Mostrar mensagens com a etiqueta Coreia do Sul. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coreia do Sul. Mostrar todas as mensagens

03 maio 2018

Dois fusos, duas esperanças - artigo


Esta é uma semana que termina com dois itens político-militares onde utopia da ficção poderá se sobrepor à realidade dos factos.

Em Luanda, na passada terça-feira, na Cimeira da Dupla Troika de Concertação, Defesa e Segurança da SADC, e, também, com a presença do presidente Joseph Kabila, do Congo Democrático (RDC), do vice-primeiro ministro da Tanzânia e do primeiro-ministro do Lesoto o Presidente João Lourenço pensa – e disse-o – que, parece, agora haveria motivos para acreditar que a situação na RDC está no bom caminha para um desfecho político e de segurança satisfatório no que tange a uma normalização que levará à efectiva marcação das eleições presidenciais para Dezembro.

Ainda assim, o presidente rotativo da OPDS (Órgão de Política de Defesa e Segurança) da SADC, considerou haver preocupações com a situação de conflito reinante naquele país que tem ceifado vidas inocentes, pelo que, considera haver necessidade de ser feito um apelo aos “intervenientes directos no processo de regularização do conflito na RDC que façam prova de sabedoria, patriotismo e de máxima contenção nos momentos críticos”, até porque, como João Lourenço recordou ainda persistem alguns “grupos rebeldes, com destaque para a Aliança das Forças Democráticas (AFDL), continuam a ceifar vidas de pacíficos cidadãos, entre elas mulheres e crianças, inviabilizando o desenvolvimento económico e social do país”.

A esperança, ainda que utópica, é um eterno apanágio dos nossos governantes…

Mas não foi só a RDC que teve o condão de colocar João Lourenço no utópico galarim da esperança. Também a situação no Lesoto, segundo o Presidente, caminha para uma completa normalização, ainda que, o Governo do Lesoto tenha sido incentivado a “implementar, com urgência, as recomendações da Comissão de Fiscalização Alargada” e os “partidos políticos e partes interessantes” exortados a asseverar uma real “seriedade necessária ao diálogo nacional e aos processos de reforma, para permitir encontrar soluções duradouras para os desafios políticos e no domínio da segurança do Lesoto”.

Se na África Austral a esperança é “leitmotiv” para a esperança de bons resultados e harmonização na estabilização política e social, na Ásia a noite trouxe no bico do pássaro celestial uma melodia de esperança para a Paz na região e no Mundo: a reunião entre os líderes coreanos do Norte, Kim Jong-un, e do Sul, Moon Jae-in, em Panmunjom, na zona desmilitarizada que separa as duas Coreias.
A esperança começou no longo aperto de mãos entre os dois líderes sob a laje que separa as duas Coreias, e o discreto convite de Kim a Moon, aceite, para que este pisasse território norte-coreano enquanto fotógrafos os chapavam. (...) continuar a ler aqui.

Publicado em 27 de Abril de 2018, no VivênciasPress News, na minha rubrica «Malambas da vida»

21 novembro 2006

Assinado um acordo de fusão nuclear

(imagem SIC/Sapo.pt)

Até aqui nada de especial.
Gostemos ou não do nuclear, defendamos ou critiquemos o nuclear, até uma clara prova em contrário, é a energia limpa mais fiável ou de custo mais reduzido. Poderia ser umas das alternativas ou renováveis como a energia eólica, solar geotérmica ou marítima mas… a quem interessa?
O que é interessante são os parceiros que vão participar nesse projecto que visa a construção e exploração do primeiro reactor experimental de fusão nuclear, denominado “acordo ITER” como a UE, os EUA, o Japão, a Rússia, a China, a Índia – um dos que ainda não ratificou o Tratado de Não Proliferação Nuclear – e, pasme-se, se li bem aqui, a Coreia do Norte.
Para quem até há pouco estava pouco menos que considerado um pária e pronto para a guerra…
.
ADENDA: Como era de prever não é a Coreia do Norte, conforme escreve a SIC-Online, mas a Coreia do Sul como se pode ler aqui, aqui e aqui.