14 outubro 2012
Angola e Cabo Verde no CAN
30 outubro 2011
Já cheira ao CAN2012...

06 junho 2011
Angola e as eliminatórias para o CAN2012

Decorreu ontem e antes de ontem mais uma eliminatória par o CAN2012 no Gabão e na Guiné-Equatorial com a presença de 4 seleccionados lusófonos com um saldo negativo de 1 vitória (Angola) e 3 derrotas (Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique).
Com a vitória de ontem sobre o Quénia, os nossos Palancas deram um passo para manter aberta a esperança de qualificação para o CAN (qualifica-se o primeiro de cada um dos 11 grupos e os 3 melhores segundos).
Todavia o escasso resultado (1-0) não mostra – ou talvez realce – como os Palancas se comportaram no “11 de Novembro”.
Uma vitória que teve tanto de saborosa como de sofrida, principalmente no final das duas partes.
Compreende-se que o adepto angolano habituou-se a saber sofrer, mas tanto também é demais…
E, já agora, um lamento e uma “reclamação”; sabendo que temos de vencer todas as partidas que nos falta até ao final das eliminatórias, não se entende como Litos Vidigal só faça jogar um único avançado. Não será altura de Vidigal deixar de ser tão conservadoramente europeu?...
O seleccionado de Cabo Verde, apesar de derrotado na Libéria por 1-0, manteve o primeiro lugar beneficiando da derrota do seu principal opositor – e com quem vai discutir a primazia do grupo na próxima jornada – o Mali, na sua deslocação ao Zimbabué.
A Guiné-Bissau, do grupo de Angola, foi derrotada no Uganda com a equipa local por 2-0 o que compromete as suas aspirações. De notas que vamos jogar com os guineenses na próxima jornada.
Já Moçambique baqueou por 3-0 com a Zâmbia empenhando, quase em definitivo, as suas hipóteses de qualificação.
De realçar, noutros grupos, as dificuldades dos bicampeões africanos, o Egipto, que está quase eliminado do seu grupo onde a África do Sul e o Níger se encontram em melhor condições de apuramento, principalmente os “bafana-bafana” que estão calmamente sentados no pódio.
Também os Camarões, onde pontua Eto’o dificilmente conseguirão o apuramento dado que só tem 5 pontos enquanto o seu grupo é liderado pelo Senegal com 10 seguido da RDCongo com 7 que fechará as eliminatórias, em casa, com os Camarões.
Quem já está com um dos pés no CAN2012 é o Burkina Faso que só precisa de um ponto para se qualificar directamente, juntando-se aos países organizadores.
10 outubro 2010
Os "Brinca na Areia"…
Angola defrontou, e venceu por 1-0, (golo de Gilberto de grande penalidade) o seleccionado da Guiné-Bissau, os "Djurtus", nas eliminatórias para o Campeonato Africano das Nações, de 2012, a realizar, conjuntamente, pelo Gabão e pela Guiné-Equatorial.Uma partida interessante com os Palancas a dominarem e os Bissau-guineenses a jogarem.
Pois foi isso que aconteceu. Angola apresentou uma equipa de alguns jogadores que se preocuparam em jogar e alguns outros que mais pareciam estar num “binca-na-areia” para gáudio dos espectadores que vibravam com as suas maravilhas circenses mas esquecendo que uma selecção, no futebol moderno, já não vive só de “brincas-na-areia” mas de um conjunto de jogadores que trabalham para a equipa.
Pelo contrário a Guiné-Bissau apresentou uma selecção certinha que, num futuro próximo, poderá ascender a lugares mais altos da Confederação Africana de Futebol.
20 fevereiro 2010
CAN 2012 já mexe
A cidade de Lubumbashi, República Democrática do Congo, assistiu hoje ao arranque do CAN2012 (XXVIII edição) que vai ser realizado conjuntamente pelo Gabão e pela Guiné-Equatorial com o sorteio dos 11 grupos de onde sairão as 14 seleccionados que se juntarão àqueles dois países organizadores.Angola, como cabeça de grupo 10 apadrinha a Guiné-Bissau e acolhe, também o Quénia e o Uganda.
