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10 outubro 2011

Prémio Ibrahim 2011

(imagem via Internet)

Pela segunda vez, um antigo presidente afro-lusófono arrecadou o prestigiado Prémio Ibrahim para a Boa Governação, em África.

O laureado foi Pedro Pires, o recente demissionário presidente de Cabo Verde que vai receber um prémio pecuniário de cerca de 5 milhões de dólares (fraccionado em cerca de 200.000 dólares por ano durante dez anos) instituído pela sudanesa Fundação Mo Ibrahim.

Este prémio valora a governações transparentes e a favor da sociedade e, principalmente, o não apego ao Poder.

Duas das razões por que Pires recolheu o interesse da Fundação e o laureou deveu-se ao facto de, durante o seu consolado, Cabo Verde ter sido um dos dois países africanos a saírem do lote dos Países Menos Desenvolvidos e de se ter recusado a alterar a constituição para lhe ser permitida um terceiro mandato.

Depois de Nelson Mandela (honorário) e Joaquim Chissano, em 2007, e Festus Mogae, Botswana, em 2008, a Fundação conseguiu descobrir mais um líder que não só não quis perpetuar o cargo como não se preocupou em gerar artifícios para se manter na função que, constitucionalmente, se lhe via vedado o seu prolongamento.

De recordar que em 2009 e 2010 o Prémio não foi atribuído por a Fundação não conseguir descortinar um potencial laureado!

E, por este andar, creio que 2012, a ser atribuído, deverá ser para um novo lusófono, repetindo esse seu País, o Prémio…

08 março 2010

Homenagem à Mulher via Fernanda Bonfim

"Mulher Africana

Nasce com fogo na alma

Que invade o seu ego

E a rejuvenesce

(...)"

(Parte do poema Mulher Africana, de Fernanda Bonfim, que pode ler aqui)


No Dia Internacional da Mulher a minha homenagem à santomense Fernanda Bonfim recentemente galardoada com o Prémio “Winnie Mandela 2010”, concedido pelo seu trabalho junto das comunidades africanas de Portugal, quando liderava um trabalho efectuado na Liáfrica.


O prémio terá sido entregue, em Madrid, no passado dia 6 de Março, por ocasião do Dia Internacional da Mulher!

15 novembro 2009

Angola, Prémio Nacional de Cultura ou um Muro de silêncio?...

(imagem Jornal de Angola)

Será que o jornalista e escritor João de Melo vai aceitar o Prémio Nacional de Cultura e Artes outorgado – leia-se, imposto – pela Ministério da Cultura angolano em clara discordância ao que os membros do júri propuseram, ou seja, Viriato da Cruz?

Ou será que a reconhecida consciência política, cultural e social de João Melo o fará se inclinar pela declinação desta concessão política – apesar da
ANGOP mostrar fotos em contrário – só porque no MPLA ainda se sente que não estão saradas certas feridas antigas e há nomes vetados?

Ainda hoje num programa “Debate Africano”, da RDP-África, que passa ao fim da manhã de Domingo, havia quem questionasse se a não entrega do Prémio a Viriato Cruz seria porque o mesmo talvez não prevesse a entregue a título póstumo. Recorde-se que já depois de 2000, ano em que foi criado o Prémio, os artistas plásticos, Victor Teixeira “Viteix”, pintor, e Rui de Matos, escultor, foram premiados a
título póstumo.

Faz, de certa forma, lembrar o caso de Luandino Vieira quando foi laureado, em 1965, pela Sociedade Portuguesa de Escritores com o Grande Prémio da Literatura Novelística com o seu livro «Luuanda», naquele que seria o seu segundo grande Prémio já que aquela mesma Sociedade já tentara conceder-lhe, pela mesma obra, o Prémio Camilo Castelo Branco.

Recorde-se que também nessa altura o poder instituído vetou a concessão do Prémio exigindo que o mesmo fosse dado a outrem o que foi negado pelos membros do júri e pela SPE faço que levou ao então Poder demitir todos os órgãos da Sociedade e extinguir o organismo que teve a ousadia de laurear um escritor “maldito” ligado aos “Estudantes do Império” e às questões relacionadas com o movimento independentista das colónias, nomeadamente ao “Processo dos 50”, a suspender o Jornal que, então, teve a ousadia de publicar a notícia, o
Jornal do Fundão.

