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09 março 2019

Visita de Marcelo a Angola em análise para Sputnik

(Imagem via Internet/Google)

Relativo à visita do presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, a Angola, a minha quota parte de análise para o portal da Sputnik Brasil:

Uma das citações da minha entrevista/análise:

«"Atualmente, Angola está numa situação muito melhor. A atitude do presidente João Lourenço é a de uma maior aproximação. Do lado de Portugal, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa é uma pessoa mais generosa, mais aberta. Isso permite que as relações entre os Estados acabem por ter um aquecimento", diz à Sputnik Brasil o pesquisador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, Eugénio Costa Almeida.»

O artigo pode ser lido, na íntegra, aqui

25 outubro 2012

Se isto é internacionalismo…


(Agricultura angolana de subsistência; imagem daqui)

Segundo a rádio VOA (Voz da América) a província do Kuando Kubango está sob a mira de indivíduos, segundo parece, chineses, que estarão a ocupar indevida e inopinadamente terras agrícolas e de pasto para cultivo de arroz, nomeadamente, na região do Rio Longa.

Se já era incompreensível a usurpação de terrenos, sem que os sobas e as autoridades tradicionais locais nada consigam fazer para impedir, mais impressionante é a acusação de que os mesmos indivíduos estão a recrutar crianças, entre os 14 e 17 anos, para fazerem o “seu" serviço agrícola, contra o pagamento – mais que simbólico, já que o habitual é, também, ele, baixo – de 90 dólares.

E tudo isto a escassos 90 kms da capital provincial, Menongue.

É sabido que a província de KK é considerada como “terras do fim do Mundo” mas, será que serão tão fim de mundo que o Governo provincial e as forças policiais nada saibam, nada ouçam, nada vejam, e permitam que esta absurda e incompreensível situação seja já do domínio público internacional?

Quero crer que não. Que tudo esteja a ser feito ao arrepio das nossas autoridades e que Luanda, em último caso, faça uma intervenção pronta e objectiva sobre todos estes desmandos denunciados.

Já há tempos se soube que brasileiros andavam a ocupar excelentes terrenos agrícolas no Kwanza Sul para produção de soja que seria reenviada, a posteriori e, provavelmente, como produto brasileiro, para a China.

Agora esta estranha, absurda, anómala e incompreensível situação, a que se junta, uma vez mais, a acusação que a China estará a “exportar” condenados seus para Angola. Recordo que já há cerca de 5 anos, quando detinha responsabilidades associativas, ouvi esta acusação que nunca me provaram. Mas…

Todavia, deixem-me ser ingénuo, e não querer acreditar que o “internacionalismo” chinês vá a tal ponto e que os “subsídios” financeiros da China já não sejam só pagos pelo petróleo.

Entretanto, a agricultura de subsistência dos angolanos está desaparecendo naquela região.

E a quem é que isto interessa ?...

09 abril 2012

Missang terminou

Depois de tantas vezes ditas por próximos de políticos oposicionistas e por parte de alguns sectores castrenses Bissau-guineenses, parece que a Missão militar angolana na Guiné-Bissau (Missang), que visava reestruturar as forças armadas de Guiné-Bissau, tornando-as mais operativas e menos intervenientes na vida política do País, parece, dizia, ter terminado.

De acordo com uma notícia, há momento veiculada pela empresa televisiva portuguesa SIC Notícias, citando fontes das forças armadas guineenses, a missão da Missang terá terminada por indicação de Eduardo dos Santos.

A confirmar-se esta notícia isto é uma derrota pessoal de Eduardo dos Santos, do MPLA e do PAIGC/Carlos Gomes Júnior. E, de certa forma, de todos aqueles que viam na Missang uma alternativa para acabar com algumas dúvidas quanto à eventual "presença" dos militares guineenses no tráfico de narcóticos entre a América Latina e a Europa e África.

Veremos mais tarde...

14 novembro 2008

Graça Machel reafirma algo que outros já o disseram…

(imagem internet/google)

Numa reportagem da jornalista Alexandra Marques, que hoje o matutino português Jornal de Notícias estampa, a antiga primeira-dama de Moçambique e da África do Sul, Graça Machel (uma senhora que nunca, nem depois de segundas núpcias se sentiu, segundo palavras suas, segunda Dama), afirmou a dado passo, numa Conferência realizada em Lisboa, que "Portugal não tem uma estratégia de cooperação".

