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10 abril 2012

Mugabe agarrado?

(Da Internet)

As notícias que uma parte significativa – só no Google, versão inglesa, são mais de 392 notícias, e 9 na versão portuguesa – da comunicação social hoje nos oferecem sobre Robert Mugabe prende-se com a sua periclitante vida, de 88 anos, e a hipótese de estar a “lutar pela vida” em Singapura.

Isso é o que os idiotas da Comunicação Social transmitem. Porque tudo não passa de mentira. De acordo com um relatório oficial – da ZANU-PF, claro – ele está “well, on holiday” (como se o País estivesse em condições de lhe pagar as principescas viagens anuais a Singapura, Malásia e Hong Kong…).

Pois, é possível que seja um – mais um – rumor, mas quando até muito próximos, caso da ANGOP, também afirmam a “luta pela vida”…

Se uns, a grande maioria, dizem que Mugabe estará hospitalizado, em Singapura, em situação de risco, com o “ABC Online” a reafirmar que estará “gravely ill”, o britânico “The Telegraph” vai mais longe e admite que está já estará “no leito de morte”…

Vamos aguardar pelos próximos capítulos e se o “Fim” não estenderá para outros que Olhão para Mugabe como o seu “farol” para manterem os seus virtuais “status quo”…

31 agosto 2011

Mugabe anda calado, mas quando fala…

Lembram-se do senhor da foto? É ele mesmo: Robert Mugabe, o guru do arrivista sul-africano Julius Malema.

Mugabe tem andado muito calado. Nem após a estranha morte do marido da vice-presidente e das suas legítimas dúvidas quanto ao acidente de que resultou o tal passamento (devido a um incêndio inexplicável durante a noite…) o ainda presidente (há cerca de 31 anos no poder há quem esteja mais...) do Zimbabué falou.

Mas quando abre a boca, lá vem moscardo…

Pois o senhor Mugabe mandou expulsar os diplomatas líbios que renegaram a Jamairia e o seu líder, Kadhafi.

Como sempre os autocratas auto-defendem-se e protegem-se.

Quatro da gerotoncracia política africana já foram (Bem Ali, da Tunísia, Hosni Mubarak, do Egipto, Laurent Gbagbo, na Costa do Marfim, e, segundo parece, porque a União Africana ainda não o reconheceu, excepto a Nigéria, Muammar Kadhafi, na Líbia); quase outros tantos estão na calha...

Assim os Povos queiram e o decidam!

18 abril 2010

Fez hoje 30 anos e (dês)esperam…

Fez hoje 30 anos que os zimbabueanos se tornaram no Zimbabwe sob a égide de um revolucionário e de um patriota.


30 anos depois constatam que o “velho” patriota revolucionário se tornou num déspota que não deseja largar o poder e colocou o País num caos profundo que nem os amigos já sabem como ajudar.


Até quando o País vai ter de suportar Robert Mugabe?


Até quando os amigos vão continuar a apoiar a esperar que ele saia por si como recorda hoje, e bem, Mário Pinto de Andrade, analista internacional e reitor da Univ. Lusíada de Angola, numa entrevista ao DN, sobre a situação no Zimbabwe “A solução passa, numa primeira fase, por este Governo de transição e, depois, por uma nova Constituição e por um acordo nas elites da ZANU-PF para a substituição de Robert Mugabe por nova liderança que possa trazer estabilidade ao país. Este teve papel importante na luta de libertação e é o pai da independência do Zimbabwe, mas, quando o líder no poder já não gere consensos, é melhor sair com dignidade do que originar uma guerra civil, factor de instabilidade no país e na região.”


Mas será que realmente haja quem esteja preparado para lho dizer cara a cara?

Citado no Zwela Angola na rubrica "Malambas de Kamutangre"

01 agosto 2009

Há sempre um para nos fazer rir…

(imagem daqui)
…mesmo que a vontade seja de chorar e perguntar onde anda a Liberdade.

Se não é Robert Mugabe – quanto não vale ter grandes padrinhos que o continuam a aparar – é alguém ali para os lados do Atlântico Norte, frente a África, algures numa ilha verdejante – quando se sabe mais dos outros, como dos senhores Silvas e Sousas, que deles próprios, há quem tenham sempre vantagens… – e se não é este, é o presidente da Venezuela Hugo Chavez.

Andava este senhor tão calado, mas uns míseros mísseis suecos nas mãos de uns “grandes revolucionários” – também vão estar este ano na habitual feira que se faz ali para os lados de Atalaia, Seixal, Portugal – que, só por acaso, teriam sido vendidos à Venezuela, despoletaram certos pruridos cutâneos no senhor “libertador” da América Latina?