Quase 50 anos depois e 20 após o derrube do “Muro” outros há que se mantêm para desgosto da Cultura!
Reproduzido, posteriormente, no portal , na coluna "Malambas de Kamutangre", em 19/Nov./2009

13 outubro 2009

Autor moçambicano vence Prémio Leya 2009

(imagem "Moçambique para todos")

João Paulo Borges Coelho e o romance "O Olho de Hertzog" conquistaram a segunda edição do Prémio Leya, conforme anunciou hoje o presidente do júri, Manuel Alegre.

O prémio, no montante de 100 mil euros distingue, segundo Manuel Alegre, "um romance de grande intensidade, em que se conjugam a complexidade das personagens, a densidade da trama narrativa e a busca do olho de Hertzog, que é, de certo modo, uma metáfora da demanda do destino individual e colectivo".

A obra retrata e oferece-nos o "contexto histórico dos combates das tropas alemãs contra as tropas portuguesas e inglesas na I Guerra Mundial, na fronteira entre o ex-Tanganica e Moçambique, o confronto entre africânderes e ingleses, a emigração moçambicana para a África do Sul, a reacção dos mineiros brancos, as primeiras greves dos trabalhadores negros e a emergência do nacionalismo moçambicano, nomeadamente através da imprensa e dos editoriais do Jornalista João Albasini".

Ao prémio concorreram 201 originais.

Notas sobre o autor:

João Paulo Borges Coelho é historiador e escritor moçambicano, apesar de ter nascido no Porto, em 1955. Todavia, sendo filho de pai transmontano e de mãe moçambicana, cedo foi viver para Moçambique e adquiriu nacionalidade moçambicana. Estudou em Moçambique, obtendo posteriormente Doutoramento em História Económica e Social conferido pela Universidade de Bradford (Reino Unido) e Licenciatura em História conferida pela Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, onde hoje ensina História Contemporânea de Moçambique e África Austral.

É, também, professor convidado no Mestrado em História de África da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado à investigação das guerras colonial e civil em Moçambique, tendo publicado vários textos académicos em Moçambique, Portugal, Reino Unido, Espanha e Canadá.

Como escritor, estreou-se na ficção com "As Duas Sombras do Rio", em 2003, e , 2005, foi o vencedor do Prémio José Craveirinha, atribuído em 28 de Março de 2006, com o livro "As Visitas do Dr. Valdez".

Normalmente, Moçambique é o principal pano de fundo de todo o seu trabalho de ficção.

Outras obras publicadas pelo autor:

Índicos Indícios I. Setentrião”, Editorial Caminho, 2005; “Índicos Indícios II. Meridião”, Editorial Caminho, 2005; “Crónica da Rua 513.2”, Editorial Caminho, 2006; “Campo de Trânsito”, Editorial Caminho, 2007; “Hinyambaan”, Editorial Caminho, 2008; e dois livros de animação “Akapwitchi Akaporo. Armas e Escravos”, Maputo, Ed. do Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1981; e “No Tempo do Farelahi”, Maputo, Ed. do Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1984 (o autor assina apenas João Paulo).

Fonte SAPO/LUSA/Grupo Editorial Leya e Publicado em simultâneo com o Notícias Lusófonas (Cultura)

10 agosto 2009

Obrigado Companheiro e amigo!

Às vezes temos ofertas destas para continuarem a nos indicar que mais que o ego cheio, a vontade de continuar a lutar pelo que pensamos ser o mais correcto dá direito a prémio e merece o nosso comprometimento contínuo.

Obrigado meu Caro
Carlos Narciso!

NOTA: O meu lamento de só agora (12.Ago.2009) ter entrado porque não me apercebi que o apontamento tinha ficado suspenso com os cumprimentos da lentidão e inoperância da TMN!!!!!

28 novembro 2008

E os Prémios BOBs 2008 foram para…

THE BOBs Terminaram as votações do Público e da Crítica para os BOB’s Awards 2008 e que premeiam os melhores blogues a nível mundial.

Como era do vosso conhecimento o “Pululu” foi um dos finalistas, na rubrica “
Repórteres sem Fronteira” (RSF).