De sublinhar, também, o grupo 7 que oporá o actual campeão continental aos Bafana-Bafana. Por sua vez Cabo Verde ficou no grupo 1 e, uma vez mais, vai ter de fazer uma longa viagem à África Austral
Os grupos ficaram assim ordenados:
Grupo 1: Mali, Cabo Verde, Zimbabwe e Libéria.
Grupo 2: Nigéria, Guiné-Conacri, Etiópia e Madagáscar.
Grupo 3: Zâmbia, Moçambique, Líbia, Ilhas Comores.
Grupo 4: Argélia, Marrocos, Tanzânia, República Centro-Africana.
Grupo 5: Camarões, Senegal, República Democrática do Congo, Maurícias.
Grupo 6: Burkina-Faso, Gâmbia, Namíbia, Mauritânia.
Grupo 7: Egipto, África do Sul, Serra Leoa, Níger.
Grupo 8: Costa do Marfim, Benin, Ruanda, Burundi.
Grupo 9: Gana, Congo, Sudão, Suazilândia.
Grupo 10: Angola, Uganda, Quénia, Guiné-Bissau.
Grupo 11: Tunísia, Malawi, Chade, Botswana
De notar que este agrupamento ainda não é definitivo dado o Togo ter recorrido ao TAS (Tribunal Arbitral Desportivo) para evitar a suspensão que lhe foi imposta pelo abandono do CAN Orange-Angola 2010
31 janeiro 2010
Egipto Tri-Campeão no CAN 2010, de Angola; e assim se fecha o pano
Assim terminou aquela que está considerada como uma das mais bem organizadas provas de futebol das Nações Africanas, o Angola-Orange CAN2010.
Só se lamenta que dois dos estádios, nomeadamente o Nacional 11 de Novembro”, em Luanda, onde aconteceram a abertura e encerramento e a maioria dos jogos apresentassem péssimos relvados. Também o “Chiazi” pautou por mau relvado. Em comparação os relvados de “Ombaka”, Benguela, e do “Tundavala”, no Lubango, apresentaram-se sempre em excelentes condições.
Mas como o que conta são os vencedores, o Egipto, excepto o troféu “Jogador Fair-Play” do torneio que foi para um ganês, arrecadou todos os títulos. Ao de Tri-Campeão de África juntou o de melhor Guarda-redes, El Hadary; o de melhor marcador, Gedo, com 5 golos; e o de melhor jogador do CAN, o capitão A. Hassan.
A festa encerrou com um belíssimo espectáculo coreografado por Ana Guerra sob a precursão das nossas marimbas e tambores, seguido de um espectáculo de pirotecnia.
Adeus CAN2010, em Angola, e até 2012 no CAN conjunto do Gabão e da Guiné-Equatorial.
Apesar dos jogadores do Togo não terem a culpa e serem as maiores vítimas saúdo a atitude da CAF que suspendeu aquele país por dois CANs devido à interferência do Governo de Lomé ao arrepio dos atletas que desejavam manter-se no CAN em respeito pelo desporto e pelos seus colegas feridos no abjecto ataque levado a efeito em Cabinda.
25 janeiro 2010
CAN2010 e os Palancas disseram adeus…
Angola voltou, novamente, a não conseguir passar dos quartos-final da prova maior africana por Nações.Uma bola sem resposta foi o resultado final que opôs angolanos a ganeses.
Por razões particulares não pude assistir ao jogo, via TV, nem consegui, onde estava, ouvir a rádio, nomeadamente a RDP-África que afirma também emitir para o Distrito onde estava. Se emitiu as árvores da zona impediram a sua propagação…
Em qualquer dos casos, e porque me disseram, além do que li na ANGOP, nem os angolanos foram inferiores nem os ganeses muito superiores. Somente souberam marcar e guardar o tento que lhe facultou as meias-finais.
E não esqueçamos – nem isto é, nem pode ser aceite como tal, uma desculpa – que o Gana incluía na sua selecção jogadores que tinham acabado de se tornar campeões mundiais de sub-20.
