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12 fevereiro 2008

Nem cancro nem úlcera…

(foto daqui)

O Chefe do Estado-Maior General das Falintil/Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), brigadeiro-general Taur Matan Ruak, deve estar ou com um grande problema psiquiátrico ou candidatou-se a ser o próximo alvo a decapitar.
Pois não é que Matan Ruak, durante uma dura conferência hoje dada, foi dizendo que espera que a presença das “novas” forças militarizadas australianas, que deverão estar – ou já o fizeram – a desembarcar, "não sejam um cancro nem uma úlcera" mas que venham para o País para ajudar a resolver e não para agravar os problemas em Timor-Leste.
Isto depois de relembrar que já há uma semana tinha alertado para um possível ataque aos líderes nacionais e a zonas nevrálgicas de Díli.
Matan Ruak foi mais longe na conferência de imprensa que deu ao “exigir” "uma completa investigação internacional para apuramento de todos os factos trágicos ocorridos, que chocaram o país e que visaram os pilares do Estado democrático timorense" e pondo as F-FDTL em total "disponibilidade" para ajudar ao esclarecimento do que aconteceu durante os ataques contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
É que Matan Ruak não entende – afirmou mesmo, de forma irónica, estar surpreendido – como foi possível um duplo ataque aos dois principais líderes nacionais, com uma diferença de cerca de uma hora um do outro, e com a presença de milhares de militares e polícias internacionais quer no país, quer, principalmente, em Dili.
Matan Ruak relembrou, ainda, que as FDTL "são unicamente responsáveis pela segurança do perímetro da residência do Presidente da República" enquanto que a responsabilidade da segurança pessoal do Presidente está a cargo da UNPol (Polícia da ONU) e da PNTL (Polícia Nacional de Timor-Leste).
Mais dúvidas que as certezas confirmam…

07 fevereiro 2008

1000 Baleias para investigação científica?

(imagem ©daqui)
O Japão diz querer capturar, este ano, durante o verão antárctico – não dizendo quantas mais durante o resto do ano –, 1000 (MIL!) baleias para, segundo as autoridades nipónicas, investigação científica.
Talvez por isso, as autoridades alfandegárias australianas tenham visto e gravado um vídeo onde uma baleia anã e a sua cria foram capturadas em simultâneo. Deve ser para ver como se diferem uma da outra.
Desde os meados de Janeiro, quando neozelandeses avisaram da presença de baleeiros nipónicos na Antárctida, que os japoneses estão em “combate” com o Greenpeace para a captura dos cetáceos, tendo, até agora, esta organização conseguido travar o morticínio, mas o que as autoridades alfandegárias viram e gravaram não me parece que seja muito próprio de uma captura para uma investigação científica.
Investigação científica? Vão gozar com a chipala dos outros!
Será que a comunidade científica e a ONU/UNESCO não têm uma palavra efectiva a dizer neste ano que é o Ano Internacional do Planeta Terra e, por sinal, uma quase continuação do anterior que foi, precisamente, o Ano Internacional dos Golfinhos? Um juiz australiano já considerou ilegal a sua captura. E o resto do Mundo porquê tão mudo e quedo?
Uma rotina a que já nos vamos habituando como nos casos de Darfur, Somália ou Chade…
Porque é que o Japão não inicia o ano lunar chinês do “Rato”, que hoje se inicia, com um acto de misericórdia e humanidade abandonando a captura dos cetáceos?
Investigação científica? Vão gozar com a chipala dos outros!

24 novembro 2007

O novo “lord” da Oceania…

(Howard procurava “espantar” o “tintin” Rudd mas os fósforos queimaram-se-lhe na mão…; cartoon ©daqui)

Austrália, ao fim de 11 anos de reinado, mudou de líder governativo.
Ao velho lobo liberal e “xerife-adjunto” Jonh Howard, que gostava – embora não o dissesse publicamente – de se assumir como o dono dos destinos da região, em geral, e de Timor-Leste, em particular, sucede o trabalhista Kevin Rudd.
Para que a humilhação de Howard fosse completa, o “destituído” líder perdeu um seu velho assento de 33 anos ao não ser reeleito para o Parlamento.
Vejamos como se comportará o novo líder regional sendo que Rudd que já pediu aos seus concidadãos que ajudem-no a escrever uma nova página para a Austrália e para a história do País.
Como à história australiana não se pode dissociar a história da Oceania e do Sul-Sudoeste asiático…
Entre algumas das primeiras medidas apontadas pelo novo "premier" australiano apontam-se a retirada das forças australianas do Iraque e a ratificação do protocolo de Kyoto. Quanto ao resto ainda há um vazio…

07 setembro 2007

Os Bushismos já esquecidos

(qual é que, realmente, devia de estar no Zoo?)

