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01 fevereiro 2013

O Mali pode condicionar África?

"Houve um período em que o Continente Africano esteve numa certa estranha acalmia político-militar, só entrecortada com as crises da Costa do Marfim e, do já rotineiro, Congo Democrático. Infelizmente, coisa de pouca duração. Desde que emergiu a chamada Primavera Árabe que o Continente, em particular a parte meridional, está em contínua convulsão. Foi – e é – a Líbia, é o Egipto e, mais recentemente, o Mali.

Na Líbia, como se previa, a queda de Kadhafi não seria sinónimo de paz e evolução político-militar. A situação no país está entrar numa rotina de preocupantes conflitos locais com os principais países ocidentais a mandarem sair os seus cidadãos, nomeadamente, da “pátria” da revolta líbia, Benghazi, em parte devido às ameaças dos grupos fundamentalistas islâmicos do Norte de África, ditos aliados da al-Qaeda.

No Egipto a oposição ao presidente islamita Morsi mantém o país sob um clima de forte tensão devido, segundo aqueles, ao facto dos islamitas da Irmandade Islâmica e de Morsi terem criado uma Constituição que fere os desejos libertadores constitucionalistas dos “fundadores” da alforria da Praça Tahrir, ou seja, igualdade entre os Povos e entre os Homens e as Mulheres.

Mas se nestes dois países a situação é crítica, no Mali a conjuntura é de guerra aberta entre uma certa legitimidade (não constitucional) e um déspota terrorismo. E porquê uma legitimidade não constitucional e um terrorismo? Recordemos a evolução.

O Mali, em Março de 2012, foi alvo de um Coup d’État (Golpe de Estado) levado a efeito por militares liderada pelo capitão Amadou Haya Sanogo (estranhamente e ao contrário das directrizes da União Africana (UA), esta reconheceu o novo Governo). Este golpe despoletou a crise subsequente levada a efeito por tuaregues e aproveitada pelos islamitas pró-al-Qaeda.

Os tuaregues liderados pelo Movimento Nacional para a Libertação d’ Azawad (MNLA), um movimento laico que também agrupa islamitas não radicais defendeu a separação autonómica do Norte do Mali (Azawad) no que foi aproveitado por radicais islâmicos para declararem a secessão integral e respectiva independência do território.

Só que os independentistas não se ficaram pelo território secessionado. Quiseram progredir para sul o que levou o presidente interino, Dioncounda Traoré, ao abrigo da Resolução 2085 da ONU, sobre o Mali, solicitar ajuda à Comunidade internacional, leia-se, à França e à UA.

Recorde-se que Traoré ascendeu ao poder através de um novo Golpe contra Sanogo, evocando a retomada da legitimidade constitucional. Nada mais erróneo dado que desde 2002 que o Mali era governado por golpistas.

A aproximação dos golpistas terminou em Konna – na região de Mopti, que já não faz parte de Azawad –, a cerca de 300 quilómetros a norte da capital, Bamako, com a entrada na cena militar de forças francesas.

E aqui volta a velha questão da franconização de África que o presidente francês Hollande disse ter terminado. (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 263, de hoje, página 19 (1º caderno)

17 janeiro 2013

E na recente crise do Mali…


A crise do Mali resultante da secessão da parte norte do país levada a efeito por rebeldes tuaregues ditos islamitas radicais – o que se estranha porque os tuaregues nunca foram radicais islamitas, em parte, devido aos efeitos do pós-independência da Argélia –, após uma tentativa de Golpe de Estado, liderada pelo capitão Amadou Haya Sanogo, o que obrigou a uma tomada de posição forte por parte da União Africana e da CEDEAO.

Tal como a verificada no Coup d’État (Golpe de Estado) da Guiné-Bissau.

Recorde-se que a secessão resultou na proclamação do Estado de Azawad, de matriz islâmica, pelo Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA), a que se juntaram outros grupos rebeldes, incluindo radicais alegadamente ligados à al-Qaeda, como a Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) ou o Ansar Dine Islâmico, bem como sudaneses e alegados saauris; o Azawad é um território um pouco maior que a França, e que corresponde a cerca de dois terços da área total do Mali (ver imagem).

Ou seja, e em boa verdade, o que a UA e a CEDEAO fizeram foi já habitual um tiro no escuro, demasiado breu, sem quaisquer efeitos práticos – como em todos os Golpes ocorridos no Continente – pelo que necessitou da entrada de terceiros para que a questão tivesse outro caminho.

Foi o que aconteceu nestes dois últimos dias com a entrada das forças armadas francesas na procura da recuperação da integridade territorial do Mali após suposto pedido das autoridades malianas de Bamako.

Essa foi a razão oficial. No entanto, há uma outra razão substantiva e subjacente para que a França, com o apoio da ONU, da CEDEAO, da União Africana – por via da aplicação da Resolução 2085 da ONU, sobre o Mali, – e de alguns dos principais líderes africanos, como o presidente sul-africano, Jacob Zuma o confirmou, ontem, em Luanda, tenha começado a actuar no Mali: a eventual queda do presidente interino Dioncounda Traoré.