E se pensarmos que a principal favorita, a Cote d’Ivoire (Costa do Marfim) também ficou pelo caminho, frente à Argélia, por 3-2 após prolongamento, temos de reconhecer que este foi – tem sido – um excelente CAN2010.
Morreu para os Palancas o CAN2010, preparemos já o CAN2012, no Gabão e na Guiné-Equatorial, com o pensamento no Mundial de 2014, no Brasil.
Mas os angolanos devem continuar a apoiar os seleccionados que ainda estão em prova até à final. Somos fãs de Angola mas não devemos mostrar falta de civismo desportivo. E os angolanos nunca o fizeram!
E a prova disso é que Angola, através de Leonel da Rocha Pinto, foi eleita para a presidência da Confederação Africana dos Desportos para Deficientes (Ascod) por um mandato de 4 anos, renováveis.
Ah! e ao treinador Manuel José o meu lamento pelo passamento físico de seu pai. Um dia para esquecer e recordar, ainda assim!
Nota: Acabou o tempo regulamentar entre os Egípcios e os Camaroneses e parece que estes não querem fazer vontade a Mourinho já que obrigaram os Faraós um tempo complementar com 1-1 no tempo regulamentar.
E o CAN continua a prometer…
16 janeiro 2010
Moçambique sem transmissões do CAN?
Será possível que o departamento de Marketing da televisão moçambicana não tenha conseguido trazer até si apoios das Instituições financeiras que estão em Moçambique, até porque algumas são de capitais mistos…?
Alguém acredita que as empresas dos milionários que gravitam no partido do Poder não conseguem juntar dinheiro suficiente para mostrar ao seu povo, aquele que dizem representar, pelo menos os jogos da sua selecção?
Ou isto mais não é que inépcia e inabilidade da gestão da televisão moçambicana?
É incompreensível! Mesmo que derrotados – mas pareceu-me, nada convencidos – pelo ainda detentor do troféu…
10 janeiro 2010
CAN2010: Angola 4 - Mali 4
Como se compreende que aos 87 minutos estamos a ganhar por 4-1 e fechemos o jogo empatados?
Parecíamos uns gajozinhos porreiros a ver jogar os craques que jogam nos principais clubes da Europa...
Como disse Manuel José na entrevista curta à TPA mostrámos ser uns anjinhos que só pensaram em jogar bonito e que, isto digo eu, o Mali iria encaixar mais golos.
Fomos tão anjinhos como o foram as autoridades ao permitir a circulação da selecção do Togo do Congo-Brazza para Cabinda mesmo depois de ter sido combinado que as equipas teriam de viajar de avião. E Cabinda tem aeroporto internacional preparado para voos nocturnos...
Se não fosse o ridículo da suspeição até pareceria que os togoleses tinham sido avisados que nada iria acontecer. Ou seja, saberiam aquilo que todos nós há muito sabemos mas que as autoridades em Luanda e na cidade de Cabinda fazem por esquecer existir: a presença de militantes seccionistas e independentistas.
Talvez as informações prestadas aos togoleses não tenham sido bem enviadas. Ou será que foram os congoleses tão interessados – como os de Kinshasa, diga-se, – na desestabilização daquela parte da região africana que esqueceram de avisar os dirigentes e jogadores togoleses? E como se entende a atitude do Governo togolês mesmo depois dos seus jogadores terem afirmado que queriam glorificar o nome do País ao afirmar que estes já não o representavam? Estranho, politicamente estranho...
Mesmo que sejam uma facção da FLEC, como esta já fez questão de afirmar no exterior, a organização seccionista não se esqueceu do que há muito anda a prometer: levar o caos até onde lhe for possível mesmo que isso leve a Comunidade Internacional rejeitar ou desprezar a sua vontade de maior autonomia.
Não é com armas sobre inocentes que se atraem os Poderes e as opiniões Públicas.
Talvez que Angola tenha compreendido as duas lições. Ou seja, que não é pensando que uma equipa está moribunda só porque está a perder por 3 golos (esqueceu-se que uma parte significativa dos malianos joga em Espanha e lá o jogo só acaba quando o árbitro o confirma) nem que Cabinda é um caso sem importância como alguns querem continuar a fazer crer entre a província e Luanda.
