15 novembro 2017
O terramoto legislativo de João Lourenço
12 abril 2012
A Europa diz uma coisa, mas os britânicos…
Bem roga a Europa – em claro nome da Airbus (embora não o confirmem, mas… ingénuos mas não tanto) – pela defesa e segurança dos ares europeus – leia-se, uma vez mais, pela venda de aeronaves da europeia Airbus.
Deprecam tanto que até mandam suspender os voos de muitas companhias aéreas, a maioria fora da Europa, em particular de África e algumas da Ásia, mas nenhuma das Américas ou Oceania, evocando, por norma e quase sempre, razões de segurança aérea.
A TAAG foi uma delas havendo, ainda, algumas mais angolanas. A companhia de bandeira moçambicana, LAM, bem assim todas as outras moçambicanas, está no lote das impedidas de voar para a Europa.
Se a TAAG já voa, ainda o faz com condicionalismos e só para alguns poucos, muito poucos, países europeus.
E o que as impede? Razões, ainda e sempre, de segurança e de salvaguarda de voo.
Qual o pecado mortal destas companhias? Todas, ou quase todas, raríssimas excepções para as que têm aviões russos (Tupolev ou Antonov) ou brasileiros (Embraer) e canadianos, são aviões da norte-americana Boeing.
No caso da TAAG, desde há cerca de 2 anos que voa para a Europa e outras regiões intercontinentais com aparelhos Boeing 777.
Isto é algo que já se conhece e se sabe há muito tempo.
O problema é que a Europa sempre foi um Continente com vários campos de acção e várias plataformas política e económicas em constante actividade e diatónica.
São conhecidos os diferendos político-militares ao longo dos últimos séculos entre os epirocratas (Espanha, França, Prússia/Alemanha, Impérios Austro-Húngaro e Otomano e Rússia) e talassocratas (Portugal e Grã-Bretanha). Só para referir os mais conhecidos.
Se Portugal acabou absorvido pelos interesses epirocratas da Nova Europa, liderados pela andrógena senhora Merckel e pelo seu sinonímico senhor Sarkozy, já os britânicos continuam orgulhosamente sós no seu porta-aviões “livres” da maioria dos ditames provenientes de Berlim e Paris via Bruxelas.
Foi assim no recente Tratado a que Portugal, muito orgulhosamente bem ensinado e conduzido vai ratificar, sabendo que os que virão muito dificilmente – ou NUNCA – conseguirão cumprir e, para o qual, os britânicos contrapuseram, rotundamente, com um NÃO.
E para que não haja dúvidas quanto à sua livre decisão, apesar de serem também accionistas da Airbus, embora minoritários, via BAE Systems, o actual primeiro-ministro britânico, senhor David Camerom decidiu fazer a sua visita de Estado à Ásia num Boeing 747 de uma companhia privada, no caso na Sonair, que, só por mero acaso, é subsidiária da companhia petrolífera… Sonangol (Sociedade Nacional de Petróleos de Angola E.P.).
Quando se é chefe de um porta-aviões, são sempre comandantes da flotilha por muito que os pseudo-influentes membros da “infantaria” ou da “artilharia” estrebuchem…
14 dezembro 2011
Eu e Manuel Vicente no Diário Económico...
21 maio 2008
Em casa de ferreiro, espeto…
Há um adágio popular na Europa que diz, mais ou menos, isto “em casa de ferreiro, espeto de pau”.
E pelos vistos também em Angola a situação é idêntica.
No já maior produtor de petróleo de África, a falta de gasolina é o pão-nosso de cada dia.
Enquanto na Europa, nomeadamente em Portugal há quem esteja largos minutos em bichas para atestar a sua viatura de gasolina a um preço mais convidativo, em Luanda, a capital do maior produtor de petróleo de África – e o maior exportador de crude para a China (ou como diz a canção "eles levam tudo e não deixam nada"...) – há quem esteja horas na bicha para conseguir uns litritos para a sua viatura!
A Sonangol diz que a situação já está regularizada.
O problema são os bidões e bidões que os luandenses guardam para especular.
Se a Sonangol – leia-se, o Governo angolano – não estivesse tão preocupado em tomar parte do capital dos Bancos angolanos e, ou, estrangeiros em vez de estabilizar os seus stocks nacionais ou se se preocupasse em pôr de pé e de vez – infelizmente, mas, do mal o menos – a refinaria do Lobito e recuperar a de Luanda – até já a compraram de vez – por certo que os angolanos, em geral, e os luandenses, em particular, não sentiriam a falta de gasolina.
E quem diz gasolina, por certo que dirá, também, a energia eléctrica, já que, se as barragens ainda não laboram a 100%, poderiam implantar nos arredores das grandes cidades, centrais termoeléctricas com o crude nacional.
E quase todos os dias a luz eléctrica só existe via geradores...
15 fevereiro 2007
Como é possível?
**Não tenha combustível (mais especificamente, gasolina) para disponibilizar pela população luandense como demonstram as imagens seguintes, hoje recolhidas via RTP-África?
uma empresa pública penso que o Governo e o Ministro responsável deveriam pedir responsabilidades da gestão praticada.É que custa acreditar que esta falta se deva atraso na construção da
que nunca mais está pronta, perto da cidade do Lobito…22 agosto 2005
Prémio Sonangol de Literatura 2005 vai para as Ilhas
No passado dia 19 de Agosto, o júri do Grande Prémio Sonangol de Literatura 2005 anunciou, em Luanda, que o prémio foi ganho, ex-aequo, pelas obras de ficção "Retalhos do Massacre de Batepá", do santomense Malé Madeçu, e "Baban, o Ladino", do caboverdiano Fidalgo Preto.O júri, presidido pelo escritor caboverdiano Corsino Fortes e que integrava os angolanos Marisa Costa, Cornélio Caley e Jorge Macedo, atribuiu a menção honrosa à obra "Levélengué - as gravuras de Gabriela", de Natasha Lueje, igualmente um santomense.
De notar que o Grande Prémio Sonangol de Literatura 2005,está avaliado em 25 mil dólares; a partir deste ano, o Grande Prémio passa a realizar-se de cinco em cinco anos, mas a menção honrosa, que só será destinada a escritores angolanos, terá uma periodicidade anual.