O governo de Traoré começou a sentir os reais efeitos da crise militar quando os rebeldes tomaram de assalto, no passado dia 10, a cidade de Konna – na região de Mopti, que já não faz parte de Azawad –, a cerca de 300 quilómetros a norte da capital, Bamako.

Não esqueçamos que Traoré ascendeu ao poder em Bamako depois da tentativa de um Coup d’État levado a efeito em Março de 2012, pelo capitão Sanogo que visou a queda do regime de Mamadou Toumani Touré, também ele tendo ascendido ao poder, em 2002, após um golpe de Estado.

Ora, a razão invocada para o Golpe foi o alegado descontentamento dos militares com a falta de meios para combater os rebeldes tuaregues no Norte do país. E, todavia, isso não impediu que os revoltosos, após o não apoio da UA ao Golpe, tenham sido os mentores da secessão tuaregue.

Acresce que os tuaregues são acusados de terem estado na linha da frente líbia a apoiar e sustentar o regime de Muammar Kadhafi até ao seu fim definitivo. Na fuga destes elementos bem treinados e armados para o norte do Mali levou que os mesmos acarretassem consigo muito material bélico, nomeadamente, armamento pesado.

Como este conflito pode provocar uma série de riscos elevados para todo o continente, nomeadamente, uma eventual violenta reação dos islamitas e um potencial desastre humanitário, vamos aguardar qual será o desenrolar final do conflito.

Que esta ajuda militar da França – que deverá ter o apoio das forças africanas da Afisma, (força africana de cerca de 300 soldados da CEDEAO) – não acabe como a ajuda militar humanitária da Líbia.

O ataque de islamitas a um bloco de extração de gás na Argélia – sob a denúncia deste país ter facilitado a travessia aérea das forças francesas para o Mali –, com a captura de reféns e o contra-ataque das forças argelinas para a recuperação do território não inferem bom augúrio.

Ainda assim, há a expectativa que, depois do fim da crise, a questão da Azawad seja assunto de uma análise ponderada e objectiva, visando a integridade territorial do Mali, mas... (basta ver o que aqui escrevi)

15 maio 2012

O raio que o parta...

Elcalmeida; montagem a partir de algumas fotos)

A primeira medida de François Hollande tomou após ser empossado não foi apresentar o seu gabinete mas visitar a senhora Merkel em Berlim.

Apesar de Hollande ter defendido, durante a campanha eleitoral, um maior crescimento e uma menor austeridade, por coincidência ou por efeito dos deuses pró-austeridade, o avião foi atingido por uma tempestade durante o trajecto Paris-Berlim.

Vá-se lá saber os desígnios  dos eurocratas...

05 maio 2012

Eleições na Europa comunitária…


(qual será, amanhã, o balão que estoirará?...)

Amanhã vai ser dia “D” para dois Estados da União Europeia.

Vão ocorrer a segunda volta das presidenciais francesas entre o candidato a suceder a si próprio, o senhor Sarkozy, conservador ou lá o que ele se auto-intitula, e o socialista Hollande.

Vai ser uma disputa entre os situacionismo vigente e liderado pela senhora Merkel, da Alemanha, com o beneplácito do novo “petit Napoléon” e o, parece, “utópico crescimento” de Hollande – esta de prometer empregos aos milhares já me parece ser sina dos socialistas; a primeira vez que o ouvi foi com o português Sócrates!

A segunda eleição, e talvez a mais importante para o futuro da União Europeia e do euro, acontecerá com as legislativas da Grécia.

À partida tudo conjuga que os dois partidos do sistema, que subscreveram o memorando com o grupo UE/BCE/FMI – vulgo troika (à falta de melhor foram buscar uma palavra eslava) –, não conseguirão, qualquer um deles, obter a maioria absoluta para governar; a que se junta o facto do PASOK, socialistas, já ter afirmado – nem tudo o que se diz hoje é verdadeiro amanhã – que não irá governar com a Nova Democracia, conservadora.

Acresce que partidos anti-europeus (ou anti-federalistas, talvez seja mais correcto) da extrema-direita, neo-nazi, e da extrema-esquerda, estão a ver as suas bases, pelo menos a fazer fé nas sondagens ocorridas antes do início da campanha eleitoral – são proibidas durante –, a subir exponencialmente e a colocar em perigo vários aspectos das relações helénico-europeias.

Desde logo se a Grécia sair do Euro ou, mesmo, da União Europeia quais serão as consequências para certas relações financeiras com os seus dois habituais aliados?

Quer a França, quer, e principalmente, a Alemanha têm bancos afundados na Grécia até aos colarinhos.

Uma saída da Grécia do esquema europeu e alguns dos principais bancos franco-germânicos teriam de ser apoiados pelos seus Governos sob pena de se afundarem de vez com as inevitáveis consequências.

