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19 abril 2007

A Conferência da UnI ou jornalistas totonizados?


Realmente quem esperava algo mais da duas adiadas(?) conferências de imprensa…
Às vezes a montanha pare um rato. Desta vez nem isso aconteceu.
Sentia-se da parte do "orador" um enorme pouco à-vontade e do tipo "tirem-me daqui";
porquê? é a pergunta que fica.
Se nada havia porquê os epítetos de "bombástico"?
Será que as duas últimas visitas – caso tenham de facto acontecido – à UnI deixaram uma ideia de "se te calas, nada acontece?".
Lamentável aquele rodeio circense onde primeiro não se faziam declarações e posteriormente estavam á disposição da imprensa.
Quem sofre serão os alunos.
Se se quer fechar a UnI porque não deixam completar o ano e, igualmente, completarem as suas Licenciaturas os que estiverem nesta situação, e depois, aí sim, haveriam as respectivas transferências onde o natural e inevitável prejuízo seria menor.
Será que o Ministério que tutela as universidades e os seus intrépidos inspectores tomaram isso em consideração?
Ou o que está(va) em causa é o encerramento simples e duro da UnI?
Uma Universidade que parece ter conseguido licenciar aluno(s) em dois anos(?), em vez dos quatro normais, fazendo 22 (vinte e duas) cadeiras "frequentando todas as aulas e fazendo todos os exames" e com altos cargos em empresas de refrerência...

09 abril 2007

A quem interessa o encerramento da UnI? - artigo

O Ministro do Ensino Superior português, Mariano Gago, anunciou que está a decorrer uma ordem de encerramento compulsivo da Universidade Independente (UnI), de Portugal. A Universidade tem 10 dias para contestar e apresentar meios e justificações comprovadas e fidedignas que entravem esse encerramento.
Não contesto a medida do Ministro. Não conteste nem tenho condições para tal até porque o mesmo, por certo, estará de posse de elementos mais que credíveis que o levem a afirmar que a situação da UnI está caótica e apresenta-se com “condições manifestas de degradação pedagógica”.
Só fica no ar uma pertinente pergunta.
A quem interessa, de facto, este encerramento e quem vai se aproveitar dele.
Algumas Universidades privadas – e públicas – já anunciaram que estão em condições de absorver os alunos que desejem, naturalmente, abandonar aquela instituição de Ensino Superior. Mas, será que os cursos leccionados nessas Universidades têm total equivalência pedagógica e curricular à da UnI?
Aos alunos que, por uma qualquer razão – não esquecer que a maioria dos mesmos são trabalhadores-estudantes que têm de coabitar aulas e trabalho – tenham seleccionado os exames e provas escritas em função de um do outro, e por esse facto não tenham feitos todos os ditos exames ou todos os exames e provas escritas, como poderão fazê-los nas “novas” Universidades para onde vão.
E também não esqueçamos que alguns, muitos, alunos gastaram alguns largos milhares de Euros, desde o início do seu estudo académico e terão de mudar para outras onde os custos poderão ser maiores e sem garantias de poderem transitar, passar, ou acabar os seus cursos.
Irão as “novas” Universidades abrir provas especiais e específicas para os mesmos. Sob que condições e sob que correcta observância pedagógica?
Por isso, e uma vez mais, se coloca a questão: a quem interessa, realmente, o encerramento da UnI?
E quantos, neste momento, já gostariam de alterar os seus curricula, e apagar dos mesmos, as suas licenciaturas efectuadas na UnI?
E quantos deverão estar, também nesta altura e em função de tantos e estranhos zumbidos reformular eventuais licenciaturas incompletas ou estranhamente concretizadas.
E, já agora, quem irá, se irão, receber professores e investigadores que leccionavam na UnI? É que nem todos têm segundo emprego…
Ou será que vão ser repescados pelas “novas” Universidades para fazerem as eventuais provas especiais aos alunos da “extinta” UnI?
Muitas questões para uma pertinente questão
A quem interessa, realmente, o encerramento da UnI?
Será que o mesmo é um encerramento a favor de um melhor enquadramento pedagógico e, como tal, um aviso claro às restantes Universidades, sejam privadas ou públicas?
Tem havido muitas críticas às Universidades privadas – a maioria admito, justas – mas esquecem-se das não poucas que se fazem a muitas Universidades do sector público. Relembremos as avisadas palavras do Professor José Adelino Maltez, num texto escrito em Outubro de 2000 e reposto agora “Finalmente, importa superar a falsa dialéctica público/ privado. Com efeito há que distinguir a titularidade da função e ter a humildade de reconhecer que uma entidade na titularidade de privados pode, na verdade, exercer funções públicas e que uma entidade na titularidade pública pode apenas encobrir interesses privados. Ora, sou capaz de dizer que parte significativa do sector público do ensino superior é bem pior que parte importante do ensino superior privado (…)”
(publicado no blogue “Sobre o tempo que passa”).
Por isso fica a pergunta. A quem interessa, realmente, o encerramento da UnI?
Aos alunos que tiram efectivas e legalizadas licenciaturas por certo que não é!!!
Por certo só àqueles para quem a política educativa portuguesa continua a ser pouco menos que nula ou se aproveitam dela para alargar o seu curriculum político; ou como o Professor Maltez escreve no já citado blogue “…Interessa muito mais denunciar o ambiente de conúbio entre a partidocracia, as universidades ditas privadas e os financiadores das instalações das mesmas (…) chamando para docentes deputados e partidocratas, ansiosos por um cartão de visitas que lhes desse o título de professores do ensino superior”.
Mas será que também não é assim nas Universidades ditas não privadas? Não haverá também nestas “aquilo que em português corrente se chama cunha institucional”?
A Uni está em vias de ser encerrada.
E será a única?
Já terão os ilustres decisores políticos portugueses ponderado bem os efeitos do “Processo Bolonha” nas Universidades portuguesas, em geral, e nas privadas, em particular, do modelo único de ensino na Europa?

