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31 janeiro 2009

Ele entrou, marcou e resolveu

(©Elcalmeida em imagem via RTP; admito que sou maluco, mas não sou doido para ir ver um jogo naquelas condições climatéricas…)

Primeiro jogo oficial da época, pelo menos na 1ª Liga e marcou o único golo do Benfica colocando, temporariamente, pelo menos até ao jogo de amanhã entre Os Belenenses e portistas, a equipa no primeiro lugar do campeonato.

Mantorras, num relvado que poderia criar-lhe problemas físicos – vê-se que ainda tem certo receio em correr e pisar o relvado –, mostrou que, apesar disso mesmo, começa a dar esperanças aos Palancas de que o vamos ter em força, nomeadamente, para o CAN do próximo ano.

Vamos aguardar elos próximos jogos para, realmente, aquilatar da sua evolução física e atlética porque, psicologicamente pareceu estar bem.

Nota complementar: nem faço a ideia dos comentários mentais e verbais que alguns dos meus leitores, nomeadamente os meus amigos do dragão e do sporinguê, vão fazer depois de ler isto. Ainda bem que não tenho a capacidade de ouvir fora do que aqui escrevem…

15 abril 2007

Moçambola na RTP-África e os jogadores africanos em Portugal


(Algumas fotos do jogo entre o Maxaquene (à riscas) e o Lichinga (de azul), obtidas via RTP-África; ©elcalmeida)
Não sei se já mais alguma vez a RTP-África tinha ou não transmitido algum outro jogo do campeonato nacional de futebol moçambicano, o Moçambola.
Hoje tive o prazer de ver um, entre o Desportivo de Maxaquene, um clube histórico de Maputo – em tempos se chamou Sporting de Lourenço Marques – que já deu grandes jogadores como um tal Eusébio da Silva Ferreira e, salvo erro, um Chiquinho Conde – um dos comentadores de hoje e que os setubalenses devem estar com saudades dele, e o Futebol Clube de Lichinga, de Niassa.
Para registo o resultado foi favorável aos maputenses por 4-2 com três ou quatro dos seis golos a serem muito bons.
Apesar de haver muita ingenuidade no jogo – ah! e já agora procurem melhorar os recintos de jogos que os artistas bem merecem –, gostei dele porque vi ali muito diamante para lapidar e muita matéria-prima para os clubes portugueses irem buscar e (re)formar.
Gostei, por exemplo do jovem defesa central, creio que do lado esquerdo, do Maxaquene – o meu lamento mas não me recordo do nome – que mostrou muita confiança e que queria sair sempre com a bola jogada do que destruir por destruir. E parece haver em Portugal clubes com falta de bons defesas centrais; mas isso era preciso que eles soubessem que a Lusofonia não se restringe só pelo Brasil e por jogadores que mais têm mostrado sê-lo de “suboteo” que de futebol. Mas, isso, serão outros rosários, leia-se outros empresários, que não domino…
Espero que tenha sido um dos muitos jogos que a RTP-África nos irá proporcionar ao longo da temporada futebolística afro-lusófona que não só no semanal “África Sport”!
E já agora registe-se, e se bem percebi, que o Maxaquene jogou sem 4 dos seus jogadores principais porque estavam em competição pela sua selecção nacional de sub-23 que jogou com a Zâmbia para o campeonato africano zonal VI perdendo com a Zâmbia por 3-2.
E sobre os jogadores, talvez se compreenda porque os clubes portgueses não os vão buscar.
É que pode haver outro “tal” Mantorras, um jogador angolano cuja qualidade é – pelo menos parece – discutível e diz querer jogar mais.
Como é possível querer jogar mais se há outros melhores; pelo menos o engenheiro – este parece que é mesmo – parece dizer que se não joga é porque há melhores que ele.
Talvez um Derley que desde que chegou nada fez e nada marcou, e já foi algumas vezes titular, enquanto o “tal” Mantorras tem marcado golos decisivos para as vitórias do glorioso Benfica.
Mas… o engenheiro é que conhece os seus homens!

