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07 novembro 2007

Furto de um Lancia Y10

Nós sabemos que ele é – ainda é – bonito. E então se soubermos que, embora já com 13 anos, ainda não tinha atingido os 65.000 km e respondia como um carro novo, então ainda se torna mais bonito e apetitoso.
Talvez por isso, que alguém – por certo com uma natural inveja – decidiu em finais de Setembro deixar as suas donas apeadas, levando-o sem dar satisfações.
Sabe-se que na mesma noite do furto passou pela A8 e saiu na portagem da Malveira não havendo depois disso mais registos na “Via Verde”.
Assim, se alguém tiver reparado num Lancia Y10, como a imagem, 3ª porta (ou porta traseira) em preto e com a matrícula 69-48-EB, agradece-se que avise a GNR, a Polícia (através do telefone 21POLICIA) ou, caso não deseje incomodar aquelas autoridades, por via do meu e-mail que está ao lado e que farei chegar às naturais destinatárias.
Eu sei que a polícia tudo tem feito, e incansavelmente, para descobrir a viatura furtada.
Mas, caramba, eles são humanos como nós e não têm o poder da ubiquidade. Com tanta Conferência europeia, com tantas viagens de Estado, com tantas visitas ministeriais que obrigam a redobrados esforços policiais – e é Portugal um país de brandos costumes, olha se não fosse… – como podem eles conseguir descobrir um carro tão pequeno?

18 julho 2005

Os carros devolvidos a Namíbia eram todos ilegais?

De acordo com uma notícia do Apostolado, na precipitação de devolver veículos furtados na Namíbia, a Polícia Nacional devolveu também veículos que parecem ter sido legalmente importados ou adquiridos em Angola.
Ainda de acordo com aquele sítio, e citando o director da rádio privada Huila 2000, os nabimianos não se comportam da mesma maneira.
Segundo parece têm em seu poder veículos roubados no lado de cá da fronteira e raramente – para não dizer nunca – os devolvem. Cita-se o caso de um veículo todo terreno do governador de Benguela que foi roubado no Lubango,e que se sabe estar na Namíbia e ainda não ter sido devolvido.
A moralidade é muito bonita, a legalidade deve ser o suporte de uma sociedade mas… exige-se reciprocidade.
Não seria bom que as convenções internacionais de que ambos países subscreveram, em particular, no âmbito da SADC, fossem postas, realmente, em prática?
Esperemos que os legítimos donos vejam os seus veículos devolvidos e ressarcidos dos danos que o excesso de “moralidade” da polícia angolana lhes terá provocado.