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19 outubro 2011

Novo Ensaio


Muito em Breve junto de uma livraria próxima de si...

Entretanto, pode começar, caso deseje se antecipar para a sua reserva o obtenção, a contactar a editora Edições Colibri...

17 dezembro 2010

O Conselho do Golfo e a projecção da emergente potência regional

"Descreve-se, normalmente, como potência regional um País ou um Estado com poder e influência que permita ter um determinado controlo estratégico sobre sua região geográfica. Algumas potências caracterizam-se por ter poder económico, ou poder político, ou diplomático, ou poder militar e, ou, finalmente, pela junção de duas ou mais destas características projectáveis.

Todavia, há ainda quem confunda potência regional com potências intermédias. Para os segundos a sua projecção limita-se à exclusiva área geográfica que lhe é confinante. Para os multirregionalistas, as potências regionais, como afirmava Huntington, podem ser grandes potências em escala global, simultaneamente com algumas suas filiações no contexto regional.

Mas para ser uma potência regional, a um Estado não basta ter algumas ou todas as características apontadas no início se não tiver, igualmente, uma extensão territorial justificável, dimensão populacional, os recursos naturais disponíveis – estes três itens nem sempre são condição sine qua non conforme foi possível verificar na Crise dos Grandes Lagos –, o nível de desenvolvimento humano e social, a diversificação do parque industrial, o produto interno bruto e uma interessante e diversificada máquina de guerra.

Se estes são factores para que um Estado, e desde que esteja realmente implantado e firmado como Estado, possa vir ser considerado uma potência intermédia ou regional, creio que Angola surge aos olhos da comunidade africana e internacional como uma das mais emergentes potências regionais africanas reflectindo para o exterior uma projecção político-diplomática, nuns casos, e militar, em outros, não menos evidentes.

A prova disso vamos encontrar tanto na região Centro-africana onde melhor reflecte, estrategicamente, uma projecção epiro-regional, a zona do Golfo da Guiné e da Comunidade dos Estados de África Central (CEAC), como, de forma não menos inteligente, na região Afro-austral, ou seja na SADC. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)

Publicado na secção "Angola" do blogue informativo "Perspectiva Lusófona", de 16/Dez./2010

20 março 2009

E o império colonial quer sobrepor-se à potência regional…

Ainda é cedo para Angola cumprir os últimos versos deste magnífico poema “Fado Tropical” de Chico Buarque de Holanda e de Ruy Guerra (um brasileiro e um moçambicano) escrito nos idos de 1974/75. Os compositores só se erraram no nome da potência; talvez por uma questão de rima… temporal!

Mas com a presúria de certos sectores principais de um arquipélago irmão, por uma grande empresa nacional, e a compra e certas quintas e mansões num certo país europeu por parte de alguns que alardeiam desmesuradamente riquezas pouco convencionais, tudo aponta para que, em breve, sejamos um império colonial.

Potência regional, justa, fraterna e forte, sim; potência imperial, não! A História tem provado não não lhes ser muito grata…


Fado Tropical
Composição: Chico Buarque/ Ruy Guerra

Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de



lirismo ( além da sífilis, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora…


Com avencas na catinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa


Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial

(Pode ouvir o fado aqui.)

13 agosto 2008

Os Jogos do tudo ou do nada com uma velhinha doutrina à vista?

(A imagem da nova Rússia?; foto via Google)

Tal como muitos milhões que não puderam, ou não quiseram, se deslocar à China, fui maravilhado com o esplendor e a beleza da Cerimónia de Abertura. Só que…
Como o jornalista Bissau-guineense Aly Silva realça, a China é reconhecida como a "
maior falsificadora" de produtos, principalmente, de grande marcas.
Para que a sua fama não ficasse beliscada até a Cerimónia teve de ser "falsificada" ou pré-gravada, pelo menos em algum aspectos, como se pode ler aqui e, pasme-se se puder pelas razões evocadas!, aqui ou aqui.
Mas para que os jogos não se fiquem só pelas falsidades cénicas, até seria o menos, também as há na parte desportiva e já vem de há muitos anos.
Há atletas que mudam de nacionalidade porque os novos países lhes dão condições desportivas e, ou, de trabalho que os originais não conseguem fazê-lo; e há aqueles que mudam só para poderem competir nos Jogos, como parece ter sido o caso da
equipa georgiana de voleibol de praia, de ascendência brasileira e que só foi duas vezes ao País.
Agora utilizar isto como arremesso político, só de
maus desportistas e, ou, do complexo de pequenez ou a assumpção da "nova/velhinha" doutrina da soberania limitada da "nova" Rússia Império-Federal e do novo "Rasputin" russo (só lhe falta o "Ras" porque o resto está lá bem evidente) que a NATO deixou, e com muita e cínica clareza, reemergir!