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05 abril 2012

Fim da “Reconstrução” em 2013?!...

(Enquanto houver imagens com o estas, não pode haver Reconstrução acabada)

A TPA (Televisão Pública de Angola) afirma, citando o presidente José Eduardo dos Santos – provavelmente na sua alocução de ontem pelos 10 anos de Paz, na cidade de Luena, província do Moxico – que, o “Programa de Reconstrução Nacional será concluído antecipadamente no princípio do próximo ano, em vez de 2015/2016 como estava previsto”.

Sejamos honestos, uma vez, até porque sabemos que as eleições estão à porta, mas...

Como é possível tal ambição com os significativos atrasos no saneamento básico e na distribuição efectiva de energia e água potável?

Propaganda e visão política sim, mas com alguma ponderação.

Como ainda não ouvi nem li as palavras de Eduardo dos Santos e como se sabe que, por vezes e não poucas vezes, a TPA é muito expansiva nas leituras que faz, vou aguardar e ler, logo que as recepcione na íntegra, as palavras de dos Santos e depois comentá-las…

02 dezembro 2011

Cai ministra, viva ministro…

(o novo símbolo da EDEL - Empresa de Electricidade de Luanda - que "corre" nas páginas sociais)

Já há muito que se especulava que a Ministra da Energia e Águas, Emanuela Vieira Lopes, poderia cair dada a sua inoperacionalidade governativa numa área tão sensível tanto em Angola, no geral, como em Luanda, em particular.

Recordemos que o semanário Novo Jornal, na edição de 9 de Setembro, já antevia esta hipótese, quando num despacho do gabinete do Presidente Eduardo dos Santos, datado de 16 de Agosto passado, lhe eram já então retiradas todas as competência para exercer o cargo. Ora a queda acabou por acontecer neste início do mês e… ministro posto, ministro empossado.

Hoje o Presidente da República – ainda não mudou, continua a chamar-se e tudo parece indicar que assim se vai manter por mais 5 anos – José Eduardo dos Santos, empossou o novo Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, até agora Secretário de Estado deste ministério, apelando para que acabe a “«falta de eficiência» do sector eléctrico, designadamente no abastecimento de electricidade à capital”.

O que não deixa de ser interessante é que o ministério era totalmente inoperativo como se manda abaixo o titular e se eleva o secretário de Estado, por norma, quem mais deveria estar a produzir. Curioso e relevante…

21 maio 2008

Em casa de ferreiro, espeto…

(Foto Elcalmeida, via RTP-África)
Há um adágio popular na Europa que diz, mais ou menos, isto “em casa de ferreiro, espeto de pau”.
E pelos vistos também em Angola a situação é idêntica.
No já maior produtor de petróleo de África, a falta de gasolina é o pão-nosso de cada dia.
Enquanto na Europa, nomeadamente em Portugal há quem esteja largos minutos em bichas para atestar a sua viatura de gasolina a um preço mais convidativo, em Luanda, a capital do maior produtor de petróleo de África – e o maior exportador de crude para a China (ou como diz a canção "eles levam tudo e não deixam nada"...) – há quem esteja horas na bicha para conseguir uns litritos para a sua viatura!
A Sonangol diz que a situação já está regularizada.
O problema são os bidões e bidões que os luandenses guardam para especular.
Se a Sonangol – leia-se, o Governo angolano – não estivesse tão preocupado em tomar parte do capital dos Bancos angolanos e, ou, estrangeiros em vez de estabilizar os seus stocks nacionais ou se se preocupasse em pôr de pé e de vez – infelizmente, mas, do mal o menos – a refinaria do Lobito e recuperar a de Luanda – até já a compraram de vez – por certo que os angolanos, em geral, e os luandenses, em particular, não sentiriam a falta de gasolina.
E quem diz gasolina, por certo que dirá, também, a energia eléctrica, já que, se as barragens ainda não laboram a 100%, poderiam implantar nos arredores das grandes cidades, centrais termoeléctricas com o crude nacional.
E quase todos os dias a luz eléctrica só existe via geradores...

10 abril 2008

Luanda e a maka da falta de água e luz...