Após a votação final do Público, o “Pululu” ficou em 6º lugar – só com 324 visitas registadas no concurso – com a mesma percentagem do 5º e do 7º com, respectivamente, 637 e 1275 visitas - se fizer uma conferência público/percentagem... Nesta rubrica, RSF, venceu, no Público, o blogue da cubana Yoani Sanchez, “
Generación Y” com 25% dos votos, e com 3322 visitas. A nível do Júri, venceram, ex-aqueo, dosi blogues de intervenção, o chinês “Blog de Zeng Jinyan” e o iraniano “4equality”.

Quanto às
restantes rubricas, e ralativamente aos prémios do Júri destaque para a vitória do “Generación Y” no “Melhor Weblog”, do blogue o costamarfinense “Le Blog de Yoro” no “Melhor em Francês” – ficou em segundo no Público –, do brasileiro “Querido Leitor” para o “Melhor em Português” – também ganhou no Público, à frente do moçambicano “Diário de um sociólogo” –, ou do sul-africano “Voices of África” para o “Melhor Videoblog”.

Poderão conferir todos os vencedores do
Júri e do Público nos respectivos acessos já assinalados. Aos vencedores e aos restantes finalistas os meus sinceros parabéns e fraternas felicitações.

25 novembro 2008

Prémios BOB’s, aproxima-se a data limite de votação

Amanhã é o último dia para a votação do Público para os prémios para os melhores Blogs do Mundo, os BOB’s Awards da Rádio Deutsche Welle.

Como sabem, o Pululu foi um dos finalistas à votação final do Público e dos Críticos, na rubrica “
Repórteres Sem Fronteiras”, encontrando-se, neste momento, em 7º lugar a cerca de 1% do quinto colocado. Quem quiser votar pode ainda fazê-lo, até amanhã, através daqui e na rubrica respectiva.

Mas dos africanos não é só o Pululu que está na compita pelos prémios. Como se devem recordar da chamada África subsaariana estão também o referencial moçambicano “
Diário de um Sociólogo” – quando é que o Maschamba volta ao nosso convívio? – no prémio “Melhor em Português” – actualmente em segundo lugar bem destacado do brasileiro (quase angolano) “Casa de Luanda” –, o costamarfinense “Le Blog de Yoro” candidato ao “Melhor em Francês” e o o ugandês Scarlett Lion in Uganda, nos “Melhores em Inglês”. Competem também blogues da África do Norte, nomeadamente, marroquinos e egípcios.

Na quinta-feira, dia 27 de Novembro, saber-se-á quem foram os vencedores desta edição do The BOBs, segundo o Público e o dos Críticos, em cerimónia transmitida ao vivo via
live streaming e comentada via live blogging por Peter Bihr.

Enquanto uns definham outros levam prémios

(imagem daqui)
Pelo menos, uma vez por dia, faço uma visita a Maputo, através do académico Carlos Serra e via "Diário de um Sociólogo".

Qual não foi a minha agradável surpresa ao ler um
apontamento sobre as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Segundo Carlos Serra, a LAM, companhia de bandeira de Moçambique, terá sido hoje foi galardoada, em Ouagadougou, Burkina Faso, por, e passo a citar, “ter sido considerada
a melhor companhia área africana do ano, no âmbito regional, pela Associação Africana das Companhias Aéreas.”

Se nos lembrarmos que não há muito tempo também a LAM esteve entre as interditadas no espaço aéreo europeu e um seu administrador foi detido por irregularidades administrativas temos de reconhecer que a sua Administração e o estado moçambicano souberam dar a volta ao texto e colocar a LAM num galarim que muitas companhias africanas e, porque não dizê-lo, euro-regionais gostariam de estar.

Parabéns à LAM e a todos aqueles que contribuíram para o galardão, ou seja, a administração e os seus colaboradores.

O certo é que enquanto uns se singram e voam outros, infelizmente, parecem ter perdido a capacidade de voar (saltar elegantemente) como o patrono que até há pouco o caracterizava (e se espera que a (re)nova mantenha a imagem)…

30 outubro 2008

Pululu na Rádio Deutsche Welle

Por ter sido nomeado como um dos finalistas dos prémios para os melhores Blogues do Mundo, os “The BOBs 2008” a secção portuguesa da Rádio alemã Deutsche Welle, por sinal o impulsionador destes prémios, fez-me uma entrevista, por Daiana Dalfito, para explicar o porquê do Pululu e como vejo a sua existência.

