Mostrar mensagens com a etiqueta Sonangol. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sonangol. Mostrar todas as mensagens

15 novembro 2017

O terramoto legislativo de João Lourenço







Hoje, 15 de Novembro de 2017, precisamente 50 dias após a sua tomada de posse como Presidente da República, João Lourenço efectuou um quase terramoto legislativo com exoneração da eng.ª Isabel dos Santos, da Sonangol, e cessações de contratos com a Semba Comunicação, de Welwitshea “Tchizé” e José Paulino “Coreon Du” dos Santos, até agora gestores da TPA 2 e TPA Internacional, da Televisão Pública de Angola. (TPA).

Sobre estes dois pacotes legislativos, quase duas bombas económicas, há muito esperadas, mas que, apesar disso, parecem ter tido um fortíssimo impacto nacional e internacional, foram-me pedidas análise e comentários, que falei e escrevi como seguem:

1. O meu comentário/análise para a RFI Português como o "Convidado".:
(uma pequena observação:no comentário houve um lapso da minha parte com uma "promoção governativa"; disse que Carlos Saturnino era o Ministro, quando, na realidade, era Secretário de Estado. Espero que o Ministro (oficial) me perdoe...)

e

2. Um "Comentário", com título da responsabilidade do editor, para o semanário angolano Folha 8 «“DOS SANTOS FAMILY” – DE QUEDA EM QUEDA».
«O Folha 8 solicitou-me, enquanto académico e angolano, um comentário às exonerações que, hoje, e na linha do que o Presidente João Lourenço vem fazendo há uns dias, sobre as demissões – perdão, exonerações – em que três dos filhos do antigo (leia-se, ex) Presidente José Eduardo dos Santos – e por este nomeados – foram alvo»


12 abril 2012

A Europa diz uma coisa, mas os britânicos…

(foto obtida no Aeroporto 4 de Fevereiro)

Bem roga a Europa – em claro nome da Airbus (embora não o confirmem, mas… ingénuos mas não tanto) – pela defesa e segurança dos ares europeus – leia-se, uma vez mais, pela venda de aeronaves da europeia Airbus.

Deprecam tanto que até mandam suspender os voos de muitas companhias aéreas, a maioria fora da Europa, em particular de África e algumas da Ásia, mas nenhuma das Américas ou Oceania, evocando, por norma e quase sempre, razões de segurança aérea.

A TAAG foi uma delas havendo, ainda, algumas mais angolanas. A companhia de bandeira moçambicana, LAM, bem assim todas as outras moçambicanas, está no lote das impedidas de voar para a Europa.

Se a TAAG já voa, ainda o faz com condicionalismos e só para alguns poucos, muito poucos, países europeus.

E o que as impede? Razões, ainda e sempre, de segurança e de salvaguarda de voo.

Qual o pecado mortal destas companhias? Todas, ou quase todas, raríssimas excepções para as que têm aviões russos (Tupolev ou Antonov) ou brasileiros (Embraer) e canadianos, são aviões da norte-americana Boeing.

No caso da TAAG, desde há cerca de 2 anos que voa para a Europa e outras regiões intercontinentais com aparelhos Boeing 777.

Isto é algo que já se conhece e se sabe há muito tempo.

O problema é que a Europa sempre foi um Continente com vários campos de acção e várias plataformas política e económicas em constante actividade e diatónica.

São conhecidos os diferendos político-militares ao longo dos últimos séculos entre os epirocratas (Espanha, França, Prússia/Alemanha, Impérios Austro-Húngaro e Otomano e Rússia) e talassocratas (Portugal e Grã-Bretanha). Só para referir os mais conhecidos.

Se Portugal acabou absorvido pelos interesses epirocratas da Nova Europa, liderados pela andrógena senhora Merckel e pelo seu sinonímico senhor Sarkozy, já os britânicos continuam orgulhosamente sós no seu porta-aviões “livres” da maioria dos ditames provenientes de Berlim e Paris via Bruxelas.

Foi assim no recente Tratado a que Portugal, muito orgulhosamente bem ensinado e conduzido vai ratificar, sabendo que os que virão muito dificilmente – ou NUNCA – conseguirão cumprir e, para o qual, os britânicos contrapuseram, rotundamente, com um NÃO.