E, por arrastamento, toda a economia europeia ficaria em bolandas…

21 março 2012

Não é uma «teoria da conspiração», mas…

Recentemente o Mundo civilizado foi horrorizado com a fria morte de três crianças e de um rabi, numa escola judaica, em Toulouse, França.

Segundo algumas testemunhas, este ignóbil e hediondo acto, teria sido perpetrado por um único indivíduo, que se fazia transportar numa mota.

As primeiras reacções indicariam que este seria o terceiro acto de uma “peça” já conhecida das autoridades francesas porque, tudo o indicava, que o assassino/executor seria o mesmo que teria praticado actos similares contra militares de origem magrebina 8de confissão muçulmana) e franco-caribenha.

Estranhamente, e segundo a revista Le Point, as autoridades francesas, numa primeira reacção, davam como tendo sido ex-militares expulsos, próximos dos neo-nazis, os autores destas três tristes e abomináveis façanhas.

Posteriormente, e fazendo fé, nas declarações públicas das testemunhas do ataque à escola judaica, tiveram de fazer uma inversão e já admitiam ter sido, talvez só um ex-militar com muita prática.

O actual e ainda presidente da República Francesa, Nicolas Sarkosy, também ele filho de imigrantes e casado com uma imigrante, e que tem criticado, mais que implicitamente, os imigrantes – parece estar a tentar roubar votos à extrema-direita francesa – tal como o seu primeiro-ministro, diz que tem de ser combatido estes actos xenófonos.

Mas… (os dois textos seguintes foram escritos na minha página do Facebook:)

[- Como pode Sarkozy prometer uma coisa que ele próprio, inadvertidamente, admito, criou com as "sanções" para os imigrantes. E esta já parece não ter sido original dado que o mesmo atirador poderá ter estado por detrás da morte de pára-quedistas franceses na semana passada."

"- É interessante que o que até agora era difícil de se apurar - quem era quem – seja tão rápido a ser apanhado e pertencer à Al-Qaeda. Logo uma pessoa que além de ter morto judeus também matou magrebinos, logo, islâmicos, e franco-cribeanos, que nada têm haver com a "Palestina".

Talvez, se analisarmos bem, talvez que pertença à mesma organização que matou um fotógrafo num navio do Greenpeace, em N. Zelândia, ou, como já se especulou e não foi pouco, também tentou - e parece quase conseguiu - destruir a vida política de DSK, evitando assim, que o Poder instituído se reafirmasse e mantenha.

Não esqueçamos que foi o Poder o primeiro a vir a público chorar "lágrimas de crocodilo", logo aproveitado por aqueles que ao Poder desejam subir...

Como acima titulo, não defendo uma “teoria de conspiração”, mas que quem ler as “histórias” da DGSE (Direction Générale des Services Spéciaux) ou das suas antecessoras e da sua subserviência política ao Poder – qualquer que seja a cor de momento – verifica que têm sido muitos os actos praticados e nunca assumidos que se assemelham a autênticos actos terroristas como os acima referidos.

E sempre a favorecer os interesses instalados dos Poderes instituídos.]

Reafirmo que não estou a defender uma qualquer eventual “teoria de conspiração”, mas…

Entretanto, as notícias dão como estando na perspectiva de detenção do alegado assassino, que segundo algumas fontes se terá identificado como membro da Al-Queda. Ora como esta anda, ultimamente, com as costas tão largas – até quando um dos alegados financiadores do senhor Sarkozy também o denunciava como todos os actos praticados no seu país derivavam deles, um tal Kadhafi – já acredito em tudo.

Não é que esteja a defender uma qualquer eventual “teoria de conspiração”, mas…

29 outubro 2009

Condenações no Angolagate causam estupefacção em Angola…

Segundo uma significativa maioria das fontes em Angola, e confirmado em comunicado, entretanto divulgado, o Governo angolano terá ficado estupefacto com as condenações que se verificaram com o caso “Angolagate”.

Não compreendo porquê tanta admiração pela estupefacção. Talvez seja a habitual ingenuidade da minha parte.

É perfeitamente natural que um Governo, mais a mais legitimado em eleições, de um País onde muitos mandam mais que quem o deveria mandar – ou não se sentissem donos do mesmo ao ponto de alimentar melhor os seus cães, por exemplo que os pobres –, fique estupefacto que um Tribunal tenha a leveza de condenar pessoas, à revelia do que o Poder político determina, e desprezando as eventuais
pressões daquele. E, principalmente quando as referidas armas – mesmo que estivesse a decorrer um embargo determinado pelas Nações Unidas – “não eram nem francesas nem passaram por território francês”.

Há quem se esqueça que as Leis quando são criadas, mesmo que não sejam locais ou nacionais, mas sejam adoptadas pelos respectivos Países quando as transpõem para o seu ordenamento jurídico, passam a ter mesma força que uma Lei aprovada em território nacional.

