16 dezembro 2017
Discurso de João Lourenço trouxe desafios e interrogações
23 novembro 2011
Para a Transparency International há corrupção na África Austral.
Em nota a partir de Maputo, a African Press Organization (APO) citando um um relatório da Transparency International (TI), agora divulgado, dá-nos conta que a corrupção continua muito activa no cone sul de África, em particular, junto das forças que deveriam mais proteger as populações desse flagelo, os polícias.
No documento, há uma referência clara ao incremento da corrupção nos últimos 3 anos embora, sublinhe-se, existe uma maior consciência popular para combater esta praga. Como afirma a directora da TI para África e Médio Oriente, Chantal Uwimana, “(…)as pessoas já não toleram a corrupção e que têm de começar a reforçar as instituições fracas, em particular, a Polícia. As pessoas têm o direito de se sentirem protegidas pela Polícia e não assediadas” e para isso os Governos nacionais têm de acordar para essa importante verdade.
O documento consultou as pessoas sobre sectores específicos, nomeadamente: polícia, tribunais, alfândegas, registos e alvarás, serviços de terras, serviços médicos, impostos, utilitários e educação.
Das respostas havidas regista-se que em 5 dos países consultados, os inquiridos confiam mais no seu governo do que em organizações não governamentais, ou na comunicação social, nas organizações internacionais para o combate à corrupção. Somente no Malawi se confia tanto nas organizações não governamentais como no governo.
De notar, também, que nas respostas existe uma predominância de pessoas que mais contribuem para o crescendo da corrupção na RDC e na África do Sul, já que são forçados a pagarem subornos para verem os seus serviços avançarem.
De registar que a TI só se limitou a 6 países do cone sul, mais concretamente, à República Democrática do Congo (RDC), ao Malawi, Moçambique, África do Sul, Zâmbia e Zimbabué entre 2010 e 2011.
Das duas uma, ou só nestes países a TI pode entrar, ou só nestes países há indícios claros de corrupção.
É que parece se terem esquecido que Angola, Botswana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia, por exemplo, também fazem parte da África meridional. Ou será que desconhecem? Ou, provavelmente, aí não existe nem sombras de corrupção…
05 setembro 2011
Timor-Leste um exemplo a seguir?...

26 outubro 2010
Transparência Internacional e a Corrupção em 2010
Apesar de manter o mesmo valor percentual que no ano anterior, Angola caiu várias posições pela melhoria verificada em outros países.
Ainda assim, uma verdade é indesmentível. Ao contrário de outros que negam ou parecem negar a sua existência, como um que se encontre entre os 30ª, Angola, mal ou bem, reconhece que esse é um dos seus maiores cancros.
Já agora assinale-se as pontuações dos restantes países lusófonos: Brasil manteve os 3,7 pontos embora melhorando a sua posição, Cabo Verde manteve os 5,1 pontos, Guiné-Bissau melhorou para os 2,1 pontos, Moçambique também melhorou passando de 2,5 para 2,7 pontos, Portugal obteve 6,0 pontos, classificando-se em 32º lugar, São Tomé e Príncipe 3,0 pontos, quase entrando nos 100 países menos corruptos, e Timor-Leste registou uma pequena melhoria passando de 2,2 para 2,5 pontos.
Dinamarca, Nova Zelândia e Singapura são considerados os menos corruptos com 9,3 pontos cada. Na posição extrema oposta estão o Sudão, o Iraque e a Somália
06 março 2010
Corrupção: Lei aprovada, agora esperemos…
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A Assembleia Nacional aprovou ontem, em Luanda, e por unanimidade (este sublinhado é meu!!!), a Lei da Probidade Administrativa, vulgo “Lei anti-corrupção” – ou “Lei de Probidade Pública”, como propôs que assim se chamasse a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Jurídicos e Regimentos da Administração do Estado e Poder Local, e de Mandatos, Ética e Decoro Parlamentar (uff!!) – que visa moralizar a actuação dos agentes públicos angolanos.
