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15 fevereiro 2009

Os grandes líderes são assim...

(imagem via Internet, algures no Google)
Líder que é líder não faz por menos. Nunca sai de eleições com menos de 85% dos votos. E se for um líder incontestado e, claramente, amado, então só tem valores destes ou bem acima.

E como líder que é o senhor José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal e secretário-geral do Partido Socialista (PS) como exemplo à livre e espontânea democracia que todos os grandes e amados líderes devem preservar foi às urnas para ser reeleito numa feroz peleja democrática pelo cargo de Secretário-geral do PS.

Infelizmente não consegui saber como, eventualmente, se chamava o seu opositor. Parece-me que se denominava “branco” ou “cruz una” dado que no boletim só estava inscrito o seu nome. Mas o que interessa é que foi a votos para ser reeleito.

E como um líder carismático e amado que é, na linha de outros como Hosni Mubarak, do Egipto (com 88,6%, embora um pouco menos na última reeleição), Teodoro Nguema, da Guiné-Equatorial (próximo dos 97%), ou Alexander Lukachenko, da Bielorrússia (com cerca de 82%), Sócrates foi reeleito para o cargo com 96,43%.

Digam lá se isto não é ser um líder amado e incontestável; e sem “banhos” ou electrodomésticos…

Ah! e os nomes apresentados foram só para exemplificar. Longe de mim qualquer analogia extra-votação…

14 maio 2008

Que se passa na RTP-África?

(imagem RTP)

Ontem, 13 de Maio, o programa “Repórter” da RTP-África, relembrou com imagens e uma análise interessante os 41 dias de greve de fome da antiga directora da Contra-Inteligência Externa angola, a tenente-coronel Maria da Conceição Domingas.

Se na 1ª. Edição do programa, a análise foi durante o decorrer do mesmo, na edição da noite foi logo no início como que a querer dar uma manifesta importância ao assunto ou...

Já hoje, estranhamente, a edição do jornal da Tarde da RTP, reproduzido, em simultâneo e na íntegra, pela RTP-África começou com um pequeno retardamento.

Se o telejornal português começou com uma pequena dilação, a 1ª edição do “Repórter” começou a ser vista em Lisboa quando já estava no ar a primeira(?) notícia.

E já não é a primeira vez que isto acontece.

Será um problema da RTP ou da TV Cabo?

Não acredito que o Governo socialista de José Sócrates (por acaso é, tal como o seu congénere angolano, membro da Internacional Socialista) tenha dado ordens para ver primeiro o conteúdo – não vá haver alguma incómoda crítica a Luanda e lá se vai o petróleo e a banca – e só depois permitir a retransmissão.

Eu não acredito; mas depois do que hoje li

01 fevereiro 2008

Se perguntar não ofende…

Sem com isto afirmar que acredito ou não na notícia do Público, e que já mereceu o natural repúdio televisivo do visado, só pergunto se no caso de ter havido assinaturas da pessoa em questão, mesmo em processos seus – e parece que na TV ele deu entender que só assinou o que era seu –, como é que o poderia fazer sem estar inscrito na Ordem correspondente, como um seu Ministro já deu entender que não está.
Perguntar não ofende e com isto não estou a dizer que houve da parte do visado qualquer dolo. Não vá ele me meter, também a mim, em tribunal por difamação…
Realmente, só tenho aquela dúvida.