Pode ser que assim sua Exª o senhor Presidente da República, Eng.º de Petróleos, José Eduardo dos Santos deixe de levar para eventos desportivos frases de ordem do seu partido: Infelizmente, e no futebol isso é por demais evidente, nem sempre a Vitória é Certa!
Ah!, e já agora, não tempo de informarem o antigo jornalista da RTP, Gabriel Alves que já há muito que Angola deixou de ser uma República Popular? Teria sido interessante ouvir o seu colega da TPA elucidá-lo historicamente disso…
29 dezembro 2009
Paulo Kassoma em maré de inaugurações
Já o aeroporto do Lubango, o primeiro internacional a ser construído de raiz desde a independência, foi também hoje inaugurado (foto Jornal de Angola).O aeroporto internacional de Mukanka, assim se chama o novo aeroporto, está preparado para voos nocturnos e para receber aviões de grande porte, nomeadamente, os de longo curso, os 777 ou os velhinhos 747 além de estar preparado para receber cerca de 500 mil passageiros/ano.
Depois das novas instalações aeroportuárias do internacional 4 de Fevereiro, Luanda, ter sido ontem mostrado ao público pelo presidente Eduardo dos Santos agora foram os das províncias de Benguela e Lubango.
De notar que os aeroportos de Cabinda e Huambo também sofreram remodelações recentemente.

Entretanto, e para que o dia não acabasse só no aeroporto, Paulo Kassoma inaugurou, igualmente, o novo estádio nacional da Tundavala, no Lubango, que servirá de sede ao grupo D, onde medirão forças as selecções dos Camarões, Gabão, Zâmbia e Tunísia (foto ANGOP).
Há que aproveitar o momento antes da eventual e já quase anunciada remodelação governamental…
28 dezembro 2009
Estádio de Ombaka já está inaugurado...
Na inauguração houve o habitual descerrar da placa comemorativa e identificadora do estádio, seguindo-se a bênção da igreja católica.
O Estádio Nacional de Ombaka tem capacidade para 35 mil espectadores, sendo o segundo maior recinto desportivo construído para a Taça de África das Nações em futebol, depois do 11 de Novembro, projectado para receber 50 mil espectadores. Ocupa uma área de 41 mil e 500 metros quadrados, tem cerca de 40 metros de altura máxima e um relvado com 68 metros de largura e 105 de comprimento.
O estádio que se situa no bairro Nossa Senhora da Graça, a cinco quilómetros a Nordeste da cidade de Benguela, na estrada Nacional 100 que liga Lobito a Benguela, apresenta uma cobertura metálica com cerca de 29 metros de comprimento, possui 256 lugares para personalidades VIP’s, 68 lugares para deficientes físicos, dispõe. Ainda. de quatro entradas para veículos de carga, além de um parque de estacionamento para 3.365 viaturas e 537 autocarros.
O imponente estádio comporta salas para entidades VIP, recepção, reuniões, transmissão de TV e rádio, repórteres fotográficos, descanso para atletas e árbitros, treino e ginásio, equipamento, ventilação e máquinas, escritórios e gabinetes, centros de imprensa e de comércio.
Também complementam a estrutura desse gigante de betão centros de controlo de fogo, enfermaria, posto de controlo geral, sala de conferência de imprensa, vestiários.
(artigo publicado, inicialmente, no Notícias Lusófonas “Desporto”)
11 agosto 2009
Nome para estádio: Heróis da Libertação
O concurso vai decorrer até 25 de Agosto próximo, em carta fechada, para a Direcção Provincial da Juventude e Desportos de Luanda.
Se me permitem deixo o meu contributo que é válido para todas as sensibilidades políticas nacionais: Heróis da Libertação.
Se alguém quiser aproveitar o nome e concorrer, faça-o à vontade. Porque quem está fora e sem a morada disponível é um pouco difícil fazê-lo…
19 abril 2009
Pelé é o embaixador de Angola no CAN
(a nossa mascote; imagem ANGOP)Mas, sinceramente, não haveria entre os desportistas nacionais – no activo ou retirados – personalidades que pudessem fazer este papel de embaixador?