Já estava esquecido dos Bushismos do senhor Bush. Desde Maio passado, quando chamou à rainha inglesa de “A Mulher Mais Velha do Mundo” por esta ter visitado os EUA no século XVIII, que não havia recordação deles.
Nem mesmo quando está para deixar a Avenida Pensilvânia o senhor George Bush deixa de mandar as suas gafezinhas da ordem.
Será que ainda ninguém lhe explicou que não deve falar em público sem teleponto? Até Portugal, que passou do 40º e tal para 7º em países com Governos mais tele-informatizados já ninguém – da política, claro –, dispensa o seu telepontozinho, quanto mais um “gafista” como Bush.
As últimas foram na Austrália na reunião da APEC – Fórum para a Cooperação Ásia-Pacífico – que se está a realizar na Austrália (aquele país que quer ser a nova potência colonizadora de Timor-Leste).
Aos militares australianos chamou-lhes austríacos (são mesmo um ao lado do outro; um na Oceânia outro na Europa; faz-me lembrar o Mapa-mundi para os norte-americanos – ver acima); à APEC chamou-lhe OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) que, por acaso, tem sede em Viena – provavelmente, deve ser na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul…; e para compor o ramalhete – o mais certo era já estar vinolento com tanto disparate – a segurança teve de lhe mostrar a correcta porta de saída.
Uff! Tantos bushismos de uma só vez, já estava destreinado…
Ao menos recordou-se da oposição civil birmanesa, ao pedir aos militares que governam Myanmar, a sua rápida libertação. Relembremos que a Nobel da Paz e líder da Liga Nacional para a Democracia, Aung San Suu Kyi, está sob prisão, e sem visitas de familiares, desde 2003.


Fotos e imagens de: 1, penso que d’ O Jumento; 2, recebido via e-mail há imenso tempo; 3, da enciclopédia Britânica

25 agosto 2007

Austrália versus Reinado

(foto©VOA/AP photo)

Podem não ser verdadeiras as acusações do major Alfredo Reinado, mas que se começa a perceber porque os australianos nada fazem por o apanhar, e de preferência vivo, lá isso se começa…
Enquanto isso, Xanana vai se encontrando com o militar desavindo às escondidas preparando a “sua rendição”.
E quem o irá buscar? Se forem os “aussies” será que não haverá um acidente pelo caminho?

30 julho 2007

Capataz visita colónia

(imagem, triste (por quase verdadeira) e deliciosamente (por bem vista), roubada daqui)

Qual capataz – ou será mais dono de coutada, tipo Leopoldo II e o “Estado Livre do Congo” – John Howard, chefe do governo australiano, decidiu comemorar o seu aniversário visitando de surpresa e não avisando as autoridades locais – chefe, é chefe e nada mais – timorenses da sua visita. Foi chegar e comemorar e deixar dirigentes timorenses surpresos.
Surpresa? porquê? Se havia dúvidas que Timor-Leste mais não é que uma colónia – não será mais uma coutada – da Austrália penso que as dúvidas ficaram desfeitas!!
E a Indonésia vai rindo com as lágrimas do “crocodilo”…

16 abril 2007

Afinal não havia fraude…

Ao contrário do que se especulou afinal não houve fraude eleitoral em Baucau.
Afinal não houve mais de 300 mil votos onde só estavam registados cerca de 61 mil eleitores; não compreendo esta dúvida dado que os eleitores timorenses podem estar registados num sítio mas são livres de votarem onde bem desejam.
Afinal o que se passou foi só um erro da logística. O escrutinador em vez de colocar o número identificador da secção de voto no local certo colocou no lugar de votantes.
Um erro, “inconsistências aritméticas por falta de formação de recursos humanos”.
Mas, que é um erro gigantesco que pode bem assustar os seus vizinhos do sul pode.
E quando estes se assustam…
Entretanto, o escrutínio já acabou mas ainda não há resultados finais.
Será que esperam a formalização das eventuais denúncias que os 5 candidatos possam fazer ao Tribunal de Recurso?
Ou esperam autorização dos aussies? da CPLP não deve ser de certeza...

