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07 dezembro 2019

Eu no Momentos de Leitura da LAC com Sandra Poulson




No passado dia 4 de Outubro, a rádio LAC-Luanda Antena Comercial, comemorou os 8 anos do programa «Nas ondas da LAC», e o primeiro aniversário da rubrica cultural e de leitura de Sandra Poulson, «Momento de Leitura», inserido "Nas ondas da LAC" e que passam, habitualmente entre as 13 e 14 horas de cada sábado.

A minha pequena contribuição/entrevista sobre o estado da Literatura, pode ser ouvida no áudio; falámos sobre o lançamento do meu livro "Mazuí: poesias, contos e outras palavras", sob o meu pseudónimo literário Lobitino Almeida Ngola.

Saravá Sandra! Ndapandula

Abraços aos produtores do Nas ondas da LAC, em particular ao seu editor e director Manuel Augusto.

28 julho 2017

Mbanza Kongo para Dia Nacional da Cultura - artigo

O 8 de Julho de 2017 vai ficar na História Cultural de Angola como o dia em que, pela primeira vez, uma área nacional é elevada a Património Mundial, Cultural e Material da Humanidade, pela UNESCO. O Centro Histórico de Mbanza Congo foi quem obteve, e por direito, este “nosso pioneiro” importante galardão.


Um marcante dia da Cultura Nacional que deve ser recordado e preservado.

Foram vários anos de luta burocrática e de inconsequentes e inacabados projectos para que Mbanza Congo chegasse a tão bom porto. É certo que coisas feitas à pressa acabam por resvalar no nada e no vazio. Talvez tenham sido bons estes desenvolvimentos desencontrados ao longo dos anos.

Mas, agora não nos basta ficar com o nome nos Patrimónios Mundiais da Humanidade se não protegermos, devidamente, a área protegida.

E isso tem custos e não são poucos.

Primeiro, há que educar e sensibilizar as populações locais e administrativas que não são possíveis alterações paisagísticas e estruturais à estrutura (área envolvente e física) que levou ao galardão; segundo há que preservar essa área; terceiro, há que dar e assegurar condições técnicas, como acessibilidades, estruturas hoteleiras, saneamento básico, e humanas, como formação de pessoal ligado à hotelaria, ao turismo, a administração pública de monumentos, etc.

É certo que tudo isto tem custos, e não são poucos. Mas havendo tudo isto, haverá um fluxo de turismo que irá suportar não só todos estes custos como, ainda, dará para desenvolver a cidade e toda uma região envolvente.

Mas este galardão acaba por não contemplar só o Centro Histórico de Mbanza Congo. Ao fazê-lo a UNESCO está, também, a alertar para a preservação e solidificação de todo um complexo antropológico e etnolinguístico, geográfico e histórico do antigo e ancestral Reino do Kongo que ocupava territórios de Angola, República Democrática do Congo, República do Congo e há claros vestígios da zona sul do Gabão, ainda que alguns recentes historiadores – principalmente entre os afro-brasileiros, e talvez não estejam tão errados (não esquecer que parte da História do reino é-nos transmitida por historiadores europeus baseados, muitas vezes, em deturpadas fontes orais) – admitam que os reinos que estavam estabelecidos onde hoje é o Gabão, seriam reinos suserados do Reino do Kongo.

Ainda que nos cinjamos à área galardoada como Património Mundial, não esqueçamos que esta é sede da região etnolinguística Bakongo (Ba – Os – Kongo – Caçadores), cuja língua é o kikongo que predomina entre a grande maioria dos habitantes da província do Zaire e de algumas áreas que se estendem até à província de Luanda.

Por tudo isto, é que todos nós teremos de preservar o que tanto nos custou conseguir: ser incluídos na vasta lista de áreas Património da Humanidade.

E temos outras áreas no País que pode fazer companhia ao Centro Histórico de Mbanza Congo como Património Mundial Material e Cultural da Humanidade. Estava a recordar o centro histórico de Benguela, a Zona Alta da cidade de Luanda, e muitas outras zonas etno-históricas.

Há, ainda, não esquecer, a defesa do nosso diferenciado mosaico etnográfico que pode ser um natural candidato a vários galardões de Património Imaterial da humanidade.

