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13 julho 2011

Catumbela já é município

(as duas "novas" províncias deverão, futuramente, ficar assim)

A vila de Catumbela, desde sempre ligada ao município e cidade do Lobito – dista somente cerca de 3 a 4 quilómetros desta minha cidade dos flamingos (onde é que eles andam?) – vai ser elevada à categoria de município, de acordo com a proposta dimanada da 2ª secção extraordinária da Comissão Permanente do conselho de Ministros, realizada ontem, sob a tutela do ainda presidente Eduardo dos Santos e com a presença, segundo algumas fontes, de todos os governadores provinciais.

Nessa reunião foi ainda apreciado uma proposta de Lei para redefinir as províncias de Luanda e do Bengo. Esta perderá os municípios de Icolo e Bengo, da Quissama a favor da província de Luanda.

Também foi considerada apresentar uma proposta no sentido de elevar a município a comuna de Cacula, na província da Huíla.

Todas estas propostas vão ser remetidas à Assembleia Nacional para aprovação e posterior ratificação.

29 dezembro 2009

Paulo Kassoma em maré de inaugurações

Duas infra-estruturas aeroportuárias foram hoje inauguradas pelo premiê Paulo Kassoma. Uma foi em Catumbela (Benguela) e outra no Lubango (Huíla). Ambas devido aos compromissos com o CAN2010.


(Parte da área militar e a nova aerogare de Catumbela)
O aeroporto de Catumbela, na prática um importante aeroporto militar (conforme foto chapada em Maio passado) “convertido” em aeroporto civil devido à quase completa desactivação dos aeroportos domésticos do Lobito e de Benguela, na província de Benguela, viu ser hoje inaugurada as novas instalações de apoio ao movimento de passageiros – a nova aerogare – e constatou as melhorias que a pista e a placa sofreram onde poderão aterrar aviões do tipo 737.
Já o aeroporto do Lubango, o primeiro internacional a ser construído de raiz desde a independência, foi também hoje inaugurado (foto Jornal de Angola).

O aeroporto internacional de Mukanka, assim se chama o novo aeroporto, está preparado para voos nocturnos e para receber aviões de grande porte, nomeadamente, os de longo curso, os 777 ou os velhinhos 747 além de estar preparado para receber cerca de 500 mil passageiros/ano.

Depois das novas instalações aeroportuárias do internacional 4 de Fevereiro, Luanda, ter sido ontem mostrado ao público pelo presidente Eduardo dos Santos agora foram os das províncias de Benguela e Lubango.

De notar que os aeroportos de Cabinda e Huambo também sofreram remodelações recentemente.

Entretanto, e para que o dia não acabasse só no aeroporto, Paulo Kassoma inaugurou, igualmente, o novo estádio nacional da Tundavala, no Lubango, que servirá de sede ao grupo D, onde medirão forças as selecções dos Camarões, Gabão, Zâmbia e Tunísia (foto ANGOP).

Há que aproveitar o momento antes da eventual e já quase anunciada
remodelação governamental…

10 setembro 2009

Finalmente inaugurada!

(foto ©Elcalmeida, Maio 2009)

Finalmente, e após visita “secreta” de Eduardo dos Santos – só hoje é que os órgãos oficiais falaram da visita do Presidente à província de Benguela – a ponte sobre o Rio Catumbela – alguém sabe como se vai chamar? – foi formal e finalmente inaugurada cerca de dois meses depois de concluída.

Só se espera que após o corta-fita não venha a ser (re)encerrada até novas ordens por causa do CAN (é, não vão eventualmente alguém mandá-la abaixo por não estarem habituados a uma ponte tão larga; basta ver como era a anterior mesmo ao lado…)

Na visita à Província – dado às inúmeras belezas que a mesma encerra – poderia ter aproveitado e fazer uma presidência aberta para constatar in loco de certas realidades que parecem desconhecer em Luanda; ainda assim falou com alguns
dignitários que poderão ter-lhe dado algumas pistas além de ter visitado – como convém a uma visita de Estado – algumas obras de fachada governativa.

09 setembro 2009

Eduardo dos Santos de visita à província de Benguela?

Segundo se consta em certos círculos – parece que só o senhor Jorge Valentim é o único que sabe desta visita – o ainda Presidente da República, José Eduardo dos Santos, visita amanhã a província de Benguela onde irá inaugurar a nova ponte – já construída há cerca de 2 meses – sobre o Rio Catumbela e que liga as duas principais cidades da província: Lobito e Benguela.

Costuma-se a dizer mais vale tarde que nunca, desde que, e ao contrário do que me disseram em Maio, não aconteça uma inauguração com cerca de uma semana de circulação viária e depois seja de novo encerrada e só aberta quando se aproximar a entrega dos estádios ao COCAN.

Ainda assim, que o ainda Presidente de Angola viaje para as províncias e veja o que lá se passa sem que tudo o que recebe seja filtrado. Até porque não irá só pela Ponte mas também vai ao Lobito (parece que se ficará pelo Porto do Lobito e pela CFB onde constatará os avanços das obras) e a Benguela, onde culminará a visita.

É óptimo que o senhor Presidente saia de Luanda e visite o País Profundo.

Agora o que não compreendo é a necessidade do seu grupo de segurança, nomeadamente, a “
brigada canina” preparada para detectar metais e objectos explosivos ao longo dos principais troços onde o presidente irá passar, ter ido tão cedo para a província sem claramente dizer que o presidente dos Santos vai visitar as terras Morenas.

Tal como não se entende, se a visita presidencial é quase secreta – parece que só o senhor Jorge Valentim é o único que sabe desta visita porque nenhum órgão ofici(oso)al de comunicação dá qualquer importância à mesma – porque as autoridades locais ponderam conceder tolerância de ponto e a SINFO estar claramente de acordo com esta medida porque considera que por razões de segurança certas zonas de muito movimento deveriam ser fechadas ao público.

É lamentável esta atitude porque indicia que, ao contrário do que os “camaradas” tanto apregoam parece que o ainda Presidente José Eduardo dos Santos não será tão querido do Povo angolano como pintam, ou, pelo menos, fora do círculo restrito da Cidade Alta onde pululam os bajuladores. Se assim não fosse para que precisariam de “fechar” as cidades?

Ou será que as autoridades e a SINFO temem ter tanto trabalho para conter eventual – e natural, registe-se e sublinhe-se, – banho de populares pelo que preferem evitar isso para poderem gerir o "sossego" a seu belo prazer e poderem, alguns, nomeadamente certos indivíduos, estarem bem visíveis para o Presidente e para as benesses que possam aparecer por alturas das festas da Dipanda e no meio de tanta gente poderiam passar despercebidos?