Será que a ida para as FARC seriam, provavelmente, lógico, devido a ter sido umas das tais “
10.000 malas diárias” que normal e habitualmente desaparecem nos voos e aeroportos europeus? Ainda há quem reclame do Aeroporto 4 de Fevereiro; comparado com isto, é ninharias…

Pois como se falou tanto o senhor Chavez decidiu preparar uma lei que possa colocar na prisão para os jornalistas que tenham comportamentos que desagradem ao todo poderoso presidente Hugo Chavez. Chama-se “
lei especial de delitos mediáticos”.

Querem nome mais pomposo para Censura?

Comparado com isto certas leis em certos países, onde, por exemplo, só o Estado tem um jornal diário e uma única rádio nacional mesmo que esteja acordado haver uma outra num convénio com a Igreja, até passam por simulacros de censura…

28 fevereiro 2009

Mugabe faz 85 anos e mantém mesmas atitudes

(Enquanto o Povo passa fome Mugabe devora caviar: foto daqui onde podem ver mais fotos da festa)

Costuma-se a dizer que a idade é um posto e sinónimo de maturidade e clarividência.

Daí que em África se reconheça aos Mais Velhos o direito à sensata sabedoria e prudência.

Provavelmente, sê-lo-ia em pessoas que dessem mostras disso, o que não é o caso do senhor Robert Mugabe que hoje completou 85 anos em displicente festão de cerca de
250 mil dólares norte-americanos e unicamente pagos em dólares norte-americanos pelos convivas.

Entre eles, estava previsto a ida do primeiro-ministro Morgan Tsvangirai. Será que foi e pagou a sua quota-parte da festa? Quero crer, ou espero, que não tenha ido ou pago porque isso seria uma afronta a todo o Povo zimbabueano que padece de fome, miséria e doença enquanto o déspota presidente Mugabe se alardeia em festas e
compra casas luxuosas na Ásia. (A ANGOP diz que ia, o portal do Diário IOL diz que esteve ausente).

E como o senhor Mugabe não consegue estar, onde quer que seja, sem dizer baboseiras aqui vai mais uma dita hoje na sua “pequena e singela” festa dada pelos seus “
pobres correligionários”: as “propriedades agrícolas dos brancos” vão continuar ao abrigo da sua tão contestada lei “aquisição das terra” e dadas “aos novos agricultores negros”, na sua quase totalidade – ou mesmo totalidade – partidários ex-combatentes do partido de Mugabe.

Bem clama o primeiro-ministro Tsvangirai para que se pare com os ataques aos agricultores brancos mas Mugabe continua a fazer ouvidos de mercador. Para ele os brancos são todos britânicos mesmo que sejam comprovadamente zimbabueanos e estejam nomeados para o Governo. Recordemos a detenção por “
terrorismo” de um vice-ministro proposto pelo MDC à sua chegada ao aeroporto de Harare, para a tomada de posse…

13 fevereiro 2009

Mugabe dará posse ao novo Governo?

(será que Mugabe, uma vez mais, está a fazer um manguito ao seu Povo?)

Segundo o previsto o presidente Mugabe dará (daria) posse hoje ao novo Governo de Unidade Nacional, liderado por Morgam Tsvangirai, resultante do acordo do final do mês de Janeiro.

A posse de hoje seria a natural consequência da posse, como primeiro-ministro, que o senhor Mugabe conferiuu a Tsvangirai.

E para que vejam como o senhor Mugabe está de muito boa fé quanto ao Governo, o indigitado vice-Ministro da Agricultura, designado pelo MDC – partido por indigitado primeiro-ministro – foi detido ao chegar ao aeroporto de Charles Prince, em Harare.

Ora este pequeno – pequeníssimo – imbróglio jurídico criou, naturalmente, um impasse na tomada de posse dos restantes ministros que vão compor o governo zimbabueano.

Mas o que é que isto preocupa ao senhor Mugabe e ao martirizado povo zimbabueano se os vizinhos vão continuando a dar cobertura política aos desmandos do antigo e octogenário guerrilheiro no poder há… quase 29 anos (completa-os no próximo dia 18 de Abril).

12 fevereiro 2009

A vida paupérrima de Mugabe...

(Um Tsvangirai atónito olhar para a glutice de Mugabe e a pobreza endémica do Zimbabué; Cartune compilado por mim com imagens da internet; algumas daqui e daqui)

Enquanto País tenta assentar com um novo primeiro-ministro e, dentro do possível, um credível Governo nacional, Mugabe pré-diverte-se…

No Zimbabué, e depois de ler este alerta do GG, no
Universal, constata-se que o senhor Robert Mugabe e os seus amigos continuam a brincar com o Povo e com a sua miséria, ou então…

No mesmo dia que Morgan Tsvangirai tomou posse como
Primeiro-ministro de um Governo de Unidade, e conseguia que o ministério das Finanças fosse de alguém próximo de si, ao abrigo do protocolo assinado no final do mês passado para a partilha do poder entre Tsvangirai e Mugabe, mesmo com a grande desconfiança interna e externa que a mesma causou;