(secou? imagem daqui)

De acordo com um e-mail proveniente de Luanda, a cidade da Kianda vai ficar sem água potável devido a uma ordem do Tribunal e sem luz devido às obras "chinesas".
Para melhor entendimento transcrevo o e-mail tal como recebido, não identificando, por razões obvias, o remetente do mesmo..

"Vamos ficar sem água. Uma juiza decretou o encerramento das instalações da Epal- Empresa Pública de Águas de Luanda, numa causa perdida em juizo a favor de dois cidadãos angolanos. AS INSTALAÇÕES DO MARÇAL EM LUANDA, ESTÃO ENCERRADAS, DESDE ONTEM ÀS DOZE HORAS.

Também muita gente, muitos povos estão sem energia eléctrica devido a avarias em oito transformadores fabricados, fornecidos e montados recentemente por uma empresa chinesa. Tá-se mesmo a ver que foi mais uma argolada chinesa. Digo mais argolada, porque as obras de restauração da Cidadela Desportiva efectuada por chineses, estão literalmente a desabar. Assim vai o esbanjamento dos milhões de dólares que muito brevemente serão exiguos, com tanta idiotice progaramada, leia-se corrupção mal organizada.
"

Os pagamentos do petróleo estão a mostrar, com cada vez maior intensidade, a qualidade chinesa. E vão alguns países afro-lusófonos avançarem para a construção de empreendimentos desportivos, nomeadamente estádio de futebol, esquecendo-se o que aconteceu ao celebrado estádio bissau-guineense...

03 março 2008

Se perguntar não ofende…

(imagem daqui)
Como se entende que um País que tem algumas das maiores barragens hidroeléctricas de África, a maioria já recuperadas ou em vias disso, possa continuar a registar “apagões” quase sistematicamente diários.
Luanda, é um dos casos mais paradigmáticos de Angola.
Não creio que seja o “roubo” de energia a única desculpa viável. Haverá, por certo, muita incúria e muita gasosa que faz com que os luandenses, e passo a citar “…numa altura em que se gastaram, e gastam milhões e milhões de dólares na energia eléctrica, há mais de uma semana que todos os dias há apagões” (informação recebida via e-mail de quem necessita da energia eléctrica para trabalhar, nomeadamente, por causa da Internet que, também ela, está cada vez mais difícil).
Vamos ficar a aguardar que o novo Governo saído das eleições de Setembro – se não puder ser antes – consiga reverter esta estranha situação.
A Angola não basta querer ser uma potência. Tem de fazer por o justificar. E logo nos pormenores mais pequenos como é a capacidade de produzir e “manter” a energia eléctrica.
Angola tem enormes potencialidades hídricas e carbonetos para produzir electricidade. Desde que os responsáveis o queiram… Ou será que alguns responsáveis temem que os angolanos saibam mais do que devem com o livre acesso à electricidade e, por exclusão, aos diferentes meios de comunicação?

18 agosto 2006

Moçambique vê China como parceiro no Desporto

(Matola vai ter gás natural canalizado. Carlos Tembe [primeiro à direita] não pára…)

A CHINA poderá ser um parceiro útil na reabilitação de infra-estruturas desportivas nacionais, caso se concretizem parcerias com o Governo moçambicano nesse âmbito. O director executivo do Fundo de Promoção Desportiva, José Gabriel Dava, participou, recentemente, em um seminário sobre a gestão de infra-estruturas desportivas naquele país asiático, em que estiveram representados 12 países africanos. Dava apreciou as várias propostas e modelos de cooperação que os chineses desenharam para a viabilização de projectos visando a construção e recuperação de instalações desportivas em África.
Costuma-se a dizer que "pelas costas dos outros vemos as nossas". Mas não parece ser esse o caso de Moçambique. Ou então não liga ao que se passa no outro lado de África, mais concretamente em Angola que começa a evidenciar um certo cansaço com o apoio chinês (além de trancarem as portas aos empreiteiros nacionais, os chineses não aceitam que as obras sejam fiscalizadas por entidades nomeadas pelo governo angolano).
Basta ler a imprensa angolana, para se aperceber que até o presidente Dos Santos já procura alternativas aos “apoios” chineses…
Nada que eu também já não tivesse escrito oportunamente.
E se nos lembrarmos que Moçambique apresenta um enorme potencial energético ainda inexplorado, ou deficientemente explorado…