Algo que outros, em Portugal, no Brasil e em África já têm afirmado e reafirmado.

Recordo, por exemplo, entre alguns artigos e apontamentos escritos aqui, uma entrevista, dada ao Notícias Lusófonas, há cerca de dois anos, em Abril de 2006 por quando da visita de José Sócrates a Angola, ou artigos de
Jorge Eurico e Orlando Castro, naquele mesmo órgão lusófono de informação, ou em artigos e editoriais do insuspeito Jornal de Angola, ou de órgãos de Comunicação Social angolana independente – são poucos, mas, felizmente, ainda os há –, santomense, cabo-verdiana ou moçambicana e brasileira.

Mas Graça Machel foi mais longe na sua premonição. Segundo ela, Portugal também não tem "uma estratégia muito clara na cooperação científica e de investigação" e se não se precaver e não souber aproveitar o que de bom pode oferecer, nomeadamente, no apoio universitário e na investigação "vai ser ultrapassado pelos espanhóis" – uma situação que a presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, reforçou dizendo que não estava a brincar quando profere estas palavras.

Graça Machel reafirma algo que também eu já o disse anteriormente. Portugal descolonizou mas mantém resquícios quanto às relações que mantém com os antigos povos colonizados e que são consequência de uma descolonização deficientemente pensada e executada. Relaciona-se mal, ou não sabe como se deve relacionar com as antigas colónias, nomeadamente, quando no poder português estão Governos de esquerda. O medo do neocolonialismo é um dos factos mais sintomáticos da deficiente cooperação que existe entre aqueles Governos e os das suas antigas colónias. Leva-os àquilo que Graça Machel chama de estarem a seguir "o modelo antigo" de cooperação, assente nas trocas comerciais”.

Pode ser que depois destas palavras da nova doutorada “Honoris Causa” pela Universidade de Évora, alguém comece a compreender que as relações não se fiquem só pelos prédios, pelos enormes torres e urbanizações que empreiteiros portugueses constroem em Luanda, mas cimentar a cooperação a diversos níveis entre as Universidades portuguesas e das suas ex-colónias e também, como reafirmou Graça Machel, com os restantes países africanos. A conferencista relembrou que África tem 53 países e que todos eles desejam cooperar nos diferentes ramos e níveis do saber e do social.

Publicado na rubrica "Lusofonia" do

12 junho 2008

Gasolina favorece quem?

(já faltou mais para andarmos assim em África; Kadhafi que o diga...)

Depois de ler isto aqui, compreendo porque andava tudo tão aflito em Bissau com os vários milhões de litros de combustível disponibilizados pela cooperação japonesa e como ele iria ser distribuído.

O que não se entende é a forma como os mesmos foram entregues a uma única entidade privada quando, segundo sei, o Pais tem um distribuidora nacional de combustíveis.

Ou será que já não a tem para gáudio daqueles que vão ganhando fundos e mundos e o Povo vai penando com falta de electricidade e água ou telecomunicações fortemente dependentes do petróleo para laborarem?

E, já agora, uma outra pergunta. O presidente da Gambia, Yahya Jammeh, foi fazer algum conferência sobre como se cura o SIDA e se ganham fortunas à custa do povo porque ninguém acredita que os Hummers tenham sido oferta de uma qualquer simpática cooperação internacional? Ou seria?

20 dezembro 2007

Um Workshop sobre a Diáspora Angolana

Na passada terça-feira participei, em nome da Casa de Angola com outras personalidades de relevo na vida social e económica de Angola num workshop realizado em Lisboa sobre o retorno da Diáspora angolana ao País e o seu contributo para as futuras relações entre Angola e Portugal e como o seu retorno podem ajudar nas referidas relações.
Sobre o que lá foi debatido, surpreendentemente e embora fosse um workshop restrito, poderão ler um pouco no Notícias Lusófonas.
Posso adiantar que me pareceu muito oportuno o que lá foi apresentado e as ideias que lá foram deixadas.
Que a CEDEP - Unidade de Investigação de Economia Internacional, entidade organizadora pertencente ao Grupo Universidade Lusófona, consiga juntar todas as contribuições e apresentá-las a quem de direito para que possam ser úteis e terem o efectivo aproveitamento que sei que os seus organizadores – saúdo a coragem da organização, nomeadamente o Professor Eduardo de sousa Ferreira, – procuram que tenha.