Ao mesmo tempo que a Cruz Vermelha Internacional
pede ajuda à comunidade internacional para minorar a crise epidémica da cólera no País que já provocou, de acordo com a OMS, cerca de 3380 vítimas e 69 mil infectados;

Numa altura que o
desemprego atingiu proporções incompreensíveis e que poderão aumentar consideravelmente caso se confirme o despedimento de muitos mineiros na África do Sul – a maioria zimbabueanos e moçambicanos – o que aumentará o nível de fome para mais de metade da população do país e a taxa de inflação já faz parte das principais enciclopédias mundiais de economia;

Quando a maior parte do dinheiro em circulação serve quase que unicamente para pagar os parquíssimos salários dos soldados e polícias evitando que estes entrem em crise e provoquem a queda do Poder de Mugabe;

E se recordarmos de última visita da esposa de Mugabe a
Hong Kong e Singapura e as dificuldades em comprar produtos para os seus concidadãos, mas não para ela e família…

O senhor Robert Gabriel Mugabe, nascido no ano da Graça do Senhor – não esqueçamos que ele está em contacto directo com Deus porque este ainda não decidiu, segundo Mugabe, pela sua saída – de 1924, juntamente com os seus amigos vão – ou pensam – celebrar os seus 85 anos, no próximo dia 21 de Fevereiro, com um lauto acontecimento.

E porque as festas dos “Príncipes” são sempre de arromba e carecem de “entradas-pagas” cada um dos seus amigos deverá depositar uma “dotação” numa conta, em USDólares e só nesta divisa, criada especificamente para este acontecimento qualquer coisa como entre 45 mil e 55 mil dólares.

Segundo o portal do espanhol
El País, o lauto repasto contará com, entre outros opíparos produtos, 2000 garrafas de champanhe (de preferência 61 Moët & Chandon e Bollinger), 8000 lagostas, 100 quilos de camarão/gambas, 4.000 doses de caviar, 3.000 patos, 16.000 ovos, 3.000 bolos de chocolate e baunilha e 8.000 caixas de bombons Ferrero Rocher.

Realmente se isto não é brincar com a miséria do Povo zimbabueanos pelo senhor Mugabe e a sua pandilha e, ainda por cima, com Mugabe a manter o claro beneplácito da maioria dos seus vizinhos para se conservar no Poder, mesmo que, agora, em partilha.

Falta saber até quando essa partilha se manterá…

25 janeiro 2009

Quando a razão da força…

(com base em imagem da internet)
Quando a razão da força quer falar mais alto que a força da razão acontecem casos como os que seguem.

Há uns meses largos, o jornalista Orlando Castro era convidado a falar mais baixo, ou de preferência, nada dizer porque havia quem não gostasse do que desassombrada e verticalmente escrevia fosse sobre quem fosse, independentemente da cor política, desde que estivesse em causa o seu amor pelo nosso país, Angola, e quando este estava sob os focos menos agradáveis. Por mais de uma vez foi avisado e alertado para os malefícios que a escrita poderiam lhe fazer e, extensivamente, à família.

Também eu já recebi avisos pouco discretos, embora, reconheça que só por uma vez alertaram para a minha saúde e por quando das eleições para a Casa de Angola, já lá vão uns três anos. Mas avisos para parar têm sido mato; alguns claramente racistas e, quase sempre, de pessoas que mal sabem escrever o português pelo que acredito mais serem de idiotas e de quem prefere utilizar o bom-nome e pureza dos angolanos que angolanos propriamente. E fazem-no, sempre sob a capa do anonimato ou sob a capa de pseudónimo mas omitindo eventual e-mail ou local de escrita. Só que esquecem que através de um contador e da hora consigo saber a proveniência e respectivo IP.

Agora, e penso que já não é a primeira vez que isso lhe acontece, embora desta tenha havido a possibilidade de identificar o “ameaçador” (directo e indirecto) o jornalista Bissau-guineense Fernando “Didinho” Casimiro, e alguns dos seus amigos que com ele colaboram no projecto “
Contributo”, foram alvo de ameaças escritas e verbais, estas últimas, com testemunhas auditivas.

Depois de ler o conteúdo das ameaças que Fernando Casimiro recebeu reconheço que há uma similitude na escrita e na tipologia de erros apresentados em tudo semelhante a uma mensagem, anónima como convém, que muito recentemente foi colocada no Pululu. Das duas uma, ou é a mesma personalidade ou a escola política foi a mesma, principalmente no “comer bacalha dos tugas”. Claro que é mera coincidência, até porque só tenho questionado algumas coisas de algumas personalidades que teimam em se manter no poder em Bissau…

Mas se na escrita estes ataques só habituais, já não o serão tanto entre os fotógrafos, excepto quando sejam os paparazzi.