Poderão ouvir a entrevista acedendo
aqui e, apesar dos temas da edição de hoje, 30 de Outubro, serem, no geral, bastante importantes, colocando, caso o desejem fazer mais rápido, nos 19’39”.

Relembro que o Pululu concorre na rubrica “Repórteres Sem Fronteiras (RSF)” e que tem como companheiros africanos os egípcios
Laila, na rubrica “Melhor Weblog”, Vor der Flut, Mabadali, Stunde der Uni. e Ohod na rubrica dos “Melhores em Árabe” (todos em árabe); os marroquinos Mostafa al Baqali, na rubrica melhor “Videoblog”, marocchomeurss.blogspot.com/, também nos “RSF”, e M.S.Hjiouij nos “Melhores em Árabe”, (todos em árabe); o ugandês Scarlett Lion in Uganda, nos “Melhores em Inglês”; o costamarfinense Le Blog de Yoro, nos “Melhores em Francês”; e o já citado moçambicano Diário de um Sociólogo, nos “Melhores em Português”.

Resumindo, n’ “The BOBs 2008” África está representada nas diferentes rubricas por 5 egípcios, 3 marroquinos, 1 costamarfinense, 1 moçambicano e 1 angolano; há ainda dois blogues concorrentes em duas diferentes categorias que, embora não africanos, estão ligados intimamente a África: o francês África in Viu e o Casa de Luanda, de dois brasileiros que, recentemente, têm passado muito da sua vida pelas terras da Kianda.

Uma vez mais se relembra que quem quiser votar nos seus favoritos pode fazê-lo
aqui
.

27 outubro 2008

Pululu seleccionado para um dos prémios “The BOBs 2008”

Começou a corrida aos prémios The Best of Blogs “BOBs” 2008, da The Deutsche Welle, cuja votação do júri internacional e do público se vai prolongar até ao próximo dia 26 de Novembro próximo.

Dos mais de 8500 blogs, videoblogs e podcasts, inscritos ou propostos às 16 categorias para o The BOBs 2008 – um novo record para os "The BOBs" –, foram nomeados 176 finalistas para as referidas 16 categorias.

Entre os finalistas, na categoria “Repórteres Sem Fronteiras”, está o Pululu, a par de blogues como o da cubana Yoani Sanchez “Generación Y” ou “zengjinyan.spaces.live”, do activista chinês Hu Jia, recentemente galardoado com o Prémio Sakarov, entre outros.

De registar que o Generación Y também está igualmente nomeado para o prémio “Melhor Weblog” onde se encontra, também um blogue de brasileiros residentes em Angola, “
Casa de Luanda”.

Na rubrica “Melhor em Português”, além do já citado “Casa de Luanda” está o blogue do sociólogo moçambicano Carlos Serra – e já vai destacado no primeiro posto – “
Diário de um Sociólogo”.

Quem quiser votar ou comentar basta aceder às respectivas rubricas por esta via
BOBs 2008 e escolher a rubrica a votar ou deixar comentários no respectivo blogue, no caso do Pululu, pode fazê-lo aqui ou na coluna ao lado.

29 maio 2008

Combate á malária premiado

(imagem daqui)

Quatro organizações africanas que lideram o combate ao paludismo/malária foram galardoadas com o prémio espanhol, Príncipe das Astúrias.
As organizações galardoadas foram a ganesa Kintampo Health Research Centre, a Malaria Research and Training Center, do Mali, a moçambicana Centro de Investigação em Saúde de Manhiça e a tanzaniana Ifakara Health Research and Development Centre
O prémio destaca a busca de vacinas contra o paludismo/malária e o seu contributo na luta contra outras doenças endémicas como a tuberculose, o sida, a pneumonia ou as diarreias.
A malária continua a matar cerca de um milhão de pessoas todos os anos, representando uma contínua ameaça para cerca de 40% da população mundial, com especial destaque para os países da África subsaariana, onde, devido ao paludismo/malária, ainda continua a morrer uma criança, com menos de 5 anos, a cada 30 segundos.

