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03 novembro 2012

Jaguares para quem



(cartune do Novo Jornal, edição 250, de 2/Nov./2012)

Se não fosse anedótico até poderíamos pensar que, apesar de não serem autóctones em África  o nosso Governo estava numa de protecção animal e por isso tinha comprado - caso verdade - mais de duas centenas de Jaguares...


Mas...

Consta quer nos mentideros das páginas sociais quer nos semanários independentes nacionais (Angolense, Novo Jornal e Semanário Angolense), que o Governo de Angola terá ofertado, através do Orçamento da Assembleia Nacional, uma viatura de marca “Jaguar” para cada um dos seus (nossos) deputados, no valor, aproximado, de 270 mil USDólares ( qualquer coisa como 210.285 Euros).

Nada demais, até porque os anteriores deputados tiveram à sua disposição, primeiro, viaturas de marca “Citroen e “Audi” e, mais tarde, receberam as de “BMW”.

Até aqui, e uma vez mais, nada demais.

Só que as referidas viaturas – que, consta-se, entretanto, o líder da UNITA, Samakuva, terá solicitado aos seus deputados que as declinasse – parecem ter chegado a Angola a preços pouco condizentes com o seu valor oficial.

Um dos semanários dá, agora, como hipótese dos “Jaguares” não serem para os deputados mas para os magistrados.

Segundo o portal da Jaguar, cada uma das viaturas, o modelo Classic, custará cerca de 57.335 Euros/cada e o modelo “XJ, Luxury” custa entre 66.608 Euros, preço base, e 106.595 Euros, preço final, enquanto o mesmo modelo “Premium Luxury” vai de 111.794 Euros a 148.368 euros (preços finais com impostos e taxas incluídas, que no caso da Europa são um pouco, permitam-me a simpatia, exageradas) e preços/base a irem de entre cerca de 71 mil e 88 mil euros.

Já o modelo classe XF (modelo XFR, o mais caro), modelo 5.0 V8 sobrealimentado, tem como preço-base cerca de 80 mil euros e preço final na ordem dos 143.727 euros.

Face a estes números, pergunta-se como é que as citadas viaturas, a serem verdade os mugimbos que correm, insistentemente e ainda ninguém parece ter desmentido, podem ser colocadas em Luanda a preços na ordem dos 270 mil dólares ou cerca de 211 mil Euros?

Não creio que as taxas aduaneiras no País tenham a mesma amplitude para órgãos do Estado como para privados.

Logo e a ser verdade estes números e destinatários… fica a questão!

17 julho 2008

Como se explica?!

Apesar de ser evidente, e cada vez mais, que as viaturas a combustão são um dos principais factores de destruição do Ar que respiramos e um dos maiores contribuidores para o “fabrico” do CO2 que polui e põe em causa o nosso sistema de vida – eu também contribuo porque também tenho uma viatura a gasolina –, como se explica o que a seguir vos mostro e que circula na Internet com explicações mais pormonizadas?

Em 1996 a General Motors (GM), dos EUA, colocou nas estradas norte-americanas um veículo eléctrico denominado EV1. Ao contrário dos habituais veículos motorizados estes não eram vendidos mas alugados e ao fim do contrato foram obrigados a retornar às instalações da GM.

No ano seguinte a nipónica Nissan colocava no mercado, e, uma vez mais, em regime de aluguer, o modelo eléctrico Hypermini que teve no município norte-americano de Pasadena (CA) o seu principal cliente para ser disponibilizado aos seus funcionários. Tal como com o veículo da GM também este, no final do contrato, em Agosto de 2006, e mesmo com a vontade do município em os querer comprar, teve de ser devolvido ao fabricante que recusou peremptoriamente a sua venda.

Em 2003, a data de começo de construção não consegui obter, a Toyota decidiu acabar com a produção do 4x4 eléctrico RAV4-EV e em 2005, os contratos de aluguer das viaturas, expiraram tendo a empresa japonesa exigido a devolução dos mesmos. Todavia, um grupo de cidadãos norte-americanos agrupados na associação “DontCrush” decidiu forçar a Toyota a vender os seus carros o que conseguiram ao fim de 3 meses de pressão.

A devolução das viaturas no final do contrato seria para fazer com elas o que as duas primeiras também o fizeram: Destruí-las!

Será que o lobby petrolífero é mais forte que a saúde e o bem-estar das populações no Mundo?

Já que se fala, agora outra vez e com mais insistência no fabrico de viatura eléctricas porque aquelas entidades não recuperam as suas iniciais viaturas e as colocam no mercado? Os estudos técnicos já estão feitos, o que torna os seus custos financeiros muito baixos.

Fica a ideia!

©as fotos aqui colocadas foram retiradas do manifesto que circula na Internet, pelo que não posso indicar as fontes correctas.