Ora foi, precisamente isso que aconteceu com um fotógrafo em Hong-Kong. Richard Jones, fotógrafo do jornal britânico Sunday Times foi alvo do ataque de um guarda-costas de uma distinta senhora, esposa de um brilhante e magnificente estadista africano, porque aquele fotógrafo decidiu ao arrepio do bom senso incomodar a distinta senhora que deveria estar, como qualquer turista, que se preze, comprar algumas imbambas para levar para o seu país, e, provavelmente, para distribuir solidariamente pelos pobres – será que os há? – do seu País. E a dita e nobre senhora estava só, na altura a sair de um hotel onde teria pernoitado e onde um suite custa só, qualquer coisa como 670 euros a noite e envergava na altura uma “écharpe de caxemira de cor vermelha, uma mala Jimmy Choostyle, no valor de 2 200 euros, e uns óculos Cavalli”. Coisa pouca para quem, como ela vive num país riquíssimo e com um povo sem pobreza.

Esqueci-me de dizer que a dita e nobre senhora, que estava a visitar uma filha que está a estudar em Hong-Kong se chama Grace Mugabe e é a actual esposa do “dono” do Zimbabué, senhor Robert Mugabe!

Mas quando a caneta e as teleobjectivas são feitas de boa matéria, raramente, ou nunca, vergam e arrazoam sempre o que mal está, esteja onde estiver e seja sobre quem for! Esquecem-se que os Jornalistas não são nem cegos, nem surdos e muito menos mudos. Talvez já não se possa dizer do mesmo dos... "jornalistas"…

11 dezembro 2008

Mugabe passou-se de vez?

(sugestivo cartune daqui)

O senhor Mugabe quando não é notícia, procura a notícia.

Ele não tem a culpa. De facto, culpa temos nós que ainda vamos dando novas dele. Só que o fazemos, pelo menos por mim falo, mais por respeito ao Zimbabué e ao martirizado Povo do Zimbabué do que procurar perder tempo com um déspota decrépito e inimputável.

Como se sabe, e disso a ONU e a OMS muito têm procurado dar conta, o Zimbabué padece de uma grave crise epidémica de cólera com cerca de 16.000 infectados e mais de 750 mortos. Pelo menos até ontem, segundo a divulgação de uma nota da ONU. Isto apesar da OMS admitir que o número poderá
ascender aos 60 mil infectados!

Felizmente que ainda há quem no Zimbabué consiga milagres apesar da super-inflacionadíssima inflação (mais de 230 milhões %) até porque, segundo personalidades externas aos zimbabueanos – não estou a dissertar sobre quem pensam, não –, como
Obi Egbuna, membro-fundador da Organização de Libertação Pan-Africana, tudo o que se tem dito do Zimbabué mais não é que pura especulação do imperialismo e dos seus acólitos, como Graça Machel, por exemplo.

Mas não é só Ebguna que acha que o senhor Mugabe é vítima; uma vez mais a União Africana impediu
qualquer crítica ou verberação ou deposição ao todo poderoso senhor Mugabe e ao seu regime (quem serão os seus brilhantes advogados que têm conseguido protelar sempre as críticas?).

Mas voltando aos milagres zimbabueanas. Se ainda ontem a ONU afirmava que o Zimbabué estava com uma difícil e incontida epidemia, o senhor Mugabe, em declarações hoje prestadas na televisão zimbabueana veio anunciar o grande milagre (será o terceiro ou quarto milagre de Fátima?) mugabeana; segundo o senhor Mugabe "
Estou feliz em dizer que nossos doutores receberam a ajuda de outros e da Organização Mundial da Saúde (...), assim não há mais cólera"!!!!

Das duas três. Ou os membros da OMS que ainda estão no Zimbabué já deixaram de saber fazer contas e divulgaram números miseravelmente incorrectos; ou os meios de telecomunicações zimbabueanas devido à crise económica operam com intermitência e por isso há números incorrectamente transmitidos para fora, ou… o senhor Mugabe conseguiu o milagre de correr todos os infectados a tiro e enterrá-los (leu mal a história; um
outro déspota, mas iluminado, num país europeu que o recebeu quase como herói há cerca de um ano, mandou foi enterrar os mortos e tratar os feridos; não manou desprezar os mortos e varrer a tiro os infectados…)!

De facto ou o senhor Mugabe pensa que pode continuar a fazer os africanos de parvos ou passou-se de vez!

Será altura, mais do que altura, dos seus amigos o aconselharem, de vez, a ir passar definitivas férias para onde melhor quiser e deixar o Zimbabué eo seu Povo. Mas, por favor, para o Mussulo não!!!