Esperemos que a par de Pelé, Angola coloque também um angolano como embaixador.
E temos muitos e bons para esse papel.
Recordemos, entre outros, João Ricardo, Akwá, Chainho ou Pedro Emanuel (estes dois quiseram e tudo fizeram para poderem ser integrados na selecção nacional como se devem recordar mas que a FIFA não permitiu) ou mais antigos como Rui Jordão, isto no futebol, ou Ricardo Teixeira, dos desportos motorizados, ou José Armando Sayovo, o nosso paralímpico mais medalhado, ou os basquete José ACrlos Guimarães ou Jean-Jacques Conceição, entre outros.
31 março 2009
Palancas e a saga continua…
Mais um jogo e mais uma derrota. Desta feita com o seleccionado de Marrocos que, ainda há dias, perdeu, em casa, com o Gabão.Mais um jogo e daquilo que pude assistir estamos com jogadores, bons jogadores, mas sem equipa e sem fio de jogo.
Se o primeiro golo foi devido a uma má reposição do guarda-redes Nuno – só acontece quem lá está e já vi guardiões de nível mundial fazer pior – o segundo derivou de uma evidente falta de posicionamento das linhas atrasadas.
É certo que sou suspeito para poder falar com certezas quanto ao jogo. A minha área académica e profissional não é o futebol é sim outra. Mas como qualquer apoiante da sua equipa, seja nacional ou de clube sou, tal como milhões de espectadores e telespectadores um treinador em potência. Por isso não me preocupo em dar a minha opinião.
Tal como não me preocupo em afirmar que não é com mutismos, com frases pouco simpáticas ou lenços – leiam-se, quase lençóis – brancos que poderemos ajudar a levantar a cabeças dos nossos jogadores.
Mas, também, sejamos honestos. No campo pareceu-me haver duas grandes penalidades a nosso favor que o árbitro Lucílio Batista não assinalou e no segundo caso até me pareceu que esteve tentado a mostrar a cartolina amarela ao nosso “palanca” tendo optado pelo pontapé de canto.
Quando cheguei a casa os meus familiares foram peremptórios a afirmar que foram duas penalidades não marcadas vista na TPA internacional (uma vez mais a programação... ai a programação...).
Senhor Lucílio Batista, é certo que Angola joga de vermelho e preto, tal como o Benfica às vezes joga além de que um dos nossos jogadores, embora não utilizado, fosse também ele do Benfica, no caso Pedro Mantorras; é também certo que os marroquinos jogaram de verde quase igual a um dos equipamentos alternativos do Sporting de Lisboa. Só que nem Angola era o Benfica, nem Marrocos era o Sporting nem, muito menos, o jogo era uma nova versão da Taça da Liga para haver eventuais compensações.
Provavelmente o árbitro português ainda deve estar sob os efeitos da peitaça. Havia um que às vezes tinha azias depois de certos jogos...
Se é certo que o árbitro ao não assinalar as penalidades, nomeadamente a primeira, na sequência do livre, para onde parecia estar bem virado para poder ver o braço marroquino bem levantado, também é verdade que, tirando um curto período no início da segunda parte, Angola não teve capacidade para fazer frente a Marrocos.
Não conheço o senhor Mabi de Almeida, o actual treinador. Mas pelo caminho que estamos a desbravar não me surpreenderia se começassem a gritar “volta Oliveira Gonçalves, estás perdoado!” Vamos esperar pelo próximo jogo com a Namíbia.
Mas há que também sublinhar que Angola não conseguiu manter os seus jogadores juntos durante muito tempo. Se estes eram jogos FIFA, mesmo que particulares, e salvo se Angola pensa fazer mais de 5 jogos de preparação antes do CAN, não se entende como certos jogadores não puderam estar presentes.
Talvez que a CAF, para certos assuntos, se esqueça das normas da FIFA…
30 março 2009
Começou 2ª fase africana para o CAN e Mundial de 2010
Na grupo 1, os leões dos Camarões foram surpreendidos pelo Togo, um dos finalistas do último Mundial ainda em prova, enquanto Marrocos perdeu em casa com o Gabão.