Cabem aos nossos Governos centrais e provinciais, tomarem medidas que os conduzam nesse sentido. Não desprezar um facto importante, principalmente, a nível económico: que a Cultura e o Turismo estão, muitas vezes interligados! E ambos permitem, economicamente, desenvolver regiões, localidades, países! E trás felicidade às pessoas.

Pois, foi o 8 de Julho de 2017 que nos faz recordar que quando a vontade predomina, não há burocracias e abrolhos que nos fazem esmorecer, parar!

E porque isso é verdade deveríamos, já a partir do próximo ano – e por certo que todos os concordarão –, comemorar e celebrar este dia, como o Dia Nacional da Cultura!


NOTA: E em termos de Cultura, recordar dois excelentes livros apresentados em Lisboa, para os quais, ainda que de matérias diferentes, aconselho um franca, aberta e ponderada leitura: de Jonuel Gonçalves “Franco-atiradores: Clandestinidade e Informalidade nos Combates Democráticos em Angola (Abril de 1958 – Abril de 2017)” – uma obra quase autobiográfica política e de cidadania – :a outra de William Tonet “Cartilha do Delegado de lista” – como o próprio título evidencia, uma proposta de leitura a todos os que vão ser Delegados no acto eleitoral do próximo dia 23 de Agosto de 2017!

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 492, de 21.Julho.2017, página 19

26 dezembro 2014

Duas prendas de Natal


             
Novo Jornal, ed. 361, secção Mutamba 26/Dez/2014      -    Cultura ed. 72, de 27/Dez/2014


Aos respectivos Directores/Editores o meu muito obrigado! (podem aceder aos textos clicando no órgão informativo respectivo e/ou no Mutamba)


09 dezembro 2014

Apresentação do livro «Comportamento Eleitoral dos Jovens Angolanos nas Eleições de 2012»



Para memória futura, a minha apresentação da obra acima, em 16 de Outubro de 2014, no ISCTE-IUL.

Publicado no jornal quinzenal de Artes e Letras, «Cultura - Jornal Angolano de Artes e Letras», edição 71, de 8-21 Dezembro de 2014, página 13;

Podem aceder ao texto integral, através do portal Academia.edu

20 maio 2014

Peça de teatro cancelada em Luanda, mas…

A Ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, por acaso uma patrícia lobitanga e reconhecida defensora da cultura angolana, decidiu suspender – leia-se, proibir, – no dia que ia ser representada, uma peça de teatro “P-STAGE – IV Estágio Internacional de Actores”, intitulada “As Orações de Mansata”.

A P-STAGE é uma cooperação com a Cena Lusófona, o Elinga Teatro (Angola), a Companhia de Teatro de Braga e a Escola da Noite (Portugal) e o teatro Vila Velha (Salvador da Baía) e tinha o apoio da União Europeia.

Segundo o despacho que dizem ter sido emitido pela Ministra, esta terá justificado o impedimento da apresentação da peça no Cine-Teatro Nacional porque, o edifício não dar garantias de segurança nem aos actores nem, tão-pouco, aos espectadores.

É interessante porque ainda há poucos – dois ou três dias – foi mostrada a Ministra no mesmo recinto a afirmar que ir-se-ia fazer a recuperação do velhinho Cine-Teatro Nacional – não sei onde descobriram que só tem 40 anos, quando cheguei a Luanda, proveniente do Lobito, em 1968, ele já estava naquele sítio – já depois de terem reconstruído o muro de sustentação que estava muito periclitante e punha em causa o próprio edifício.

Ora esta é uma das evocações para a representação ter sido suspensa!... E não me pareceu que a Ministra, por quem prezo, desse imagem de estar preocupada em permanecer no tal local devido às tais «razões de segurança do Teatro»… Ainda que um relatório de uma construtora portuguesa apontasse falhas de segurança estrutural na cobertura e palco do Cine-Teatro.

Que se saiba, não existe só o Cine-Teatro Nacional na capital angolana para este tipo de espectáculos; além de que já houve mais que tempo para o Governo intervir na recuperação dos meios de fomento de Cultura.