E mais o Governo angolano vai ficar admirado se o Governo francês, como já se especula e aceitando o
repto de um dos condenados, decidir mesmo levantar o segredo de Estado sobre certas actividades “económicas e legítimas” porque foram feitas fora de território francês e com produtos letais não franceses, das personalidades condenadas e daquelas, por acaso sem qualquer vínculo a França, que por razões que só a História, um dia, irá desvendar – essa é a nossa esperança – não foram ouvidas nem julgadas.

E mais ainda ficará admirado quando se aperceber que Paris, por muito que deseje manter o actual “status quo”, ainda mais quando a
Total, e subsidiárias, descobriu mais de um bom filão petrolífero em águas profundas, se curve às exigências da Justiça. É que nem todos ainda perceberam que a Justiça não pode, não deve, estar sujeita às ordens do Poder Político.

Talvez aí se venha aperceber como
certas situações na guerra angolana, e talvez não só, como por exemplo, na Costa do Marfim (Cote d’Ivoire), no Chade e na República Centro-Africana e no Congo Democrático, se foram desenrolando. Fossem por via dos Serviços Secretos franceses, fossem por via de intermediários/vendedores de armas que para mim são mais assassinos que aqueles que cobardemente disparam e matam opositores, seja em guerra aberta, seja por detrás, seja quando está a se render, como parece ter acontecido com um antigo líder rebelde…

Ou seja, como é que armas proliferam em países sobre quem recaem embargos diversos?

E quem diz em África…

27 outubro 2009

Caso «Angolagate» terminou?

O caso “Angolagate” terá tido hoje o seu epílogo jurídico com a condenação, no Tribunal Correcional de Paris, de Jean-Christophe Mitterrand, filho do antigo presidente francês, François Miterrand, e de Charles Pasqua, antigo ministro do Interior.

Mitterrand foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa, substituíveis por uma multa de 375.000 euros por suborno, e Pasqua, a um ano preso e terá de pagar 100.000 euros de multa por «tráfico de influência».

O Tribunal francês condenou, ainda, a seis anos de prisão efectiva o multimilionário israelita de origem russa
Arcadi Gaydamak e o magnata francês – com passaporte diplomático angolano e nacionalidade brasileira – Pierre Falcone (apesar da eventual imunidade diplomática diplomático, por ter sido representante de Angola na UNESCO, o tribunal ordenou a sua imediata detenção, porque considerou que esse estatuto não cobre condenações por tráfico de armas).

Juridicamente, o caso estará encerrado, salvo se os acusados usarem do direito de “recurso”.

Politicamente muita coisa ficou por esclarecer, nomeadamente, para onde foram as “luvas” pagas pelos franceses e pelos seus companheiros cuja condenação ainda está por ser apurada.

Recordemos que durante o julgamento alguns dignitários angolanos foram indiciados – ou indicados – como estando por detrás deste processo. Algumas movimentações políticas – também chamadas de «petróleo» - impediram que o processo ficasse totalmente esclarecido.

Se juridicamente, o processo estará encerrado e politicamente ficou no limbo, por certo que a História há-de, um dia, clarificar este processo.

31 outubro 2008

Angolagate e Pierre Falcone a quem interessa realmente?

O “Angolagate”, depois que o Tribunal não sancionou o pedido do advogado do Estado angolano que queria considerar que parte da matéria dirimida no Tribunal fosse vista como de interesse do Estado, continua de vento em poupa e com interessantes revelações.

O franco-brasileiro-angolano (ufa, quase não se respira) Pierre Falcone viu as autoridades francesas de acusação apresentarem documentos bancários, presume-se, onde se escalpeliza que teria ganho, com as transacções de material de guerra para Angola, qualquer coisa como… 177,841 milhões de dólares e o seu colega de acusação e sócio nas vendas, ausente-presente em Israel, o franco-isreaelo-russo-canadiano (ufa que este ainda é pior) Arkadi Gaydamak, teria obtido ganhos na ordem dos 219,727 milhões de dólares.

Todavia, o senhor Falcone diz que a sua fortuna não ultrapassa os… 15 milhões de dólares. Das duas, três; ou o senhor Falcone tem hábitos de vida muito luxuosos e desbaratou quase tudo o que tinha ganho; ou o senhor Falcone mente; ou, e isso vem ao encontro do que hoje o matutino português
Público publica, entregou chorudas comissões a quem ele achou por bem fazer mas que não o diz porque, e segundo suas palavras, são "…“segredo-defesa” do Estado Angolano" e que não pode dizer, de imediato, o que teria sobrado para ele porque era um mero representante, todavia não deixou de admitir ter recebido verbas de Angola e que aquelas eram do conhecimento dos seus mandantes (quais, ele não é claro; deve ser um dos segredos-defesa do senhor Falcone).