07 maio 2008

Cuba, hajam reformas mas, devagar…

Castro, o Raul, o irmão, abriu mão de algumas coisas para alegria e maravilha do seu povo, a que alguns já chamam de reformas gentis.
Já podem comprar, telélés, televisores, panelas eléctricas, computadores, etc.
Ou seja, quem quiser já se pode pavonear com os benefícios do capitalismo, mas…
Há sempre um mas! Falar é que não!
Yoani Sánchez, autora de um blogue cubano “Generación Y”, foi galardoada com o prémio espanhol Ortega y Gasset de Jornalismo - Periodismo Digital.
Até aqui nada de mais, dado a qualidade dos seus escritos.
O problema, e disto já tinha sido anteriormente alertado pelo João Tunes, do Águalisa, e agora revelado pela rádio TSF – é que o Governo de sua eminência Raul Castro recusa dar autorizar a saída a Yoani Sánchez, para que possa receber, em Madrid, o citado prémio!
Porque será?
Será que se deve ao facto de ter sido considerada pela revista “Time”, deste mês, como uma das 100 pessoas mais influentes do Mundo no "The 2008 TIME 100"?

15 abril 2008

Líder dos Massukos um dos vencedores da Goldman Environmental Prize

(Feliciano dos Santos evidenciado a vermelho)

O cantor moçambicano Feliciano dos Santos ganhou o prémio Goldman Prize [Goldman Environmental Prize], considerado por muitos como o prémio Nobel do ambiente. Feliciano que lidera a banda moçambicana Massukos, é distinguido pelo seu trabalho na divulgação dos problemas da saúde, água e Sida [ver texto explicativo da Goldman aqui].
As Nações Unidas estimam que as doenças diarreicas matam por ano 1,8 milhões de pessoas. Feliciano recebeu o prémio numa cerimónia na cidade norte-americana de São Francisco. Em declarações, Feliciano começa por descrever o que sentiu quando soube que tinha sido distinguido. “Foi uma surpresa, pensei que fosse brincadeira, nunca pensei que estando na província do Niassa no Norte de Moçambique tão longe do mundo, não acreditei que fosse possível”. Feliciano acredita que a música tem poder para fazer passar mensagens para o público. “Em África quando se toca um batuque, as pessoas aglomeram-se e aquele é o momento próprio para começar a transmitir aos outros aquilo que lhe vai no coração”.
Música sobre latrinas serviu para alertar para problemas de higiene “Eu sinto que a música tem um poder muito forte e transmite aquilo que são as nossas necessidades básicas”. A motivação de Feliciano surgiu das más condições de higiene e da má qualidade da água que tinha disponível na província do Niassa. Em 1992, depois de ter formado a banda Massukos, ele promoveu em conjunto com a Unicef um projecto para promover as latrinas.
Em 1996, ele estabeleceu a ONG “Estamos”, que tem por objectivo promover melhores condições de vida através de melhores condições sanitárias. “Este prémio serve para as pessoas perceberem que não interessa de onde nós vimos, o que é importante é realizar coisas que marcam a diferença”, refere Feliciano dos Santos. O prémio de 150 mil dólares vai servir para “alertar para os problemas que as populações de Moçambique e de África enfrentam no dia-a-dia”, conclui.

Artigo publicado n’O Observador, edição 192, de hoje e que muito gostosamente aqui transcrevo como incentivo a que outros africanos também continuem a contribuir para elevar o nome do Continente para além dos problemas políticos, da fome e da guerra, com que, predominantemente, somos relembrados.

25 outubro 2007

Prémio Sakharov 2007 relembra Darfur

(imagem daqui)
A União Europeia, por vezes, não está adormecida nem esquecida dos valores que nortearam os seus fundadores: a defesa dos Direitos Humanos e da Liberdade.
Por isso, ou talvez porque a consciência anda demasiado pesada pelas sucessivas adendas que certos Estados-membros fazem no que toca à Carta de Direitos Fundamentais decidiu, e bem, através do seu Parlamento conceder o Prémio Sakharov de 2007 a Salih Mahmoud Osman. Além do laureado estavam na corrida final a assassinada jornalista russa Anna Politkovskaya (activista dos direitos humanos reconhecida pela oposição ao conflito na Chechénia) e os chineses Zeng Jinyan e Hu Jia (dois dos mais activos defensores dos direitos humanos na China).
Salih M. Osman é um advogado sudanês de 50 anos e activista pelos direitos humanos que muito se tem batalhado e trabalhado em prole da defesa das vítimas da guerra-civil no Darfur e membro da 0rganização Sudanesa contra a Tortura que apoia todos os que são perseguidos apenas por criticarem o governo de Cartum ou pertencem à etnia errada.
Já em 2005, Salih M. Osman recebeu o prémio Human Rights Watch’s.

