Mostrar mensagens com a etiqueta IPS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta IPS. Mostrar todas as mensagens

12 março 2009

A visita de Eduardo dos Santos a Portugal no IPS

O correspondente da IPS em Portugal, Mário de Queiroz, comenta a viagem do presidente (oficialmente enquanto não houver eleições ainda o é) Eduardo dos Santos a Portugal com análises de personalidades de vários sectores políticos e académicos portugueses e, pelo menos, de um angolano, este vosso escriba.

Sob o título “
ANGOLA-PORTUGAL: ¿Asociación estratégica o festín neocolonial?” o jornalista estampa opiniões de Francisco Louçã, dirigente do Bloco de Esquerda, partido que optou por não marcar presença no Parlamento português por causa dos Direitos Humanos e por não poder dizer o que queria no estrado do hemiciclo – por vezes a presença crítica muda, principalmente quando é transmitida para o País do visado, tem meia impacto mediático que a crítica falada e a não presença –, do dirigente socialista e antigo presidente da Câmara de Lisboa, João Soares, da jornalista e activista dos Direitos Humanos, Maria Antónia Palla, do economista, colunista e director da Rádio renascença, Francisco Sarsfield Cabral, e, finalmente de moi-même.

De Francisco Louça, entre outras considerações, cito as que me parecem ser mais fortes: “Portugal tem relações diplomáticas e económicas com Angola e deve receber e conversar com os seus representantes, mas o festim neocolonial que foi esta visita é revelador das características da política e da economia portuguesa” […] “onde se falou de tudo menos dos angolanos”.

Relativamente a João Soares, Queiroz cita um artigo de opinião que o antigo autarca escreveu este mês no matutino Público onde Eduardo dos Santos é criticado por estar no poder há 30 anos sem que tenha sido eleito.

Já Maria Antónia Palla relembra que Angola apesar de ser rica em recursos naturais e em oportunidades económicas, apresenta profundas desigualdades e é um país assimétrico onde “a maioria da população vive em condições de miséria subhumana”.

Quanto a Sarsfield Cabral retiro duas citações que me parecem importantes e que devem ser bem ponderadas: “Angola está longe de ser uma democracia e ainda menos (de ser) um regime livre de corrupção […] pelo que as empresas portuguesas estarão sujeitas a estar dependentes de eventuais medidas arbitrárias do poder” e que as “relações entre Portugal e Angola são importantes mas há que ter cuidado”.

Relativamente aos meus comentários Mário Queiroz não deixou escapar entre outras considerações que na altura lhe transmiti, algo que também já aqui deixei explícito, “apesar de estarmos nos antípodas da política, da concepção de sistema político, ou do que é democracia, Eduardo dos Santos deve ser respeitado pela sua contribuição para a consolidação da Paz”.

O artigo pode ser lido na íntegra e na versão original (espanhola)
aqui.

24 dezembro 2008

A contagem regressiva dos pequenos partidos

O jornalista latino-americano Mario de Queiroz faz para o Inter Press Service News Agency (IPS) uma análise à quase certa extinção dos pequenos partidos angolanos, a partir de Janeiro próximo, segundo a lei dos partidos políticos angolanos, sob o sugestivo título (na versão original castelhana) “Angola: Pequeños partidos en cuenta regresiva” (só disponível para quem tem acesso ao produto).

Nessa análise, originalmente publicada em espanhol, o articulista honra-me com citações que me solicitou em tempo oportuno de que deixo parte, na versão inglesa, a que se tem acesso integral:

"
Angola’s vast, confusing party landscape is about to undergo a major transformation: as of January, 22 parties and coalitions will simply vanish from the political map.

Next month, Angola’s Constitutional Court (CC) will extend the death certificate to all parties that failed to pass the 0.5 percent threshold in last September’s legislative vote. However, the measure does not apply to parties that did not run in the last election.

12 maio 2008

Ainda Geldof e as palavras ditas

Mário de Queiroz, jornalista latino-americano do Inter Press Service News Agency (IPS) escreveu um interessante artigo – inicialmente em espanhol – sobre a célebre frase de Bob Geldof na conferência de Lisboa organizada pelo BES (Banco Espírito Santo) e pelo semanário Expresso (interessante a entrevista que Geldof deu ao Expresso e à SIC-Notícias).

No artigo, de Queiroz escalpeliza não só as palavras de Geldof e os inúmeros e diferentes interesses económicos lusitanos em Angola, como me concede a honra de colocar uma passagem com uma análise que me foi, ao tempo, solicitada sobre as palavras do activista-cantor irlandês.

Aqui ficam a versão inglesa, com o título “ANGOLA: Irish Rock Star Geldof Riles Tempers” dado que a versão original, espanhola, com o título “PORTUGAL-ANGOLA : Geldof metió la cola”, ainda não está totalmente disponível, salvo para os leitores pagantes. Há já também versões resumidas em alemão e holandês (e também, caso tenham acesso, sueco e finlandês, bem assim versões integral e de acesso livre em swahili e em francês):

“Eugenio Costa Almeida, a political scientist and columnist from Angola, told IPS that "personally, I don't recognise Mr. Geldof as a moral authority after he supported, like (Irish rocker) Bono, the leader of U2, the 2005 plan of (now British Prime Minister Gordon) Brown, who was finance minister at the time, which served as the basis for the European programme presented at the (December 2007) European Union-African Union summit."

Brown’s programme "was questioned by the most lucid and prominent African leaders, and now it has also been thrown into doubt by Mr. Geldof," whose activities and stances have been marked by "a certain level of hypocrisy, which should not be overlooked," said Costa Almeida.

Although the analyst is himself a staunch critic of the Angolan government, he pointed out that Geldof failed to mention individuals or parties, and merely made the sweeping assertion that Angola is "run by criminals," which means "he included everyone: ministers, governors, local chiefs -- in other words, the entire country." ”