03 dezembro 2008

Mugabe está cada vez mais espartilhado, mas não desiste

Como já não bastasse a depauperada e desfalecida economia do país, que Mugabe acusa terceiros de serem os causadores, da enorme epidemia de cólera com milhares de infectados e centenas de vítimas, de um apego ao Poder inusitado com o apoio silencioso e cobarde de alguns países limítrofes e de alguns dirigentes políticos africanos, o Zimbabué vê as suas forças de segurança combaterem entre si.

No passado dia Mundial do Combate ao Sida em vez de todos se juntarem para combater esta doença,
Polícias e soldados da guarda pretoriana de Mugabe envolveram-se em confrontos.

A falta de dinheiro é um dos factores considerados considerado importante para a crise social e política do Zimbabué.

Mas como habitualmente, Mugabe acusa o Mundo que não lhe é afecto de ser o grande causador de todos os males da sua economia…

23 novembro 2008

Dizer insólitos, é um aforismo…

A selecção angolana dos sub-17 rumou a Zimbabué para tentar o quase impossível. Ou seja, virar o 2-3 da primeira-mão para uma vitória que os levasse à fase final do CAN2009 em Argélia.

Se foram com essa vontade, e todos acreditamos que os palanquinhas iam com essa vontade indesmentível, ficaram-se pela vontade.

Mas o que está em causa não é terem perdido. Isso, apesar de nos aborrecer, nunca gostamos de ver a nossa equipa ou selecção baquear, não foi um insólito, ou não foi a razão dos insólitos acontecidos com o jogo de que
Angop fez eco.

Insólitos foram o jogo ser antecipado em uma hora e mudarem de local do jogo quase em cima da hora. Insólitos é a FAF estar, parece porque ainda não ouvi ou li qualquer intervenção nesse sentido, muda e queda e nada proferir. Insólitos é a CAF permitir que se abuse dos jovens para benefícios de interesses próprios e nada condizentes com a actividade desportiva que, nesta idade, é, ou deve ser, a base de formação de um futuro profissional do desporto.

Insólitos? Talvez não. Insólitos seria que isto não acontecesse no país do senhor Mugabe que, ainda ontem, impediu uma representação do “Grupo de Anciãos” entrar no Zimbabué porque ainda decorrem negociações para a formação do Governo – as eternizadas negociações do senhor Mugabe – e porque, segundo o seu partido, aquele “Grupo” apoia o MDC.

Ora, só por curiosidade, a delegação era
composta por Kofi Annan, antigo secretário-geral da ONU, Jimmy Carter, Nobel da Paz e antigo Presidente norte-americano, e por Graça Machel, activista dos Direitos Humanos, os quais pretendiam, unicamente, avaliar a situação humanitária no País, principalmente quando uma epidemia cólera entrou em força no Zimbabué tendo já feito cerca de 300 vítimas mortais o que levou a República da África do Sul tomar medidas para evitar o avanço da epidemia para o cone sul de África.

18 novembro 2008

Já nem os Veteranos o suportam

Será desta que o senhor Mugabe, o “venerando” – pelo menos para certas pessoas e autocratas africanos – senhor Robert Mugabe vai sentir a cadeira do Poder a fugir-lhe do mataco?

Segundo ele só Deus
o poderia tirar do Poder. Mas como todo os autoritários que utilizam os dogmas religiosos para justificar o injustificável, o senhor Mugabe esqueceu-se que além de Deus – que segundo ele tudo vê, tudo coordena e tudo decide, mas não para já, no que toca a ele, claro… – existem aqueles que estão, também segundo eles próprios muito próximos das decisões divinas.

Alguém, há tempos li eu, afirmava que Deus está em todo o lado mas não pode fazer tudo, nem controlar tudo. E, por isso, criou as mães.

Só que o autor desta frase não deverá conhecer nem o Zimbabué nem uma outra importante personalidade para ajudar Deus: Os Veteranos de Guerra!

Pois são, agora, precisamente os seus melhores “amigos” aqueles que demonstram estar fartos dele e o criticam, acusando-o de "matar o seu próprio povo", e, pasme-se, criticam severamente os líderes regionais africanos acusando-os, também, de "
tentarem mantê-lo no poder depois de perder as eleições".

Será desta que o senhor Mugabe vê “fugir-lhe” Deus? Será desta que o senhor Mugabe perceberá que já nem Deus o suporta ver no Poder?

20 setembro 2008

Mbeki de saída? Com isso Mugabe vai protelando

(as preocupações de Mbeki são evidentes; foto ©Jon Hrusa/EPA/RTP)

Thabo Mbeki sabe, apesar da PGR sul-africana, a NPA, ter recorrida da decisão do Tribunal que considerou inválidas as acusações contra Jacob Zuma, que o seu, ainda, partido ANC não lhe perdoa ter estado por detrás – mesmo que não seja verdade, da acusação não se safa – do chamado complôt contra Zuma.