22 outubro 2007

Coroada a boa governação de Chissano

Joaquim Chissano foi o primeiro ex-Chefe de Estado africano a ser galardoado pela Fundação Mo Ibrahim devido à boa governação que patenteou em Moçambique durante a sua Magistratura nacional
Para o prémio – uma bolsa de 5.000.000 de USDólares (entregue anualmente em tranches de 500.000 USD, mais 200.00 até ao final da vida), cerca de 3,5 milhões de Euros –, anunciado por Kofi Annan, muito concorreu a vontade em contribuir para a Paz e reconciliação, para uma democracia estável e um desenvolvimento económico em Moçambique aliado à sua livremente vontade – pelo menos é a versão oficial, face a certos condicionalismos – de deixar o poder presidencial.
Sabe-se, ou constou-se, que entre os candidatos estaria também o ex-presidente Bissau-guineense Henrique Rosa, o que seria um forte indicador do quanto os Bissau-guineenses perderam, bem assim os ex-presidente Benjamin Mkapa, da Tanzânia (de 1995 a 2005), Domitien Ndayizeye, do Burundi (2003-2005) e Sam Nujoma, da Namíbia (1990-2005).

28 agosto 2007

Prémio para Mia Couto, mais um…

(Mia Couto; foto daqui)
Soube ainda hoje, por uma notícia que vai sair na edição de amanhã d’O Observador (diário moçambicano em edição por assinatura), que Mia Couto foi galardoado com o prestigiado prémio para a língua portuguesa Passo Fundo Zaffari & Bourbom de Literatura, com o romance “O outro pé da sereia”.
De notar que um dos candidatos era o nobelizado José Saramago.
Este prémio, vai na sua V edição, no montante de 100 mil reais (cerca de 37.500 euros) é uma realização da Universidade de Passo Fundo e da Câmara Municipal desta cidade, que dista cerca de 330 quilómetros de Porto Alegre, e é concedida de 2 em 2 anos na “Jornada Nacional de Literatura”.
Além do prémio monetário, Mia Couto vai receber o troféu “Vasco Prado" igualmente concedido pela aquela universidade brasileira.
Além de Saramago, que apresentou a obra “As intermitências da morte”, concorreram a este certame nomes consagrados da literatura brasileira como Milton Hatoum, Luiz Ruffato, Flávio Carneiro, Adriana Lunardi, Hélder Macedo, Maria Valéria Rezende e Antônio Torres.
Moçambique e Mia Couto, uma vez mais de parabéns.

02 março 2007

Os óscares da CAF

Didier Drogba, avançado costa-marfinense do Chelsea, ao vencer o título de melhor jogador africano de 2006 com 79 votos “impediu” que Samuel E’to (arrecadou 74 votos) fizesse o tetra nesta rubrica; E’to, do Barcelona, quedou-se pelo segundo lugar e Michael Essien, também do Chelsea, em terceiro.
A equipa egípcia Al Alhy foi uma das grandes vencedoras da Gala "Glo-CAF Awards 2006". Além de vencer o prémio de melhor equipa africana viu o seu treinador, Manuel José, conquistar o título de melhor treinador e o egípcio Mohamed Abou Teka, o de melhor jogador nas provas africanas de clubes
Por selecções, o prémio de melhor selecção de 2006 foi para o Gana.
Foram ainda galardoados os nigerianos Taiwo Taye, do Marselha, com o prémio de melhor jogador de sub-23 e Cynthia Uwak que ganhou o título de melhor jogadora africana
Por fim, para a CAF a selecção africana ideal, sob a orientação de Manuel José seria:
Guarda-redes: E.El Hadary, Egypt, (Al Ahly);
Defesas: Emmanuel Eboué, e K.Touré, ambos da Costa do Marfim (e jogadores do Arsenal), Wael Gomaa, Egypt (Al Ahly) e Taiwo Taye, Nigeria (O.Marseille);
Centro-campistas: Mohamed Abou Treka, Egypt (Al Ahly), Essien, Ghana (Chelsea), Didier Zokora, Costa do Marfim (Tottenham) e Mamadou Diarra, Mali (Real Madrid);
Avançados: Eto'o, Camarões (Barcelona) e Drogba, Costa do Marfim (Chelsea)
Uma selecção de luxo. Pode ser que para o ano algum jogador ou equipa angolana seja contemplada.

