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07 outubro 2011

Um monumento a recordar a escravatura

(imagem ©Novo Jornal)

Segundo o semanário Novo Jornal, está aberto um concurso internacional “a artistas plásticos e arquitectos de todo o Mundo” para que seja erguido, em Nova Iorque, um monumento recordando uma das “picadas” mais agudas da humanidade: a escravatura.

O concurso que termina a 19 de Dezembro próximo, tem para o vencedor, além de ver a sua obra em exposição permanente na cidade que nunca dorme, um premido de 1 Milhão de dólares cuja gestão está a cargo da UNESCO e já está todo angariado entre Estados patrocinadores e entidades privadas.

Recorde-se que aquele organismo das Nações Unidas para a Cultura e Educação, declarou 2011 como o Ano Internacional das Populações Afro-descendentes.

04 abril 2007

Será que a escravatura já acabou mesmo?

(a moderna escravatura; foto daqui)
"Nesta semana que ora termina comemorou-se os 200 anos da abolição da escravatura em território britânico por ser, segundo a memória anglicana, um fenómeno “contrário aos princípios de justiça e da humanidade e política correcta”.
Isto, apesar de Portugal ter sido o primeiro país a abolir o tráfego de escravos, por decreto do Marquês de Pombal, de 12 de Fevereiro de 1761 (só no continente e nas Índias), mantendo-o, durante ainda alguns anos, dentro das suas restantes fronteiras físicas e políticas, os britânicos, só em 1833, vinte e seis anos depois da promulgação da lei que proibia o tráfico de seres humanos, é que libertaram totalmente os escravos.
Tudo isto de pois de, entre os séculos XVI e XIX, cerca de 10 a 20 milhões de seres humanos terem sido traficados e transaccionados entre África e as Américas, onde, primeiro, ajudavam a plantar o chá e, mais tarde, a manter as produções de algodão e tabaco. (...)
"
Pode continuar a ler este artigo publicado no , edição 109, de 31 de Março, acedendo a partir daqui na secção "Artigos/Correio da Semana"

02 dezembro 2006

O dia da abolição da Escravatura

(Museu da Escravatura, Luanda)

Depois da evocação do Dia Mundial de um dos piores flagelos da modernidade comemora-se hoje o dia do fim da Escravatura.
Infelizmente, a realidade diz-nos que este flagelo humanitário ainda persiste em pleno século XXI sob as mais diversas formas: a clássica, nomeadamente em certos países árabes ou arabizados; a da coacção de crianças para servirem de soldados em conflitos menores, as crianças-soldados; a laboral, através de serviços deficientemente ou mesmo não remunerados – relembremos o que se passa com os clandestinos – ou mesmo forçado, já para não esquecer o trabalho infantil; a utilização de crianças para fetiches e práticas sexuais, a prostituição infantil; e o que são os actuais barcos que transportam de África para a Europa pessoas cheias de sonhos de uma vida melhor; nada mais que modernos negreiros.
Enfim, no Dia Internacional da Abolição da Escravatura, criado pelas Nações Unidas em 2002 e implementado em 2004, ainda continuam a subsistir inúmeras acções que nos alertam que o esclavagismo ainda perdura.

04 fevereiro 2006

O 4 de Fevereiro

Comemora-se hoje em Angola e onde a Diáspora angolana "sobrevive" uma das datas mais emblemáticas da moderna História angolana. O 4 de Fevereiro de 1961.
Não tanto pelo que ela representa - e para muita gente, principalmente para aqueles que nela participaram ou apoiaram, representa muito - mas pelo que foi, mais tarde, politicamente aproveitada para legitimação de actos e de factos, alguns ainda hoje obscuros e a serem estudados pelos novos historiadores angolanos.
Este ano, em Angola, os actos políticos a ele subjacentes ocorrerão na província do Huambo, mais precisamente, na comuna do Alto Hama (como o meu amigo Orlando Castro deverá estar feliz por esta coincidência).
Mas não será só em Angola que este acto vai, simbolicamente, ser comemoradao. Em Lisboa dois eventos culturais ocorrerão: um na Casa de Angola, onde irá ser inaugurada uma Exposição Colectiva de 5 Pintoras Angolanas (às 16 horas) e outro na FNAC Chiado, às 18 horas, onde Ana Paula de Castro, lançará o seu livro "Deus Acorda" com apresentação de David Borges.
Mas se Angola orgulha-se de ter o seu 4 de Fevereiro, países há que também os comemoram ou deveriam comemorar.
Por exemplo, sabiam que nesta data, em 1524, nasceu aquele que está considerado como o maior poeta da língua portuguesa e dá nome a um prémio literário? Esse mesmo, Luís Vaz de Camões. Alguém ouviu ser mencionado algum evento para esta data pelo Instituto Camões. Eu não. Peço desculpa se estou a leste da realidade.
Em França, comemora-se a abolição da escravatura nas suas colónias, decretada em 1794.