De açodo com a Lei aprovada, todos os agentes ou cidadão que venham a ser eleitos ou nomeados para cargos públicos devem responder, obrigatória e previamente, como se verificam seus bens, através de uma “declaração de bens” depositada perante os competentes Tribunais e da Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem competirá acompanhar a aplicabilidade da lei; defender o erário público de delapidações indevidas, e evitar que – inadvertidamente, lógico, – alguém se aproprie do que não é seu, mas de todos.
O problema, neste caso, é que a Lei, como todas as Leis boas – demasiado boas – não tem efeitos retroactivos e, por isso, certos desvios inoportunos poderão morrer esquecidos, eternamente esquecidos, e nunca devidamente pagos!
Mas como vai mais tarde que nunca, e para que a corrupção possa, pelo menos, ser minorada, talvez assim, a moralidade administrativa ganhe mais força!!
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Segundo parece os deputados vão ser os primeiros a dar o exemplo. Bravo! Provavelmente vão prescindir dos tais “carrinhos de ponta e alta cilindrada” que lhes vão ser “oferecidos” de uma conhecida marca de ascendência alemã… (já agora não será um pouco exagerado o vencimento que vão auferir – cerca de 10.000 USD, será?!?! –, tendo em consideração o fraco poder de compra da grandessíssima maioria dos angolanos? é aqui que podemos e devem!! dar também o exemplo…)
Publicado no09 dezembro 2009
20 novembro 2009
Corrupção, doença ou naturalidade?
De acordo com o Transparency International (TI), Angola e Guiné-Bissau estarão entre os países mais corruptos e onde se registaram as maiores quedas, estando relativamente perto da posição 180 onde está o mais corrupto de todos. Melhor estarão Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe – este terá subido mais de uma dezena de posições – para já não falar de Cabo Verde que mantém um rácio acima da metade, cerca de 5,1 em 10 pontos possíveis (só os menos corruptos conseguem chegar perto deste número).
Portugal e Brasil estarão perto das posições 30 e 80, sendo que o Brasil está bem atrás de Cabo verde que ocupa uma posição entre as posições 45 e 50, ou seja, muito perto de Portugal.
Por curiosidade a França está numa posição próxima do 25º país, oiu seja, entre os menos corruptos.
E falo por curiosidade na França como também em Portugal porque estes dois países por razões diversas andam nas bocas do Mundo – e ambos ligados a Angola – como países onde a corrupção parece estar bem implantada, embora, a Justiça dos dois países esteja em pouco sintonia com a transparência que os processos exigiriam.
Em Portugal, fala-se e comenta-se que 30% dos produtos de luxo vendidos pelas lojas da especialidade, leia-se, de luxo, são-no aos angolanos. Primeiro foi a empresa de televisão SIC que o noticiou – o que levou o nosso confrade Wilson Dada, no seu “Morro da Maianga” a perguntar se seria mais uma «Campanha da SIC» no que foi hoje retomado na portuguesa RTP e no Jornal Nacional.
Isto só por si não infere que os angolanos estejam a contribuir para a corrupção em Portugal. Pelo contrário, estão a manter viva uma actividade económica que , apesar de tudo, não sofre muito com a crise internacional.
O problema é que em Portugal começam a aparecer certos sintomas de corrupção, embora ainda de face oculta, mas onde entram pessoas próximas do Estado, com conversas gravadas e escutadas junto de personalidade do Governo, e de empresas, algumas das quais com forte implantação em Angola, um dos escutados até é – ou foi – o presidente de uma instituição financeira que também está estabelecida em Angola, embora já tenha capitais angolanos, tal como em Portugal; mas só o era da parte estabelecida em Angola, ressalve-se... a parte portuguesa, teoricamente privada, tem mostrado que pertence ao Estado português, via CGD…
E Portugal está numa posição relativamente segura entre os menos corruptos. Olha se não estivesse…
Já a França, claramente melhor posicionada que Portugal entre os menos corruptos parece que vive no mesmo lodaçal. Só que há quem consiga ter um Estado mais blindado e por isso passa menos para a opinião pública os escândalos que norteiam os Champs Élysées. Mas quando os amigos se zangam ai que vem tudo ao de cima.
Todos se recordam, por certo, do processo Angolagate e das condenações que houveram e daquelas que morreram para não “ofender” relações políticas e económicas. Só que houve quem parece que não gostou de ser condenado e ver outros a cirandarem pelos Campos Elísios alegres e felizes.
