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15 maio 2012

E viva a hipocrisia…


Ainda bem – ou infelizmente – que a hipocrisia não mata.

Esperemos que os líderes da CEDEAO continuem refastelados nas suas poltronas sem que um qualquer grupelho se lembre de lhes indicar a porta de saída da forma mais ignóbil.

Só assim se entende que a lista dos sancionados pela organização franco-germância, liderada, actualmente, pela Cote d’Ivoire e pela Nigéria, mostre alguns quantos – cerca de 20 – e se esqueça de outros não menos implicados, mesmo que moralmente…

(o fac-simile da lista pode ser lida, na íntegra, no blogue Ditadura do Consenso, do jornalista António Aly Silva, de onde foram retirados os acessos, com a devida vénia)

21 outubro 2011

Kadhafi, já era? 4

(da Internet)

Tal como aconteceu com outro líder africano - já me recordo que era africano, mas ainda não me recordo bem do seu nome, porque será? -, tal como aconteceu com Saddam e com Laden, ou seja, tal como aconteceu com todos os que a serem julgados - devidamente julgados, sublinhe-se, - poderiam aplicar a "boca no trombone" e colocarem em cheque certas políticas e certos políticos, Muammar Kadhafi, depois de executado, tudo aponta, vai ser enterrado em segredo!

A História e as estórias continuam a repetir-se, para grande satisfação daqueles que querem ver os ditadores apeados e eliminados, sem que a população nada questione. é mais um ditador banido.

E o que o Povo quer é a exclusão de todos os ditadores...

08 novembro 2009

À mulher de César não basta parecer ser séria…

"Depois da queda do “Muro de Berlim” e do advento da democracia pluralista em África, era sentimento geral que, embora ninguém acreditasse que os ventos da mudanças fizessem logo efeito – em outras partes duraram décadas para se afirmarem – esperava-se, ao menos, que paulatinamente essa mudança minimamente assentasse nos jangos e nas roças da vida africana.

Passou já mais de uma dezena e meia de anos desde que a maioria dos Estados africanos adoptaram a democracia pluralista. E o que se observa e se objectiva?

A presença de uma cada vez maior afirmação de um despotismo iluminado, a confirmação da supremacia de certos partidos sob a capa de liberdade política, a existência de uma cada vez maior conexão entre a política e a economia, a manutenção, apesar de “ilegalizada” pela União Africana, de Golpes de Estado e Intentonas militares, fazem prever que uma pseudo-democracia bem autocrática está firmemente implantada em África.

Por exemplo, o prémio Mo Ibrahim para “boa governação” e que premeia os presidentes africanos que abdicaram democraticamente do poder, não tenha conferido a nenhum antigo líder este ano. As razões, talvez as encontremos nas palavras do presidente ugandês, Yoweri Museveni, quando terá afirmado “Cinco milhões de dólares para mim não é nada. Cinco milhões de dólares é como uma mesada!”. Pois é precisamente este o valor pecuniário do Prémio Mo Ibrahim a ser pago em tranches anuais de 250 mil dólares.

Ora quando um estadista africano, que quando chegou ao poder, em 1986, afirmava que um presidente africano só deveria manter-se no poder durante dois mandatos, e faz uma afirmação destas, pode-se afirmar que, no mínimo, é chocante e… desmotivante!

É que à mulher de César não basta parecer ser séria… (...)
" (continuar a ler aqui)
Publicado no semanário , edição 239, de 7-Novembro-2009