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15 agosto 2008

Bissau pode cair nas malhas do narcotráfico

(Os abutres quando atacam...; sugestiva foto daqui)

"Há muito que algumas personalidades e Instituições credíveis, e também nestas páginas, se vem avisando que a Guiné-Bissau pode cair, inabalavelmente, nas malhas do narcotráfico.

Avisam e são visados.

Em Maio, o destituído primeiro-ministro N'Dafa Cabi numa audição feita pela Procuradoria-geral da República Bissau-guineense (PGR) depois de ter publicamente denunciado que houve pessoas no país que enriqueceram com negócios da droga, terá afirmado que teria um "dossier" sobre factos relacionados com o narcotráfico e que envolviam figuras ligadas ao Estado Bissau-guineense.

Até ao presente, a única consequência visível foi a sua destituição por “Nino” Vieira e, entre as acusações políticas que se lhe fizeram, foi precisamente não ter conseguido acabar ou minorar o efeito do narcotráfico – oficialmente nunca assumido – no País.

Já em Julho, a então ministra da Justiça, Carmelita Pires, terá denunciado ter sido alvo de ameaças de morte, caso não se afastasse das investigações ao tráfico de droga no na Guiné-Bissau observando que o País correria sérios riscos de se transformar num Estado subserviente ao narcotraficantes, se, entretanto, nada continuar a ser feito.
Agora, é o presidente Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins, que vem denunciar que a Guiné-Bissau corre o risco de ver o seu poder político – qual, haverá realmente? – ser financiado pelo narcotráfico, o que desvirtuaria os princípios da democracia que se quer para o País e temer o que possa acontecer nas eleições de 16 de Novembro próximo. (...)
" (continue a ler aqui ou aqui)

Publicado no , "Colunistas" de hoje.

23 agosto 2007

A cooperação na luta ao narcotráfico

(“Pensão Central” em Bissau; ximunada, naturalmente, ©daqui)

Portugal e Guiné-Bissau acordaram em incrementar a cooperação para combater, com um máximo de eficácia desejável, o narcotráfico que faz da Guiné-Bissau um dos mais indesejáveis entrepostos de África e uma plataforma entre os cartéis latino-americanos e os mercados europeus, nomeadamente, os mercados do norte da Europa.
Pode ser que assim, casos como este citado no Jornal Digital, pela pena de Rui Nuemann, possam se transformar num simples número estranho e inaudito numa sociedade justa e democrática.
Agora é só mais um caso das muitas situações referidas pelo jornalista e por outros órgãos informativos e, ou, individualidades…