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07 fevereiro 2008

1000 Baleias para investigação científica?

(imagem ©daqui)
O Japão diz querer capturar, este ano, durante o verão antárctico – não dizendo quantas mais durante o resto do ano –, 1000 (MIL!) baleias para, segundo as autoridades nipónicas, investigação científica.
Talvez por isso, as autoridades alfandegárias australianas tenham visto e gravado um vídeo onde uma baleia anã e a sua cria foram capturadas em simultâneo. Deve ser para ver como se diferem uma da outra.
Desde os meados de Janeiro, quando neozelandeses avisaram da presença de baleeiros nipónicos na Antárctida, que os japoneses estão em “combate” com o Greenpeace para a captura dos cetáceos, tendo, até agora, esta organização conseguido travar o morticínio, mas o que as autoridades alfandegárias viram e gravaram não me parece que seja muito próprio de uma captura para uma investigação científica.
Investigação científica? Vão gozar com a chipala dos outros!
Será que a comunidade científica e a ONU/UNESCO não têm uma palavra efectiva a dizer neste ano que é o Ano Internacional do Planeta Terra e, por sinal, uma quase continuação do anterior que foi, precisamente, o Ano Internacional dos Golfinhos? Um juiz australiano já considerou ilegal a sua captura. E o resto do Mundo porquê tão mudo e quedo?
Uma rotina a que já nos vamos habituando como nos casos de Darfur, Somália ou Chade…
Porque é que o Japão não inicia o ano lunar chinês do “Rato”, que hoje se inicia, com um acto de misericórdia e humanidade abandonando a captura dos cetáceos?
Investigação científica? Vão gozar com a chipala dos outros!

21 novembro 2006

Assinado um acordo de fusão nuclear

(imagem SIC/Sapo.pt)

Até aqui nada de especial.
Gostemos ou não do nuclear, defendamos ou critiquemos o nuclear, até uma clara prova em contrário, é a energia limpa mais fiável ou de custo mais reduzido. Poderia ser umas das alternativas ou renováveis como a energia eólica, solar geotérmica ou marítima mas… a quem interessa?
O que é interessante são os parceiros que vão participar nesse projecto que visa a construção e exploração do primeiro reactor experimental de fusão nuclear, denominado “acordo ITER” como a UE, os EUA, o Japão, a Rússia, a China, a Índia – um dos que ainda não ratificou o Tratado de Não Proliferação Nuclear – e, pasme-se, se li bem aqui, a Coreia do Norte.
Para quem até há pouco estava pouco menos que considerado um pária e pronto para a guerra…
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ADENDA: Como era de prever não é a Coreia do Norte, conforme escreve a SIC-Online, mas a Coreia do Sul como se pode ler aqui, aqui e aqui.

05 agosto 2005

Hirochima e Nagasaki: foram há 60 anos

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© imagens cedidas pelo Museu Memorial da Paz de Hiroshima ao Globo Online

Há 60 anos foi assim.
Um bombardeiro B-29, Enola Gay, despejava sobre Hirochima, às 9,12 horas do dia 6 de Agosto de 1945, a “Little Boy”, uma bomba de urânia de 4 toneladas, mas com uma potência de cerca de 12,5 toneladas de dinamite.
Não vou entrar no seio daqueles que, sistematicamente, acusam os aliados, no caso os EUA, de terem feito um genocídio gratuito ao utilizar a mais letal das arma alguma vez criada e usada pelo homem.
Na altura, estava em causa uma guerra provocada pela afirmação de uma estúpida fome de poder germano-nipónico. Uma guerra cujo fim estava longe de se atingir e as vítimas (militares e, principalmente, civis) continuavam a crescer assustadoramente.
Também não devo esquecer que a então URSS já estava em vias de ter a sua própria arma e com vontade de a usar, o que levou a precipitação do ensaio real do Projecto Manhattan.
Mas, igualmente, não posso concordar que se continue a correr para o aperfeiçoamento das mais mortíferas armas modernas, não tirando as ilações que a História nos fez o favor de disponibilizar.
3 dias depois, seria Nagasaki, desta feita através de uma bomba de plutónio, a "Fat Man" de potência similar.