Por isso não é de estranhar que na África do Sul os mujimbos que correm sejam de que o ANC quer Mbeki seja demitido do cargo de presidente da república.

Apesar de Mbeki já ter feito chegar a informação que acolherá qualquer que seja a decisão do ANC, demiti-lo ou apresentar um voto de censura no Parlamento, ainda não colocou o seu cargo à disposição do partido nem se demitirá forçadamente, antes do fim do seu mandato no próximo ano.

Todavia, Mbeki terá convocado uma reunião de emergência do seu Gabinete para ver se consegue acolher o apoio – que parece difícil, se não mesmo impossível – de todos os seus ministros numa possível demissão em bloco, fazendo ver, deste modo, ao ANC que ainda goza de muito prestígio político.

Vamos aguardar pelos próximos capítulos desta novela Mbeki-Zuma e como estará pelos ajustes a procuradoria sul-africana sobre o caso Zuma.

Enquanto isso, o senhor Mugabe, apesar de ter assinado o acordo para o fim da crise zimbabuena e na linha do que eu próprio já havia preconizado, vai fazendo render a sua teimosia em não querer um Governo com ministros rejeitando as propostas do MDC e do seu líder quanto à distribuição das pastas. Para alguma coisa Mugabe afirmou que era humilhante ter de conviver com o MDC…

19 agosto 2008

SADC “adopta” uma Zona de Comércio Livre

A 28ª Cimeira Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que decorreu desde sábado em Sandton, nos arredores de Joanesburgo, encerrou com o lançamento oficial da Zona de Comércio Livre (ZCL) ou Free Trade Agreement (FTA).

Uma vontade há muito manifestada por alguns países da zona mas a que Angola disse que, para já, NÃO no que acaba por ser uma derrota da Cimeira e uma afirmação cada vez mais efectiva da equidistância que se verifica entre Pretória e Luanda tudo por causa do domínio da SADC. A África do sul é a maior potência económica da SADC e domina a maioria das pautas alfandegárias da futura ZCL.

Além de Angola – que diz pensar aderir à ZCL dentro de dois ou três anos – também o Malawi e o Congo Democrático, mas por razões diferentes, não aderiram à ideia.

A ZCL afro-austral – que quer convergir, futuramente, numa União Aduaneira em tudo semelhante àquela que acabou na União europeia – vai permitir aos estados-membros que eliminem as tarifas, quotas e preferências que recaem sobre a maior parte dos, ou todos os, bens importados e exportados entre aqueles países e estimular o comércio entre eles por meio da especialização, da divisão do trabalho e das vantagens comparativas.

Outro dos objectivos desta ZCL é a criação futura de uma moeda única a circular na região.

A Cimeira, que readmitiu as Seychelles, elevando, de novo, para 15 Estados-membros, acabou por ficar também marcada pelo novo – e habitual – falhanço das conversações entre Mugabe e seu séquito e os vencedores das legislativas do Zimbabwé, na persistência de manter Thabo Mbeki como mediador do conflito, além de o ter, naturalmente pelo cargo que ocupa, nomeado presidente em exercício, e ao boicote do Botswana por não concordar com a presença de Mugabe a quem não reconhece qualquer legitimidade.

A 28ª Cimeira ficou ainda marcada pelas manifestações anti-Mugabe e anti-Mswati III (rei da Swazilândia) levadas a efeito pela todo-poderosa central sindical sul-africana Cosatu, no que parece não ter minimamente preocupado os líderes afro-austrais presentes na Cimeira.

Ficou ainda definido que Angola vai continuar a participar no Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança até à 29 ª Cimeira da SADC, que terá lugar, no próximo ano, na República Democrática do Congo – até lá Joseph Kabila, será o vice-presidente da SADC –; deste órgão fazem também parte a Suazilândia, que substitui Angola na presidência, e Moçambique que ocupará a vice-presidência, e cujo principal desafio é desempenhar(!?) um papel actuante na consolidação da paz, estabilidade e segurança na região (os zimbabueanos que o digam...).

12 julho 2008

Zimbabué: E o veto ganhou a África!

(ONU, África e amigos... Tomem lá manguito!)

"Como se esperava a Rússia e a China vetaram as sanções a Mugabe e à sua pandilha organizada. As sanções propostas consistiam no embargo de armas ao Zimbabué, congelar os bens e proibir as viagens de Mugabe e de outros 13 dirigentes do seu regime, além de escolher um outro mediador para a crise.

Perderam não os mentores da Resolução, mas o Zimbabué, os zimbabueanos, a Democracia e, quer queiram os dirigentes quer não, perdeu África.