E não acredito que a nossa Ministra seja daquelas que evoquem que a Cultura é um perigoso meio para engradecer a inteligência e sabedoria dos Povos. Pelo contrário, e isso seria censura…

A peça, em questão, note-se e registe-se, embora seja focada na Guiné-Bissau – é a primeira peça dramaturga impresso da literatura Bissau-guineense – fala-nos e retrata a luta pelo poder, corrupção, violência e traição.

Embora este país nunca seja claramente identificado ao longo da representação – ou por isso mesmo – pode ser extrapolada para qualquer país, onde as eternas lutas pelo Poder e contra a Corrupção, a Violência e a Traição são uma constante.


E esta inusitada suspensão só leva a dúbias interpretações…

28 junho 2013

VI Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora

Está decorrer na Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, o já habitual Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, sob a organização do poeta moçambicano Delmar Maia Gonçalves e do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD). 

Este encontro acolhe não só moçambicanos como outros escritores lusófonos que circulam pela diáspora.

Era um dos participantes mas razões de força maior impediram-me de estar presente no primeiro dia, ainda que tenha deixado à organização a minha intervenção que se intitularia "A Lusofonia cultural na Diáspora".

Tenho a certeza que como os anteriores está e vai ser um excelente e oportuno evento.

30 maio 2013

De pequenino se cria a Cultura e a Leitura!


Rui Ramos é um reconhecido activista facebookiano da Cultura, mais concretamente, da Literatura infantil.

Decidiu e avançou com um projecto deveras interessante e que tem progredido a olhos vistos e com a colaboração de muitas pessoas e entidades: criar Bibliotecas em Hospitais civis angolanos, sob o lema “Um livro, uma criança, muitos hospitais”.

Uma iniciativa começada em finais de Outubro do ano passado e que já “rendeu” 22 Bibliotecas, conforme se descrimina:

22 BIBLIOTECAS Infantis e Juvenis >> 5.214 LIVROS doados
10 PROVINCIAS >> Iniciativa cultural e humanitária da sociedade civil angolana e de amigos de Angola que visa criar e fomentar a leitura entre as carenciadas hospitalizadas nas Pediatrias e nos Centros de Acolhimento, criando pequenas Bibliotecas infantis e juvenis com livros infantis e juvenis doados.

BIBLIOTECAS CRIADAS DESDE NOVEMBRO 2012 
22ª - 80 livros-PORTO AMBOIM – 29/5/13 – Hospital Municipal Porto Amboim
21ª - 110 livros - SUMBE – 29/5/13 – Hospital Geral do Sumbe 17 Setembro
20ª – 30 livros–CAXITO –21/5/13-Biblioteca Pessoal de Sebastião Domingos-7 anos
19ª - 200 livros – BENGUELA – 16/5/13 – Hospital Geral de Benguela
18ª - 110 livros – BENGUELA – 16/572013 – Hospital Municipal Lobito
17ª - 200 livros – BENGUELA – 16/5/13 – Aldeias SOS Crianças Benguela 
16ª - 112 livros – BENGUELA – 16/5/13 – Casa do Gaiato
15ª - 140 livros – CAXITO – 25/4/13 – Centro Infantil Juvenil João Paulo II
14ª - 220 livros – CAXITO 25/4/13 – Hospital Central do Bengo 
13ª – 200 livros – NAMIBE 5/4/13 – Hospital Materno-Infantil
12ª – 40 livros – NAMIBE 5/4/13 – Centro Infantil Tombwa
11ª -366 livros – SAURIMO 20/2/13 – Lar S. João de Calabria
10ª – 200 livros – SAURIMO 20/2/13 – Hospital de Saurimo
9ª – 1.134 livros–MALANJE 23/1/13 – Hospital Geral de Malanje
8ª – 232 livros–HUAMBO 8/1/13–Centro Acolhimento Criança Feliz
7ª – 538 livros–HUAMBO 8/1/13–Hospital Municipal da Caala
6ª – 300 livros–HUAMBO 8/1/13-Hospital Geral do Huambo
5ª – 342 livros-MALANJE-LOMBE 2/1/13-Lar de meninas órfãs Lombe
4ª – 100 livros–MBANZA CONGO 30/12/12-Ctro Acolh. F. Gregório Zulianeno
3ª – 120 livros–LUBANGO 12/12/12 - Aldeia SOS Crianças Órfãs
2ª – 240 livros-LUBANGO 12/12/12-Hospital Pediátrico Pioneiro Zeca
1ª - 200 livros-LUANDA 30/10/ 12-Pediatria do Hospital Américo Boavida


Quem quiser participar e oferecer livros, sejam em Angola ou no exterior, contactem-no que ele indicará quem, na zona, poderá fazer chegar as referidas obras a Angola!