No entanto, o senhor Falcone não deixa de confirmar que grande parte da sua fortuna (qual, será o tribunal a ter de provar) estará distribuída por diferentes paraísos fiscais e suportam algumas empresas (de familiares) que operavam ou operarão no México, Brasil, Colômbia ou Angola e dispersavam-se por ramos como agricultura, ajuda alimentar de emergência (que solidários), hotelaria, publicidade e desminagem. Só que o Tribunal mostrou provas que os dois sócios terão fornecido a Angola – uma das razões para ser um dos países mais afectados por esses artefactos – milhares de minas anti-pessoal.

Mas se estas novidades, bem assim os diferentes paraísos fiscais onde o senhor Falcone e as empresas da família têm espalhado o dinheiro (Ilha de Man, um paraíso fiscal offshore ligado ao Reino Unido, nas Ilhas Virgens Britânicas, Suíça, Colômbia, Luxemburgo e Bahamas), vão surgindo no dia a dia do julgamento, que deverá decorrer até Março de 2009, outras há que também vão emergindo e que tornam esta matéria mais suja – ou "sulfurosa" – que um derrame de petróleo em águas marinhas por um qualquer navio-tanque de grande tonelagem.

Esta semana o presente-ausente Gaydamak, actual candidato a prefeito da cidade de Jerusalém, afirmou, a partir de Israel – e, ao contrário do que se possa julgar, não é surpreendente que Israel nada faça para o devolver a França, ou os israelitas não tivessem interesses económicos e políticos, cada vez maiores, com um das partes envolvidas – que esta situação se deve a uma mentira criada pelo antigo presidente francês Jacques Chirac e seus “partizans” e que tem
provas materiais dessa eventual falsificação quando voltar a França depois das eleições autárquicas de 111 de Novembro (em Israel, não confundir com o dia da Dipanda).

Pois vamos aguardando pelas declarações dos dois sócios e desaprovar o continuado mutismo de Luanda porque isso acaba por agradar a Falcone e a Gaydamak dado que assim, tudo que disserem em tribunal ou fora dele, parece não ter direito ao contraditório por parte de Angola, mesmo que surjam denúncias como as do Público (denuncia sobre a passagem de
"luvas" por bancos portugueses e com destinos específicos – só não ainda vi foi a apresentação de eventuais bancos franceses no processo e eu não acredito que estejam inocentes – e deixa implícito no ar, também, porque determinada pessoa está a recato numa prisão angolana e ninguém toca nele).

Daí, a pergunta que titula este apontamento, a quem interessa realmente este processo jurídico?

23 maio 2008

Sarkozy em Luanda

(foto Angonotícias)
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, efectua esta sexta-feira uma visita relâmpago a Luanda.
Segundo o presidente Eduardo dos Santos, esta visita só acontece devido aos esforços de Sarkozy em tudo ter feito para “ultrapassar os "obstáculos" que impediam as boas relações entre os dois países, falando numa "nova era" nas relações bilaterais”.
Ou seja, e por outras palavras, por ter abafado o caso “Angolagate”, já velhinho de uma década, e alguns dos eventuais indiciados!
E com o petróleo a preços tão altos convém recuperar o prestígio – nunca perdido, diga-se, – da petrolífera francesa Elf-Total que já chegou a deter alguns dos mais importantes poços petrolíferos da costa angolana…
E, já agora, pode ser que o presidente Eduardo dos Santos consiga persuadir os seu colega francês a solicitar à euro-franco-qualquer-coisa Airbus a deixar cair o lobby anti-TAAG por esta não ter comprado aviões àquela companhia.
É que dizer que a TAAG já está no bom caminho quanto à segurança é uma utopia, até porque essa mesma companhia não vê os seus voos proibidos noutras regiões; e uma delas bem mais restritiva que a europeia, os EUA.

20 fevereiro 2008

França já sofre efeitos colaterais de Kososo?

De acordo com uma notícia do diário moçambicano electrónico O Observador, edição 160, de 21/Fev/2008, o Palácio de Justiça de Ajacico terá sido metralhado durante a noite de terça-feira por um ou vários desconhecidos que se faziam transportar num carro deixando visível na fachada do edifício sete impactos de bala “vários dos quais à altura de um homem, e os CRS de guarda só escaparam aos tiros porque se lançaram ao chão”, conforme terá declarado o procurador da República em Ajaccio, José Thorel, que se deslocou ao local. Segundo o magistrado, “a arma utilizada era de grande calibre e o ou os atiradores terão utilizado uma viatura roubada que foi encontrada em chamas a cerca de 500 metros do Palácio alguns instantes mais tarde”.
Efeitos colaterais da auto-proclamação da independência do Kosovo e do reconhecimento do Estado kosovar pela França?
É preciso não esquecer que os corsos desde há muito que lutam pela independência da ilha.
Relembremos que já em Setembro de 2005 a Câmara Municipal de Ajaccio foi atingida por um um rocket, num local muito perto do gabinete onde se encontrava o presidente da autarquia, sem contudo, e também dessa vez, sem fazer feridos, ao contrário do verificado no início do ano de 2007 onde uma pessoa morreu e outra ficou ferida devido a um atentado levado a efeito, especulou-se, por nacionalistas corsos.