Por isso não surpreende que Mugabe se diga feliz com o veto por, como ele afirmou, “por saber que as Nações Unidas são ainda uma organização onde existe uma soberania igual para cada membro e que há controlos no sistema que protegem os fracos dos poderosos” Ora há sistema mais antidemocrático que o Conselho de Segurança onde um Estado (são 5 com essa particularidade) tem o direito a vetar o que a maioria aprovar?

E não é de certeza que o veto aconteceu porque, como ele ameaçou a aprovação da Resolução seria o caminho para a guerra-civil. Além dos dois vetos também votaram contra a África do Sul – porque será ou levará Mbeki a manter esta fixação por Mugabe quando a maioria dos políticos e dos sul-africanos contestam Mugabe?! –, a Líbia e o Vietname!

Ora quando um Chefe de Estado, ilegitimamente consolidado no poder faz declarações – leia-se, ameaças, – destas, isso, só por si, já seria o principal factor para fazer aprovar a Resolução.

Mas há interesses mais elevados que a estabilidade e a paz na região. Como por exemplo, Mbeki a deixar de ser mediador quem poderia sê-lo, e isso Mbeki não o deseja nem por nada, seria Eduardo dos Santos? Ora a disputa pela primazia na região, leva a que as duas potências regionais emergentes torná-la mais importante e por vezes, insinua, também, os seus interesses devem ser colocados acima da estabilidade regional, principalmente quando está em jogo a supremacia na SADC. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Colunistas" de hoje.

02 julho 2008

Não se pode pactuar com o regime de Mugabe

A comunidade internacional não pode pactuar com o regime de Robert Mugabe que está novamente no poder no Zimbabué depois de eleições que não foram livres nem justas”.
Quem assim falou não foi algum membro do senado norte-americano, ou da União Europeia nem, tão-pouco, do establishment britânico.
Quem falou assim, vive num país onde a democracia, apesar de certos avanços e recuos e percalços naturais, já existe e está estabilizada.
Quem assim falou, tão clara e abertamente, é alguém que não tem medo dos “amigos” de Mugabe.
Quem assim falou foi um africano, o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, em entrevista à agência portuguesa Lusa!
Depois de Dhlakama ter exigido o encerramento da embaixada zimbabueana em Maputo e das críticas da UNITA à muda atitude do Governo de Luanda e à subserviência da União Africana por pactuar com a "ilegitimidade e o desrespeito das normas internacionais" temos uma personalidade política que mostra porque o seu país já está no grupo de desenvolvimento médio; não se submete às vontades dos afro-dinossáurios ainda no poder!

29 junho 2008

Mugabe sucedeu-se a si mesmo

(tomem... como diria o Zé Povinho português)

Como seria naturalmente previsível, ou talvez não e é aqui que se espanta, Robert Mugabe conseguiu ser o sucessor de... Robert Mugabe.

Não se espanta que tenha sido o vencedor. Espanta-se, isso sim, que ao contrário da primeira volta que a CNE zimbaueana precisou de longas semanas para apresentar os resultados, agora só precisou de... menos de 24 horas e empossa o "novo" presidente já amanhã, dia 29 de Junho!! Reconheçamos, é obra!

E onde estão os países que impediram o Conselho de Segurança das ONU de criticar a "obrigatoridade" das eleições mugabianas? segundo se consta em Zimbabué, um dos países terá sido o país de Nelson Mandela (como lhe terá sido indegesta a espectacular homenagem aos seus próximos 90 anos realizada em Londres...).

E, já agora, como justificar que, em Portugal, um partido político tenha "boicotado" uma crítica parlamentar a Mugabe? se não sabem, aqui fica o nome dos defensores das liberdades mundiais, foi o PCP!!! se pensarmos que o conselho de Segurança não pensa levar as críticas mais longe porque a Rússia e a China já avisaram que vão votar contra...

22 junho 2008

Zimbabué, a oposição diz não à 2º volta!

O MDC, face ao descarado jogo político e à violência praticada pelo regime do senhor Robert Mugabe “decidiu que não vai participar neste processo eleitoral violento e ilegítimo” para não colocar a vida das pessoas em perigo.
Não concordo com esta posição que vai contra o jogo democrático, embora compreenda e entenda quando este não existe.
E como quem está no sítio e na frente da fogueira é Morgan Tsvangirai, ele e o MDC, melhor que ninguém, saberão como proceder.
Compreende-se quando a Comunidade Internacional vai assobiando para o lado perante atitudes como as de Thabo Mbeki, ou à efectiva inoperância que mostram face à detenção do secretário-geral do MDC e das mortes dos militantes destes partido, ou quando Mugabe diz que nunca sairá do poder qualquer que seja o resultado e a SADC se limita a estar calada como parece ser apanágio das organizações onde pontuam, e com capacidade de decisão, alguns países lusófonos, como por exemplo… a CPLP!
E, com isto, continua o autocratismo, nepotismo e o autoritarismo déspotas a ganhar em África!