E porque estamos próximos do dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, e porque é para elas esta iniciativa, é altura de pormos as nossas mãos e vontades a trabalhar!

21 janeiro 2013

Obrigado CDC


Ontem tive a oportunidade de assistir ao espectáculo de dança da Companhia de Dança Contemporânea (CDC) de Angola sob a supervisão, direcção artística e coordenação de Ana Clara G. Marques.

Um espectáculo intitulado “Paisagens Propícias”.

Recorde-se que este espectáculo, com coreografia de Rui Lopes Graça, era para se ter estreado em Angola, no centenário e velhinho Nacional (Luanda).

Infelizmente, razões de segurança que o teatro Nacional não oferece – bem como a salvaguarda da integridade física dos artistas e do próprio espectáculo – levaram que a CDC decidisse não efectuar o espectáculo em Luanda.

É, talvez, e volto a reafirma-lo como já o fiz na altura, que o nosso Governo comece também olhar para a Cultura com os olhos que ela merece.

Principalmente para a Cultura nacional oferecendo aos angolanos uma sala de espectáculos própria para a Dança e para o Canto e para outras actividades como o Teatro.

Fazer uma nova, com as modernas condições técnicas sem esquecer, naturalmente, em recuperar aquelas que sejam possíveis de o fazer, como, por exemplo, o centenário Teatro Nacional.

Que o exemplo de ontem, no português Teatro Camões, uma meia casa numa terceira sessão e de um espectáculo diferente do que os portugueses estão habituados, faça compreender os nossos governantes e a Ministra da Cultura para aquela necessidade.

Note-se que este espectáculo do CDC ainda vai percorrer outras paragens portuguesas, como por exemplo Bragança (podem ver o programa no Facebook em CDC).

30 novembro 2012

Dança cancela temporada


(foto Kostadin Luchansky . CDC Angola)

Como é evidente, e o grupo nos diz pouco desfia as razões para tal, não sei as totais razões porque o grupo de dança angolano CDC decidiu cancelar a temporada que está quase a terminar.


Segundo uma nota da CDC–Companhia de Dança Contemporânea de Angola, o grupo que iria começar a temporada a 1 de Dezembro próximo – Dia Mundial da Luta contra o SIDA –, foi obrigado a cancelar a sua temporada por ter sido detectado, dois dias antes da estreia, “uma fenda grave numa das paredes principais do único teatro existente em Luanda, o Nacional Cine-Teatro (Chá de Caxinde), a qual, segundo a equipa de engenheiros que se deslocaram ao local, poderá ruir, originando o desabamento do tecto”.

Ainda assim, a CDC espera levar a cena o espectáculo previsto na temporada de 2013 que deverá iniciar-se no decorrer do primeiro trimestre.

É evidente que primeiro está a vida dos artistas e depois o espectáculo.

Mas, e o CDC que me desculpe, se houvesse vontade de todos – e quando digo todos, incluo, naturalmente, as autoridades e o Ministério da Cultura – de certeza que se encontraria outra sala de espectáculos que pudessem albergar a companhia de dança, talvez a mais representativa da dança angolana. Como, por exemplo, um salão de Congressos…

Há muito que se sabe que o nacional precisa de obras urgentes.

Há muito que se sabe que Luanda carece de uma sala própria para espectáculos como a dança ou o belle canto.

Que este cancelamento possa abrir, de vez, os olhos aos nossos governantes e, em particular, à minha patrícia lobitanga e Minsitra da Cultura; que bem sabe como nós gostamos de bons espectáculos!

