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29 setembro 2017

Angola e a (incipiente) protecção marítima nacional - artigo

"Esta semana o portal do Novo Jornal trazia para discussão um problema que parece ocorrer na zona fronteiriça com a Namíbia, devido a eventual e sistemática pirataria piscícola que ocorre neste país por parte-terceiras, e que usam Angola como refúgio marítimo.

Um artigo que, em certa medida, traz ao debate a problemática da defesa marítima nacional. De acordo com o artigo, e citando fontes namibianas das Pescas, os barcos ilegais, as embarcações em questão «recorrem às águas do mar angolano para escapar às acções de vigilância da marinha e da força aérea namibianas», pescando ilegalmente milhares de toneladas de pescado todas as noites, e refugiando-se, durante o dia, nas nossas águas nacionais.

Acresce, dois importantes factos: que a maioria das embarcações operam «com a sua identificação apagada, bem como quaisquer marcas ou símbolos que permitam identificar a sua origem», e que a maioria do pescado é carapau que esteve suspensa a sua pesca em águas nacionais durante um tempo…

Esta situação não abona a imagem e a credibilidade da nossa defesa marítima nacional. Parecemos dar mostra de um total abandono quer das nossas obrigações internacionais, quer da protecção – também, porque não sabemos se operam discretamente, durante o dia na faina piscícola – das nossas águas territoriais.

Ora, tem sido por situações destas, que sustento devermos ter uma Marinha melhor equipada e que todo material naval de controlo marítimo deveria estar sob a total jurisdição da Marinha de Guerra! E esta opinião sustenta em dois factos importantes.

1. Não devemos esquecer que temos uma enorme fronteira marítima que devemos controlar, preservar e defender de todo o tipo de pilhagens que possam ser efectuados sem cobertura legal – sublinho, sem cobertura legal. Quantas vezes, há acordos que são claramente prejudiciais aos interesses nacionais e que, mais não são que autorizações a depredação de espécies, produtos ou minérios nacionais? (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)

Publicado no portal do Novo Jornal, em 28 de Setembro de 2017 

20 dezembro 2013

Angola compra porta-aviões?

Por mais de uma vez, inclusive na minha Dissertação de Doutoramento, alertei que Angola se queria ser uma potência efectiva necessitava de ter uma boa e sustentada marinha para proteger não só as suas costas como as suas linhas de abastecimento, em particular a zona do Golfo da Guiné.

Mas comprar, a confirmar-se – o semanário Novo Jornal também fala no assunto esta edição –, uma flotilha de navios obsoletos e prontos para serem desmantelados, como um porta-aviões e quatro navios patrulha (de origem espanhola sem ter um submarino de protecção, não lembra o diabo (a não ser que compre ou peça emprestado um dos submersíveis portugueses…)

Acresce a esta compra a já propalada compra efectuada à Rússia de tanques e aviões, também eles prontos, segundo consta, para irem para abate.

Parece que virámos sucateiros!

E, complementarmente, o citado porta-aviões só costumava albergar aviões de descolagem vertical, tipo Harrier, de origem britânica. Que se saiba não temos este tipo de aviões nem os que vêm da Rússia são deste tipo, pelo que, das duas, uma, ou vamos virar agulhas para os britânicos e comprar mais aviões e deste tipo ou o porta-aviões – dizem que é o desactivado “Príncipe das Astúrias” – irá só operar com helicópteros.

Tudo isto enquanto se fala que as nossas forças estão operacionalmente mal equipadas. Vozes da reacção por certo!

E, já agora, alguém sabe se os sul-africanos, melhor dotados económica e militarmente que nós, foram, por acaso, civilizadamente consultados?...


Sobre este porta-aviões espanhol poderão aceder a informações aqui, aqui, aqui ou aqui