20 junho 2008

Mugabe já tem a perpetuação do poder garantida

Se alguém duvidava, as dúvidas estão desfeitas, totalmente desfeitas.

Se alguma pessoa pensava que as aferroadas do senhor Mugabe era a angústia de quem estava quase a morrer para o poder, enganou-se.

Se a África Austral achava que as invectivas que o senhor Mugabe mandava ao seu colega e presidente em exercício da SADC, o zambiano Levy Mwanawassa, por este o andar a criticar bem assim ao partido ZANU-PF, eram meras formalidades, estava totalmente equivocada.

Se o Mundo julgava que o senhor Mugabe já nada mais iria fazer para se perpetuar no poder, além de umas quantas prisõezinhas do seu adversário –já se contam os dedos de uma mão –, de ameaçar de morte os seus inimigos – o secretário-geral do MDC, Tendai Biti, pode vir a ser condenado à morte por traição – ou afirmar que nunca sairá do palácio presidencial qualquer que seja o resultado da segunda volta das presidenciais, enganou-se redondamente.

Se achavam que o aparecimento de uns quantos cadáveres, a grande maioria afiliados ou simpatizantes do MDC eram meras especulações da Amnistia Internacional e de outras proscritas ONGs, estão rotundamente equivocados.

Porque quem assim pensava estava longe de perceber que o senhor Mugabe só procedia como procedia porque tinha o apoio de vários padrinhos.

Se pensam que seriam só os amiguinhos da Costa Ocidental afro-Austral ou as fracas visões do palácio da Ponta Vermelha, o mediador – pelo menos dito como tal – do conflito político do Zimbabué e presidente da República da África do Sul, senhor Thabo Mbeki veio hoje desmentir essa ideia.

Pois Mbeki propôs que a segunda volta das eleições presidenciais sejam canceladas!!! e, ingenuamente – será?!?! – propõe que seja criado um Governo de Unidade Nacional, o que o senhor Mugabe e a sua equipa já afirmaram nunca aceitar!

África, e a política africana, com amigos e mediadores destes continuará a não ir muito longe e manter-se no patamar superior da incredulidade e, infelizmente, da chacota internacional!

14 junho 2008

Se Mugabe disse, está falado.

(Até quando, por causa de personalidades como esta, África vai continuar a ter vergonha de se olhar ao espelho?)

Com o senhor Robert Mugabe, e enquanto for vivo, não haverá Governo formado pela oposição vencedora!
O senhor Mugabe disse, está dito e afirmado.
Por isso não se surpreende que, num só dia, o seu adversário tenha sido detido 2 (duas) vezes ou que a esposa de um líder oposicionista do distrito de Mhondoro seja queimada viva na última sexta-feira pela milícia do senhor Mugabe e a SADC se limite a afirmar que deverá ter 400 observadores no acto eleitoral, num típico assobiar para o lado!
Como, se tudo decorrer normalmente, o senhor Mugabe deverá perder a 2º volta das eleições presidenciais e ele diz que enquanto for vivo não haverá Governo formado pela oposição vencedora, somos levados a crer que as eleições já estão inquinadas desde o início e nada está a ser feito, nomeadamente por aqueles que melhor estariam posicionados para o demover de tais atoardas.
Em Angola, o partido irmão está preocupado – e está mesmo – com as eleições e esperando que o efeito Zimbabué não se torne um dominó (tal como no Zimbabué a senhora Mugabe vai ter de explicar muito bem porque utilizou cerca de 50 mil euros em gastos supérfluos em Roma enquanto se discutia, na FAO, a fome e a pobreza mundial a que os zimbabueanos não são peça fora do xadrez, em Angola haverá também alguns quantos que vão ter de explicar, e muito bem, por andam certos fundos…)
Já na África do Sul, a crise xenófoba tem provocado fortes dores de cabeça aos seus líderes. Parece que há males que vêm por bem, que o digam os autocratas zimbabueanos que com a crise sul-africana percebem que estes já não os aborrecem; se acreditasse em teorias de conspiração até acreditaria que por detrás da crise, que começou, precisamente, com zimbabueanos estaria o poder autocrático zimbabueano…
Enquanto estas duas potências olham, e mal, para os seus umbigos, o senhor Mugabe vai proferindo ameaças como a não admissão de um Governo formado pela oposição vencedora ou verbera os líderes africanos que claramente o criticam e com o beneplácito de quem menos se espera!
Até quando?
Ou será que para a Comunidade Internacional tão pronta a mandar prender personalidades, com ou sem razão, africanas por delitos contra a Humanidade é preferível aceitar um autoritário, déspota e corrupto líder continue a pavonear-se em conferências internacionais enquanto a sua digníssima esposa, Graça Mugabe, delapida os fraquíssimos recursos financeiros do País em… compras romanas!