De acordo com Charles Pasqua o antigo ministro do interior e ex-candidato às presidenciais francesas, um dos condenados, os serviços secretos franceses (DGSE) teriam dado conta ao Estado francês e a algumas das suas mais altas individualidades das negociatas com as armas para Angola.
Ou seja, os amigos nem sempre são para as ocasiões. Mas o que mais ressalva nesta questão é que não vale a pena mandar pedras aos vizinhos quando se têm vidros tão finos ou paredes tão elásticas.
Condenemos, e bem e fortemente, a corrupção. Mas olhemos com olhos de ver para todos. É que na lista da TI que merece uma ponderação bem vincada há países que parecem ser o que não o são na realidade ou seja se mantém atractivamente apelativos como locais aprazíveis de se viver em liberdade e sem corrupção.
Recordemos que Portugal até Outubro de 2005 ou 2006, isto é, até uma declaração do presidente português Cavaco Silva parecia desconhecer a palavra “corrupção”. Só conhecia “a cunha”, “os esquemas” e “os favores”. Agora parece que dia si, dia sim, aí está mais um caso…
Será que a corrupção deixou de ser uma doença na sociedade para ser um acto natural?
03 julho 2009
Por causa da corrupção, Quénia na África Austral?!
Não, não me estou a referir à corrupção porque quanto a isso cada um puxa para si os louros. Estou sim a debruçar pela localização geográfica do Quénia.
Vamos admitir que foi realmente uma notícia do Transparency International (que ainda vou tentar confirmar) mas mandaria o bom senso, se o grupo tivesse Jornalistas com o “J” maiúsculo, que se deveria ponderar bem a notícia antes de a colocar nos jornais.
É que o Quénia fica na África Oriental, por acaso a ocidente da Somália que fica, como por certo deverão saber os geógrafos do Global notícias e da Controlinveste – penso eu de que – no Corno de África, bem na África Oriental (ver em baixo o mapa de África com o Quénia em evidência; não basta irem às agências de viagem procurar saber onde são os safaris se não se sabe onde está o País…)
Como nota complementar, depois de aceder ao portal do Transparency International “Global Corruption Barometer 2009” fosse em inglês, francês ou espanhol (ver os links nos respectivos idiomas ou aqui, no global) aparece África sub-Saariana e nunca África Austral!! Salvo se o acesso se faz por outra forma que desconheça…
Quando se contrata produtores de conteúdos em vez de se investir em jornalistas e, complementarmente, talvez, em analistas de política internacional…
Ah! se foi por falta de elementos ou outros, o que sei e pude constatar que dos países da CPLP, só Portugal surge classificado (ou notado) e no sector privado. Porque será? Não haveria uma tabela para conseguirem classificar alguns dos Estados omissos da CPLP?
08 maio 2009
Tornear corrupção?
Ou seja, a nova lei tem efeitos retroactivos manifestamente vantajosos. E o referido semanário apresenta, pelo menos, dois exemplos que veriam os respectivos processos serem arquivados.
Parece-me que isto se perfila como uma forma inteligente dos partidos, que a votaram ("aprovada na semana passada por unanimidade com um único voto contra, o do socialista António José Seguro" (!?) – se tem voto contra não há unanimidade, em que ficamos senhores do “Público”), se terem preocupado em se salvaguardar em causa própria que em interesses nacionais.
Isto sugere-me que há quem tenha tirado proveito de alguma eventual formação sobre como “apagar” corrupção obtida em… sítios interessantes!