01 novembro 2007

Obrigado, mas lixo dispensamos…

(imagem ofertada via e-mail especificamente para aqui)

"Há tempos a Câmara do Porto, ao abrigo da cooperação decidiu oferecer alguns espécimes à sua congénere moçambicana da Beira. Entre as ofertas, e como na altura foi referido no meu blogue “Pululu” e num artigo d’ O Observador, em 28 de Setembro passado, sob o título “Poluir por poluir, que se polua a casa do meu irmão...”, havia um camião de lixo, com mais de 25 anos, e que segundo rezavam as crónicas estaria mais para a sucata que para circular.
Pois e porque a cidade da Beira não tem características
de lixeira, o seu Conselho Municipal decidiu rejeitar esta oferta devido à antiguidade do objecto oferecido.
Uma atitude que se considera incorrecta depois do senhor Rui Rio ter achado, por bem, por certo, que os beirenses moçambicanos iriam agradecer o envio de uma relíquia que num futuro leilão da Sotherby’s iria, por certo, suprir as faltas de dinheiro com que se depara a principal cidade do Zambeze e do Centro-Norte; é que o poder Central, dominado pela Frelimo, não manda para lá nada porque na cidade da Beira quem governa é a Renamo e a região é, na sua maioria, pró-perdiz.
Mas como a população e a cidade vive do momento, e porque a Beira não é, nem quer ser, uma das múltiplas lixeiras como que o Ocidente vê África, o seu líder, David simango, decidiu, e muito bem, que ali lixo, não!
Que o amigo e fraterno cooperante Rui Rio fique com o seu lixo e o recicle!
Mas, por outro lado, concordo com a
sugestão de Orlando Castro. Ou seja, que a Beira receba o dito camião e o "coloquem […] numa praça central da cidade da Beira com um cartaz a dizer: Homenagem à cooperação com a Câmara do Porto".
Com amigos destes que e como também já tinha escrito, África deve preferir estar sozinha!
"
Publicado no /"Colunistas" com o título acima; igualmente publicado n'

O mestre e o pupilo

"José Eduardo dos Santos visitou, durante 2 dias a República de Moçambique e o seu presidente Armando Guebuza. Ou seja, o Mestre foi ver com se estava a portar o Pupilo na condução do país dos Mambas.
Por outras palavras, aquele que está habituado a tudo mandar, a tudo ter, e nada de si distribuir, foi ver como estava aquele que, em tempos, afirmou que no seu Pais, jornalista que quisesse fazer certas e inconvenientes perguntas, que ele não tolerasse, teria um certo destino; qualquer coisa como o que teve Carlos Cardoso. (...)
" (continuar a ler aqui)
Publicado n', edição 91, de 1 de Novembro de 2007.

Nota: Aconselho a leitura do excelente comentário de Uabalumuka no apontamento "E vão três...", principalmente quando realça que Eduardo dos Santos declara que vão ser "convocadas" e não afirma, clara e explicitamente, que vão ser "efectuadas"...

23 agosto 2007

A cooperação na luta ao narcotráfico

(“Pensão Central” em Bissau; ximunada, naturalmente, ©daqui)

Portugal e Guiné-Bissau acordaram em incrementar a cooperação para combater, com um máximo de eficácia desejável, o narcotráfico que faz da Guiné-Bissau um dos mais indesejáveis entrepostos de África e uma plataforma entre os cartéis latino-americanos e os mercados europeus, nomeadamente, os mercados do norte da Europa.
Pode ser que assim, casos como este citado no Jornal Digital, pela pena de Rui Nuemann, possam se transformar num simples número estranho e inaudito numa sociedade justa e democrática.
Agora é só mais um caso das muitas situações referidas pelo jornalista e por outros órgãos informativos e, ou, individualidades