Moçambique, no grupo 2, independentemente – ou talvez seja fruto de um verdadeira estruturação do seu futebol – de jogar em casa, impôs um nulo à super-favorita Nigéria e a Tunísia foi ganhar ao Quénia por 2-1
No grupo 3, mostrou-se como o grupo dos empatas. Ruanda e Argélia empataram a zero enquanto os faraónicos campeões africanos não foram além de um empata caseiro com a Zâmbia a 1 golo.
Já no grupo 4 só uma equipa ganhou – o Ghana derrotou o Benin por 1-0 – enquanto o Sudão e o Mali se quedaram por um empata a 1 bola.
Foi no grupo 5 aquele onde se verificou o maior desnível. O já não surpreendente Burkina Faso derrotou a república da Guiné por 4-2 enquanto os Elefantes Costamarfinenses cilindraram o Malawi por 5-0. De registar e lamentar os trágicos incidentes que aconteceram antes do início deste jogo em Abidjan que resultaram em várias vítimas mortais e dezenas de feridos.
Paralelamente aconteceram dois jogos antecipados do Girabola com mais uma derrota da Académica da minha Cidade frente aos Bravos do Maquis, por 1-0 (sexto jogo, sexta derrota o que poderá mostrar que nem sempre a mudança se treinadores é mais suficiente; continua-se a não entender porque as equipas da província de Benguela têm de ir jogar ao Huambo, embora não tenha sido o caso desta jornada porque foi um jogo fora, mas…) – e entre o Kabuscorp do Palanca e o Desportivo da Huila, com vitória da equipa luandense por 3-2.25 março 2009
Angola, de derrota em derrota?
Mais um teste e mais uma derrota dos Palancas Negras.Por razões particulares não me foi possível – mas espero ver o jogo do próximo dia 31 – ver o jogo entre a equipa azul-crioula de Cabo Verde e os nossos palancas que se saldou por mais uma derrota, embora por 1-0, demonstrando que nas terras da morabeza se está a trabalhar bem e que a campanha preliminar para o CAN e Mundial não foi mera ocorrência.
De acordo com a comunicação social (pelo menos portuguesa que da Angop há quase duas horas que tento aceder e nada…) parece que Angola procurou sempre, no mínimo, o empate. Mas quando se joga só com um ponta-de-lança, pelo menos até ao intervalo, é difícil uma vitória (que o diga o S.L.Benfica…).
Esperemos um melhor resultado com os Marrocos no próximo dia 31 de Março.
E esperemos que este ciclo seja só para relaxar os adversários e que, de derrota em derrota, caminhemos até à vitória final no CAN2010; já que a fé é a última a quebrar.
21 março 2009
Papa recebe prenda de regime…
Razão tinha ele e ainda não sabia, oficialmente, da prenda que lhe ia ser dada através da doação de uma Basílica à Igreja Católica na Muxima.
A Basílica da Nossa Senhora da Conceição – que por certo será sempre, tal como a original, reconhecida como Basílica da Nª. Srª. da (Mamã) Muxima – foi concebida pelo arquitecto Júlio Quaresma, um angolano a residir em Portugal.
Todo o Estado, e regime, que se preze tem sempre obras próprias.
A juntar aos belíssimos e, espero, bem funcionais e nada destrutíveis estádios, que estão a ser erguidos para o CAN 2010 – quem olha para o “Ninho de Andorinha” e para as infiltrações que já regista em menos de um ano após as Olimpíadas, compreenderá a minha apreensão – pelos chineses, Angola vai ter aquela que, claramente, será a grande obra da actual República: A Basílica da Muxima que terá espaço para acolher no seu interior cerca de 4000 peregrinos e mais de 100 mil no adro.
11 fevereiro 2009
Angola assim vai lá, vai…
E ao intervalo já estavam encaixados 3 secos dos malianos…
Espero que o particular tenha servido para tirar ilações e dar luzes à FAF que não basta organizar campeonatos de futebol, como o CAN, se não houver boas estruturas competitivas internas além de que nomes não fazem selecções.
Esperemos que tenha sido só um dia não e que os próximos mostrem uma selecção mais vencedora.