04 janeiro 2008

Dakar adeus? Ou o fanatismo ganhou?

O fanatismo dito islamita e a subserviência ao novo “imperador” europeu, o senhor Sarkozy, parecem ter ganho ao conseguirem anular a edição comemorativa dos 30 anos do (Paris) Lisboa-Dakar.
Tudo porque na Mauritânia alguns indivíduos, que se dizem(?!?!) islamitas e da al-Qaeda do Magreb, provocaram alguns problemas – a morte de 4 turistas franceses em vésperas de Natal – que pôs o Quai d’Orsay andar com fraldas descartáveis atrás de si.
A força francesa é tal que nem os pilotos como parece nem o resto dos organizadores terão sido consultados.
E o que é estranho é que já houve situações análogas ou piores – relembremos o Mali – e não houve adiamentos ou anulações. Porque será?
Depois da actual prepotência “bushística” norte-americana parece que temos os franceses voltarem ao “plateau”, como acontecia na época nuclear de De Gaulle…
Entretanto, vão continuando a carpir mágoas e lágrimas de crocodilo por a China estar cada vez mais entranhada em África!
Valha a promessa da organização que diz que vai fazer o de 2009. Veremos…
.
Nota complementar: E se houvesse dúvidas quanto à interferência do novo “petit napoléon” basta ler aqui e como o senhor “porreiro pá!” comeu e calou!
E tudo em nome de um hipotético ataque à caravana. Será que depois do 911 não houve mais “Dakars” ou será que nos anos anteriores os “Salafitas de Prédica” ou "Gspc" ou “al-Qaeda do Magreb” como agora lhe denominam já não existiam? Quem levou a cabo os atentados de Casablanca ou de Argel?
E o Dakar parou? Não me parece!
E quando as crises em Marrocos estavam no apogeu com ataques constantes dos sarauis? Ou quando os tuaregues dominavam os desertos do Mali? Nem aí me parece que os Dakar tenha alguma vez parado.
Não quero, nem posso, não desejo e nem podemos, branquear os néscios ataques que se fazem em nome de uma religião. Mas evocar, sempre que “nos” convém o fantasma da al-Qaeda já começa a ser demais. Qualquer dia acontece como a “estória” do Pedro e do Lobo. Tanto aquele grita pelo Lobo que quando ele realmente “houver” já ninguém ligará!
Ou como relembra o IBGF, a al-Quaeda parece que “virou franchising. E essa marca pode ser negociada”.
Deixemo-nos de tangas e parem de gozar com a nossa chipala!

22 maio 2007

A eleição de Sarkozy

Artigo publicado no semanário que por razões técnicas só pode ser impresso na edição 115 deste fim-de-semana. um artigo sobre a eleição de Sarkozy e o "novo Maio" que o recém-empossado presidente parece estar a trazer para a França.

"Conforme previam a maioria, ou a quase totalidade, das sondagens, o candidato do chamado neo-conservadorismo euro-americano, Nicolas Sarkozy, venceu a segunda volta das eleições presidenciais francesas face à candidata socialista Ségolène Royal.
O sexto Presidente da V República, Nicolas Sarkozy, filho de imigrantes húngaros – um dos novos países da União Europeia e que, ultimamente tem estado, resultante das diferenças políticas entre o presidente e o chefe de Governo, em convulsões sociais e políticas –, assentou parte da sua campanha na França para os franceses.
Algo muito semelhante às ideias teológicas e fundamentalistas do senhor Le Pen, o candidato da exterma-direita francesa.
Ou seja, Sarkozy considera que a entrada de imigrantes em França deverá ser cerceada e limitada a todos os que conhecerem bem a língua francesa e a cultura do país para onde desejam entrar.
Radical? talvez, principalmente se considerarmos que na “final” estiveram dois “imigrantes”: Nicolas Sarkozy, de ascendência húngara, e Ségolène Royal, natural de Daccar!
Mas, e paradoxalmente, serão os países afro-francófonos que melhor poderão aproveitar esta condicionante. (...)
"

Pode continuar a ler acedendo através da minha página-pessoal, secção "Artigos/Correio da Semana"

21 abril 2007

França e Nigéria, eleições presidenciais

Este fim-de-semana vão acontecer duas importantes eleições presidenciais e com natural impacto em cada região onde se inserem: França e Nigéria.
Sobre este assunto um artigo de opinião hoje publicada no sob o título "Um fim-de-semana de eleições" donde se extrai este trecho:
"Este poderá ser um fim-de-semana eleitoral importante em dois diferentes países de duas outras tantas distintas regiões. Em França vai acontecer as eleições presidenciais onde tudo parece conjugar que, ao contrário das anteriores onde se encontraram frente-a-frente o candidato centrista, Chirac, e o candidato surpresa da extrema-direita, Le Pen, desta vez, salvo nova surpresa na segunda fase estarão os dois representantes que configuram e estabilizam a actual política francesa: a direita proto-neo-nacionalista e neo-europeísta de Nicolas Sarkozy e a nova esquerda liberal de Ségolène Royal.
(...)
Na Nigéria depois do fim-de-semana passado ter eleito os novos dirigentes regionais, este sábado, será dia de eleições para ver quem irá substituir Olusegun Obasanjo em Abuja. E com ele serão também eleitos os 360 deputados do Congresso e os 109 senadores.
Pela primeira vez na sua história Nigéria poderá assistir à substituição natural e democrática de um civil por outro civil por efeitos do voto (se outros houvessem que seguissem o exemplo…)
(...)"
Podem continuar a ler o artigo acedendo através do título do NL acima referido.