Depois queixam-se que os Média ajudem a que os eleitores lusos não respeitem os políticos e os persigam até provarem que são inocentes (em Portugal parece que começa a adoptar uma teoria que todos são culpados – políticos ou não – até provarem o contrário…)
20 março 2009
E Bento XVI na primeira sessão oficial…
(imagem CEAST)No seu discurso ao corpo diplomático o Sumo Pontífice, entre outras pertinentes e bem colocadas frases, e onde não poderia deixar de colocar o seu “selinho” papal de condenar o aborto terapêutico pelo facto de haver quem acredite que esta será a melhor forma para abordar a saúde reprodutiva, destacou a necessidade dos líderes africanos libertarem o continente do "flagelo da avidez, da violência e da desordem" e de erradiquem "de uma vez por todas a corrupção" [se recordarmos o recente programa da televisão lusa RTP, “Prós e Contras” sobre Angola em só teve ‘Prós’ e nada ‘Contra’, esta questão foi abordada e claramente admitida pelos participantes, até porque no Transparency International o país ocupa o lugar 158 em 180 países…]; exigiu "o respeito e a promoção dos direitos humanos, um governo transparente, uma magistratura independente", a necessidade de haver "uma comunicação social livre [no caso de Angola o Papa deve ter recordado, por certo, a contínua impossibilidade da Emissora Católica/Rádio Ecclésia em retransmitir em outras províncias estando confinada exclusivamente à cidade de Luanda]" e procurarem fazer "uma honesta administração pública".
Falou para África mas foi, claramente um discurso bem dirigido a Angola depois de ouvir o presidente Eduardo dos Santos pedir-lhe ajuda à igreja católica para moldar "o novo homem que a nova Angola precisa".
Por isso também não surpreendeu que na reunião havida com bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST) Bento XVI tenha pedido aos sacerdotes para "preocuparem profundamente" com os padres das suas dioceses quanto à sua formação contínua e à forma como "vivem e praticam" a sua missão na formação da nova Angola e aproveitou a ocasião para, igualmente, anunciar a criação da Diocese do Namibe, sendo o seu primeiro bispo padre Mateus Feliciano Tomás, que estava colocado como pároco no Huambo (pelos vistos do Huambo estão a vir muitos líderes…), deixando esta, assim, de ser uma vigararia da Arquidiocese do Lubango (uma interessante prenda pelos 25 anos desta Arquidiocese).
04 março 2009
Já há acusados nos atentados do 11 de Fevereiro de 2008…
(imagem ©Timor Lorosae Nação blog)Salsinha foi acusado de “conspiração” e Pires de “atentado” e de “dezanove crimes de homicídio tentado e três crimes de dano”.
Interessante dado que Salsinha só não terá morto, segundo rezam as crónicas da altura o premie porque terá falhado o tiroteio. Deve ser por isso que é “SÓ!” conspiração e não atentado?
Estou curioso como irá decorrer esta matéria em Tribunal. É que, penso como todos os outros, gostaria de saber a verdadeira Verdade!! dos atentados aos dois estadistas, principalmente aos que ocorreram contra o líder histórico Xanana Gusmão… Mesquinhices da minha parte, provavelmente…
Já agora alguém me explica como é que um australiano surge como Director de Impostos? Será que em Timor-Leste, passados que são quase 10 anos desde que foi o referendo para a independência ainda não se conseguiu “formar” ninguém para o cargo? Terão medo que os timorenses sejam alvo de eventuais corrupções ou pressões políticas? Quanto a corrupção não sei o que pensar depois do que li aqui…
Se bem me recordo de uma tese de Mestrado no ISCTE, que tive a honra de orientar, do Mestre angolano Gervásio Viana, quando este deixou Timor-Leste, onde esteve a orientar a formação e criação dos Serviços Alfandegários e, de certa forma, dos Impostos, haviam ficado bastantes timorenses habilitados para os respectivos cargos, nomeadamente, nos serviços de Impostos e das Alfândegas. Será que perderam, rapidamente, essas qualidades? Não o creio…
24 setembro 2008
Transparency International continua a mostrar onde anda a corrupção e Angola já não é dos mais corruptos…
Este ano o relatório da TI, o Global Corruption Report 2008, teve com base de trabalho a água e o saneamento, ao ponto da ONG considerar a água como um factor de alto risco conducente à corrupção; uma combinação destrutiva, considera a TI.
De uma maneira global, os partidos políticos e os aparelhos legislativos parecem ser os principais veículos corruptíveis ou corruptores. Todavia, em África, é no aparelho judicial que os “dividendos” da corrupção parecem fazer-se mais sentir. A percentagem de actividades corruptoras junto da polícia foi cerca de 47,5% e junto do poder judicial cerca de 25%. Ambos os casos muito superiores aos países emergentes da antiga URSS e dos países asiáticos, já para não falar da América Latina dos países balcânicos e do sudeste europeu.
