30 junho 2016
Dupla reflexão: o Brexit e o Prémio Mo Ibrahim - artigo
16 outubro 2012
2012 Ibrahim Index of African Governance
Angola, em 40º, Moçambique, em 21º, e São Tomé e Príncipe, em 11º, melhoraram em um ponto a sua classificação, com o caso de Angola ter abandonado as últimas 10 posições com troca – e a progredir, ponto a ponto desde 2006 –, entre outros, com Guiné-Bissau, que agora ocupa o lugar 45º, logo atrás da Guiné-Equatorial e à frente da Costa do Marfim(?)!
Em últimos estão o Chade, a República Democrática do Congo e Somália.
Poderão aceder ao relatório preliminar por: http://www.moibrahimfoundation.org/downloads/2012-IIAG-summary-report.pdf
11 outubro 2011
Índice Mo Ibrahim de boa governação
Já está disponível o Índice anual da Fundação Mo Ibrahim para a Boa Governação em África.
Um Índice que contempla 50 Estados do Continente africano e onde pontuam nos lugares cimeiros as ilhas Maurícias (com 82,5 pontos em 100), Cabo Verde e Botswana e nos lugares indesejáveis de má governação Zimbabué, Chade e Somália.
De notar os países CPLP (lusófonos e aproximados) estão referenciados São Tomé e Príncipe, em12º, com 58,4 pontos; Moçambique em 21º, com 54,6; Angola em 42º com 40,8; Guiné-Bissau, com 37,2 pontos; de notar que os afins, nomeadamente Guiné-Equatorial está em 45º com 36,5 pontos; o Senegal e a Gâmbia estão em 15º e 24º, respectivamente.
A República de Cabo Verde obteve 79 pontos ganhando 3,3 pontos face ao Índice de 2006; já São Tomé perdeu 0,2 e Moçambique 0,6 pontos no mesmo período. Por sua vez, e para o período em causa, Angola registou uma significativa subida na Boa Governação ao acrescentar 7,1 pontos(!!), enquanto a Guiné-Bissau perdeu 3,4 pontos.
Quem mais subiu foi a Libéria – da presidente Sirleaf, a recente laureada Nobel da Paz e que hoje disputa um novo mandato no País – com 11,1 pontos acrescidos enquanto Madagáscar foi o mais penalizado tendo-lhe sido deduzidos 11,6 pontos (a sistemática obstinação do actual líder em manter o status quo resultante do Golpe militarizado e não observância dos acordos já celebrados a nível da SADC está a ter as suas consequências).
Relativamente à posição de Angola de realçar que a melhor execução, pontualmente que não em termos de classificação é o Género, em 15ª com 61 pontos em 100 possíveis, depois a Segurança Nacional (tem 65 pontos e 42º lugar) logo seguido da Saúde (melhorou 19,2 pontos, para 55, 1 pontos). Pontualmente são as Infra-estruturas (19º lugar) que pontificam. Os piores desempenhos vão para a Prestação de Contas, a Participação (registou uma queda assinalável de 23 pontos) e os Direitos.
10 outubro 2011
Prémio Ibrahim 2011

Pela segunda vez, um antigo presidente afro-lusófono arrecadou o prestigiado Prémio Ibrahim para a Boa Governação, em África.
O laureado foi Pedro Pires, o recente demissionário presidente de Cabo Verde que vai receber um prémio pecuniário de cerca de 5 milhões de dólares (fraccionado em cerca de 200.000 dólares por ano durante dez anos) instituído pela sudanesa Fundação Mo Ibrahim.
Este prémio valora a governações transparentes e a favor da sociedade e, principalmente, o não apego ao Poder.
Duas das razões por que Pires recolheu o interesse da Fundação e o laureou deveu-se ao facto de, durante o seu consolado, Cabo Verde ter sido um dos dois países africanos a saírem do lote dos Países Menos Desenvolvidos e de se ter recusado a alterar a constituição para lhe ser permitida um terceiro mandato.
Depois de Nelson Mandela (honorário) e Joaquim Chissano, em 2007, e Festus Mogae, Botswana, em 2008, a Fundação conseguiu descobrir mais um líder que não só não quis perpetuar o cargo como não se preocupou em gerar artifícios para se manter na função que, constitucionalmente, se lhe via vedado o seu prolongamento.
De recordar que em 2009 e 2010 o Prémio não foi atribuído por a Fundação não conseguir descortinar um potencial laureado!
E, por este andar, creio que 2012, a ser atribuído, deverá ser para um novo lusófono, repetindo esse seu País, o Prémio…