16 abril 2007

Europa quer dar vitória a Sarkozy?

(montagem a partir de ©le Nouvel Observateur)

Segundo uma sondagem feita em três dos quatro grandes da Europa (Alemanha, Itália e Reino Unido) e no quase-grande (Espanha) estes preferem a socialista Ségolène Royal ao seu rival de direita Nicolas Sarkozy para a presidência francesa (aqui).
Ora como se sabe que os franceses vão sempre contra o que a maioria da “Europa” quer – o chamado efeito De Gaulle – é quase certo que quem ganhará será Sarkozy porque, apesar de tudo, não creio que os franceses desejem ter Le Pan como presidente, apesar da notícia de ontem do DN (edição escrita) onde refere um artigo do le Nouvel Observateur no qual se afirma que os serviços secretos franceses Renseignements Généraux sabem, por um inquérito feito, que Le Pen será o segundo mais votado…
E se Sarkozy ganhar a culpa será, porque os “europeus” gostam muito de se meter na vida interna das Nações, unicamente da Europa!

26 novembro 2006

Ruanda e França em rompimento

Há dias escrevi aqui um apontamento onde alertava para as preocupações que poderiam derrapar as relações franco-ruandesas, devido em grande parte ao eventual tomada de posição dos militares franceses em não anular ou mesmo pactuar face ao etno-genocínio ruandês.
Na sequência desse processo um juiz francês, Jean-Louis Bruguiere, terá afirmado que só a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), actualmente no poder, tinha mísseis capazes de abater o avião onde seguia o então líder radical huto e presidente do Ruanda, Juvenal Habyarimana, em 1994. Segundo afirma aquele juiz francês terá provas de que terá sido Paul Kagame, actual presidente do Ruanda, a ordenar o referido assassinato, episódio que levou radicais hutus a assassinarem cerca de 800 mil ruandeses, a maioria da etnia tutsi.
Ora como Kagame goza de imunidade, devido ao seu actual estatuto, o citado juiz propôs que o mesmo fosse investigado pelo Tribunal Internacional para o Ruanda enquanto, simultaneamente, emitia mandados de captura contra 9 colaboradores do presidente ruandês.
Tal atitude francófona levou o Ruanda a expulsar o embaixador de França do país e a romper relações diplomáticas com Paris.
Os Estados são livres de tomar as iniciativas que considerarem mais correctas e oportunas para a defesa dos seus interesses. Não esqueçamos que os Estado não têm amigos mas interesses a defender.
Todavia, se Kagame nada tem a esconder nem a temer e como tem se mostrado como paladino da defesa da verdade no que concerne ao etno-genocídio ruandês não se vislumbra porque ficou melindrado por ser investigado.
Quem não deve não teme.
Por outro lado, foram os ruandeses que despoletaram esta situação quando, bem ou mal, está um Tribunal francês a julgar esse processo, acusaram os militares franceses de pactuarem com o citado e ignóbil etno-genocídio que, ainda hoje, continua a fazer vítimas quer entre os que mais o sentiram quer entre aqueles que, directa ou indirectamente nele participaram. O Tribunal Marcial do Ruanda condenou um antigo comandante do Exército ruandês, o general Laurent Munyakazi, à prisão perpétua por actos de genocídio e crimes contra a humanidade e o bispo Wenceslas Munyeshyaka, actualmente refugiado em França, à prisão perpétua por participação em actos e cumplicidade no etno-genocídio.
Por isso, e como quem não deve, não teme, não se entende esta tão radical decisão de Kigali face a Paris.
Ou será que, pelo contrário, os telhados de vidro são tão finos que o melhor é atirar com os franco-atiradores para o mais longe possível. Não vá alguma pedra, mais certeira, perfurar a carapaça da virtude…

17 novembro 2006

Eliseu no feminino?

(imagem ©AP via SIC/Sapo.pt)

As próximas eleições presidenciais francesas vão ter, pelo menos, uma candidata ao cargo com reais hipóteses de vitória.
A socialista Ségolène Royel foi designada candidata do PS francês às presidenciais de 2007 batendo homens como o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius e o antigo ministro da Economia Dominique Strauss Kahn.
Mas não será a única senhora à corrida presidencial.
A líder do Partido Comunista Francês, Marie-George Buffet, foi também escolhida, por esmagadora maioria, e igualmente derrotando dois homens, para ser a candidata do seu partido à presidenciais francesas da próxima primavera.
A França, por vezes, consegue surpreender-nos favoravelmente.