25 maio 2006

Luandino Vieira e o Prémio Camões

(Luandino Vieira em foto da Ed. Caminho)

Mal vai um país que se preocupa em querer saber – ou discutir – o(s) porquê(s) da tão propalada recusa do Prémio Camões 2006 pelo luso-angolano (esta referência à dupla nacionalidade é intencional para evitar algum aproveitamento político) Luandino Vieira.
Acontece que o autor de grandes obras como "Luuanda" e "No Antigamente na Vida – estórias" não terá, de acordo com amigos chegados, recusado o Prémio mas, e tão só, o valor do prémio por motivos meramente pessoais e muito íntimas, como sendo o facto de estar, neste momento, a ter uma vida quase franciscana.
E, já agora, para que se saiba esta não terá sido a primeira vez que um autor recusa receber o prémio, dado que, já em 1994, o poeta português Herberto Hélder terá feito o mesmo, no caso com o Prémio Pessoa, e, registe-se, que a generalidade da sua biografia, incluindo a colocada no sítio do Instituto Camões, omite esta ocorrência.
Então porquê esta toda celeuma com a posição de José Luandino Vieira.
O que poderia era ter doado o valor pecuniário por terceiros, por exemplo, os Meninos da Rua, de Luanda, ou pelas Crianças SOS, de Angola, entre outras organizações de solidariedade.
Aí sim, talvez fosse mais bonito.
E nunca aquilo que a Ministra da Cultura portuguesa deseja fazer; aproveitando-se da situação - mesmo que juridicamente esteja previsto - para colocar metade da verba no orçamento do Gabinete de Relações Internacionais, do seu Ministério.

19 maio 2006

Prémio Camões 2006 para Luandino Vieira

O Prémio Camões 2006, o mais importante galardão literário da língua portuguesa, no valor de cem mil euros, foi atribuído hoje em Lisboa ao escritor angolano José Luandino Vieira.
Pela segunda vez, um autor angolano – depois de Pepetela, em 1997 – é galardoado com o maior prémio literário de língua portuguesa.
Não há dúvida que o autor de “No antigamente, na vida - estórias”, “Luuanda”, “A Vida verdadeira de Domingos Xavier”, “Nosso Musseque”, entre outras, já merecia um reconhecimento mais profundo.

Um belo poema de Luandino Vieira, "Estrada" pode ser lido Malambas e agora também aqui.

12 maio 2006

Estudo sobre a Palanca Negra ganha prémio internacional

(tela expropriada daqui)

O projecto de conservação da palanca negra gigante, que está a ser desenvolvido em Angola pelo Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica, venceu o Whitley Award 2006, um dos mais prestigiados na área da protecção ambiental.
O prémio
[de 30 mil libras], uma iniciativa do Whitley Fund for Nature (WFN), foi entregue quarta-feira à noite, numa cerimónia realizada na Real Sociedade de Geografia de Londres.
O projecto angolano era um dos dez finalistas deste prémio, tendo sido seleccionado entre mais de 160 candidaturas de todo o mundo.


Sendo um dos nossos maiores – senão mesmo, actualmente, o maior – símbolos nacionais e depois da equipa do professor Pedro Vaz Pinto ter (re)confirmado que este belíssimo antílope não estava extinto, após fotos de manadas na região de Malange, nada como um prémio para “obrigar” a redireccionar os nossos governantes e outras entidades para a efectiva preservação da espécie que é única no Mundo e, ao mesmo tempo, símbolo da TAAG e das equipas nacionais desportivas angolanas.

artigo da Lusa citado aqui, aqui, aqui e que já antes tinha abordado, e, desculpem mas deve ter sido falta de vista, nada aqui.