutenção. Mas como há necessidade de girar dinheiro e como ainda há muitas camisas com colarinhos brancos…

Tudo, segundo o Granma, órgão oficial do PCCubano, Raúl Castro está em Angola numa visita a convite de Eduardo dos Santos (reciprocidade à sua visita eme Agosto de 2007?) para reforçar as relações históricas e de amizade entre Cuba e Angola no dia do 48º aniversário do início da Luta de Libertação.

Pois, e se me permitem, concluo como comecei: o que realmente Raúl Castro Ruz, Presidente de Cuba, está a fazer em Angola, numa viagem que alguns observadores, nomeadamente latino-americanos, consideram inesperada?

24 fevereiro 2008

Fidel Castro dá lugar a… Raul Castro

Cuba tem um novo Presidente e Comandante-Chefe.
A “El Comandante”, doente de 81 anos, sucede… Raúl Castro Ruz, de 76 anos.
Já é oficial e foi pronunciado pelo reeleito presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular – onde é que já ouvi isto? –, Ricardo Alarcón.
Como primeiro-vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros foi eleito José Ramón Machado Ventura, um homem do princípio da nomenclatura.
No topo, mudou-se o nome, mas manteve-se o apelido e a consanguinidade familiar e… nada muda!