04 março 2007

Quem «libertou» Reinado? - artigo

(Reinado, o homem que quer pôr o crocodilo em polvorosa, quando estava sob tutela das ISF australianas)
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O major Alfredo Reinado, elemento que contesta o actual sistema político timorense foi detido em Agosto, por militares da GNR, devido ao facto de estar na posse não autorizada de armas de guerra.
Foi colocado num aquartelamento, em Becora, às ordens das forças militares australianas e, surpreendentemente, fugiu com homens e… armas.
Mais tarde assaltou um depósito de armas e capturou mais outras.
Refugiou-se numa região, segundo parece a conselho de um procurador timorense onde permaneceu intocável.
Posteriormente deslocou-se para outra região, em Same a sul de Dili.
Xanana farto desta situação mandou cercar o rebelde pelas Forças de Estabilização Internacionais (ISF), na maioria australianos que, por acaso aconselharam os seus concidadãos a prepararem o regresso a casa e enviaram para Timor-Lorosae 100 homens da sua força de elite.
Entretanto, à boa maneira dos ataques norte-americanos as “CNN’s” regionais prepararam a cobertura televisiva da possível captura de Reinado filmando o sobrevoo a baixa atitude de helicópteros Black Hawk e aviões australianos sobre as posições do major Reinado.
Reinado que criticou tudo e todos, nomeadamente o presidente Xanana, o actual primeiro-ministro Ramos Horta, o antigo líder Alkatiri, mandou a GNR para casa. Tudo isto numa entrevista integralmente falada em inglês.
Ontem houve o cerco e o ataque final aos militares de Reinado pelas tropas australianas.
E tal como na cadeia de Becora vigiada pelos australianos, estranhamente – ou talvez não – Reinado e as suas forças conseguiram escapar ao cerco e ao referido ataque.
Quem protege e libertou Reinado?
Timorenses é que não me parece que sejam…
Publicado hoje no onde poderão ler alguns artigos sobre esta temática acedendo aqui.
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NOTA: Estas estranhas fugas do homem que parece querer pôr o "crocodilo" a ferro e fogo face ao exército australiano, fazem lembrar as "escapadelas" de Bin Laden face ao exército norte-americano; está muitas vezes (?) cercado mas nunca o apanham...

05 setembro 2006

Ramos Horta já está cansado?

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(cartune ©daqui)
A fazer fé numa notícia de hoje do Jornal de Notícias assim parece.
Se não é essa a sua intenção como se explica que José Ramos Horta tenha tido o desplante de elogiar a capacidade negociadora de Mari Alkatiri perante Alexander Downer, o MNE da nova “potência colonizadora” de Timor-Leste, durante a reunião tripartida Timor-Leste, Austrália e Indonésia.
Ramos Horta reportava-se às negociações petrolíferas no Mar de Timor, levadas a efeito pelo antigo Chefe de Governo timorense, que retirou uma parte significativa do crude explorado pela Austrália.

06 julho 2006

Timor, Alkatiri, Austrália e Petróleo

Alkatiri diz que a sua demissão se deveu a «uma conspiração orquestrada» dos australianos e por arte dos media e alguns políticos australianos por «não gostarem» do modo como ele tratou as negociações sobre o petróleo do Mar de Timor e como defendeu – bem ou mal, só o tempo o dirá – os interesses de Timor-Leste.
Porque é que não me surpreende?
Mas já me surpreende que as armas que o chefe do Esquadrão da Morte, Vicente da Conceição "Railos" , diz terem sido fornecidas por Rogério Lobato e, eventualmente, por Alkatiri, para serem utilizadas contra os adversários deste, só sejam entregues daqui as uns dias, mais especificamente, a 11 de Julho.
Se a situação está quase normalizada e Xanana Gusmão tem conhecimento destas armas e de quem a possui porque é que tão tarde, algumas semanas após a quase regularização da situação no país, as armas serão entregues. Enquanto isso o major Alves Tara, um oficial das forças armadas timorenses que abandonou em Maio a cadeia de comando, e que é o coordenador-geral da auto denominada Frente Nacional Justiça e Paz (FNJP), já entregou as que tinha em posse aos militares australianos.
Não há dúvidas que Timor-leste, Alkatiri, Austrália e Petróleo é um senhor cocktail…
Há coisas que realmente não se entendem… Será?!?!?!...