21 março 2012

Dias Mundiais da Poesia e da Floresta

Os dois textos que se seguem foram, inicialmente, publicados na minha página do Facebook:

Pelo Dia Mundial da Poesia:

Porque ser Angolano é algo que não se define, é tão só uma questão de personalidade, no Dia Mundial da Poesia este meu "poema" publicado no livro «Angola, Saudade 60-70» da editora IPlay.

“Saudades de Angola” que pode ser lido aqui:

Pelo dia Mundial da Floresta:

No Dia Mundial da Floresta (início oficial da primavera no Hemisfério Norte) a minha homenagem a uma das árvores que melhor definem o Continente-Mater: o Imbondeiro/Embondeiro!

17 dezembro 2011

Obrigado Cesária...


http://www.youtube.com/watch?v=E_7BV-IuyKI&feature=player_detailpage#t=4s (para ouvir clicar)

Ainda agora partiu e as saudades já são imensas.

África, os africanos e os Caboverdianos não podem esquecer nunca a "diva dos pés descalços" e das suas melodiosas canções.

Obrigado Cesária Évora por nos encantar (1941-2011)

27 novembro 2011

Fado, Património Imaterial da Humanidade

(da Internet)

O Fado, a música nacional dos portugueses, por excelência, viu a sua variável lisboeta – existe outra variante, a coimbrã – ser eleita, hoje, em Bali, Indonésia, e sob patrocínio da UNESCO, como Património Imaterial da Humanidade.

Parabéns, pois, ao Fado, e a Portugal, que viram a sua música se tornar mundial.

Talvez seja uma ideia a reter pelos nossos dirigentes, nomeadamente pela Ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, em pensar no mesmo para a nossa música, nomeadamente, para a Rebita, para o Merengue, ou seja, e genericamente, para o Semba, a(s) fonte(s) que geraram o Samba, a tão famosa música carioca.

Ou para Moçambique pensar na sua Marrabenta, também ela sinónimo de excelente qualidade musicológica.

De certo que a Humanidade também irá apreciar a musicalidade e a sonoridade das nossas músicas.

19 outubro 2011

Novo Ensaio


Muito em Breve junto de uma livraria próxima de si...

Entretanto, pode começar, caso deseje se antecipar para a sua reserva o obtenção, a contactar a editora Edições Colibri...

03 setembro 2011

XV Bienal do Rio celebra três escritores de origem angolana.

A 15ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, começou ontem e vai prolongar-se até dia 11. Este ano, que homenageia a cultura e a realidade brasileira conta com a presença de 150 escritores brasileiros e 23 estrangeiros, entre os quais, como convidados especiais, os autores angolanos Pepetela e Ondjaki e o luso-angolano Gonçalo M. Tavares*.

Os escritores convidados, anunciou a organização, têm todos livros editados no mercado brasileiro e vão representar os autores contemporâneos de língua portuguesa fora do Brasil.

Embora os três, Pepetela, Ondjaki e Gonçalo M. Tavares, só façam intervenções no domingo, dia 4 de Setembro, cada um deles é uma referência da programação cultural, conhecida como “Café Literário”. Vai haver conversas intimistas entre os autores e o público seguido de sessões de autógrafos.

De registar que no Café Literário haverão 38 sessões de debates e conversas informais entre escritores e leitores. Por sua vez no debate “Mulher e Ponto”, autoras de livros que retratam variados temas de interesse feminino conversarão e trocarão ideias em 16 sessões.

Ao meio-dia de domingo, Ondjaki participa, ao lado da brasileira Andrea del Fuego, da mesa-redonda que discute a presença da magia na ficção.

Posteriormente, Gonçalo M. Tavares participa no debate “o autor: entre a busca da expressão justa e a aventura da metáfora” juntamente com o belga Michel Laub e a chilena Carola Saavedra, radicada no Brasil.

Pepetela foi o escolhido para falar sobre questões de África e suas relações com o Brasil na palestra intitulada “África-Brasil: transas literárias, transes existenciais”, o autor vai debater com o compositor e escritor Nei Lopes as influências da cultura negra na literatura brasileira.

