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09 março 2007

Que mais lhe falta acontecer?

(ainda há quem esboce um sorriso de esperança; foto de...?)

À Somália parece que tudo acontece.
Desde um guerra interna que, incompreensivelmente, perdurou para além do compreensível – isto no caso de haver guerras compreensíveis e, para cúmulo, interinas – até aos problemas que têm acontecido com as tropas africanas de manutenção de Paz.
Por um lado, países houve – e em alguns casos, bem, – que declinaram o convite em pertencer ao respectivo corpo militar.
Depois, as primeiras tropas da união Africana (UA) acabadas de chegar são recebidas a tiro e morteiro por elementos que se crêem afectos à UTI que, em simultâneo, atacaram a actual sede do governo provisório na capital Mogadíscio.
Posteriormente as tropas são atacadas por rebeldes islamitas cifrando as primeiras vítimas entre o contingente ugandês – onde estão os outros? que foram tão prontos a se oferecerem –; morreram mais de uma dezena de pessoas e ficaram feridas cerca de 30, entre militares e civis.
Entretanto, um barco fretado pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) foi aprisionado por terroristas ou por piratas quando descarregava no nordeste da Somália víveres para os refugiados somalis. O Governo Federal somali de Transição está em negociações com os piratas no sentido de conseguir a libertação dos tripulantes, seis quenianos e seis srilanqueses. Registe-se que, na zona e desde 2005, já foram sequestrados mais de 20 barcos.
Agora tropas ugandesas da força da UA para a manutenção da paz no país ao chegarem têm como recepção uma má aterragem em Mogadíscio com incêndio do avião onde se faziam transportar. Felizmente sem vítimas.
Que mais pode acontecer aos somalis?

30 março 2006

Darfur, a memória anda curta

(poster retirado daqui)

O presidente do Sudão, Omar El-Beshir, reafirmou a sua oposição ao destacamento de uma força da ONU para garantir a paz na região de Darfur.
"Não aceito, nem aceitarei nenhum destacamento de forças internacionais em Darfur", afirmou o chefe de Estado à cadeia de televisão Al-Jazira
.”
Darfur continua na ordem do dia e na memória curta de algumas pessoas, nomeadamente daquelas que acham que não se deve ter receio de Virgina Woolf, esquecendo que tem sido esta mesma quem mais tem “complicado” a vida às NU no Conselho de Segurança, impedindo este de tomar medidas mais radicais contra o Sudão.
Até lá as populações da região vão sofrendo.

23 janeiro 2006

Forças da ONU combatem no Congo Democrático

© ONU.fr
As forças de paz da ONU, na Rep. Dem. do Congo, estão a procurar desarmar rebeldes e milícias no Leste do Congo que, ultimamente, têm levado a cabo actividades que põem em causa a estabilidade na região.
No último confronto ocorrido entre os “capacetes de paz” e os rebeldes, divulgado esta segunda-feira, os soldados da ONU – no caso guatemaltecos - registaram oito mortos e 14 feridos, desconhecendo-se qual o número de vítimas entre os rebeldes.
Em África, e infelizmente, a PAZ continua a custar caro.