Relativamente à lista dos países constata-se que a mesma é liderada, ou seja, os menos corruptos, pela Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia, com 9,4 pontos, seguidos de Singapura e Suécia com 9,3 pontos.
No extremo oposto vamos encontrar em 175º Tonga e Uzbequistão, com 1,7 pontos, Haiti, com 1,6, Iraque com 1,5, e, por último, Myanmar e Somália com 1,4 pontos.
No intervalo, onde Bostwana e África do Sul lideram a lista de África, respectivamente em 38º e 43º com 5,4 e 5,1 pontos, os países e territórios lusófonos estão como seguem e respectivas pontuações, por ordem decrescente:
Portugal desceu do 27º para 29º com 6,5 pontos; Macau, passou do 26º para 34º com 5,7; Cabo Verde, em 49º com 4,9 (o que registou mais melhorias ultrapassando as ilhas Maurícias); Brasil, em 72º (era 70º) com 3,5; Moçambique, em 114º (era 103º) com 2,8 (manteve a pontuação); São Tomé e Príncipe, em 121º com 2,7; Timor-Leste, passou dos 117º para 128º com os mesmos 2,6; Angola perdeu 5 posições, embora mantendo a mesma pontuação, e é agora 147º e Guiné-Bissau em 148º, ambos com 2,2 cada; a Guiné-Equatorial (membro observador da CPLP que quer ser de pleno direito) passou do154º com 2,1 para 169º com 1,9 pontos.
De uma coisa é certa, Angola deixou de ser dos Estados mais corrupto do Mundo como estava no ano transacto. Mas também no relatório de 2007 só havia 163 países em análise. Registe-se, também, a entrada directa de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.
07 agosto 2008
Nino Vieira vai avisando...
De acordo com o noticiário matinal da secção lusófona da Rádio Deutsch Welle, "Nino" Vieira pediu ao novo Primeiro-ministro, Carlos Correia, que “acabe com a desordem que reina” no País porque – será que está a sentir as costas muito quentes por causa da Mauritânia – “infelizmente, alguns dos nossos políticos interferem na criação da desordem”, alguns em conivência com militares, leva as Forças Armadas e Para-militarizadas a interferirem em assuntos que não são da sua competência o que não cria a necessária estabilidade no País.Um claro aviso de que o sector castrense começa a não estar totalmente sossegado, principalmente quando cresce a acusação que a Guiné-Bissau é uma plataforma do narcotráfico entre a América Latina e a Europa!
03 abril 2008
Uma questão de apitos... ou os dólares ainda mandam mais?
"O mundo futebolístico português vem há um tempo a esta parte transladando num qualquer Apito Dourado agora também, segundo parece, renomeado pela Liga de Clubes do futebol português, como Apito Final. Pelo meio houve quem aventasse a existência de um Apito Encarnado. 12 março 2007
As cartas de condução
Desde a passada sexta-feira que o Estado angolano decidiu aplicar a reciprocidade a uma situação criada por Portugal que evocava o facto de Angola ainda não ter ratificado a Convenção de Viena sobre Tráfego Rodoviário, datada de 1949.
Se as Convenções são para serem ratificadas, devem-no sê-lo. Se esta deveria ter transitado com a independência e não aconteceu então era a Portugal se deveria imputar responsabilidades. Mas isto é uma forma simplista de descartar responsabilidades.
Cabem aos países soberanos, e só a estes, aderirem às diferentes Convenções nos momentos e nas alturas consideradas oportunas.
Mas deixar passar muito tempo, desde a independência, para só há um tempo Portugal deixar de aceitar as licenças de condução emitidas por Angola - desde 2000 mas com entrada em vigor no passado ano - já não se entende. Também não se entende que quando questionado por jornalistas angolanos o Consulado português nunca tenha dado cabal esclarecimento da situação nem informe, devidamente, como tem sido bastas vezes denunciado por jornalistas, emigrantes e turistas, as pessoas da ilegal situação a que estariam sujeitas caso conduzissem em Portugal com a carta de condução angolana.
