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09 janeiro 2012

Faleceu Malam Bacai Sanhá...

"O Presidente guineense morreu hoje no hospital Val de Grâce, em Paris, anunciou fonte oficial da Presidência da Guiné-Bissau. Malam Bacai Sanhá encontrava-se em Paris desde o final de novembro, devido a problemas de saúde.

"A Presidência da República vem através deste meio comunicar ao povo guineense e à comunidade internacional, com dor e consternação, que faleceu esta manhã, 9 de janeiro de 2012, no Hospital Val de Grâce, em França, S. Exa. o Presidente da República Malam Bacai Sanhá", diz o texto do comunicado.

O porta-voz da Presidência, Agnelo Regala, disse à Lusa que Malam Bacai Sanhá morreu na manhã de hoje às 11:10 (hora local, 10:10 em Lisboa)" (ver resto da notícia aqui).


Mais um grave problema para a Guiné-Bissau. Espera-se e deseja-se que os Bissau-guineenses

saibam saber honrar o presidente que hoje faleceu.

02 dezembro 2011

Guiné-Bissau, nova crise à vista?

Há muito que corriam rumores que o presidente Malam Bacai Sanha estava com sérios problemas de saúde. Eram conhecidas as constantes visitas, algumas repentinas, outras preparadas, a Dakar e a Paris para consultas e alguns internamentos, devidos a uma doença, nunca publicamente esclarecida.

Soube-se, há dias, que Sanhá tinha ido, uma vez mais a Dakar e recambiado de urgência para Paris onde o primeiro-ministro ter-se-ia deslocado para saber da situação clínica do Presidente, enquanto, na região, haveria algumas movimentações de países limítrofes, abrigando-se sob o chapéu protector da Comunidade Económica para Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO), para, caso necessário, intervir no único país lusófono daquela região africana – exceptuando, claro, mas este é outro “piano”, Cabo Verde – caso a situação degenerasse, como parecem não só prever, como desejar e ansiar.

E para reforçar a sempre latente crise que se reproduz na Guiné-Bissau, acabámos de saber, através do semanário electrónico “A Nação” que o Presidente Bissau-guineense já estará em coma hospital Militar Val de Grâce, em Paris, devido a sérias complicações de saúde, com os seus principais colaboradores a temerem pelo que se possa desenrolar no País onde, periclitante ou não, ia-se cimentando uma pequena estabilidade política, militar e social.

Esta situação não será tão estranha dado que, ainda recentemente, o premiê cabo-verdiano, José Maria Neves, que esteve durante uns dias de visita à Guiné-Bissau, também teria confirmado que o estado de saúde do presidente Bissau-guineense, transferido no último fim-de-semana de um hospital de Dakar para outro em Paris, inspirava “alguns cuidados”.

Igualmente a Oposição anda preocupada e deseja ser devidamente informada do verdadeiro estado de saúde do Presidente até porque o Chefe de Governo carlos Gomes Júnior que se tinha deslocado de propósito a Paris para ver o Presidente, facto que acabou por não acontecer, dizia ter recebido “notícias encorajadoras” quanto ao seu estado de saúde.

Para reforçar a já visível instabilidade política no País, também o Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, Antonio Indjai – que há quem sussurre ter sido um dos mentores que levaram ao desaparecimento de alguns políticos no país após a última crise militar que quase depôs Carlos Gomes Júnior – terá avisado que haverá as habituais “barafundas” para a Guiné-Bissau, caso a CEDEAO decida enviar uma missão militar sob o propósito de garantir segurança às figuras públicas nacionais Bissau-guineenses, bem assim uma força de Paz.

Isto levou os cabo-verdianos, através do seu Ministro de Defesa, a apelar algum bom senso à CEDEAO e muita “prudência” na condução do processo de reforma da Defesa e Segurança na Guiné-Bissau, para evitar “factores de stress” e se prosseguir com o roteiro já orientado e definido com a CPLP.

Ora o que parece, está a passar, de novo, com a Guiné-Bissau. Uma nova e pungente crise à vista com muitos colaterais a salivar nos dedos. Será bom que a CPLP se mostre realmente e, goste-se ou não, que Angola sirva de charneira face a tão grandes e avassaladores apetites...

Não esqueçamos que Angola tem “observadores militares” a ajudar a reformular as forças de segurança na Guiné-Bissau e foi um dos principais financiadores para o o fundo de pensões para ex-militares Bissau-guineenses.

É que a estabilidade na Guiné-Bissau pode ser um farol para a estabilidade na região, principalmente quando com o fim da crise na Líbia se detectam, naquele espaço geográfico, do regresso “de várias pessoas ao Mali e Níger, provenientes da Tripolitânia, algumas delas na posse de armas pesadas”.

29 julho 2009

Malam Bacai Sanhá é o presidente eleito…

(imagem Internet)

Guiné-Bissau tem novo presidente eleito. A segunda volta, e à terceira tentativa, concedeu o direito a Malam Bacai Sanhá, um histórico do PAIGC e antigo presidente interino, de dirigir os destinos da Nação Bissau-guineense e fazer com que a Paz possa ser não uma miragem mas um objectivo a médio-curto prazo.

As condições são propícias para Sanhá: um Governo e uma Assembleia da mesma linha política, uma linha militar próxima e uma oposição que, por certo, procurará lamber feridas e reorganizar-se para os próximos combates, porque sabe que o Povo não esquece e está farto de quezílias absurdas.

Vamos aguardar que com estes ingredientes os Bissau-guineenses tenham enfim, a estabilidade desejada e a Comunidade Internacional cumpra o prometido; ou seja, em caso de vitória clara e sem subterfúgios ajudariam o País a emergir daquilo que os brasileiros tão bem sabem caracterizar: sair da fossa!