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08 janeiro 2009

Gana deu exemplo

(foto AFP)

O Gana foi a eleições presidenciais. Perfeitamente natural quando se acede à Democracia.

A campanha eleitoral foi dentro do normal, houve uma segunda volta, naturalmente, e o candidato oposicionista foi o vencedor com cerca de 50,23% dos votos expressos.

Tal como é natural em votações o potencial derrotado criticou as notícias que davam o seu opositor como vencedor porque, segundo aquele, os votos ainda não estavam contados e a omissão eleitoral ganense não tinha dado o seu parecer final.

A diferença foi na tomada de posse, como presidente, do candidato vencedor, professor de direito John Evans Atta Mill. Ao contrário do que se costuma ver nas restantes eleições em África, o candidato derrotado, Nana Akufo-Addo, do governamental Novo Partido Patriótico (NPP), e o ex-presidente, John Agyekum Kufuor, que esteve dois mandatos consecutivos, estiveram presentes na tomada de posse.

Tal como quando se tornou no primeiro país africano, da era moderna, a ascender à independência, o Gana deu novo exemplo à comunidade africana.

19 março 2007

Ainda do Gana ao Zimbabué - artigo

Sob o título "Do Pai da Moderna Independência Africana ao Mugabe Despótico" um artigo de opinião publicado no Correio da Semana, edição 107, de 17/Março/2007.
"No passado dia 6 de Março o Gana comemorou o 50º aniversário como estado independente.
E como “prenda” pelas bodas de ouro, os 53 Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), reunidos em Adis-Abeba, decidiram entregar a presidência rotativa da UA ao Gana.
Foi o primeiro Estado independente africano do pós-II guerra mundial. O primeiro sob efectivo auspício das Nações Unidas.
Um Estado sob colonização inglesa; na altura estes entregaram a independência a um príncipe ashanti, Kwame Nkrumah, que consideravam, incorrectamente como comprova a História, como sendo o mais digno e, na altura, único representante da antiga casa imperial que remontava ao império do Ghana – basta ler a magnífica obra do historiador Ki-Zerbo “História da África Negra” ou, procurar uma pequena ajuda no meu ensaio “África – Trajectos Políticos, Religiosos e Culturais”, para constatar o erro geo-histórico britânico. Herdeiro ashanti do reino de Daomé (da expressão ashanti “Dan Ho Mé – no ventre de Dan”) sim; nunca do império do Ghana. (...)
"
Pode continuar a ler na minha página-pessoal/artigos.

11 março 2007

Do Gana ao Zimbabué - artigo

"No passado dia 6 de Março a República do Gana comemorou o 50º aniversário como estado independente. E como “prenda” pelas bodas de ouro, os 53 Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), reunidos em Adis-Abeba, decidiram entregar a presidência rotativa da UA ao Gana.
Foi o primeiro Estado independente africano do pós-II guerra mundial. O primeiro sob efectivo adminículo das Nações Unidas.
Foi uma colónia na altura sob dominação inglesa; na altura, estes entregaram a independência a um príncipe ashanti, Kwame Nkrumah que consideravam, incorrectamente como comprova a História como sendo o mais digno representante da antiga casa imperial que remontava ao império do Ghana – basta ler a magnífica obra do historiador Ki-Zerbo “História da África Negra” ou, procurar uma pequena ajuda no meu ensaio “
África – Trajectos Políticos, Religiosos e Culturais”, para constatar o erro geo-histórico britânico (...)."
Artigo publicado no que podem ler, na íntegra, acedendo aqui.