16 março 2007

É só corrupção?!

É o que se pode entender desta circular da Direcção-Geral de Viação (DGV) portuguesa e hoje referenciada no Notícias Lusófonas.
Segundo a tal circular, com cabeçalho do Ministério da Administração Interna (MAI), só podem ser substituídas por licenças de condução portuguesas, sem novos exames, as emitidas “«pela administração portuguesa em Moçambique (até 25.06.1975), em Cabo-Verde (até 5.07.1975), em São Tomé e Príncipe (até 12.07.1975), na Guiné-Bissau (até 10.09.1974), em Angola (até 11.11.1975)»” ou as de “Timor-Leste (até 28.11.1975) e de Macau (até 19.12.1999)”.
Ou seja, todas as emitidas posteriormente enfermam de uma clara e inequívoca doença: NÃO SÃO VÁLIDAS!
Porque, provavelmente, na concepção do MAI e da DGV as cartas obtidas naqueles países deverão ter sido todas compradas com “gasosas”.
Até porque já se sabe que Angola está, segundo a Transparency International, entre os países mais corruptos do Mundo, mas...
Mas, já as obtidas em países como o Azerbeijão, o Zimbabué, ou a República Democrática do Congo – países onde a corrupção nunca existiu, provavelmente, – signatárias da Convenção de Viena sobre o Tráfego Rodoviário já não é lhes exigido esse requisito!
Por favor tenham dó e não insultem a inteligência dos países membros da CPLP que já, por si só, está muito desacreditada.
Mais vale o Estado português dizer, e de uma vez, que nada quer com a CPLP!!!
Também razões não faltam para que isso seja um facto consumado. Basta relembrar que o Brasil aguarda, há cerca de um ano, a autorização portuguesa para ter um embaixador residente junto daquela organização multinacional…
E já agora, só por mera curiosidade, porque diabo a juíza que ouviu hoje Mantorras no Tribunal de Seixal, no caso da carta angolana, quis, segundo noticiou a RTP no seu noticiário da 13 horas, saber quanto ganhava? Seria para calcular o valor da multa que havia de aplicar?
Estranho, não é?
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NOTA: Entretanto, no Tribunal de Viana, arredores de Luanda, alguns portugueses cujas cartas foram apreendidas no final da semana passada, foram condenados a 20 dias de detenção remíveis a pagamento em dinheiro (aproximadamente de 61 mil kwanzas, cerca de 640 euros).
Dois dos portugueses foram absolvidos por terem em seu poder a Carta Internacional.

05 março 2007

Carta de condução angolana trama angolano

(só esta é que vale?!)

Pode ser que com o mediatismo do condutor autuado e detido no Seixal, Portugal, o assunto que se mantém em suspenso há muito tempo possa agora ser resolvido e de vez.
Quanto mais não seja que Angola utilize a regra de talião e faça o mesmo às cartas de condução portuguesa.
Como iriam reagir os condutores portugueses se a Direcção-geral de Viação angolana, naturalmente e no seu total “direito de resposta” começasse a caçar todas as cartas de condução portuguesas e autuar todos os condutores possuidores dessa licença?
Vamos lá a ver se agora o Governo português acaba com esta ignomínia que é não reconhecer, de novo, as cartas de condução angolana.
É que autuar e deter um condutor, que por acaso é um jogador de futebol e se chama Mantorras, por conduzir com uma carta de condução angolana que antes era “suficiente para conduzir em Portugal, mas que já não é”, já é demais!!!
Que a Embaixada angolana tome, de vez, providências sobre este assunto!
Hoje foi um jogador conhecido, ontem inúmeros angolanos desconhecidos que também desconhecem esta situação antes de chegar a Portugal.
É que nem todos conseguem chegar aos jornais independentes angolanos que têm abordado este assunto!
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NOTA: Sobre este assunto ver o artigo do AngoNotícias de 11 de Março que, penso, ajudará a clarificar alguns dos comentários aqui colocados.

