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25 maio 2005

Job for the Boys???

De acordo com o matutino português CM o ex-autarca (leia-se ex-presidente da Cidade do Porto e Dragão de Ouro(?)) foi nomeado para administrador da GALP (empresa de distribuição de combustíveis do grupo PETROGAL-GALP Energia).
Só não se sabe se é como administrador executivo ou não-executivo, também para o caso é o menos. Nunca ninguém lhe conheceu alguma ligação à área dos petróleos.
A diferença, pequenina, diga-se, é que como executivo auferirá qualquer coisa como 15 mil euros por mês, a que acresce cartão de crédito e outro tipo de ajudas de custo.
Só metade do que irá ganhar o presidente Muteira Nabo (aos preços da anterior administração).
Mas, não é só este dois socialistas que irão para o poder da GALP.
Lá irão encontrar os reconduzidos Pina Moura (em representação dos espanhóis da Iberdrola), José Penedos (presidente da REN) e Eduardo Oliveira Fernandes (antigo secretário de Estado Adjunto da Economia).
Agora se compreende porque andava o accionista Estado a protelar a Assembleia-geral de accionistas da GALP.

24 maio 2005

Governo português aposta em medidas dacronianas para défice

O governo se Sócrates prepara-se para anunciar medidas dacronianas para combater a crise económica por que passa Portugal.
Até aqui nada haveria de anormal se as medidas em vez de combaterem o despesismo, como parece que não vai acontecer, vão afectar aqueles que criam riqueza.
Ou seja, o governo português em vez de cortar nas despesas para minorar o défice público, aposta no crescimento das receitas.
Mesmo que para isso venha afectar gravemente a economia dos mais depauperados e das já periclitantes e descapitalizadas médias empresas portuguesas.
Senão vejamos.
A fazer fé na Comunicação Social e em alguns analistas económicos, o IVA vai passar de 19% para 21% (só uma pequena diferença de 5% para a economia que mais compete com a portuguesa, a economia espanhola).
E já agora, que era o IVA o mais afectado, porque não acabar com IVA intermédio de 12%. Assim como assim, sempre entrava mais dinheiro e o impacto talvez não fosse tão grande.
Por este andar ainda vamos começar a pedir esmolas para a raia espanhola.
E as exportações? acredita o governo português que com um IVA tão elevado vão crescer?
Por favor, deixemos de utopias socializantes e combatamos a crise onde ela está: NO ESTADO.
Porque não cortar neste organismo, onde co-existem empregados em regime de sub-emprego a par de efectivos que só esperam pela reforma e deixam o grosso do trabalho para os outros?
Porque não acabam, de vez, com alguns pseudo-subsídios que só beneficiam bolsos terceiros, e não a economia real?
Porque não combate, claramente, a economia paralela?
Porque continuamos a ver excelentes carros no Estado (e sem seguro?!?!?!), quando a maioria da população anda em carros com mais de 5 anos?
Continua a haver necessidade de se manter “n” Institutos de… qualquer coisa, a maioria sem sabermos para quê?