08 novembro 2006

Crise social francesa... - artigo de opinião

"Um ano se passou sobre os graves distúrbios sociais em França ocorridos em Outubro de 2005.
Na altura os principais dirigentes, em avançada pré-campanha para as presidenciais do próximo ano tudo fizeram e tudo prometeram para resolver e sanar os problemas subjacentes que provocaram a mais grave crise social francesa que há memória, desde 1968.
Um ano se passou e, pelos vistos, pouco ou nada se fez.
Um ano se passou e, de novo, a crise estalou.
"
Artigo elaborado no final de Outubro e publicado na edição de 4-Nov-2006 do semanário santomense Correio da Semana, sob o título "Crise social francesa mantém-se um ano depois!!!" e que pode ser lido, na íntegra, aqui.

07 novembro 2006

Eles eram protectores ou algozes?

Preocupante um recente artigo da BBC (para África) sobre a participação das forças francesas no conflito étnico do Ruanda.
Nesse artigo as forças francesas são acusadas de serem cúmplices nos crimes e de permitirem que as milícias hutu capturassem refugiados dos campos sob a protecção francesa aí colocada sob um mandato das Nações Unidas para criar uma área humanitária segura.
E este artigo é tanto mais inquietante quanto, já em tempos, estas acusações tinham sido formuladas, algumas pelos próprios ruandeses, e prontamente desmentidas pelas autoridades francesas.
Ora acontece que estas revelações surgem devido à requisição de documentos junto do Ministério da defesa francês e por um magistrado francês, na sequência de uma queixa de 4 sobreviventes a um genocídio contra soldados franceses por participação activa no mesmo.

05 novembro 2005

Que se passa em França?

© Foto retirada da SicOnline
Será que alguém consegue explicar, cabal e eficazmente, o que realmente se passa em Paris, primeiro, e nas restantes cidades francesas, actualmente.
Não me parece que dois jovens electrocutados sejam razão suficiente para os distúrbios e autênticos actos de vandalismo que grassam em França.
Também não me parece razão bastante que estes desmandos possam e devam ser motivo para as autoridades começarem já a rotular de terrorismo urbano e alguns certas comunidades sejam acusadas de terem e de estarem por detrás destes actos totalmente gratuitos.
Cerca de 2300 carros destruídos, 500 detidos, uma biblioteca municipal e um ginásio incendiados são razão sim para seja analisada e repensada a forma como as comunidades são inseridas nos diferentes contextos locais.
Por vezes é mais fácil criar e ler rótulos que analisar os conteúdos. E se os assuntos são de raiz afro-magrebina e asiática, então a rotulagem é maior. E aí em vez de diluirmos o perigo, aumentamo-lo.
E marchas silenciosas por muito meritórias que sejam não parecem ser suficientes.

31 agosto 2005

Liberdade, igualdade, fraternidade e...

Do Brasil, via e-mail, recebi de uma amiga e uma das que, quase desde o início, tem visitado e deixado algumas das suas impressões (e a quem também já roubei algumas fotos maravilhosas) este “desabafo”.
Poderia ter lido, concordado – ou não – e deixado na biblioteca dos meus e-mails mais interessantes ou importantes.
Mas porque, em alguns – e não poucos – pontos, compreendo e concordo com o seu teor (apesar de nele se encontrar uma palavra bem lusófona - o "bold" é da minha safra) aqui o deixo na íntegra e na prenúncia brasileira:

Tenho acompanhado pela net e TV os incêndios em Paris.
A imprensa brasileira tem divulgado essa "série de incêndios" com detalhes
[um a 26Ago com 17 mortos (maioria crianças senegaleses e malianos) e outro a 29Ago com 7 mortos (a maioria, e uma vez mais, crianças e desta feita a maioria costa-marfinenses)].
Como num passe de mágica os prédios "começaram" a pegar fogo. Coincidência?
Eu tenho um olhar muito crítico do Brasil.
Quando tomo conhecimento desses fatos sinto que não deveria ser tão crítica.
Aqui padecemos de muitas desigualdades. Mas atrocidades como os incêndios em Paris ultrapassa o sentido de humanidade.
Para um país de primeiro mundo é um absurdo o que vemos.
Pior são as explicações das autoridades parisienses. Dizem que os prédios não possuem condições de serem habitados. Aí fica a pergunta no ar: Por que permitem a permanência dos africanos nesses locais?
Será que a França é tão pobre que não tem condições de transferí-los?
Se fosse no Brasil não tenho dúvidas que a imprensa internacional caíria pesado sobre nós. Afinal somos um bando de subdesenvolvidos.
Só idiota pode achar que os incêndios não são criminosos.
Enfim...Liberdade, Igualdade, Fraternidade....e fodam-se os africanos.
Viva a França!!!!