21 junho 2006

Televisão australiana pode demitir ministros?

Estranho, mas parece que sim!!!
Não sei nem conheço o conteúdo do documentário da televisão australiana, no caso o “Four Corners” transmitido pelo canal ABC, para levar o presidente Xanana Gusmão a exigir a demissão do primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri, invocando quebra de confiança após o visionamento do citado documentário!!!
Mas uma televisão estrangeira ter a capacidade para “impor” a um presidente de, supostamente, um país independente uma demissão de um primeiro-ministro é, no mínimo, estranho e espantoso.
Uma vez mais só se pode concluir que é a Austrália que impõe o modus vivendi político timorense e não os timorenses.
Só assim se compreende que forças australianas exigissem a entrega da arma de um polícia português do GOE’s que acompanhava D. Duarte Pio, após visita ao presidente timorense, em viatura da embaixada de Portugal, devidamente identificada e com matrícula diplomática, enquanto muitos “camiões e carros que passavam por nós, e que não eram controlados”.
Ou seja, a Austrália comporta-se, não como um país amigo que tenta ajudar a criar condições para a paz social, mas tão só como força ocupante.
E a CPLP e o governo português, nomeadamente o seu ministro dos negócios estrangeiros – é, pelos vistos de Timor não chegam negócios – vêem e calam!!!!

16 novembro 2005

Austrália, fez-se justiça

A Austrália, 32 anos depois, regressa a um Mundial à custa da toda poderosa(?) e, porque não dizê-lo, protegida selecção do Uruguai, na sequência da marcação de grandes penalidades (4-2) - no tempo regulamentar estava 1-0 que se manteve no prolongamento .
Fazia algum sentido que uma selecção que ganhou, brilhantemente, a sua zona fosse obrigada a fazer uma repescagem com o 5º classificado da zona latino-americana?
Isto só acontece porque ainda não houve alguém que fizesse ver à FIFA que é uma organização não-governamental e não um Estado dentro de vários Estados.
Era uma forma que a FIFA tentou para manter os 5 Estados latino-americanos no Mundial sem mostrar eventual favor.
Saiu, brilhantemente, o tiro pela culatra. Fez-se justiça.
E com a Austrália, entra, também e pela primeira vez, a selecção de Trinidad e Tobago.
Parabéns às duas selecções.

06 julho 2005

Timor a comprar armas, para quê?

É raro falar do povo-irmão de Timor Lorosae.
Talvez porque raramente me lembre deles ou, talvez, porque Timor tem conseguido manter um “low profile” a que, por certo, não será alheio o bom-senso do seu presidente e dos seus governantes.
Mas parece que, também estes se esquecem que a manutenção de uma atitude não deve ser temporária mas contínua.
Vem isto a propósito de uma notícia que circula na Austrália e que tem por figura central o primeiro-ministro Mário Alkatiri.
Segundo um jornal australiano, «The Australian», o líder timorense decidiu modernizar as forças de segurança com meios que parecem ultrapassar as necessidades timorenses.
Entre esses meios estão helis, tanques e espingardas de assalto, normalmente utilizadas por forças especiais.
O mais grave não está na compra – até porque Timor é riquíssimo em petróleo, embora ainda seja os australianos e indonésios a o explorarem – mas na comissão que vai ser dada a um irmão de Alkatiri que ficou com o monopólio da venda de armas a Timor.
Como diz a História, à mulher de César não lhe basta parecer séria…
Ora de boatos já o Governo não se salva. Até porque a oposição afirma – e o Ministro do Interior, Rogério Lobato, quase o reconhece – que o executivo tem fugido em responder a esta questão com a desculpa de que o mesmo encerra segurança de Estado.
Será que o grande vizinho do Sul irá ver com bons olhos um “petrolífero” bem armado nas suas costas?
Já não lhe bastará uma Indonésia?
E de onde prevê que possam vir as eventuais insurreições armadas, justificativas nas palavras de Lobato, para o rearmamento das forças de segurança. Será que os alertas australianos sobre a presença de terroristas em Timor são verdadeiras?
Tantas interrogações que seriam dispensáveis.