14 fevereiro 2007

Pedro Mantorras versus Zé Kalanga

O primeiro jogo sorriu para Pedro Mantorras e espero que no conjunto dos dois jogos volte a sorrir!
O Benfica ganhou, em Lisboa, ao Dínamo de Bucareste, onde milita Zé Kalanga, por 1-0. Um sofrido golo – uf! até que enfim – de Miccoli no baixar da partida.
Enquanto que Mantorras não entrou na partida, o puto Zé Kalanga entrou aos 64 minutos, fez uma interessante jogada e foi substituído aos 81 minutos; 17 minutos em jogo, numa partida em que o Dínamo quase se esqueceu de que havia de atacar.
Foi claro que o treinador romeno quis levar a discussão da eliminatória para a Roménia. Mas, para isso, tinha que tirar o miúdo angolano? Só por ter recebido um cartão amarelo? Ele que até forçou Leo a provocar falta para amarelo? A fazer fé nos comentários televisivos do momento, na substituição o treinador nem se dignou a olhar para Zé Kalanga.
Vou esperar pelos jornais de amanhã para ver se se entende esta substituição…

19 março 2006

Obrigado Mantorras

.................0 - 1


Obrigado Mantorras. E tal como eu muitos estaremos a pensar que ainda vais poder fazer muita lágrima de alegria no Mundial de 2006 (isto se os alemães à custa da desculpa da pandemia não forçarem a FIFA a anulá-lo... eles bem que já avisaram).
Às vezes os incentivos públicos são bons. Mas há que conhecer bem a cultura onde estamos imigrados. Uma palavra num tom menos percebível pode provocar dissabores.

25 julho 2004

Mantorras - parte 2


Ok. Aceito que Mantorras tenha falsificado o seu passaporte. Se ele o diz!!! quem sou eu para duvidar.
Mas... Saiu e reentrou em Portugal, várias vezes e devido aos tratamentos, com um passaporte caducado (Janeiro 2004); entrou na Suiça normalmente - país que todos sabemos ser muito meticuloso com estrangeiros -; saiu da Suiça também naturalmente (ainda não percebi se falsificou no hotel ou no avião) e só é detectado pela "competência" de um funcionário das alfândegas portuguesas ao reentrar nesta última vez?!?!?!.
Ok. Se ele diz que falsificou e nem sabia onde estava o passaporte particular... quem sou eu para duvidar.
Só que ... alguma coisa vai mal nos Serviços de Fronteira portugueses e suiços. Ou não????

23 julho 2004

Pedro Mantorras - SIM!!!


Mantorras detido por uso de passaporte falsificado! ou Pedro Mantorras retido no aeroporto
De acordo com a Lusa e citada por várias fontes "Pedro Mantorras, futebolista angolano ao serviço do Benfica, foi detido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no Aeroporto da Portela, por uso de passaporte falsificado. De acordo com o SEF o documento, segundo técnicos de perícia documental, confirmou "indícios de falsificação", designadamente "rasuras na data de validade".
É estranho que a um atleta que tem viajado entre Portugal e outros países, mesmo fora da órbita comunitária, nunca tenha sido detectado qualquer anomalia documental; que um Consulado Geral de Angola, em Lisboa, permitisse essa situação a um dos seus maiores atletas.
É crível isto? Não me parece.
Principalmente quando um país como a Suiça, muito ciosa da sua personalidade e "bons costumes" fosse permitir a entrada de um "falsificador".
Ou que, estranhamente, e a fazer fé nas palavras do Director de Comunicação do Benfica, toda a bagagem encarnada tenha sido totalmente revistada.
É estranho. Vamos lá a saber porquê!!!!!