Esta seria a posição normal de um qualquer consulado. Quando me dirijo às embaixadas e consulados estrangeiros estes apresentam-me folhetos informativos do que posso ou não fazer nos seus respectivos países, nomeadamente qual a licença de condução autorizada, nomeadamente, a Licença Internacional de Condução, vulgo "Carta Verde".
Uma pessoa comentou há dias no texto sobre a detenção de Mantorras que enquanto conduziu em Luanda sentiu na pele a perseguição de um certo sector policialpelo facto de ter carta de condução portuguesa sendo obrigado enquanto lá esteve a conduzir com a "Carta verde" esquecendo-se de uma norma interna que vigorava em Angola.
Desconhece, ainda, talvez, o comentador que é essa a única carta válida para consuzir no estrangeiro, devendo, outrossim, estar acompanhada da carta nacional, pelo que a justificação não é válida. Aceitável sim a denúncia das "gasosas". Mas talvez o comentador esqueça, ou desconheça, que ainda agora Angola foi acusada de estar no topo da corrupção conforme o presidente do Tribunal de Conta, o Procurador-geral e o próprio primeiro-ministro acabaram por reconhecer.
Também é verdade que muitos dos condutores que vêm de Angola demonstram péssimo conhecimento da condução. Mas isso não é razão para não ser aceite a licença de condução. Quantos condutores com cartas portuguesas se vêem nas ruas onde nem nos passeios nos sentimos seguros?
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NOTA: Nada como haver um tratamento de igual para igual. Segundo uma notícia do Diário Digital, o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, terá afirmado que o assunto das cartas de condução vai ser resolvido ainda este mês durante a visita do Ministro das Relações Exteriores angolano, João Miranda, ou talvez, ainda, "... na próxima semana, a situação possa ser resolvida...".
21 fevereiro 2007
Que se passa no Lobito?
(imagem de um dos morros que circundam Lobito roubada algures não sei a quem...)-
Segundo dois artigos do Angolense (leiam aqui e aqui) um membro da Administração da cidade do Lobito anda a ver se “abocanha” três grandes edifícios – dois públicos e um privado – para transformá-los em empresas de hotelaria e outros projectos económicos.
De acordo com aqueles artigos o citado administrador terá contactado uma equipa de advogados como eventuais investidores e, em contrapartida pela tomada de posse dos três edifícios, estes ofereceriam à bela cidade dos flamingos uma Maternidade.
Mas para isso o tal administrador não se coibirá de meter terceiros ao barulho.
Segundo parece ofereceria uma elevada quantia ou uma carrinha a um director de uma das empresas que administrava um dos edifícios e, simultaneamente como se quisesse corromper – como se isso fosse possível –, ofereceria certas percentagens do capital da empresa a criar a duas altas entidades de, ou ligadas, à província de Benguela; por sinal, uma dessas entidades pertence ao executivo angolano.
Por outro lado, o edifício privado está a ser administrado por um cidadão angolano que tem uma procuração de um antigo titular – creio que um antigo colono – e, ainda de acordo com os tais artigos, esses advogados andam a ver se conseguem declará-la falsa para que o mesmo prédio seja arrebatado e, se possível, a um preço iníquo.
São acusações muito graves, atentatórias dos nomes em causa, que merecem ser rapidamente averiguadas pelas autoridades judiciais angolanas.
A minha cidade pode ser insalubre devido aos mangais, mas é a minha cidade; e como tal não quero que alguém a agúe mais do que ela já está.
Não precisamos quem conspurca mais o que já profanado está.
20 outubro 2006
Banca Suiça em maré de “limpeza”
(imagem ©daqui)De acordo com o jornal espanhol “El Pais” os bancos suíços decidiram, de acordo com instruções judiciais, começar a “cativar” – leia-se congelar – ou libertar contas de certas individualidades internacionais, vivas, sobrevivas ou falecidas, no poder ou que com ele estejam ou estivessem relacionados.
De entre os visados por aquele importante órgão espanhol estão personalidades africanas.
Ou porque o Estado suíço tenha mandado devolver aos respectivos Estados os fundos apreendidos desde que se destinam a financiar o desenvolvimento do país e das suas populações; casos das contas de Mobutu cujos fundos que já retornaram ao Congo Democrático – só não sei para que desenvolvimento – ou dos 700 milhões do nigeriano Sani Abacha que, através de um acordo com o Banco Mundial que vai controlar os respectivos fundos, foram devolvidos ao país.