29 janeiro 2009
Eleições presidenciais angolanas adiadas?
Segundo um artigo do Novo Jornal, assinada por DF, e citado no portal “Club-K” as eleições presidenciais angolanas só deverão ocorrer após o Campeonato Africano de Nações (CAN), a realizar – só! – em… 2010.Ou seja, e para quem não quer fazer contas de cabeça e imediatas, só daqui a um ano!
Numa análise imediata até que se pode compreender esta alteração aos planos iniciais de Eduardo dos Santos e do Governo angolano.
Recordemos declarações recentes de só fazer as eleições após a alteração da ainda vigente Constituição o que levará alguns meses e, depois, actualizar cadernos eleitorais, se o acto for Universal e Directo, ou preparar os deputados se a eleição presidencial for por via indirecta, ou seja, por via da Assembleia Nacional, como alguns já deram entender gostar de ver concretizada.
Só que, politica e sociologicamente esta nova meta temporal para as eleições presidenciais poderá ser um tiro perigoso para quem desejar perdurar no Poder.
Como se sabe o CAN-2010, em princípio e como tem sido habitual em outros CAN além de haver também o Mundial na África do Sul, decorrerá, em Angola, entre Janeiro e Fevereiro de 2010 o que implicará, até por necessidade de reagrupar meios logísticos que as eleições não acontecerão antes de Abril ou Maio de 2010.
Mas se pensarmos que o Povo Angolano anda cada vez menos esquecido e se a nossa selecção não conseguir os seus objectivos mínimos, não será de admirar que o Poder sofrerá as necessárias e devidas consequências políticas e eleitorais.
Ou seja, e nessas condições, dificilmente a vitória estará no papo de quem assim o pensar. Todavia, também não devemos esquecer que quem almeje poder substituir-se ao actual Poder mostra evidentes dificuldades objectivas, enormes divisões e manifesta falta de condições para se impor no actual contexto político.
Daí, e porque considero que as eleições – directas ou indirectas – serão sempre justas e livres como já nos habituámos a ver, segundo os observadores internacionais… no momento, considero este adiamento um risco demasiado perigoso para José Eduardo dos Santos e para o Governo.
Só não será um risco se a eleição for por via indirecta e a nova Constituição a adoptar não exigir eleições legislativas imediatas…
23 novembro 2008
Dizer insólitos, é um aforismo…
Se foram com essa vontade, e todos acreditamos que os palanquinhas iam com essa vontade indesmentível, ficaram-se pela vontade.
Mas o que está em causa não é terem perdido. Isso, apesar de nos aborrecer, nunca gostamos de ver a nossa equipa ou selecção baquear, não foi um insólito, ou não foi a razão dos insólitos acontecidos com o jogo de que Angop fez eco.
Insólitos foram o jogo ser antecipado em uma hora e mudarem de local do jogo quase em cima da hora. Insólitos é a FAF estar, parece porque ainda não ouvi ou li qualquer intervenção nesse sentido, muda e queda e nada proferir. Insólitos é a CAF permitir que se abuse dos jovens para benefícios de interesses próprios e nada condizentes com a actividade desportiva que, nesta idade, é, ou deve ser, a base de formação de um futuro profissional do desporto.
Insólitos? Talvez não. Insólitos seria que isto não acontecesse no país do senhor Mugabe que, ainda ontem, impediu uma representação do “Grupo de Anciãos” entrar no Zimbabué porque ainda decorrem negociações para a formação do Governo – as eternizadas negociações do senhor Mugabe – e porque, segundo o seu partido, aquele “Grupo” apoia o MDC.
Ora, só por curiosidade, a delegação era composta por Kofi Annan, antigo secretário-geral da ONU, Jimmy Carter, Nobel da Paz e antigo Presidente norte-americano, e por Graça Machel, activista dos Direitos Humanos, os quais pretendiam, unicamente, avaliar a situação humanitária no País, principalmente quando uma epidemia cólera entrou em força no Zimbabué tendo já feito cerca de 300 vítimas mortais o que levou a República da África do Sul tomar medidas para evitar o avanço da epidemia para o cone sul de África.



