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26 março 2015

Iémen, palco de uma luta fratricida

(foto do ©Público, de 26Mar2015)
O Iémen desde há muito que se tornou no palco do confronto fratricida entre duas correntes islâmicas da Península Arábica: de uma lado os sunitas apoiados pela Arábia Saudita; do outro xiitas com o suporte financeiro e militar do Irão.

Raúl Braga Pires, no seu blogue Maghreb-Machrek faz algumas análises à situação no Iémen, a última teve a haver com o massacre a duas mesquitas iemenitas.

Razões que, talvez, e entre outras, nomeadamente a dicotomia sunita-xiita, tenham levado à intervenção, hoje, de uma coligação árabe chefiada pela Arábia Saudita através de bombardeamentos à capital Sanaa e a outras zonas controladas pelos xiitas.

Ainda assim, de destacar que as zonas controladas pela al-Qaeda ainda estão "sossegadas"; ou, mera consideração analítica, não fossem estes sunitas...

Interessante!

Não esquecer que o Iémen controla uma das entradas para o Mar Vermelho e é vizinho frontal do Djibuti e da conturbada Eritreia. E se o controlo do Mar Vermelho cair nas mãos de insurgentes isso terá efeitos catastróficos para o Canal de Suez; daí o Egipto também participar na coligação.
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25 setembro 2011

Mulheres a voto na Arábia Saudita

(baseado numa foto da Internet)

Aos poucos os Estados vão-se modernizando e esbatendo os resquícios das diferenças, harmonizando-as onde melhores elas se aplicam.

Todos diferentes, todos iguais, é uma aplicação cada vez mais evidente.

Angola é reconhecido como um Estado - apesar de todas as evidentes e gritantes diferenças - onde essas diferenças acabam por resultar num belo mosaico multi-étnico, cultural e populacional com as mulheres fortemente implantadas na vida política e social do país. Ainda que, e sempre, sejam poucas.

Agora vemos que um dos Estados islâmicos mais ortodoxos - e politicamente pouco falados dado a sua proximidade ao Ocidente o que "não convém beliscar" -, o reino da Arábia Saudita, vai permitir que as mulheres - que ainda não podem conduzir sozinhas - possam "votar, participar em eleições municipais e fazer parte da Shura", o órgão consultivo do Governo saudita.

Estas normas só são válidas para futuros, que não já as próximos, actos eleitorais.

Pequenos passos para a harmonização das diferenças.