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26 outubro 2007

Um Angolano deputado na Suíça

Soube-o, primeiro por via correio electrónico e conferi aqui, citando uma notícia do matutino português Diário de Notícias.
Um angolano, Ricardo Lumengo, refugiado e exilado na Suíça, desde 1982 para fugir à guerra-civil, foi eleito no fim-de-semana passado como deputado pelo Cantão de Berna, tornando-se no primeiro negro eleito para o Parlamento suíço.
Aqui fica a sua estória num País que elegeu uma maioria ultra-conservadora populista e quase xenófoba.
Chegou à Suíça em 1982 para fugir à guerra civil em Angola, agora, Ricardo Lumengo tornou-se no primeiro negro eleito para o Parlamento suíço. Deputado pelo cantão de Berna, Lumengo, de 45 anos, obteve a nacionalidade suíça em 1997. O imigrante angolano tornou-se na grande surpresa das legislativas de domingo, que ditaram a vitória da direita populista.
Eleito pelo Partido Socialista (PS), Ricardo Lumengo terá de conviver no Conselho Nacional com os 61 deputados da União Democrática de Centro (UDC). O partido do milionário de Zurique Christophe Blocher foi o grande vencedor do escrutínio de domingo com 28,8% dos votos. Com uma campanha considerada pelos críticos como xenófoba e racista, centrada na expulsão dos criminosos estrangeiros da Suíça, a UDC esteve no centro do debate político. Grande culpado? O seu cartaz no qual uma ovelha branca expulsa uma ovelha negra do território suíço com um coice.
Antigo exilado político, Lumengo garantiu à agência ATS: "Não quero ser um anti-Blocher. Não fui escolhido pelos eleitores para combater alguém, mas sim para defender as ideias socialistas e a minha região". Dos cerca de três mil candidatos às legislativas, pouco mais de uma dezena tem origens africanas.
Quanto aos resultados, o PS foi o grande derrotado do escrutínio de domingo, tendo perdido nove deputados no Conselho Nacional, onde os 26 cantões têm uma representação proporcional ao número de habitantes. Mas para o politólogo Yannis Papadopoulos "pouco ou nada vai mudar na Suíça". Em declarações à AFP, o professor da Universidade de Lausanne garantiu que o resultado da UDC "não constitui uma mudança profunda" no sistema, que deverá manter as coligações.
Ontem faltavam ainda apurar 11 dos 46 lugares para o Conselho de Estado. Na câmara alta do Parlamento suíço, cada cantão elege dois deputados enquanto os seis meios cantões elegem apenas um.

20 outubro 2006

Banca Suiça em maré de “limpeza”

(imagem ©daqui)

De acordo com o jornal espanhol “El Pais” os bancos suíços decidiram, de acordo com instruções judiciais, começar a “cativar” – leia-se congelar – ou libertar contas de certas individualidades internacionais, vivas, sobrevivas ou falecidas, no poder ou que com ele estejam ou estivessem relacionados.
De entre os visados por aquele importante órgão espanhol estão personalidades africanas.
Ou porque o Estado suíço tenha mandado devolver aos respectivos Estados os fundos apreendidos desde que se destinam a financiar o desenvolvimento do país e das suas populações; casos das contas de Mobutu cujos fundos que já retornaram ao Congo Democrático – só não sei para que desenvolvimento – ou dos 700 milhões do nigeriano Sani Abacha que, através de um acordo com o Banco Mundial que vai controlar os respectivos fundos, foram devolvidos ao país.
Mas também há aqueles, ainda vivos, a maioria, e no activo, alguns, que terão visto parte, ou no todo, das suas contas congeladas ou investigadas: Nursultan Nazarbaiev , do Cazaquistão; Benazir Bhutto, do Paquistão, e, pasme-se – como isto fosse possível –, o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
Como é que Eduardo dos Santos pode ter dinheiros na Suiça se o PNUD, segundo matutino português Público, afirma que 70 por cento dos angolanos vivem na miséria; Angola é só o segundo maior produtor de petróleo do Mundo e um dos maiores produtores e exportadores de diamantes…
Sem comentários!!!