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07 novembro 2007

Furto de um Lancia Y10

Nós sabemos que ele é – ainda é – bonito. E então se soubermos que, embora já com 13 anos, ainda não tinha atingido os 65.000 km e respondia como um carro novo, então ainda se torna mais bonito e apetitoso.
Talvez por isso, que alguém – por certo com uma natural inveja – decidiu em finais de Setembro deixar as suas donas apeadas, levando-o sem dar satisfações.
Sabe-se que na mesma noite do furto passou pela A8 e saiu na portagem da Malveira não havendo depois disso mais registos na “Via Verde”.
Assim, se alguém tiver reparado num Lancia Y10, como a imagem, 3ª porta (ou porta traseira) em preto e com a matrícula 69-48-EB, agradece-se que avise a GNR, a Polícia (através do telefone 21POLICIA) ou, caso não deseje incomodar aquelas autoridades, por via do meu e-mail que está ao lado e que farei chegar às naturais destinatárias.
Eu sei que a polícia tudo tem feito, e incansavelmente, para descobrir a viatura furtada.
Mas, caramba, eles são humanos como nós e não têm o poder da ubiquidade. Com tanta Conferência europeia, com tantas viagens de Estado, com tantas visitas ministeriais que obrigam a redobrados esforços policiais – e é Portugal um país de brandos costumes, olha se não fosse… – como podem eles conseguir descobrir um carro tão pequeno?

15 outubro 2007

Angola no clube de construtores de autos

(Brilliance - Viatura chinesa com base num Mitsubishi)

Depois do boom que se verificou nos finais dos anos 60, princípios dos anos 70 com a construção e, essencialmente, montagem de veículos em Angola, nomeadamente, de proveniência japonesa, Angola entra no clube de construtores de veículos automóveis, com particular destaque para as carrinhas do tipo “pick-up”, para os SUVs (ou todo-terreno), para pequenos e médios machimbombos e multiusos e para viaturas de modelos especiais (cheira-me a… viaturas de todo-o-terreno quando se foge às balas e afins…); de boa verdade o artigo do Jornal de Angola que serviu de base a este apontamento, não é muito claro se é construção ou montagem; ainda assim e em termos de investimento – cerca de 30 milhões de dólares – é muito bom…
As viaturas terão chancela chinesa – surpresa!!! é só o segundo maior produtor de carros do Mundo – da Zengh Zhou Nissan Automobile, embora com tecnologia japonesa da Nissan (se a memória não me falha a Nissan está, ou estava, ligada à francesa Renault) e serão fabricados na zona de Viana. A marca terá como proprietária a CSG-Automóvel Angola e terá apoio financeiro do Fundo Internacional da China.
Segundo parece a unidade de fabrico a deseja fazer sair da fábrica cerca 30 mil viaturas ano e os preços variarão entre 24 e 32 mil dólares (USD).
Apesar dos preços parece que a procura já é mais que a oferta. Segundo o Angonotícias, já há uma encomenda de 2800 viaturas sendo que a produção mensal não deve exceder os 2500 carros.

08 janeiro 2007

Seguros e condução em Portugal com angolanos à espera!

(imagem ©daqui)

Não vou falar da condução em Portugal e dos bons schumacher, alonsos, ricardos teixeiras e companhias que por aí pululam. Nem tão-pouco vou escrever sobre a capacidade de uma empresa privada – embora também com capitais públicos por parte da CMLisboa – poder rebocar veículos de onde bem quiser, isso, mesmo fora dos locais concessionados à EMEL; ou seja, podem se substituir à Polícia. Não sei se é Constitucional ou não. Já estou na idade de gozar da capacidade de acreditar em tudo… o que me convenha ou não me canse a parte cinzenta que está guardada para coisas mais importantes!
O que aqui vinha falar era do facto do Governo Português decidir, e penso que muito bem, punir severamente os automobilistas que conduzam sem seguro ou com ele cancelado, podendo, em último caso, o Estado vender em hasta pública os automóveis apreendidos.
Medida muito acertada.
Só coloco uma pequena questão. Esta medida é mesmo para TODOS os automobilistas, não é? Se sim, lá vamos ver os Estado emagrecer no parque automóvel e engordar nas Finanças.
Que eu saiba, pelo menos é uma acusação pública que nunca foi desmentida, a grande maioria dos veículos do Estado Português ou a ele subordinado não têm seguro com claros prejuízos para os automobilistas acidentados e que não tenham seguro contra todos os riscos. Será que vão rever esta situação?
E por falar em situação anómalas.
Quando é que o estado português e a Direcção-Geral de Viação e Trânsito resolvem o intricado problema do não-reconhecimento das cartas de condução angolanas em Portugal.
Que eu saiba esta situação mantém-se inalterável e não escandalizaria que Angola um dia destes, e já terá faltado menos, poderá fazer o mesmo com as cartas portuguesas.
Não seria óptimo – vá lá, bom –, que o Governo português colocasse em lugar visível dos seus consolados e embaixadas quais os países cujas cartas não são reconhecidas em Portugal? É que se estão só deverão ser lidas com óculos tridimensionais; as pessoas com quem já falei sobre o assunto afirmam que nunca viram essa informação; não dizem que não há… nunca viram!
É preciso não esquecer a reciprocidade.