Mas também há aqueles, ainda vivos, a maioria, e no activo, alguns, que terão visto parte, ou no todo, das suas contas congeladas ou investigadas: Nursultan Nazarbaiev , do Cazaquistão; Benazir Bhutto, do Paquistão, e, pasme-se – como isto fosse possível –, o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
Como é que Eduardo dos Santos pode ter dinheiros na Suiça se o PNUD, segundo matutino português Público, afirma que 70 por cento dos angolanos vivem na miséria; Angola é só o segundo maior produtor de petróleo do Mundo e um dos maiores produtores e exportadores de diamantes…
Sem comentários!!!
17 setembro 2006
Uns são filhos, outros…
É!! só assim se entende que havendo, em Portugal, uma lei que exige que certas entidades públicas façam, anualmente, prova das suas imbambas [coisas] e dos seus kumbú [cacau, pastel, pilim], estes se recusam a prestar essa prova e ainda continuem a exercer as suas funções sem que sejam penalizados.Ou seja, segundo o matutino português Correio da Manhã, citando o semanário Expresso, os árbitros, desde 2001, que têm recusado a declarar junto da Liga de Clubes quais os seus rendimentos, registo de interesses e incompatibilidades o que contrariará o disposto na Lei 112/99, que torna obrigatório o registo de interesses por parte daqueles, dos assistentes, dos observadores e dos membros da comissão de arbitragem.
E depois ainda há – como eu – quem ache estranho que os “apitos dourados”, as “paulas”, as viagens aos “brasis”, morram esconsos numa qualquer gaveta ou acabem encerrados por eventuais faltas de provas ou inconstitucionais escutas telefónicas.
Pois é… uns são filhos e outros menos que enteados!!!!
23 agosto 2006
A FIFA manda mais que os Estados?
… se não é, parece!!!
De acordo com um porta-voz da FIFA, esta terá dado "…à FICG um prazo que terminou às 10h00 TMG (mais uma em Lisboa) para que nos indicasse como vai convencer ou impedir a Juventus de recorrer para a justiça comum".
Até quando os Estados – e os Tribunais – admitirão que um organismo privado, monopolista possa continuar a mandar nos destinos desportivos, no caso o futebol, de um qualquer país.
O desporto, e no caso presente, o futebol, não é uma actividade lúdico-desportiva, amadora ou profissional, livre e que se deveria subordinar única e exclusivamente às leis dos países onde se pratica?
As normas desportivas impedem que as mesmas – mesmo que se apresentem como actividade profissional – possam ser dirimidas em Tribunais comuns.
Daí que o Gil Vicente tenha sido penalizado, segundo os regulamentos, com a descida de divisão – ah! apesar de todas as simpatias que possa ter, e tenho, pelo “Os Belenenses” não entendo como uma equipa que desceu por via desportiva seja cooptada em vez da primeira melhor equipa não promovida da divisão seguinte (e não será isso o que diz o ponto 4 do artº.87 do regulamento das competições?) – mas que, não satisfeito, agora deseja, talvez naturalmente, continuar com o caso nos Tribunais comuns.
Por este andar nem Itália nem Portugal - quem mandou o Benfica jogar tanto? - terão equipas nas provas da UEFA nem nos diferentes Campeonatos Europeus…
20 agosto 2006
O poder gera habituação
(a cadeira e o poder sempre juntos, figura pictória retirada daqui)Parece que apesar dos inúmeros problemas, nomeadamente corrupção, com mais de metade dos governadores federais acusados ou indiciados, o presidente nigeriano Olusegun Obasanjo deseja prorrogar por mais tempo a sua estadia no palácio presidencial.
Esta é uma tentativa que já terá acontecido, em tempos, por partidários seus; tentativa essa na altura frustrada pelas duas câmaras legislativas do país.
Note-se que a segundo – e último – mandato de Obasanjo terminará em Maio de 2007.
Será que este pedido tem a haver com a divisão do petróleo do Golfo?
Ou será o velho problema de alguns dirigentes africanos que não sabem o que significa rotatividade democrática? A habituação à cadeira do poder…

