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19 outubro 2007

Morreu há 21 anos e ainda subsistem dúvidas sobre a morte!

"Morreu – ou foi morto, assassinado, conforme as leituras que se queira e deseje fazer – há 21 anos, num acidente de aviação, em Mbuzini, montes Libombos, território sul-africano, perto da fronteira com Moçambique. Era, foi e soube ser, um líder no seu País, afro-austral e africano.
Apesar das suas proverbiais deficientes habilitações académicas, que não políticas, soube, com carisma e não poucas vezes com pragmatismo, diga-se, unir uma larga fatia do povo moçambicano e gerir com luvas de veludo as relações entre Moçambique e os seus vizinhos austrais, nomeadamente, com a África do Sul com quem chegou a assinar, ainda durante o regime do “apartheid” um acordo de respeito e boa vizinhança, o “Acordo de Nkomati”.
" (continuar a ler aqui).
Artigo n' , nº82, de hoje sobre os 21 anos da morte de Samora Moisés Machel, sob o título "Samora morreu há 21 anos"

27 junho 2007

Machel, e do povo nasceu um presidente carismático!

“Quando, em 25 de Junho de 1975, Moçambique ascendeu á independência foi a figura mais carismática da Frelimo quem tomou, também, como seus os destinos da nova Nação. Indubitavelmente, para o bem e para o mal, tornou-se a primeira grande figura do Estado moçambicano.
Sendo alvo predilecto do anedotório ocidental e lusitano, Machel acabou por mostrar ter uma sensibilidade política e diplomática que, há partida, nada indicava ter. Bem pelo contrário.
Começou por colocar o País, tal como os restantes líderes africanos da época, na órbita dos soviéticos e dos cubanos sem descurar o apoio chinês conforme acabou por ser consagrado no III Congresso da Frelimo, de 1977.
Daí se dizer e com certa propriedade que Moçambique era uma república onde imperava um Poder Popular proletário sem deixar de ser, também, soviético
. (...)”

Artigo publicado n’ O Observador, nº 003, de hoje. Pode continuar a ler este artigo aqui.

13 dezembro 2006

Mugabe e Samora, o ódio separava-os?

Segundo um artigo do Canal de Moçambique e citando um exilado zimbabweano, Mugabe terá “saudado” a morte de Samora Machel no desastre aéreo de Mbuzini a 19 de Outubro de 1986.
Segundo parece o presidente do Zimbabwe tinha um ódio a Samora Machel no que, segundo consta, teria a sua devida retribuição.
Mesmo se odiando não se percebe como Mugabe terá sentido satisfação pela morte do então presidente de Moçambique, Samora Machel, conforme conta Geoffrey Nyarota, fundador do jornal «Daily News», num livro recentemente publicado sob o título, “Against the Grain – Memoirs of a Zimbabwean Newsman” (Zebra Press, Cape Town, 2006) – uma situação verificada com o avião pessoal de Machel e relatada pelo autor crê-se não ter ocorrida na altura do acidente.
Não me parece que o ódio fosse motivado só pelas questiúnculas que os mesmos tiveram durante o exílio de Mugabe em Moçambique.
Como se sabe, os ditadores sabem muito uns dos outros e satisfazem-se quando um dos parceiros morre. Porque com ele, vão alguns tenebrosos segredos e como sabemos que ambos tinham (tem) inúmeros segredos.
Talvez por isso que jovens zimbabweanos refugiados em Londres tenham apupado o presidente Guebuza acusando-o de nada fazer para impedir que o regime de Mugabe continue a praticar as graves violações de Direitos Humanos sobre o povo zimbabweano que começa a vislumbrar um Mugabe vitalício.

08 fevereiro 2006

Moçambique e os dirigentes vitimados

Primeiro foi o governo sul-africano, através do ministro da Segurança sul-africano, Charles Nqakula, a assegurar que deseja que seja ainda este ano divulgado o relatório sobre a “verdade” relativa ao acidente que vitimou o presidente Samora Machel na fatídica noite de 19 de Outubro de 1986 (sobre este assunto há poucos meses foi editado um livro de João Cabrita e citado em Janeiro pelo Pravda-online).
Agora, é o novo órgão informativo online moçambicano, o
Canal de Moçambique a questionar a veracidade oficial da morte de Eduardo Chivambo Mondlane, um dos fundadores e primeiro presidente da Frelimo.
De acordo com este órgão informativo online, Mondlane não terá morrido nas instalações da Frelimo, como oficialmente é apresentado mas num café onde Mondlane gostava de passar os seus momentos de lazer.
Segundo parece, a
morte terá ocorrido no café de Betty King, a secretária da viúva de Mondlane, Janet Mondlane que terá confirmado, recentemente, ao Canal essa versão.
Essa mesma versão terá sido, também, apresentada, na época, no Notícias moçambicano “(…) Mondlane, presidente da Frelimo, foi hoje assassinado num chalé situado numa praia nos subúrbios de Dar-Es-Salam, segundo noticiou esta noite o governo da Tanzânia [tendo sido vítima da explosão] de uma bomba relógio, teve morte instantânea, às 11.20 horas, [3 de Fevereiro de 1969 ] num luxuoso chalé propriedade de uma americana, «miss» Betty King, apenas a uma centena de metros da residência do presidente Nyerere”.
Toda esta questão surgiu devido a uma pergunta feita por um jornalista do Canal, a Joaquim Chissano, sobre a veracidade oficial, nas recentes comemorações da morte de um dos fundadores da Frelimo e que mereceu a confirmação daquele: “Sim. Confirmo que foi em casa de Betty King. Fui lá para ver o corpo”, provocando uma “apoplexia irritada” que terá vitimado, no momento, Marcelino dos Santos que só muito a custo conseguiu que Chissano nada mais dissesse.
Com um pouco de sorte saberemos também de outras verdades que terão vitimado outros dirigentes lusófonos que também terão perecido em circunstâncias nunca cabalmente clarificadas.
Como diz o povo, a verdade é como o azeite. Acaba por vir sempre ao de cima.