Artigo de opinião publicado na coluna do

30 março 2007

A crise da Universidade Independente

Uma das Universidades privadas portuguesas, a Universidade Independente (UnI) está em profunda crise.
O Ministro do Ensino Superior ameaça fechá-la compulsivamente se a actual crise não for resolvida.
Mas o que leva uma universidade com inúmeros africanos como alunos a estar nesta situação.
Relembro que há cerca de um ano os accionistas principais da extensão angolana Universidade Independente de Angola, a Desenvolvimento ao Ensino Superior de Angola (DEA), liderada pelo reitor daquela Carlos Burity da Silva, tentaram, e quase estiveram a conseguir, comprar a maioria das acções da Cooperativa que a sustenta.
À última hora, quando tudo estava quase pronto para ser assinado e a UnI mudar de gestão, alguém, para o caso talvez seja desnecessário nomear até porque nunca houve certezas de quem realmente boicotou a transacção, evocando razões jurídicas e, provavelmente, políticas, terá impedido essa compra. Desta recusa decorre um processo em Portugal, contra alguns dos responsáveis da UnI, devido a uma possível burla de 4 milhões de Euros.
Será porque poderiam vir a descobrir coisas que, segundo parece, a Polícia Judiciária estará a descobrir como diplomas e certificados viciados ou falseados?
A quem interessa, de facto, esta situação que se desenvolve numa Universidade que parece ter licenciado o actual primeiro-ministro português e outros altos dirigentes da classe política portuguesa? (sobre este assunto, larga matéria pode ser lida no blogue “Do Portugal Profundo” que parece ter servido de ponto de partida para a investigação do matutino português Público). Quem, pelo menos, parece estar a ganhar com este imbróglio da Uni são as restantes, privadas e públicas que já disseram estar disponíveis para acolher os alunos caso aquela seja encerrada…
Mal vai uma educação quando um dos sectores mais importantes para a formação académica, económica e científica de um qualquer povo de uma qualquer Nação está nesta ebulição…
Quem ganha com isto?
Os alunos, as primeiras vítimas, os professores, as vítimas colaterais imediatas, e a credibilidade científica de um País não o são certamente!
Este artigo está publicado na manchete do , com o título "Princípio do fim?" inserido num trabalho da redacção deste portal de Notícias.