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30 setembro 2004

Amílcar Cabral; cidadania bissau-guineense questionada

A novela Amílcar Cabral continua.
Já não bastava entre os caboverdianos haver quem questionasse da legitimidade em darem a este vulto africano a paternidade da independência de Cabo Verde (ver este postal e artigo no semanário África e citado aqui), como agora um guineense Félix Siga, segundo o Panapress um poeta da nova geração de escritores lusófonos e autor de "Arqueólogo da Calçada, 1996", vir afirmar que Amílcar Cabral nunca foi nativo de Bafatá nem ter sido alguma vez"... um cidadão da Guiné-Bissau. Ele tinha uma certidão de nascimento falsa” que permitiu a Sékou Touré, por insistência de Rafael Barbosa “...atribuir asilo a Cabral depois da intervenção externa”.
Félix Siga desafiou que alguém provasse a nacionalidade bissau-guineense.
Com esta dupla atitude que quererão dizer guineenses e caboverdianos?
Até onde irá esta saga?

12 setembro 2004

Dois vultos da cultura afro-lusófona

12.Setembro 17.Setembro
Se ainda estivessem neste lado, Amílcar Cabral, hoje, e Agostinho Neto, a 17 de Setembro, fariam 80 e 82 anos, respectivamente.
Já há muito que passaram, mas a a sua enorme obra literária e cientifica perdura.
Apesar da sua obra política ser mais e melhor conhecida, são dois dos maiores vultos da cultura afro-lusófona. Todavia, nem por isso merecem uma atenção mais desenvolvida por parte das organizações portuguesas.
Na CIDAC – Centro de Inf. e Doc. Amílcar Cabral nada vejo sobre o seu patrono; já quanto a Agostinho Neto, em Sintra, decorre uma exposição sobre ele.
E quanto ao resto? Um simples vazio.

11 setembro 2004

A Cultura africana (Cabo Verdiana)

A cultura africana, no caso concreto a cabo-verdiana, está bem presente na blogosfera.
Estive aqui e penso voltar mais vezes.
Estou curioso como de ver com vai ser assinalado os 80 anos que um grande estadista e também grande investigador faria no próximo domingo, Amílcar Cabral.

04 junho 2004

Amílcar Cabral não é o pai da independência de Cabo Verde!?!?!?!

Agostinho Lopes, líder do Mpd, o maior partido da oposição, de Cabo Verde, afirmou nos EUA que era tempo de acabar com a paternidade individualizada da independência de Cabo Verde.
Segundo aquele líder(?) cabo-verdiano, numa entrevista ao programa radiofónico Porton de Nôs Ilha, da comunidade cabo-verdiana em Brockton, MA, e citada pela Semana Online, o pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde teria sido mais um entre os inúmeros cabo-verdianos que lutaram pela Pátria crioula.
Ainda de acordo com Lopes, Cabo Verde nasceu de uma da vontade de uma única personalidade; o povo cabo-verdiano.
Para ele, Amílcar Cabral, que Basil Davison terá considerado como o maior líder africano, a par de Agostinho Neto e de Nelson Mandela – num ranking imaginário - teria sido um mero impulsionador na sequência de um caminho de encontrou e desbravou.
Como será evidente a comunidade crioula nos EUA, que continua a pautar pela paternidade cabralina, não ficou nada satisfeita.
Provavelmente, também os guineenses não se sentirão descansados.
E já agora, nem nós, os outros africanos, para quem Amílcar Cabral, continua a ser o grande líder que mostrou que a sã convivência entre povos era possível, apesar das diferenças políticas – consta que quando em no final da década de 50 teria vindo a Portugal propor a autonomia africana, Salazar não permitiu que a PIDE o detivesse -, nos sentimos tranquilos quando líderes partidários, com a natural apetência para o poder dizem destes “dispalates”.
Por este andar e com afirmações destas, creio que o PAICV e o seu líder poderão comprar novas mobílias para o Palácio governamental, porque tão cedo não devem sair de lá.