Com um investimento total de 10,7 milhões de dólares e a expectativa de atrair 600 mil visitantes, a feira é considerada o maior evento editorial brasileiro ao ponto dos organizadores considerarem que o “Brasil passa por um óptimo momento no cenário internacional, tanto económica, como culturalmente” pelo que esta “Bienal tem tudo para ser a melhor de todas”.

Entre os convidados deverá estar a presidente Dilma Rousseff onde irá também participar numa das mesas de debates, para falar sobre “A relação da mulher com o livro”.

A homenagem ao Brasil literário marca praticamente toda a actividade da feira, que conta com uma série de acções para discutir a realidade plumitiva do país. Estão ainda agendados, dois encontros com escritores que criaram sapiências sobre o passado do Brasil, como Laurentino Gomes e Isabel Lustosa, que prometem promover debates “nada convencionais” acerca das relações históricas com Portugal.

Participam ainda, como convidados especiais, as escritoras norte-americanas Deborah Harkness, autora do livro juvenil "A Descoberta das Bruxas", Hilary Duff, também cantora com cerca de 20 milhões de cópias, e que vai apresentar o livro de ficção e suspense “Elixir”, e Anne Rice, que possui o mérito por ter humanizado o clássico personagem de vampiro na obra "Entrevista com o Vampiro".

Prevê-se que durante os dez dias da bienal sejam lançados cerca de mil títulos, com a expectativa de venda em torno de 2,5 milhões de exemplares.

*Os autores lusófonos:

“Pepetela”, nascido em Benguela em 1941, é o reconhecido pseudónimo do escritor e nacionalista angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, laureado com o prémio Camões (1997) pelo conjunto da sua vasta obra literária.

Já Ondjaki, poeta e prosador luandense, onde nasceu em 1977 sob o nome Ndalu de Almeida, foi laureado com vários prémios literários como: Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco (2007), Grinzane, Etiópia, pelo melhor escritor africano de 2008 e o Prémio Jabuti, Brasil, (2010) na categoria Juvenil. Este prémio é considerado como um dos mais importantes prémios literários brasileiros atribuído em 21 categorias

Gonçalo M. Tavares, escritor da nova vaga literária portuguesa, nascido em 1970, em Luanda, Angola, tem várias obras que mereceram, entre outros, os seguintes prémios literários: Prémio José Saramago (2005), LER/Millennium BCP (2004), Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" (2007), Branquinho da Fonseca/Fundação Calouste Gulbenkain, Prémio Revelação APE, Prémio Melhor narrativa Ficcional da Sociedade Portuguesa de Autores (2010), Grande prémio Romance e Novela da Associação Portuguesa de Autores (2011), Prémio Portugal Telecom (Brasil, 2007), Internazionale Trieste (Itália, 2008), Belgrado Poesia (Sérvia, 2009), Prix du Meilleur Livre Étranger (França, 2010) e Grand Prix Littéraire du Web Culture (França, 2010).

Fontes Jornal de Angola, Jornal do Rio e Wikipédia

Publicado no Notícias Lusófonas secção "Cultura" de ontem (http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=29416&catogory=Cultura)

19 março 2011

Mulher africana - revista

Já saiu o primeiro número da revista Mulher Africana, sob a direcção editorial de Natália Henriques.
Boa apresentação, bom grafismo e excelente escrita.
Infelizmente por razões particulares não me foi possível estar na sua apresentação em Coimbra, mas a sua directora fez-me o favor de me enviar um "pdf" da mesma.
Face ao magnífico primeiro número, estou curioso quanto ao próximo.

07 fevereiro 2011

Obrigado CEMD

Obrigado ao Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) e ao seu presidente, o poeta Delmar Maia Gonçalves, pela homenagem prestada!

05 janeiro 2011

Adeus Doutor Malangatana!

(Africa 1, pintura de Malangatana)

A madrugada de hoje foi aziaga para a cultura lusófona, em geral, e para a pintura moçambicana, em particular.

O pintor Malangatana, o “professor da moçambicanidade” como lhe chamou Mia Couto deixou de pintar e esculpir para nossa tristeza.

Malangatana Valente Ngwenya tinha sido, em Fevereiro de 2010, laureado com o título de Doutor Honoris Causa, pela portuguesa Universidade de Évora.

14 setembro 2010