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04 novembro 2011

E já lá vão 55…

Faz hoje 55 anos que a Hungria viu a sua revolução magiar ser “invadida” pelas tropas da então União Soviética.

Havia uns dias que os húngaros reclamavam a democracia plena no seu país e a libertação do jugo soviético, depois do fim da guerra. Finalizaria, brutalmente, sete dias depois.

Estávamos a 4 de Novembro de 1956.

Nesse dia (e a esta hora), no hemisfério sul, estava um lindo domingo de sol, como é habitual nas terras quentes de Angola e o mar estava calmo na bela cidade do Lobito e na sua maravilhosa Restinga.

Nesse dia, há 55 anos, segundo a BBC, eu era o 2.841.937.948 indivíduo a chegar ao mundo e um dos que tinham o privilégio de ver a maravilhosa cor angolana.

E em 55 anos já chegámos aos 7 mil milhões de habitantes na Terra…

04 novembro 2010

Foi há 54 anos…

(Estátua do flamingo à entrada da Caponte, Lobito)

… Que um tipo nascia na cidade do Lobito e que alguns sectores mais ortodoxos do partido do poder angolano, bem assim alguns pretensos oposicionistas, dizem que chateia para burro;


… Que Budapeste (Hungria para quem não souber) foi invadida pelas forças soviéticas do então (futuro) Pacto de Varsóvia para restaurar a “legitimidade” do sistema, o qual iria ser consumado a 11 de Novembro.

10 novembro 2008

52 anos os podem separar (como aconteceu...)

(foto da Internet)

Pequena nota introdutória.
O artigo que se segue foi elaborado em 28 de Outubro passado e prospectivava o que se poderia passar a 4 de Novembro, como veio a acontecer.
Razões editoriais, aliados ao facto do artigo não ter sido remetido em tempo útil atrasou a sua publicação pelo que só este fim-de-semana pode ser publicado.

"O 4 de Novembro poderá ser, de novo, uma data importante para o Sistema Político Internacional.

Foi-o em 1956 quando da invasão das tropas soviéticas à Hungria para esmagar a tentativa de insubordinação e liberdade que o povo húngaro reclamava e queria fazer valer face ao jugo de Moscovo e das tropas soviéticas.

Mas como nem sempre vontade significa poder, 7 dias depois, a 11 de Novembro, a revolta estava esmagada e o país dos Magiares espartilhada entre um Ocidente incrédulo e inoperante e um “urso” forte e militarmente temido.

Em 1956, um Grito de Liberdade soou e não adormeceu, como se comprovou, 12 anos depois na chamada Primavera de Praga que, e uma vez mais (o poder e a intolerância não aceitam desvios aos comportamentos erráticos dos que mais mandam e ditatorizam) a revolta pela Liberdade foi esmagada.

Mas se em 1956 a Liberdade e a Mudança foram esmagadas, 52 anos depois, tudo se conjuga para que a Mudança, e um certo tipo de Liberdade, possam ser efectivas e conjugar para que alguns casos possam ser, também eles, mudados na cena política internacional.

Os EUA vão a eleições, presidenciais e algumas legislativas intercalares.

Mas são as presidenciais que mais suscitam esperanças na Mudança no comportamento político norte-americano.

Um afro-americano poderá, e pela primeira vez na história da terra do Tio Sam, entrar na Casa Branca pela Avenida Pensilvânia e mudar a História. (...)
" (pode continuar a ler aqui enquanto aqui está em reconstrução)
Publicado no , edição 190, de 8/Outubro/2008

04 novembro 2008

4 de Novembro, 52 anos podem separar estas fotos


Da "Revolução abafada", a Revolução Húngara atacada pelos soviéticos nesta data, no mesmo dia do nascimento do autor deste blogue na sua bela e amada Restinga, da belíssima cidade do Lobito,

à "Revolução efectiva", com a possível vitória de Barak Obama nas presidenciais norte-americanas.

04 novembro 2006

Há 50 anos…

* … a Liberdade foi vilmente espezinhada por aqueles que se clamavam de defensores da Liberdade e da Igualdade entre os Povos e entre as Nações.
Faz hoje 50 anos que a Hungria via o seu grito de Liberdade iniciado em 23 de Outubro ser abafado durante cerca de 35 anos.
Durante esse espaço de tempo os húngaros conseguiram ter um Governo próprio liderado por Imre Nagy que encetou, de imediato, com reformas políticas e procedeu à libertação de presos políticos e à reconstituição de pequenos partidos que tinham sido incorporados no Partido Comunista Húngaro.
Durante 13 dias a Hungria gritou: Liberdade!!!
A 4 de Novembro, o Exército Vermelho, a ponta avançada da URSS, invadiu Budapeste e, em poucos dias, abafou o grito da Liberdade.
Faz hoje 50 anos!!!
Neste dia, no Lobito e também há 50 anos, outro grito de Liberdade despontava e ainda hoje não permite que lho tirem porque se há algo que um Homem tem, e que inequívoca e inquestionavelmente ninguém pode cogitar em querer tirar, esse é a Liberdade!!!

*(imagem ©daqui)

04 novembro 2005

4 de Novembro, há 49 anos...

Revolta Húngara há 49 anos
Igreja Nª. Srª Arrábida, onde fui baptizado e perto do local onde nasci
Há 49 anos um belo país da Europa Central, que procurava aprofundar a desestalinização do país, via-se invadido em nome da solidariedade internacionalista capitulando sete dias depois, a 11 de Novembro.
Há 49 anos, num belo domingo matinal, nascia na africana Angola, mais concretamente na Restinga do Lobito um tipo, que, mais tarde, viria a ter a pretensão de querer virar o Mundo, defender que o seu país seja cada vez melhor e escrever algumas coisas que, para ele, são importantes mas que, para outros, mais não serão que umas letras em amálgama e que, provavelmente, nada dirão.
Há 49 anos Budapeste, que tinha tentado libertar-se do jogo comunista dias antes, via – tal como iria acontecer anos mais tarde em Praga – tanques de guerra entrarem na cidade e destruírem tudo o que não fosse da e pró Organização do Tratado de Varsóvia (reconhecida pelo Pacto de Varsóvia). Foram necessários quase trinta nos para se libertar desse jugo quando, enfim, caiu o primeiro Muro da Vergonha – há outra em emergência – pela co-iniciativa de um ex-director do KGB.
Há 49 anos nascia um tipo que 18 anos depois iria ver o seu país ascender à independência sete dias após, no ano de 1975, a Dipanda. Também quase 30 anos depois iria ver o país ser realmente quase liberto do jogo internacionalista que alguns ainda querem manter contra todas as evidências em contrário.
Ou seja, até parece que a Hungria e eu estamos umbilicalmente ligados.