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10 dezembro 2009

No Dia Internacional dos Direitos Humanos…

(Foto ©EFE, retirada daqui)

Que tal Marrocos dar a outra face por uma activista que recentemente recebeu nos EUA dois Prémios pelos Direitos Humanos o de “Robert F. Kennedy 2008” e o de “Civil Couraje 2009”, este outorgado pela Fundação Train.

Não é pela bondade que se perde uma face e muito menos pela destruição que se afirma a soberania.

É pela inteligência, e o Rei Mohammed VI já mostrou, bastas vezes neste seu ainda curto reinado, que sabe ser magnânimo e inteligente, que se podem vencer certos debates!

Aminatu Haidar, em greve de fome que se deseja termine rápido até para melhor defender os direitos da sua terra natal, espera por essa magnanimidade num aeroporto de Lanzarote, nas Canárias, Espanha.

E porque hoje é o aniversário da
Declaração Universal dos Direitos Humanos…

27 fevereiro 2007

RASD 31 anos de independência sem Estado

(imagem ©daqui)

Faz hoje 36 anos que a Frente Polisário (Frente Popular para a Libertação de Saguia el Hamra e Rio de Oro) proclamou a República Árabe Sarauí Democrática onde era o antigo território espanhol da Rio de Oro (Sara espanhol) e que em 1975 o Estado espanhol abandonou à rápida divisão entre a Mauritânia e Marrocos.
O Sara Ocidental foi sempre muito rico em fosfatos, razão porque os dois dividiram o território entre si nada deixando para Argélia que também queria um naco do mesmo. Foi por causa desta divisão que Argélia apoiou a Polisário na exigência da independência e nunca por razões de um qualquer altruísmo político emancipalista que ainda hoje divulga.
Depois da desistência mauritana o rei Hassan II, de Marrocos, decidiu incorporar todo o território no reino através da chamada “Marcha Verde”. Foi a marroquinização do Sara Ocidental.
Desde 1988 que a ONU, através da Missão das Nações Unidas para o Referendum no Sara Ocidental (MINURSO) e do seu principal representante, James Baker, está para resolver este problema bicudo, diria o seu maior fiasco político, que fez com que Marrocos, tal como já não estava na OUA, continue de fora da União Africana.
Para quando uma solução pacífica e definitiva para aquele antigo território espanhol abandonado por estes à sua sorte?
Enquanto isso não acontece os sarauís vão festejando a independência no exterior com críticas à comunidade internacional.

16 setembro 2004

França muda de política sobre Sara Ocidental?

Agora que o representante especial do Secretário-geral das Nações Unidas mudou, transmuda-se também a atitude francesa acerca da questão sarauí?
De facto, até há pouco tempo os franceses apoiavam a atitude crítica e oposicionista de Marrocos ao chamado plano Baker que parecia querer levar aquele longo conflito a uma solução conciliatória e garante dos interesses de ambas (que por acaso são três – há que incluir Argélia) as partes, além de ter o apoio da União Europeia e da OUA/UA (que note-se não tem no seu seio Marrocos devido, entre outros motivos, à questão do Sara Ocidental).
Recorde-se que o plano Baker previa um período de transição de cinco anos ao fim dos quais as tribos sarauís seriam consultadas em referendum sobre a sua integração, ou não, no Reino de Marrocos (estes desejavam que a referida consulta integrasse todos os residentes no Sara independentemente de serem ou não sarauís).
No entanto, e de acordo com a agência PANA o governo francês, através do porta-voz do Quai d' Orsay, Hervé Ladsous, afirmou que a "França é favorável à procura duma solução política realista e duradoura para a questão do Sara Ocidental aceite pelas partes no quadro das Nações Unidas", ou seja, começa a questionar a sempre aceite "marroquinidade" do território.
Tudo isto após o peruano Alvaro de Soto ter sido nomeado como o novo representante especial de Kofi Annan para aquela zona conflituosa de África, do rei Mohamed VI, de Marrocos ter mostrado plena disponibilidade para a resolução pacífica do diferendo e da reunião tripartida de Madrid entre o chefe de governos espanhol, Zapatero, e alemão, Schroeder presidente Chirac.
Ou seja, o governo francês continua na sua linha de uma política de equívocos e inoportunos voltes-face a que nos habituou, seja na Europa e dentro da União, seja, particularmente, no Continente Africano.