E para que não haja dúvidas quanto à sua livre decisão, apesar de serem também accionistas da Airbus, embora minoritários, via BAE Systems, o actual primeiro-ministro britânico, senhor David Camerom decidiu fazer a sua visita de Estado à Ásia num Boeing 747 de uma companhia privada, no caso na Sonair, que, só por mero acaso, é subsidiária da companhia petrolífera… Sonangol (Sociedade Nacional de Petróleos de Angola E.P.).

Quando se é chefe de um porta-aviões, são sempre comandantes da flotilha por muito que os pseudo-influentes membros da “infantaria” ou da “artilharia” estrebuchem…

14 dezembro 2011

21 maio 2008

Em casa de ferreiro, espeto…

(Foto Elcalmeida, via RTP-África)
Há um adágio popular na Europa que diz, mais ou menos, isto “em casa de ferreiro, espeto de pau”.
E pelos vistos também em Angola a situação é idêntica.
No já maior produtor de petróleo de África, a falta de gasolina é o pão-nosso de cada dia.
Enquanto na Europa, nomeadamente em Portugal há quem esteja largos minutos em bichas para atestar a sua viatura de gasolina a um preço mais convidativo, em Luanda, a capital do maior produtor de petróleo de África – e o maior exportador de crude para a China (ou como diz a canção "eles levam tudo e não deixam nada"...) – há quem esteja horas na bicha para conseguir uns litritos para a sua viatura!
A Sonangol diz que a situação já está regularizada.
O problema são os bidões e bidões que os luandenses guardam para especular.
Se a Sonangol – leia-se, o Governo angolano – não estivesse tão preocupado em tomar parte do capital dos Bancos angolanos e, ou, estrangeiros em vez de estabilizar os seus stocks nacionais ou se se preocupasse em pôr de pé e de vez – infelizmente, mas, do mal o menos – a refinaria do Lobito e recuperar a de Luanda – até já a compraram de vez – por certo que os angolanos, em geral, e os luandenses, em particular, não sentiriam a falta de gasolina.
E quem diz gasolina, por certo que dirá, também, a energia eléctrica, já que, se as barragens ainda não laboram a 100%, poderiam implantar nos arredores das grandes cidades, centrais termoeléctricas com o crude nacional.
E quase todos os dias a luz eléctrica só existe via geradores...

15 fevereiro 2007

Como é possível?

Como se entende que o 2º maior produtor africano de **
Não tenha combustível (mais especificamente, gasolina) para disponibilizar pela população luandense como demonstram as imagens seguintes, hoje recolhidas via RTP-África?

Filas e mais filas, havendo quem vá logo de madrugada tentar obter uns litrinhos para consumo auto e para os geradores como comprovam os bidons na 4ª foto (falta de luz a quanto obrigas...)

Sendo a uma empresa pública penso que o Governo e o Ministro responsável deveriam pedir responsabilidades da gestão praticada.
É que custa acreditar que esta falta se deva atraso na construção da que nunca mais está pronta, perto da cidade do Lobito…

Não se entende nem se percebe como é possível! porque não acredito que seja a R.P.China que o leva todo...
**foto Siva Pinto (Tonspi)

22 agosto 2005

Prémio Sonangol de Literatura 2005 vai para as Ilhas

No passado dia 19 de Agosto, o júri do Grande Prémio Sonangol de Literatura 2005 anunciou, em Luanda, que o prémio foi ganho, ex-aequo, pelas obras de ficção "Retalhos do Massacre de Batepá", do santomense Malé Madeçu, e "Baban, o Ladino", do caboverdiano Fidalgo Preto.
O júri, presidido pelo escritor caboverdiano Corsino Fortes e que integrava os angolanos Marisa Costa, Cornélio Caley e Jorge Macedo, atribuiu a menção honrosa à obra "Levélengué - as gravuras de Gabriela", de Natasha Lueje, igualmente um santomense.
De notar que o Grande Prémio Sonangol de Literatura 2005,está avaliado em 25 mil dólares; a partir deste ano, o Grande Prémio passa a realizar-se de cinco em cinco anos, mas a menção honrosa, que só será destinada a escritores angolanos, terá uma periodicidade anual.